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Yedinci Beş Yıllık Kalkınma Planı (1996-2000)

3. BÖLÜM: TÜRKİYE’DE PLANLI DÖNEM VE EĞİTİM

3.3. TÜRKİYE’DE HAZIRLANMIŞ OLAN KALKINMA PLANLARINDA

3.3.2.4. Yedinci Beş Yıllık Kalkınma Planı (1996-2000)

ocorrido, via de regra, aproveitando a capacidade instalada da rede não utilizada pelo Ensino Fundamental. Como o Ensino Fundamental funciona basicamente no turno diurno, a expansão da oferta do Ensino Médio se fez ocupando principalmente os espaços ociosos existentes no da noite. O governo de Minas Gerais propôs-se a ampliar o número de vagas no diurno para atender à demanda dos alunos que chegam mais novos ao Ensino Médio e a melhoria da qualidade do Ensino Médio noturno, que até então possuía uma organização inadequada dos tempos e espaços escolares. A proposta era desenvolver um modelo de ensino mais flexível e ajustado ao perfil dos alunos que freqüentam o Ensino Médio à noite.

6. Educação escolar e novas tecnologias — introdução de novas tecnologias da informação e da comunicação na educação, com o propósito de aumentar a eficiência e eficácia da educação escolar. A educação, nas últimas décadas e em vários países, vem passando por grandes transformações, para ajustar-se às novas características e exigências de uma sociedade moderna, por muitos identificada como

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“sociedade da informação” ou “do conhecimento”. Propôs-se a transformação do Ensino Médio com a entrada de novas tecnologias no processo educacional, para auxiliar as atividades de ensino e como parte integrante da própria concepção do processo formativo.

7. Novos caminhos para o Ensino Médio — o panorama apresentado mostra que o Ensino Médio em Minas Gerais não pode continuar o mesmo. É preciso não só reconhecer a necessidade de mudanças, mas também ter o senso de urgência, a compreensão de que ações imediatas, voltadas para a transformação das escolas nas suas mais variadas dimensões, não podem ser postergadas. Para o bom funcionamento do sistema por meio da implantação do PER, era indispensável contar com escolas em boas condições de funcionamento, dotadas de um corpo docente competente, de especialistas bem-preparados e geridas “eficientemente”, ou seja, boas escolas para o bom desenvolvimento do projeto. Ou seja:

Um sistema de ensino deve ser avaliado principalmente em função da sua capacidade de atender à demanda social por mais oportunidades de acesso à escola, de prestar serviços educacionais de qualidade que se traduzam em mais tempo do aluno na escola, mais atenção aos seus interesses e expectativas, maior assistência aos que apresentam mais dificuldades, melhores condições de ensino e mais sucesso na vida escolar (MINAS GERAIS, 2006b, 21)

Com esses indicadores de mudança na qualidade do Ensino Médio o governo de Minas tencionava agregar, com a implantação do PER, a função propedêutica às funções formativas mais amplas e tornar o Ensino Médio base para o acesso às atividades produtivas, para o prosseguimento nos níveis mais elevados e complexos de educação e para o desenvolvimento pessoal.

O estado conta com um número significativo de alunos em sua rede de ensino na educação básica, dentre os quais atende próximo de 762 mil no Ensino Médio. Aproximadamente quatro mil escolas compõem essa estrutura, sendo cada uma delas com sua cultura diferenciada, seus valores, sua história. O governo mineiro por meio da SEE-MG propõe fazer uma seleção de um conjunto de escolas tradicionais para fazer parte desse projeto que irá “resgatar a excelência da escola pública”; retomar a qualidade e a melhoria do ensino na escola de educação básica, com ênfase no Ensino Médio.

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Para tanto foi criado o Projeto Escolas-Referência – PER, que tem como eixo norteador a oferta e a qualidade do Ensino Médio. “Ele reúne escolas que, pelo trabalho que já realizaram ou que ainda vêm realizando, lograram alcançar o reconhecimento da comunidade em que atuam” (MINAS GERAIS, 2006a, p. 22).

Esse projeto, que está entre os trinta projetos estruturadores do Governo de Minas, volta-se para o desenvolvimento da educação básica e inclui: o Projeto de

Ampliação e Melhoria do Ensino Fundamental e o Projeto de Universalização e

Melhoria do Ensino Médio. Segundo seus proponentes deveria recuperar a qualidade e o nível de excelência da escola pública de educação básica. O projeto propõe a realização de algumas ações específicas:

a) A criação de novas vagas para atender à demanda por mais matrícula nesse nível de ensino, com melhor distribuição dessas vagas na rede de ensino de modo a atender todos os municípios mineiros;

b) Implantação de novo plano curricular para o Ensino Médio, com várias alternativas de oferta que contemplam a variedade de situações presentes entre os jovens e jovens adultos que desejam cursar esse nível de ensino; c) Maior oferta de formação inicial para o trabalho nas escolas estaduais. d) A implantação dessas duas últimas opções está se iniciando pelas 220

Escolas-Referência, em 2006, devendo se estender a todas as demais escolas a partir de 2007 (MINAS GERAIS, 2006b p. 14).

O PER, segundo seus propositores, propôs restaurar a escola pública de excelência de qualidade e para todos. Tomou como desafio o resgate da tradição das escolas estaduais, para atender todos os alunos que procuram a rede pública, e não somente os mais afortunados. Insistiu em convencer que desse modo a escola atingiria esse nível de excelência desejado. Para tanto, foram escolhidas Escolas- Referência para atuar como ponto de apoio e pólo de disseminação dos projetos da SEE. Esse foi o principal propósito de implantação desse projeto. Que essas escolas adotassem com isso um Plano Curricular com alternativas e projetos diversificados e que desenvolvessem talentos e atendesse à expectativa, interesses e necessidades dos alunos.

A escolha das escolas públicas de ensino fundamental e médio foi feita levando em conta a sua história, tradição e compromisso com a educação, bem como destacaram-se, segundo o Manual de Orientações do PER, pela qualidade do trabalho realizado e pelos objetivos do Projeto:

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(...) seja pelo trabalho que realizam, seja pela sua tradição ou pela dimensão do atendimento à população de ensino fundamental e médio da localidade, visando torná-las focos irradiadores da melhoria da educação no Estado (MINAS GERAIS, 2003, p. 14).

Tais escolas evidenciam uma postura de “empreendedorismo”, isto é, são capazes de desenvolver projetos, ser bem sucedidas e estar sempre à frente na busca de solução para os problemas mais relevantes no aspecto educacional e pedagógico. A escolha foi feita de modo a eleger as “as melhores escolas mineiras”. Segundo o discurso da SEE, essas escolas já possuem a característica fundamental de uma escola- referência, ou seja, têm a capacidade de “investir no próprio desenvolvimento, o que as torna potencialmente capazes de contribuir para o desenvolvimento do sistema, desde que fortalecidas e colocadas em interação com as demais” (MINAS GERAIS, 2003, p. 16).

Além destes quesitos mencionados, outro critério relevante de escolha, utilizado pela SEE-MG, foi o número de alunos atendidos por estas escolas. As escolas escolhidas deveriam ser de grande porte, ou seja, deveriam atender um grande número de alunos. O propósito era o de fortalecer a capacidade de ação das grandes escolas, para que, apropriando-se da promoção do próprio desenvolvimento, elas pudessem, ao mesmo tempo, exercer também uma rede de influências intra e extra-escolares, capazes de beneficiar também o próprio sistema de ensino. As exigências quanto à seleção e escolha das escolas que deveriam participar do projeto seguiam as seguintes determinações:

• Oferecer ensino fundamental e médio localizadas em municípios com mais de 30 000 habitantes, contemplando todas as Superintendências Regionais de Ensino;

• Ter mais de mil alunos no Ensino Médio;

• Oferecer o Ensino Médio e possuir mais de 30 docentes atuando nos quatro anos finais do ensino fundamental e no Ensino Médio;

• Oferecer o Ensino Médio e possuir experiência significativa, atual ou na história da educação mineira, na área pedagógica ou de gestão escolar;

• Oferecer o ensino fundamental e possuir experiência significativa, atual ou na história da educação mineira, na área pedagógica ou de gestão escolar (MINAS GERAIS, 2003, p. 21).

As escolas deveriam ser absorvidas pelo projeto gradativamente, após ter sido realizada a etapa da “escola-piloto”. Em 2003 deu-se a realização dessa etapa piloto,

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com a participação de três escolas, sendo duas de Belo Horizonte e uma de Montes Claros. Em 2004 foi feita a implementação da 1ª. Etapa do Projeto, com o propósito de atender a 200 unidades escolares, selecionadas de acordo com a sistemática e critérios apresentados e mais 200 escolas associadas. Em 2005 previa-se a implementação da 2ª. Etapa do Projeto, para o atendimento de outras 200 unidades escolares e em 2006, a 3ª. Etapa atenderia a 200 novas unidades escolares como Escolas– Referência, conforme Quadro 2 apresentado a seguir:

Quadro 2

Etapas de desenvolvimento do Projeto Escolas-referência de Minas Gerais

Ano Etapa Número de escolas

selecionadas 2003 Piloto 3 2004 1a. 200 2005 2a. 200 2006 3a. 200 Fonte: SEE-MG/Seplan

Em relação às escolas associadas, os documentos não mencionam com riqueza de detalhes seu papel e sua inserção no projeto. Foram escolhidas por meio de sorteio após um processo de inscrição promovido pela SRE. Como consta nos documentos de proposta do PER, o objetivo de vinculação de cada escola-referência a uma escola-associada era para favorecer esta última com trocas de experiências e lhe transferir os benefícios e conhecimentos adquiridos, ou seja, “oportunizar as boas idéias e práticas educativas, a um número maior de escolas e de alunos” (Minas Gerais, Secretaria de Estado da Educação, 2004, p. 26). Para isto, as escolas- referência deveriam elaborar um plano de trabalho cooperativo e desenvolvê-lo durante a implantação do PER. Mas essa iniciativa de vinculação das escolas associadas sem o devido acompanhamento por parte da SEE-MG não prosseguiu, pelo que foi observado nas escolas pesquisadas. Elas não permaneceram vinculadas às escolas-referência, como será mais bem detalhado no próximo capítulo.

Até 2006, a totalidade das escolas mineiras deveria ser atendida com os benefícios do projeto. Porém, conforme foi constatado na pesquisa, apenas 223 escolas foram atendidas como escolas-referência do Projeto. A proposta inicial não se confirmou na prática.

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A participação das escolas no PER foi definida em três fases: a) a escolha das escolas elegíveis; b) a participação das escolas elegíveis no 1º Encontro Estadual do PER; c) inscrição e seleção das escolas, com base nos critérios de percentual de adesão dos educadores da instituição à proposta de participação da escola no Projeto, de aprovação da participação da instituição no Projeto pelo Colegiado da Escola, de identificação da escola-associada e de qualidade da infra-estrutura de recursos físicos e materiais da escola.

O organograma apresentado a seguir ilustra a organização hierárquica elaborada para a implantação, execução e avaliação do PER. Apresenta a coordenação geral, de responsabilidade da SEE-MG; as coordenações de apoio, também localizadas na instância central que dão suporte aos setores das instâncias regional e local; as equipes operacionais, que estão presentes nas instâncias central e regional: SEE e SRE. Estas equipes, de cunho operacional, têm como função intermediar as determinações da SEE-MG e as práticas vivenciadas na escola. E por fim, as coordenações locais, compostas da direção e membros da comunidade escolar. Vejamos:

103 Figura 2

Organograma de gerenciamento do PER

Fonte: Equipe de consultoria na elaboração do PER - SEEMG, 2003

A primeira etapa de implantação do PER, envolveu todas as 46 Superintendências Regionais de Ensino do Estado, abrangendo 109 municípios (12,8%); com 337 escolas participantes – referência e associadas (8,6%). Quanto ao número de alunos envolvidos os dados revelam que o Projeto envolveu 193.807 alunos de ensino fundamental (17,3%) e 340.424 alunos de Ensino Médio (42,9). Em relação ao número de docentes, foram envolvidos: 4.500 professores do ensino fundamental (17,8%) e 11.155 professores do Ensino Médio (54,1%).

A Figura 3, a seguir, localiza no mapa do Estado de Minas Gerais, cada um dos municípios contemplados com o Projeto Escolas-referência.

Vejamos.

UNI DADE DE GERENCI AMENTO