4. BÖLÜM: EĞİTİMİN KALKINMA ÜZERİNDEKİ ETKİLERİ
4.1. EĞİTİMİN ETKİLEŞİM İÇİNDE OLDUĞU FAKTÖRLER
4.1.2. Eğitimin İstihdam Etkisi
Arte Biologia Educação Física Física Geografia 4 3 História 4 3 Língua Estrangeira 4 2 Língua Portuguesa 4 4 Matemática 3 3 Química
Outros (opção semestral)* 6 5
Total 25 20
TOTAL Ênfase: Ciências Naturais
Arte Biologia 4 3 Educação Física Física 4 3 Geografia História Língua Estrangeira Língua Portuguesa 3 3 Matemática 4 4 Química 4 3
Outros (opção semestral)* 6 4
Total 25 20
Fonte: Minas Gerais, Secretaria de Estado da Educação, 2006c. Legenda: MAS = número semanal de módulos-aula.
Nota: (*) No segundo ano, as escolas têm maior grau de liberdade para compor o seu currículo, pois é
maior o número de módulos-aula livre disponíveis em “Outros”.
No segundo ano os conteúdos dos CBC’s, segundo a proposta deveriam ser todos revistos, mas somente um subconjunto deles, dependendo da área escolhida: Ciências Humanas ou Ciências Naturais.
Além disso, a partir do segundo ano há uma divisão por área de conhecimento e, em cada uma dessas áreas, é dada maior ênfase a um conjunto específico de disciplinas. Por exemplo, se o aluno cursar a linha de conteúdos referente às Ciências
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Exatas, ele terá uma carga horária maior das disciplinas nessa área. Da mesma forma, se o aluno optar pela área de Ciências Humanas, ele terá uma carga horária maior das disciplinas nessa área.
Para a organização das turmas no segundo ano, a escola passa a levar em conta a área de conhecimento prevista. Para que o aluno possa fazer a escolha livre para uma das áreas de conhecimento: Ciências Humanas ou Ciências Exatas, ele deverá ter atingido uma média superior 70%, em todas as disciplinas. Caso ele não consiga tal média, a escola pode fazer sua matrícula na área de conhecimento em que apresente maior dificuldade.
Tabela 8
Distribuição dos conteúdos curriculares no terceiro ano
Conteúdos Básicos Comuns (CBCs) (ênfase curricular) Máximo: 8 disciplinas Alternativas de oferta Ensino Médio regular (diurno) Ensino Médio regular (noturno) Ensino Médio regular (diurno) Ensino Médio regular (noturno) Ensino Médio regular (diurno) Ensino Médio regular (noturno) MAS MAS MAS MAS MAS MAS
Ciências Humanas Ciências Naturais Ciências Biológicas
Arte Biologia 2 2 4 4 Educação Física Física 4 3 2 2 Geografia 4 3 História 4 3 L. Estrangeira 2 2 L. Portuguesa 4 4 3 3 3 3 Matemática 3 3 4 4 4 3 Química 4 3 4 3 Outros (opção semestral)* 8 5 8 5 8 5 Total 25 20 25 20 25 20
Fonte: Minas Gerais, Secretaria de Estado da Educação, 2006c. Legenda: MAS = número semanal de módulos-aula.
Nota: (*) No terceiro ano, as escolas têm maior grau de liberdade para compor o seu currículo, pois é
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Conforme a proposta apresentada, a escola tem a “liberdade” de, no 3º. ano, ensinar novos conteúdos, que ultrapassem os Conteúdos Básicos Comuns (CBC), com o propósito de ampliar a formação do aluno e a sua compreensão dos temas abordados nos conteúdos das diferentes disciplinas. Caso haja número suficiente de alunos para matrícula, elas podem ser feitas, obedecendo à distribuição nas três áreas, conforme o interesse do aluno que, nesse ano, tem direito à “livre escolha” nas áreas: Ciências Humanas, Ciências Naturais, ou Ciências Biológicas.
No terceiro ano o aluno, tanto do turno matutino, quanto do noturno, passa a ter direito de participar de um “programa de aprofundamento de estudos”, com até 12 módulos-aula por semana, em outro turno – o que nada mais é, do que um “cursinho preparatório para o vestibular”.
Conforme a organização curricular proposta pela SEE-MG, a partir do 2° ano do Ensino Médio, a escola deverá oferecer um máximo de 08 disciplinas anuais. O número de disciplinas optativas é crescente a cada ano. A escola poderá oferecer duas disciplinas optativas (no matutino), nenhuma (no noturno) para o primeiro ano; seis (no matutino) e quatro (no noturno) para o segundo ano e oito (matutino) e cinco (noturno) para o terceiro ano.
No segundo e terceiro anos a SEE-MG determina que sejam ministrados, no máximo oito disciplinas, sendo que cinco delas são determinadas pela SEE-MG conforme a classificação por área do conhecimento. Cabe à escola “escolher” três dessas disciplinas, dentre as disciplinas do currículo comum e as opcionais, de modo a conseguir conciliar o número de disciplinas e a carga horária determinadas.
Cabe assinalar aqui, que parece ilógico o caráter “opcional” das disciplinas para o aluno no segundo e terceiro anos, nas áreas de conhecimento específico, pois se no primeiro ano ele foi “conduzido” a cursar as disciplinas em que apresentou maior dificuldade, nos anos subseqüentes, para que não fique comprometida a sua formação, ele certamente deveria fazer opção pelas outras áreas. Certamente isso seria diferente se ele pudesse optar livremente por cursar as disciplinas desde o primeiro ano, conforme sua facilidade ou preferência de estudo.
Outra estratégia do programa, apresentado pela proposta curricular, foi a de anunciar a implantação de “cursos de formação para o trabalho”. Todas as Escolas- Referência, a partir de 2006, deveriam oferecer, no mínimo, dois cursos de “formação inicial para o trabalho” para os alunos do Ensino Médio, todos com 40
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módulos-aula. Esses cursos deveriam ser oferecidos para os alunos que desejassem cursá-los, em caráter opcional e horário extra-turno. A partir de 2007, esses cursos deveriam ser incluídos na matriz curricular da escola, na série ou séries por ela definidas, integrando a Parte Diversificada do currículo.
As escolas deveriam selecionar os cursos desejados, a partir de relação de cursos elaborada pela SEE-MG. Esta escolha deveria ser feita pela Direção da escola, em conjunto com o corpo docente. Os próprios professores da escola seriam indicados pela direção, de preferência professores efetivos, para participar de um programa de capacitação a ser promovido pela SEE-MG, não sendo permitida a designação de professores específicos para lecionar esses cursos. Para cada curso, a escola deveria indicar dois ou, no máximo, três professores – que passariam a atuar como “multiplicadores”, ministrando os cursos a outros servidores da escola e aos alunos.
Para se dedicar à capacitação e ministrar esses cursos os professores indicados seriam dispensados das suas atividades didáticas, devendo ser designados professores substitutos durante esse afastamento. Seria oferecido um rol de dez cursos para que as escolas fizessem a sua escolha e, além desses, seriam implantados, também, mais dois outros cursos: Montagem e Manutenção de Computadores e
Introdução à Informática. Os dez cursos aparecem divididos na proposta, em dois grupos:
Primeiro grupo (cursos relacionados à produção de programas): a) Curso sobre o Sistema Operacional Linux
b) Curso de Programação JAVA
c) Curso de Introdução a Banco de Dados d) Curso de Construção de web sites
Segundo grupo (cursos relacionados à produção de conteúdos): a) Curso de Editoração Eletrônica
b) Curso de Ilustração Digital c) Curso de Produção Fonográfica d) Curso de Computação Gráfica
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f) Curso de Multimídia na Educação
Os cursos a serem repassados para os professores multiplicadores têm, segundo a proposta, caráter profissionalizante, mas são cursos introdutórios, de formação inicial para o trabalho, cujo objetivo seria o de ampliar o horizonte de conhecimento dos alunos, para facilitar a futura escolha de uma profissão.
Os cursos, elaborados pela SEE-MG, seriam realizados em 40 módulos-aula cada um deles, podendo ser desenvolvidos em um semestre (com 02 módulos-aula semanais), ou em 10 semanas (com 04 módulos-aula semanais).
Os laboratórios deveriam ser instalados em todas as Escolas-Referência até o final de 2005 para que, em 2006, já estivessem em funcionamento, tanto para propósitos administrativos, quanto para as finalidades pedagógicas e para enriquecimento de seus planos curriculares.
A concepção da SEE-MG sobre a implantação de cursos de informática nas Escolas-Referência está relacionada ao propósito de propiciar aos professores, alunos e funcionários, uma visão da forma como o computador influência, hoje, o modo de vida das pessoas.
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Este capítulo constituiu-se na síntese da proposta relativa ao Projeto Escolas- Referência, elaborada pelo governo de Minas Gerais, para todas as escolas que foram escolhidas para participar direta ou indiretamente do projeto.
Unidos ao PER, outros subprojetos, ou projetos complementares foram também apresentados e associados à idéia de “reconstrução do nível de excelência da escola pública” da rede estadual em Minas Gerais.
Do PER foram retomados seus princípios e apontados os indicadores de mudança na qualidade do Ensino Médio para as escolas participantes do projeto, no sentido de resgatar suas funções formativas mais amplas e tornar o Ensino Médio base para o acesso às atividades produtivas, para o prosseguimento dos estudos em níveis mais elevados e para o desenvolvimento pessoal.
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Foram ainda apresentados os critérios de escolha das escolas participantes, as metas e objetivos a serem alcançados, respaldados na estrutura organizacional de gerenciamento e sustentação, seja no âmbito da SEE-MG, ou das instâncias regionais e locais. Da mesma forma, recuperou-se o cronograma de ações e atividades previsto para o triênio 2004/2006, bem como os investimentos propostos para esse fim.
Inserido nesta proposta de reforma educacional por meio do PER foi apresentado o seu veículo de sustentação – o PDPI e seu processo de elaboração, conforme determinação específica da SEE-MG: metodologia, acompanhamento, monitoração das ações e avaliação.
A análise mais detalhada do Projeto, bem como a sua efetiva implantação nas escolas pesquisadas passa a ser feita nos capítulos a seguir.
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