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2. KURAMSAL TEMELLER VE KAYNAK ÖZETLERİ

2.6 Yasal Düzenlemeler

COMUNIDADE ETNIA ESCOLARIDADE Origem Sexo

Zona leste Tikuna Ensino médio completo Tabatinga Masculino

Zona norte Kokama Sem informação Tarumasú Masculino

Zona rural Satere Maue Ensino fundamental incomppleto

Santo Antonio de Sá

Masculino Zona oeste Miranha Ensino fundamental

incomppleto Codajás Masculino

Aldeia gavião Satere Maue Ensino fundamental

incompleto São Gabriel da cachoeira Feminino Não identificado Não identificado Não identificado Não

identificado Masculino Fonte: Elaborado pela pesquisadora, 2012

Em todas as entrevistas foi utilizado o gravador para possibilitar a apreensão do total das falas e transcritas pela própria pesquisadora. A transcrição das

entrevistas das lideranças não foi um processo simples devido a dificuldade na apreensão do significado das falas posto que a maioria ainda tem dificuldade com o português.

Apesar de serem diferentes e realizados em momentos distintos a os resultados da pesquisa documental e de campo se encontram e se interpenetram toda a análise uma vez que as falas dos entrevistados refletem as falas dos sujeitos que participam das reuniões, ou seja, as lideranças das comunidades indígenas integrantes do DSEI Manaus.

A técnica de análise de conteúdo permitiu inferir conhecimentos que se relacionam as mensagens e as condições em que elas são produzidas e reproduzidas, os aspectos velados, não expressos nas falas, mas estão nas entrelinhas, nas formas de se expressar dos entrevistados.

As idéias e análises aqui empreendidas poderiam se reconhecer em diversos sujeitos que de alguma forma me influenciaram a difícil tarefa de estudar os povos indígenas. Entretanto, foram os próprios povos indígenas que a tornaram mais facilmente inteligível.

As idéias de participação associadas com a “nossa forma de expressão” “falar

e poder opinar” com “direito de voz” apontaram os indígenas definivamente imersos

na modernidade das políticas indigenistas e impregnados do discurso elaborado no bojo da sociedade nacional convergente na frase de um líder indígena que questiona: “Para que eu quero o título de uma terra que um dia eu vou abandonar?” além de posicionamentos até contrastantes com as bandeiras do próprio movimento indígena, levaram a compreender o real significado da tão propalada diversidade.

De acordo com Minayo no intuito de apanhar os Significados manifestos e latentes do material qualitativo, várias técnicas são desenvolvidas, dentre as quais análise de conteúdo que é aquela em que são relacionadas estruturas semânticas (significantes) com estruturas sociológicas (significados) dos enunciados.

Após a conclusão da pesquisa, a elaboração da presente tese contém três partes, cada qual com dois capítulos perfazendo o total de seis capítulos na seguinte seqüência:

O capítulo I: A Questão Indígena e a Política Indigenista no Brasil se constrói sob a perspectiva histórica da questão indígena no Brasil e o referencial teórico baseado

nos paradigmas de interpretação do contato, da transfiguração étnica e do conceito de fricção interétnica de Cardoso de Oliveira.

O capítulo II A questão indígena e o movimento indígena na Amazônia consiste na continuidade da historiografia sobre a questão indígena no espaço territorial amazônico sublinhando aspectos da atualidade como o movimento indigena e as mudanças no escopo da política e da legislação e dos direitos indigenas. Neste capitulo são introduzidos alguns temas emergentes como o Etnodesenvolvimento debatido no seio do movimento indigena nos quadros do controvertido conceito de desenvolvimento sustentável.

O capitulo III saúde: conceitos e principais interpretações constitui-se numa tentativa de resgatar o conceito de saúde nos marcos da visão antropológica. Trata da importância das interpretações do processo saúde-doenca, dos conceitos de cura e doença e da contemporaneidade dos determinantes sociais nas formulações teóricas e práticas da saude.

No capitulo IV A política de saúde no Brasil e o subsistema de atenção à

saúde dos povos indígenas recompomos a historia das políticas de saúde no Brasil

evidenciando as particularidades da política de saúde direcionada aos povos indígenas no estado brasileiro. Nesse contexto o Sistema Único de Saúde e o lugar do Subsistema de atenção a saude e da participação social na política de saude indigenista.

O capítulo V Manaus/am e o acesso às políticas indigenistas locais de saúde descreve como está organizado o acesso das populações indígenas do DSEI Manaus, inclusive os índios do espaco urbano de cidade, à política de saúde indigenista local.

O capitulo VI: Participação indígena na política de saúde indigenista de saúde

em manaus/am: uma abordagem interpretativa concentra na análise empírica da

participação indígena nas políticas locais de saúde em Manaus. Primeiramente tentamos reconstruir a história dos povos indigenas no Amazonas destacando o papel da migração para o espaço urbano da cidade de Manaus.

Destaca-se a dinâmica da política indigenista de saúde e as mudanças operadas na execução das ações e por último dedicamos a análise da participação

dos indígenas no cotidiano da política com ênfase no papel da participação indigena pelas lentes das lideranças indígenas.

Nas aproximações conclusivas resume-se que os principais resultados da pesquisa com ênfase na participação indígena estão referenciados na autodeterminação, em outras palavras, no Etnodesenvolvimento. A política de saúde indigenista necessita ser mais indígena que nacional, pois é para os indigenas, mas está assentada nos conceitos e aspectos sociais, econômicos políticos, culturais e organizativos da sociedade nacional.

Dentre os principais resultados destaca-se que a saúde indígena está associada ao conjunto de ações e práticas tradicionais dos índigenas estabelecidas ao longo das gerações e fundamentadas em seus saberes e conhecimentos ancestrais.

A pesquisa aponta como resultado que o núcleo dos conflitos presentes na atenção à saúde dos povos indígenas e no exercício da participação indígena reside na coexistência de duas concepções que regem e explicam as diferentes dinâmicas internas entre das sociedades indígenas e a sociedade nacional. As concepções de desenvolvimento, progresso, processo saúde e doença e participação vinculadas à sociedade nacional emergem e norteiam todas as ações da política indigenista e certamente não se harmonizam ao modo de ser e viver indígena limitando o direito ao exercício de sua alteridade.

Essa constatação traz a possibilidade de inúmeras questões para estudos demográficos, antropológicos e epidemiológicos sobre as populações indígenas que pudessem subsidiar as ações de saúde. As pesquisas em torno da perspectiva da autonomia indígena nas diversas sociedades indígenas são importantes para disseminar os significados da luta e reivindicação dos povos indigenas pela autodeterminação.

CAPÍTULO I