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3. MATERYAL ve YÖNTEM

3.2 Yöntem

3.2.2 Fiziksel analizler

3.2.2.3 pH tayini

Os estudos de Ribeiro fizeram-no elaborar o conceito de transfiguraçao étnica para contrapor o conceito de assimilação. Nos quase dez anos de experiência como etnólogo junto ao Serviço de Proteção ao Índio –SPI e junto as aldeias indígenas permitiu ao indigenista realizar o estudo e a contribuir com sua larga experiência a compreender nos dias atuais os problemas enfrentados pelos índios e pela política indigenista nos primeiros 60 anos do século XX.

Segundo ele nenhum grupo indígena jamais fora assimilado, é uma ilusão dos historiadores supor que aldeias indígenas se converteram numa vila brasileira numa continuidade. os primeiros indigenistas perceberam que ao invés de alcançar os objetivos de assimilar os índios, eles estavam desaparecendo vítimas de vírus e bactérias, doenças e por precárias condições de vida a que vinham sendo

submetidos e os que sobreviviam preservavam sua cultura, sua língua, seu modo de sobrevivência e costumes. O conceito pode ser definido como:

“O processo através do qual as populações tribais que se defrontam com sociedades nacionais preenchem os requisitos necessários a sua persistência como entidades étnicas, mediante sucessivas alterações em seu substrato biológico, em sua cultura e em suas formas de relação com a sociedade envolvente. Esta acepção é, na realidade, uma aplicação particular e restrita de um processo mais geral que diz respeito aos modos de formação e de transformação das etnias” (Ribeiro, 1992:26).

Seu método de analise global dos condicionadores de interação e de sondagens isoladas da realidade, o autor estuda as relações entre índios e não- índios nos planos ecológicos, biótico, tecnológicos, sócio-econômicos enquanto entidades étnico-culturais e sócio-psicológicas porque para ele é o melhor modo para alcançar uma explanação analítica porque isolados, os fatores são mais facilmente analisados, determinados e avaliados e com a ruptura da historicidade construir um modelo hipotético do processo de transfiguração étnica.

Ele define três reações possíveis das tribos em contato com as frentes civilizadoras, são elas: a fuga para lugares isolados mas que apenas é uma forma de adiamento do contato, a hostilidade frente aos invasores que torna a vida tribal tensa em estado permanente de alerta e a aceitação do convívio como uma fatalidade e como possibilidade de controle futuro da situação com desafios constantes e cruciais como o de preservar sua cultura, sobrevivência, sua identidade e autonomia étnica e a desintegração de seus sistema associativo.

Duas características do processo de transfiguração étnica seriam o enfrentamento entre populações que entrando em contato se mesclam contagiando- se reciprocamente e cujo teor da mais avançada desfruta da dominação para por em pratica a transformação numa unidade nacional.

No plano econômico os índios são obrigados a redefinir suas estruturas sociais autárquicas, sua instituição fundada no parentesco para assumir outras formas de sociabilidade compatíveis com uma racionalidade contrária fundada na lógica da produção privada e mercantil.

No plano ideológico a questão se reveste de complexidade porque há uma multiplicidade de representações mentais dos modos de existência e uniformidades

nas ideologias nacionais e na resignação dos índios aculturados porque seu denominador comum passa a ser absorvido da sociedade nacional.

No nível socioeconômico o autor assinala as uniformidades dos grupos tribais que seriam sua defasagem no que diz respeito a sociedade envolvente, as etapas evolutivas operadas internamente as tribos. O autor aponta a importância explicativa da defasagem evolutiva entre sociedade nacional e etnias tribais, fato que impossibilitou grupos indígenas se unirem em organizações efetivas no enfrentamento do invasor europeu tomando como exemplo a confederação dos Tamoios no século XVII que impôs resistência organizada contra invasores, entretanto, a malograda experiência deve-se à inconsistência do sistema organizativo tribal.

O processo de transfiguração assume uma feição particular em cada caso concreto dependendo do contexto cultural indígena anterior ao contato, ora operando como aceleradores ora como retardadores do ritmo de integração preservando-se a identidade tribal e singularidade de cada etnia apesar de uma crescente homogeneização.

O autor coloca o problema como focos de integração de cultura que orientariam as personalidades e condutas influindo decisivamente no processo singular de transfiguração étnica, porém, as particularidades e variabilidade limitariam analises gerais e tornariam infrutíferas formulações consistentes dado ao número de etnias e toma o conceito como uma seqüência de efeitos de certos agentes causais que estão relacionados a um processo natural e necessário que conduz a resultados previsíveis e identificar desvios explicáveis como diferentes reações dos grupos indígenas ao impacto com a civilização.

Fica clara nesse conceito a ótica prevalecente que via o indígena como uma cultura em nível inferior numa perspectiva evolucionista de interpretação da realidade que por muitos anos orientou os trabalhos dos etnólogos e as políticas indigenistas do estado.

Essa visão baseada na teoria culturalista em verdade é um transplante da teoria da origem das espécies ao âmbito da cultura, o evolucionismo social. Franz Boas diz que é o evolucionismo que se movimenta de maneira uniforme em que

todas as sociedades e culturas teriam de passar por estágios iguais ou semelhantes o que serviu por muito tempo para justificar o colonialismo.

“A história da civilização humana não se nos apresentam inteiramente determinada por uma necessidade psicológica que leva a uma evolução uniforme em todo o mundo. Vemos, ao contrario, que cada grupo cultural tem sua história própria e única, parcialmente dependente do desenvolvimento interno peculiar ao grupo social e parcialmente de influências exteriores as quais ele tenha estado submetido. Tanto ocorrem processos de gradual diferenciação quanto de nivelamento de diferenças entre centros culturais vizinhos”. (Boas, 1920:47).

Aculturação remete a idéia de que os povos “superiores” repassam a cultura, o saber, os conhecimentos para as sociedades menos evoluídas, com o olhar etnocêntrico onde o sujeito olha para a cultura alheia a partir da sua visão de mundo de forma a considerar o outro como cultura inferior, errada, atrasada, a minha referência é sempre melhor e mais adequada.

Na ótica de Boas é totalmente improvável que os costumes de um povo primitivo permaneça inalterado por longos períodos e que os fenômenos de aculturação provam a raridade de transferência de costumes de uma região à outra sem que haja mudanças operadas pela aculturação.