• Sonuç bulunamadı

Nesse tópico são descritos os procedimentos adotados pela pesquisadora, para operacionalizar a coleta dos dados, assim como os contatos inicialmente feitos no intuito de solicitar a autorização, por parte dos coordenadores do Procampo, para o desenvolvimento da pesquisa de campo. O primeiro contato, objetivando a solicitação de uma autorização para a realização da pesquisa, foi feito com a coordenação do Procampo do município de Santarém, a qual demonstrou pronto interesse em participar. Mediante a autorização do coordenador de curso no Campus de Santarém, a pesquisadora providenciou o agendamento da primeira coleta de dados do seu estudo, que ficou marcada para o próximo período de aulas presenciais (tempo escola) da turma, marcada para o mês de julho de 2012.

No dia agendado com a secretaria do curso, a pesquisadora se fez presente no Campus da IES em Santarém, juntamente com um colaborador, com o objetivo de fazer um primeiro contato com a turma, para apresentar-lhes os objetivos e a relevância da pesquisa, bem como solicitar-lhes a participação no estudo. Após essa explanação inicial, a pesquisadora apresentou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), deixando claro que a pesquisa era de caráter voluntário, anônimo e revogável, ou seja, aqueles que concordassem em participar no presente estudo, não teriam, em hipótese alguma, sua identidade revelada em quaisquer das fases da pesquisa, ficariam ainda assistidos pelo direito de se retirarem do estudo, caso desejassem, a qualquer momento.

Após a leitura do TCLE juntamente com todos os presentes em sala de aula, verificou- se certa resistência por parte de alguns dos licenciandos, que inicialmente afirmaram não ser voluntários em participar. Mediante o auxílio do colaborador, efetuou-se o recolhimento dos TCLE e, posteriormente, a distribuição dos questionários a todos os alunos da turma, possibilitando-lhes um primeiro contato com essa ferramenta. Verificou-se que esse procedimento foi decisivo para romper com a “barreira” inicialmente criada, pois aos poucos os sujeitos que, inicialmente haviam se declarado como não voluntários para o estudo, passaram a solicitar o TCLE e o assinaram, de maneira que todos os alunos presentes naquele dia aceitaram em participar da pesquisa.

Ainda em sala de aula, logo após o preenchimento dos questionários, a pesquisadora convidou os licenciandos para participassem da segunda fase da pesquisa, cuja realização seria agendada para os dias seguintes. Foi-lhes explicado que se tratava de uma entrevista

individual, na qual lhes seriam feitos alguns questionamentos sobre a realidade e o cotidiano vivido por ele, enquanto habitantes do campo e professores de assentamentos da reforma agrária. Ao serem abordados individualmente e solicitada a participação para essa segunda fase da pesquisa, poucos sujeitos se demonstraram voluntários, sendo que a maioria deles alegou limitações, principalmente com relação à timidez, o que faria com que não se sentissem confortáveis durante a entrevista.

Na primeira fase de coleta de dados, foi possível recolher um total de 28 questionários plenamente respondidos, bem como agendar as nove entrevistas, que foram realizadas nos quatro dias seguintes. Mediante um contato prévio com a secretaria do curso, foi solicitada uma sala de aula para a realização das entrevistas que, tiveram uma duração aproximada de trinta a quarenta minutos.

A pesquisadora também realizou, pessoalmente, a coleta dos dados nos municípios de Castanhal e Tomé-Açu, que ocorreu no mês de janeiro de 2013 e seguiu o mesmo protocolo adotado inicialmente, para o município de Santarém. A primeira ação realizada pela pesquisadora, nessa segunda etapa de coleta de dados, foi a realização dos contatos telefônicos com a coordenação do Procampo nesses dois municípios, com o objetivo de solicitar a autorização para realização da pesquisa de campo. Esta solicitação foi prontamente atendida, sendo então, agendada a coleta para o final do mês de janeiro de 2013.

O coordenador do Procampo do município de Castanhal acompanhou a pesquisadora até a sala de aula, apresentando-a ao professor que estava responsável pela classe naquele dia, assim como aos alunos, informando-os sobre o motivo da sua presença. Após as apresentações iniciais, a pesquisadora explanou sobre os objetivos do seu estudo, bem como sobre a relevância da realização da sua pesquisa. Solicitou, então, a participação voluntária dos licenciandos presentes, esclarecendo-lhes os preceitos éticos anteriormente descritos.

Os alunos se mostraram muito receptivos, fazendo vários questionamentos à pesquisadora sobre a continuidade dos estudos em educação do campo, assim como acerca das oportunidades que essa formação poderia lhes trazer. Todos os 37 alunos que se encontravam presentes em sala de aula, no dia da aplicação dos questionários, foram voluntários em participar desta primeira fase que, como já mencionado, resumia-se ao preenchimento do questionário.

Após essa primeira etapa de coleta de dados, a pesquisadora questionou a turma sobre a existência de voluntários para participar de uma segunda fase do estudo, caracterizada pela realização de entrevistas individuais. Apenas cinco sujeitos se mostraram interessados em

participar dessas entrevistas, sendo as mesmas realizadas neste mesmo dia, logo após a aplicação dos questionários. Seguindo o protocolo inicialmente estabelecido, as entrevistas foram realizadas individualmente, sendo desta vez, utilizado o ambiente externo à sala de aula, que se tratava de um local arborizado, localizado dentro do Campus.

No dia seguinte a pesquisadora deslocou-se para município de Tomé-Açu, que está localizado a aproximadamente 200 quilômetros de Belém, percurso este que é realizado por via terrestre, sendo necessária a travessia por balsa do Rio Guamá. Chegando ao Campus de Tomé-Açu e localizada a sala de aula em que estavam sendo realizadas a atividades do Procampo, procedeu-se o primeiro contato com o professor responsável pela turma, para explicar-lhe os motivos da presença da pesquisadora naquele momento.

Da mesma maneira que nas outras duas coletas anteriores, foi explicado os objetivos do estudo e explanado os preceitos éticos da pesquisa, solicitando-se a participação de maneira voluntaria a todos os presentes. No dia em que se realizou a coleta dos dados no município de Tomé-Açu, estavam presentes 42 alunos em sala de aula, sendo que todos se declararam voluntários em participar do presente estudo.

Lançando mão do protocolo anteriormente estabelecido, após o preenchimento dos questionários, os alunos foram solicitados a participar das entrevistas, sendo que apenas cinco desses sujeitos se mostraram voluntários. Os cinco voluntários foram entrevistados no mesmo dia, logo após terem respondido os questionários, sendo que cada uma dessas entrevistas teve a duração de aproximadamente aproximada de trinta a quarenta minutos.

Para a coleta dos dados nos município de Marabá e de Tucuruí, a pesquisadora contou com o auxílio de dois colaboradores, devidamente por ela treinados e que desempenharam a unicamente a tarefa de aplicação do questionário. Mediante contato telefônico com os coordenadores do Procampo nesses dois campi, foi agendada a coleta de dados para o mês de janeiro de 2013. Nesta oportunidade a pesquisadora informou os objetivos e a relevância do seu estudo, bem como do envio dos colaboradores para que estes efetuassem a coleta dos dados. Ainda nesta oportunidade, foi solicitado aos coordenadores o apoio necessário, no sentido de sensibilizar os licenciandos quanto a relevância do estudo, de maneira a conseguir o máximo possível de participação.

Como resposta dessa intervenção dos coordenadores junto às turmas do Procampo, foi possível obter um retorno de 75 questionários preenchidos, sendo 54 do município de Marabá e 21 do município de Tucuruí. Tendo em vista a impossibilidade da pesquisadora se fazer presente na coleta de dados nestes dois municípios, optou-se por não realizar a segunda etapa

de coleta de dados, constituída da entrevista semiestruturada.

Benzer Belgeler