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1.11. TÜRKİYE’DE MUHASEBE DENETİMİ VE SPK

2.1.4. Yaratıcı Muhasebenin Ortaya Çıkış Nedenleri

2.1.4.1. Muhasebe Teorisinden Kaynaklanan Nedenler

Em 14 de março de 1758, o governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça, eleva a Aldeia do Tapajós à categoria de vila, seguindo a política portuguesa de substituição dos nomes indígenas, por denominação da língua daquele país, sendo então criada a Vila de Santarém. Em 1833 foi criado o município do Tapajós, ao incorporar o território que atualmente pertence ao município de Alenquer, permanecendo com aquela denominação até 1841, quando voltou a se chamar Santarém, desta vez como um

município. A vila de Santarém, por sua vez, foi elevada à categoria de cidade, com a Resolução 145, de 24 de outubro de 1848, assinada por Jerônimo Francisco Coelho, então presidente da Província (GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 2011).

A atual área territorial do município de Santarém é de 22.886,624 km2, na qual habitava, no ano de 2013, uma população de 294.580 pessoas, valores esses que resultavam numa densidade demográfica de 12, 87 habitantes por quilômetro quadrado, sendo que esse total era representado por 49,4% de homens e por 51,6% de mulheres (IBGE/CIDADES, 2013). De acordo com os dados divulgados pelo PNUD/Brasil (2013), com base nos dados de ano de 2010, aproximadamente 73% da população habita a área territorial do município considerada como urbana e 27% reside em áreas consideradas rurais, sendo sua taxa oficial de urbanização de 73,25%.

O município de Santarém está localizado no oeste do Estado do Pará, na Mesorregião denominada de Baixo Amazonas. A distância aérea da sede do município até a capital do Estado é de 717 km, sendo que esse mesmo percurso, caso seja realizado por via rodoviária, é de 1.068 km. A cidade de Santarém se caracteriza como um importante polo econômico e cultural do Baixo Amazonas, assim como ponto de ligação para as diversas regiões do país, por meio do seu aeroporto. Como a maioria das cidades do interior da Região Amazônica, o principal meio de acesso de produtos e pessoas à cidade é a via fluvial. Utilizando-se dos rios Amazonas e Tapajós, uma grande parcela da população ribeirinha da região, assim como de outras cidades menores, desloca-se para a cidade de Santarém, no intuito de adquirir os produtos industrializados, vindos de outras regiões do país, assim como os bens culturais disponíveis como, por exemplo, os níveis mais avançados de educação.

O principal acesso de Santarém às demais regiões do Brasil, por via terrestre, ocorre através de BR 163, uma rodovia longitudinal que liga a sede do município à capital do Estado do Mato Grosso (Cuiabá), cuja extensão é de 3.467 km e se estende até a cidade de Tenente Portela, no Estado do Rio Grande do Sul. Essa rodovia foi construída durante o regime militar e, atualmente, conta ainda com aproximadamente 1.000 quilômetros de trechos sem pavimentação, o que limita a sua capacidade de tráfego durante os períodos de chuva na região. É uma importante via de escoamento, principalmente da produção de soja do Estado do Mato Grosso, assim como da madeira extraída da região e que, na sua grande maioria, seguem destino para a exportação, por meio do porto localizado às margens do Rio Tapajós (GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 2011).

atuantes que, na sua maioria, desenvolviam atividades econômicas relacionadas. O setor terciário era o que mais contribuía com a economia do município, representando cerca de 77% de todo o seu Produto Interno Bruto. As indústrias, principalmente de extração e de transformação, contribuíam com aproximadamente 14% do PIB e representavam a segunda atividade econômica mais importante.

As atividades econômicas relacionadas ao setor primário contribuíam com 9,1% do PIB de Santarém, sendo o cultivo da soja, da mandioca, do arroz, da pimenta-do-reino, da banana e da laranja os principais produtos de origem agrícola. As principais atividades pecuárias desenvolvidas no município envolvem, respectivamente, a criação de galináceos e de bovinos. O extrativismo vegetal contribui de maneira expressiva com a economia do município, sendo a extração de madeira em toras a principal dessas atividades, seguida da extração de lenha, de látex coagulado e de frutos, como o açaí. (IBGE, 2013; PNUD/BRASIL, 2013).

Cerca de 65% da população santarena era considerada economicamente ativa no ano de no ano de 2010, sendo que 91,2% dessas pessoas se encontravam ocupadas. Considerando- se as pessoas residentes no município, que se encontravam na faixa etária dos 18 anos ou mais e estavam ocupadas, cerca de 39% trabalhavam no com a prestação de serviços, 18,6% no comércio, 21,32% no setor agropecuário, 7,51% com a construção, 6,99% na indústria de transformação, 0,67% nos setores de utilidade pública e 0,5% na indústria extrativa (PNUD/BRASIL, 2013).

Considerando a população santarena que possuía idade igual ou superior a dezoito anos, aproximadamente 38% se encontrava empregada formalmente, ou seja, estavam com suas garantias trabalhistas e previdenciárias asseguradas. Dentre esse grupo formalmente ocupado, aproximadamente 40% recebia até um salário mínimo e cerca de 82% recebia até dois salários mínimos, estando incluídos nesses últimos percentuais os apresentados anteriormente (até um salário mínimo) (PNUD/BRASIL, 2013).

A média salarial dos residentes no município de Santarém, no ano de 2013, era de dois salários mínimos, sendo que a população urbana de Santarém possuía uma renda per capta média de R$ 333,33 e a população rural de R$ 145,88 (IBGE, 2013). No ano de 2010 o percentual da população santarena que vivia em condições de extrema pobreza, isto é, pessoas que viviam com uma renda familiar per capta inferior a R$ 70,00 mensais, era de 14,85%, sendo que 55,4% da população era considerada vulnerável à pobreza (PNUD/BRASIL, 2013). O IDH calculado no ano de 2013 para o município era de 0,691, sendo que esse índice

se encontra dentro de uma faixa considerada média para o desenvolvimento humano e abaixo da média do IDH brasileiro, calculado em 0,727. A taxa de mortalidade infantil até o primeiro ano de idade representava 17,9 de óbitos para cada 1.000 crianças nascidas com vida e de 19,2 óbitos até os cinco anos de idade, sendo que a expectativa de vida de um santareno que nascia em 2010, era de 73,4 anos (PNUD/BRASIL, 2013). No ano de 2013, o Sistema Único de Saúde do município contava com um total de 100 estabelecimentos que ofereciam atendimentos de saúde (IBGE, 2013).

Dentre a população santarena que possuía algum tipo de ocupação laboral, no ano de 2010, aproximadamente 62% havia completado o Ensino Fundamental, dentre esses mesmos trabalhadores, cerca de 42% havia completado os estudos do Ensino Médio. Aqueles que possuíam 18 anos ou mais de idade, que não haviam completado o Ensino Fundamental e que trabalhavam na informalidade, representavam 37,85% da população dessa faixa etária. O percentual da população, com idade igual ou superior a 18 anos e que havia completado o Ensino Fundamental, era de aproximadamente 57%, sendo que apenas 36,92% da população que se encontrava nessa mesma faixa etária, haviam completado os estudos do Ensino Médio. Dentre aqueles que estavam na faixa etária dos 18 aos 24 anos, cerca de 11% cursavam o Ensino Superior, sendo que aproximadamente 70% dos jovens dessa faixa etária não frequentavam mais a escola. A taxa de alfabetização no ano de 2010 era de 80,8% e o analfabetismo entre os que possuíam mais de 25 anos de idade era de 10% (PNUD/BRASIL, 2013; IBGE, 2013).

Segundo os dados do Censo Educacional MEC/INEP (2012), o município de Santarém contava com um total de 780 unidades educacionais, nas quais estavam matriculados 92.706 alunos. Na pré-escola havia um total de 9.828 crianças matriculadas, no ensino fundamental estavam matriculados 62.978 alunos e no ensino médio essa quantidade de matrículas era igual a 19.900. A quantidade de funções docentes para o atendimento de toda rede escolar do município, consideradas as escolas municipais, estaduais e federais, correspondia a 4.512 cargos de professor. Os empregos na área educacional representavam 21,5% de todos os postos de trabalho disponíveis no município, sendo que 3,3% deles era ocupado por homens e 18,2% por mulheres.

Quanto às questões de orientação religiosa da população santarena, os dados divulgados pelo IBGE (2013) revelam que a maioria dessa população, ou seja, aproximadamente 68%, declara ser seguidora da doutrina católica. O segundo grupo religioso mais expressivo, o dos evangélicos, representa cerca de 25% dos habitantes daquele

município. Aqueles que se declararam como seguidores da doutrina espírita representava um pequeno percentual da população santarena, pois essa orientação espiritual agrupava apenas 0,1% de toda a sua população.

Um resumo dos principais dados oficiais do município de Santarém é apresentado no Quadro 3, caracterizando-lhe os indicadores relativos à educação, ao trabalho, à renda, assim como os principais elementos ligados ao desenvolvimento dessa população. No próximo subitem caracterizar-se-á o município de Tomé-Açu, oferecendo também o quadro contextual daquele município. Indicadores Quantitativos P o p u la çã o Total Estimada em 2013 294.580 Masculina (%) 49,40 Feminina (%) 50,60 Urbana (%) 73,25 Rural (%) 26,75 Economicamente Ativa (%) 65,2 Taxa de Atividade (%) 65,17 E d u ca çã o Analfabetos (%) 10 Superior (%) 7,2 Unidades Educacionais 780 Total de Matrículas (2012) 92.706 Total de Funções Docentes 4.512

T ra b a lh o Pessoal Ocupado (%) 20,6 Empregos Formais (%) 37,9

Com carteira assinada (%) 46,4 Sem carteira assinada (%) 44,2

Estatutário (%) 9,4 Trabalho na Educação (%) 11,7 Educação – Homens (%) 28,2 Educação – Mulheres (%) 71,8 Professor 7,4 R en d

a Salário Médio (salário mínimo) Extrema Pobreza (%) 14,85 2,0 Renda per capta Urbana (R$) 333,33 Renda per capta Rural (R$) 145,88 Quantidade de Empresas 4.124 Expectativa de Vida (anos) 73,44

Mortalidade Infantil (%) 17,9

IDH 0,691

Quadro 3 – Resumo dos dados do município de Santarém Fonte: Fonte: PARÁ (2011); IBGE (2013); PNUD/Brasil (2013)

Benzer Belgeler