1.11. TÜRKİYE’DE MUHASEBE DENETİMİ VE SPK
2.1.5. Yaratıcı Muhasebeyi Sınırlayan Durumlar
O território onde atualmente se situa o município de Tomé-Açu pertencia anteriormente ao município de Acará, local escolhido por imigrantes japoneses para implantação de uma colônia agrícola no ano de 1929. Por meio dos seus conhecimentos e tradições milenares de cultivo, esses japoneses se tornaram eminentes produtores de arroz, de hortaliças e, sobretudo, de pimenta-do-reino, sendo que, ao final da Segunda Grande Guerra, eram os maiores produtores nacionais dessa especiaria. Foi justamente nesse período histórico de conflito mundial, que a colônia japonesa instalada no município, foi transformada em colônia agrícola para todos japoneses habitantes da região amazônica. Essa medida foi tomada com a adesão do Brasil à Segunda Guerra Mundial e a sua aliança à guerra aos países do Eixo, os japoneses são declarados inimigos da pátria e, com isso é declarada a apreensão de seus bens, bem como o confinamento dessas pessoas na região onde se localiza atualmente Tomé- Açu (PREFEITURA MUNICIPAL DE TOMÉ-AÇU, 2013).
Ao término da Segunda Guerra Mundial ocorre o reestabelecimento dos direitos, que haviam sido caçados dos japoneses, e os mesmos transformam a antiga Associação dos Agricultores de Acará na Cooperativa Mista de Tomé-Açu. No ano de 1952 iniciam os movimentos pela emancipação do município, que é inicialmente desmembrado do território de Acará no dia 11 de março de 1955. Separação essa que não foi reconhecida pelo Superior Tribunal Federal, declarando inconstitucional a criação do município e a sua extinção no mesmo ano, por meio de um acórdão, que determinava que essa área territorial fosse novamente incorporada ao município de Acará. Foi elevado definitivamente à categoria de município no ano de 1959, por meio da lei estadual 1.725, recebendo novamente a denominação de Tomé-Açu, denominação essa que faz uma alusão ao igarapé que corta a sede do município (PREFEITURA MUNICIPAL DE TOMÉ-AÇU, 2013).
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (2013), inerentes ao Censo Demográfico realizado no ano de 2010, os homens representavam aproximadamente 52% da população tomé-açuense e as mulheres 48%. A população total do município naquele ano era de 59.112 habitantes, total esse que se encontrava distribuído numa área territorial de 5.145,361 km2. De acordo com os dados divulgados pelo PNUD/Brasil (2013), a taxa de urbanização do município é de 55,85%, isso significa que, aproximadamente 44% da população do município, habitam em áreas consideradas rurais e, que cerca de outros 56%
residem em áreas consideradas urbanas.
O município de Tomé-Açu pertence à Mesorregião denominada de Nordeste Paraense, estando a sua sede administrativa situada a 208 km de Belém, sendo essa distância percorrida por via rodoviária, através da rodovia PA 140. No ano de 2013, o município contava com um total de 651 empresas atuantes que, na sua maioria, desenvolviam atividades econômicas relacionadas à prestação de serviços. Essas atividades do setor terciário se constituíam o principal setor da economia tomé-açuense, movimentando aproximadamente de 64% de todo o PIB do município. Os setores primário e secundário (agropecuária e indústria) tinham uma participação menos expressiva na economia, pois cada uma delas separadamente representava aproximadamente 17% do PIB de Tomé-Açu.
As principais atividades econômicas relacionadas à agricultura e ao extrativismo eram o cultivo da mandioca, do arroz e da pimenta-do-reino, assim como a extração da amêndoa do cacau e do óleo de dendê. As atividades pecuárias desenvolvidas no município envolviam a criação para de bovinos, de galináceos e de suínos para o abate, assim como a criação de vacas para a produção de leite e de equinos para o manejo de animais e o transporte humano (PARÁ, 2011).
O percentual da população de Tomé-Açu considerada economicamente ativa no ano de 2010 era de aproximadamente 61%, sendo que o cerca de 66% dessas pessoas consideradas economicamente ativas se encontravam ocupadas. Considerando-se as pessoas residentes no município, que se encontravam na faixa etária dos 18 anos ou mais e estavam ocupadas, cerca de 38% trabalhavam no setor agropecuário, 26% com a prestação de serviços, 14% no comércio, 12% na indústria de transformação, 6% na construção, 0,8% na indústria extrativa e 0,6% utilidade pública ((PNUD/BRASIL, 2013).
A população que se encontrava empregada formalmente, dentre aqueles que possuíam idade igual ou superior a dezoito anos, correspondia a aproximadamente 30%, ou seja, pessoas que se encontravam trabalhando em algum tipo de empregado que oferecia as garantias trabalhistas e previdenciárias legais. No interior do grupo de ocupados (formal e informalmente), aproximadamente 44% recebia até um salário mínimo e cerca de 88% recebia até dois salários mínimos, estando incluídos nos percentuais daqueles que recebiam até dois salários mínimos, os que recebiam até um salário mínimo (PNUD/BRASIL, 2013).
A renda média per capta do tomé-açuense, referente ao ano de 2013, correspondia a R$ 264,00 para a população urbana e a R$ 200 para a população rural, sendo que a média salarial do município era de 1,8 salários mínimos (IBGE, 2013). No ano de 2010 o percentual
da população de Tomé-Açu que vivia em condições de extrema pobreza, ou seja, aquelas pessoas que viviam com uma renda familiar per capta inferior a R$ 70,00 mensais, era de 12,70%, sendo que 63,98% da população do município era considerada vulnerável à pobreza (PNUD/BRASIL, 2013).
O IDH calculado no ano de 2013 para o município era de 0,586, estando esse valor abaixo da média nacional (0,727) e, também, abaixo da uma faixa de desenvolvimento humano que se considera como média (entre 0,6 e 0,699). A taxa de mortalidade infantil era de 19%, sendo que até o primeiro ano de idade ocorriam 21,4 óbitos para cada 1.000 crianças nascidas com vida e 23,1 óbitos até os cinco anos de idade. A esperança de vida de um tomé- açuense ao nascer no ano de 2010, era de 72,87 anos (PNUD/BRASIL, 2013). O Sistema Único de Saúde do município, no ano de 2013, contava com um total de 8 estabelecimentos de atendimento em saúde pública (IBGE, 2013).
Aproximadamente 37% da população do município que possuía algum tipo de ocupação laboral, haviam completado apenas os estudos do Ensino Fundamental e, cerca de 20% desses trabalhadores possuíam o Ensino Médio completo. Próximo de 58% da população com idade de 18 anos ou mais, que não havia completado o Ensino Fundamental, trabalhava na informalidade. O percentual da população, com idade igual ou superior a 18 anos, que havia completado o Ensino Fundamental, era de aproximadamente 34%, sendo que apenas cerca de 17% dos tomé-açuenses que se encontravam nessa mesma faixa etária, havia completado os estudos do Ensino Médio. Dentre aqueles que estavam na faixa etária dos 18 aos 24 anos, somente 3% estavam cursando o Ensino Superior, sendo que aproximadamente 66% desses jovens não frequentavam mais a escola. A taxa de alfabetização de jovens entre 15 e 24 anos, no ano de 2010, era de 95,1% e o analfabetismo entre os que possuíam mais de 25 anos de idade era de 21,43 (PNUD/BRASIL, 2013; IBGE, 2013).
De acordo com os dados do Senso Educacional MEC/INEP (2012), o município de Tomé-Açu contava com um total de 231 unidades educacionais, nas quais estavam matriculados 19.772 alunos. Na pré-escola havia um total de 2.526 crianças matriculadas, no ensino fundamental esse número era de 13.960 alunos e no ensino médio essa quantidade de matrículas era igual a 3.286. A quantidade de funções docentes para o atendimento de toda rede escolar do município, consideradas as escolas municipais, estaduais e federais, correspondia a 644 cargos de professor.
Quanto às questões de orientação religiosa dos tomé-açuenses, os dados divulgados pelo IBGE (2013) revelam que a maioria dessa população (53%) se declara como seguidora
da doutrina católica. Os evangélicos se constituem o segundo grupo religioso mais expressivo do município, pois aproximadamente 32% desses habitantes declarou seguir esses princípios religiosos. Aqueles que declararam seguir a doutrina do espiritismo representam um pequeno percentual da população do município de Tomé-Açu, pois essa orientação espiritual agrupa apenas 0,02% de toda a sua população.
Os principais dados oficiais do município de Tomé-Açu encontram-se resumidos no Quadro 4, contendo os indicadores relacionados à educação, ao trabalho, à renda, assim como ao desenvolvimento da sua população.
Indicadores Quantitativos P o p u la çã o Total Estimada em 2013 59.112 Masculina (%) 51,88 Feminina (%) 48,12 Urbana (%) 55,85 Rural (%) 44,15 Economicamente Ativa (%) 66,1 Taxa de Atividade (%) 66,06 E d u ca çã o Analfabetos (%) 21,43 Superior (%) 2,4 Unidades Educacionais 231 Total de Matrículas (2012) 19.772 Total de Funções Docentes 644
T ra b a lh o Pessoal Ocupado (%) 24,2 Empregos Formais (%) 29,9
Com carteira assinada (%) 33,9 Sem carteira assinada (%) 57,5
Estatutário (%) 8,6 Trabalho na Educação (%) 9,7 Educação – Homens (%) 22,7 Educação – Mulheres (%) 76,3 Professor 4,7 R en d
a Salário Médio (salário mínimo) Extrema Pobreza (%) 12,70 1,8 Renda per capta Urbana (R$) 264,00 Renda per capta Rural (R$) 200,00 Quantidade de Empresas 651 Expectativa de Vida (anos) 72,87
Mortalidade Infantil (%) 19,0
IDH 0,586
Quadro 4 – Resumo dos dados do município de Tomé-Açu Fonte: Fonte: PARÁ (2011); IBGE (2013); PNUD/Brasil (2013)
Finalizando a caracterização dos municípios onde a presente pesquisa foi realizada, o próximo subitem se destina à apresentação dos dados oficiais disponíveis sobre o município
de Tucuruí.