2. LİTERATÜR VE BAZI ÖN BİLGİLER
2.1 YARATICILIK
2.1.5 Yaratıcılığı Etkileyen Faktörler
2.1.5.2 Yaratıcılık ve Zekâ
Para iniciar a discussão, vamos observar a distribuição dos argu- mentos da nominalização por tipo de expressão formal, conforme exposto na Tabela 3.
Considerados os totais, a frequência de expressão de A2 (34,0%)
é mais que o dobro da expressão de A1 (16,0%), o que é de fato uma
distribuição esperada com base nas predições de Dik (1985, 1997).
Tabela 3 – Forma de expressão dos argumentos Expressão argumental Ô A1 expresso A1 não expresso A2 expresso A2 não expresso Forma de expressão: N % N % N % N % Sintagma-de 22 12,0 30 25,0 Adjetivo 4 2,0 1 1,0 Outra expressão 4 2,0 10 8,0 Total 30 16,0 41 34,0 SN equivalentes 44 24,0 6 5,0 Anáfora zero 47 26,0 32 26,0 Argumento no texto seguinte 4 2,0 4 3,0 Argumento indeterminado 26 15,0 17 14,0 Predicado não referencial 30 17,0 22 18,0 151 84,0 81 66,0 Total 181 122
Vale a pena lembrar que, se por um lado ambos os argumentos recebem a expressão preferencial de sintagma-de, essa forma atri-
buída a A1 só é a preferencial para os casos monovalentes; havendo
dois argumentos disponíveis na estrutura argumental, predomina a
expressão de A2 como sintagma-de, e A1 recebe, nesse caso, outras
formas de expressão, como adjetivo ou pronome possessivo. Esses resultados estão plenamente de acordo com as regras de expressão para as nominalizações postuladas por Dik (1985) e já discutidas na Seção 3.2.
Além disso, os dados confirmam a predição de que forma de expressão argumental preferida é a de sintagma adposicional para
a posição de possuidor, já que, do total de A1 expressos, 74,0%
(22/30) e, do total de A2 expressos, 73,0% (30/41) aparecem sob
essa forma de manifestação numa relação quantitativa de surpreen-
dente simetria. Os exemplos (4-17) e (4-18) mostram casos de A1
e A2 respectivamente expressos como sintagma-de como se fosse
expressão de possuidor.
(4-17) L2 e isso significa um aumento de vencimentos... (D2-SP-360) (4-18) L2: tudo... de a responsabilidade na manutenção da casa...
L1: vem como complemento né? (D2-SP-360)
Considerando-se agora a forma de manifestação de A1 e A2,
nota-se que, na coluna “A1 expresso” (significando manifestação
em torno do próprio predicado nominal), há um total de trinta casos
na Tabela 3. Na coluna “A1 não expresso” (significando argumento
não expresso em torno do predicado nominal), há 44 casos de ex- pressão por anáfora zero de argumentos semanticamente comparti- lhados com o predicado da matriz, conforme demonstra o exemplo contido em (4-19a-b).
(4-19) a ajudar um pessoal que que que tem me pedido para fazer::
programação da da de sucos do Lanjal e eu acho que a televisão é completamente:: diferente do que a gente assiste eh lá no no teatro não o teatro::... (DID-SP-234)
b * ajudar um pessoal que que que tem me pedido para fazer:: programação de sucos do Lanjal (por mim)
O argumento agentivo de programação é zero catafórico, já que sua referência remete para o complemento dativo do predicado en- caixador; nesse caso, a inserção de um termo na posição argumen- tal, como em (4-19b), torna a construção agramatical por razões de redundância.
Há também 47 casos de expressão por anáfora zero cujo argu- mento não é compartilhado com a predicação encaixadora, mas que retomam anaforicamente algum outro SN contido no contexto discursivo, conforme aparece em (4-20a-b).
(4-20) a então numa vida desse tipo... a preocupação principal está
centrada na sobrevivência... (EF-SP-405)
b então numa vida desse tipo... a preocupação principal do homem está centrada na sobrevivência... (EF-SP-405)
Por fim, a amostra registra, além disso, mais quatro casos de argumentos não expressos na estrutura do SN nucleado pelo nome deverbal, mas que são recuperáveis no contexto seguinte, conforme especificado em (4-21a-b).
(4-21) a é MUIto difícil a gente desenhar estritamente o que a gente vê
a gente separar a percepção... da... do conceito que nós fazemos do objeto... (EF-SP-405)
b * separar a percepção do objeto por nós do conceito que nós fazemos do objeto
O argumento experienciador de percepção é zero catafórico, já que sua referência remete para o sujeito de uma oração relativa, atuando como modificador do núcleo nominal de conceito, que aparece, por seu lado, sob a forma de sintagma-de na condição de segundo argumento do nome deverbal. Como (4-19a-b), a inserção de um termo na posição argumental torna a construção também inaceitável por razões de redundância.
Somados esses três tipos de manifestação argumental com os de expressão formal no interior do SN, há, na realidade, uma incidên-
cia de 68,0% (125/181) de manifestação de A1 em oposição a 32,0%
(56/181) de predicados sem expressão referencial (trinta casos) e de argumento sujeito semanticamente indeterminado (26 casos). O exemplo contido em (4-22) ilustra um caso de nominalização cujo
argumento A1 é semanticamente indeterminado.
(4-22) e e:: além de que... da/dentro do aumento de vencimentos ha-
veria... uma promoção de todo o pessoal que está agora...
(D2-SP-360)
A promoção a que o falante se refere em (4-22) deve ser realiza- da pelas autoridades do Ministério da Justiça que regem a carreira de Procurador do Estado, mas ele/ela não vê relevância discursiva na menção do agente, exatamente como ocorre em construções pas- sivas do português (o pessoal foi promovido /promoveu-se o pessoal) ou outras construções com predicados verbais com sujeito indeter- minado (promoveram o pessoal).
Os casos contidos em (4-23a-c) são todos exemplos de predica- dos não referenciais.
(4-23) a Então (para a) mulher aquilo é um complemento quer dizer
tudo que vem é ótimo (D2-SP-360)
b eu hav::ia lido um:: sobre um novo método de alfabetização...
(D2-SP-360)
c a senhora falou em divulgação que:: talvez o teatro é menos aceito pelo público por falta de divulgação certo?
(DID-SP-234)
As ocorrências de (4-23a-c) constituem casos de nomes prototi- picamente não referenciais, como os que ocorrem como predicado não verbal em (4-23a), os que ocorrem como SPs em função de modificador como em (4-23b), ou como complemento de nome como em (4-23c).
Nesses casos, o nome, em si mesmo designando uma proprie-
dade (fi), fornece apenas a descrição lexical de um estado de coisas.
O nome se aproxima do estatuto de uma categoria de nível zero, que devem ser consideradas as menos prototípicas das categorias referenciais: como o referente de uma expressão de nível zero, essas nominalizações não podem realmente ser consideradas uma entida- de, mas apenas a propriedade denotada por elas (cf. Keizer, 2004b).
Em casos como esses de suspensão de referencialidade prototí- pica, nomes de ordem superior, como as nominalizações, seguem a mesma tendência do nome prototípico de primeira ordem na mesma situação discursiva, isto é, a não referencialidade se mani- festa na ausência de determinantes, modificadores, quantificado- res, configuração formal típica de nominais nus. Vale lembrar que, na escala de predicatividade proposta por Hengeveld (1992) – pre- dicado nu > predicado referencial > predicado relacional –, o uso de nominais nus é a estratégia mais usada para representar predicado não verbal. Nesse caso, não se pode falar em redução de valência, já que fica suspensa a referência a uma propriedade ou relação, pró- pria de entidades de ordem superior.
Aplicado o mesmo raciocínio sobre os argumentos A2, os resul-
tados são surpreendentemente comparáveis: somados os casos de
A2 expressos (n=41), os de argumentos não expressos por serem
semanticamente compartilhados (n=6), os de argumentos pragma- ticamente retomados por anáfora zero (n=26), e os que aparecem no contexto textual seguinte (n=4), obtém-se uma frequência de 68,0% (77/122) de manifestação argumental, em oposição a 18,0%
(22/122) de argumentos A2 indeterminados e 14,0% (n=17) de
predicados não referenciais. Veja em (4-24a-b) uma ocorrência de argumento semanticamente compartilhado entre a predicação ma- triz e a predicação encaixada.
(4-24) a e eles conseguem chegar... a é óbvio uma evolução certo? (EF-SP-405)
b * e eles conseguem chegar... a é óbvio uma evolução deles certo? (EF-SP-405)
A não relevância da expressão da estrutura argumental do nome derivado tem a ver, portanto, com um dos princípios de cooperação postulados por Grice (1975), a Máxima da Quantidade, segundo o qual não se deve dizer mais do que o necessário e é possível aplicá-la com resultados satisfatórios às três modalidades de não especifica- ção argumental. Esse princípio pragmático tem acolhida na GDF, que leva em consideração a responsabilidade dos participantes da interação pelo conteúdo comunicado.