4. BULGULAR VE YORUMLARI
4.1.2 Problem Çözmede Yaratıcılık
4.1.2.2 Problem Çözmede Düşünce
A primeira observação importante acerca da classificação do relevo é que a mesma há muito é baseada no reconhecimento, interpretação e análise de unidades geomorfológicas, ou seja, padrões de formas semelhantes. No entanto, com o atual emprego de softwares e modelos digitais de elevação (MDE), algumas mudanças estão sendo implementadas nessa metodologia a fim de diminuir cada vez mais o caráter subjetivo das interpretações. Mas, para que os aspectos teóricos do processo sejam bem entendidos é preciso, antes de mais nada, que se faça uma revisão de conceitos relativos às nomenclaturas empregadas e a cartografia geomorfológica.
A compartimentação do relevo corresponde à individualização de um conjunto de formas com características semelhantes. O maior ou menor grau de semelhança entre as formas do relevo tem muito a ver com sua gênese, idade e sobretudo com os processos (dinâmicos) que atuam no presente ou que atuaram no passado e que são os responsáveis pela geração das formas. O relevo, como um dos componentes do meio natural, apresenta uma diversidade enorme de tipos de formas. Essas formas, por mais que possam parecer estáticas e iguais, na realidade são dinâmicas e se manifestam ao longo do tempo e do espaço de modo diferenciado, podendo formar conjuntos ou agrupamentos de formas que guardam elevado grau de semelhança entre si (ROSS, 1991).
Notadamente, a escala espacial da análise das formas, processos e materiais que recobrem a superfície é um elemento definidor do tipo de compartimentação a ser realizada (TRICART, 1965). De acordo com Ross (1991), ao se elaborar uma classificação do relevo em escalas médias, é impraticável tratar o relevo através dos elementos das formas, enquanto em uma escala de detalhe isso passa a ser condição
Nesta pesquisa, pretende-se trabalhar com uma escala média, denominada de semidetalhe pelo (IBGE, 2009), variando entre 1:100.000 e 1:50.000 e assim o foco é identificar e delimitar unidades de padrões de formas semelhantes do relevo. No entanto, a grande disseminação da técnica de compartimentação do relevo para análise da paisagem, suas múltiplas aplicações e a falta de consenso na adoção de ordens de grandeza ou taxonomias, fazem com que ocorram discordâncias quanto ao termo utilizado e o significado pretendido.
Em virtude dessa diversidade de enfoques, optou-se por apresentar alguns termos e definições análogos a unidades de padrões de formas semelhantes.
Demek (1967) utiliza o termo “tipos de relevo” para o conjunto de elementos que definem um determinado padrão de formas de relevo semelhantes entre si tanto fisionômica, quanto geneticamente;
Verstappen e Zuidam (1968) propõem o termo “landform units”, que descrevem tipos de paisagem que são relativamente uniformes na gênese e formas de relevo; Ab’Saber (1969) define como “unidades geomorfológicas” uma área onde as formas do relevo guardam normalmente um acentuado grau de semelhança decorrente da sua estruturação e esculturação;
Speight (1974) emprega o termo “padrões de formas do relevo” (landform patterns model) para uma superfície tridimensional em que elementos mais simples se repetem em intervalos quase regulares em um padrão definível.
Cooke e Doornkamp (1978) utilizam o termo “unidade de relevo” (land unit) com base no conceito de land system para classificar áreas homogêneas que podem apresentar uma variação interna relativamente pequena em suas propriedades geomorfológicas, sendo, porém cada uma delas diferente das unidades vizinhas. As unidades de relevo são áreas relativamente homogêneas em termos de geologia, relevo, solo e vegetação contidas em um land system;
IPT (1981) também emprega o termo “unidade de relevo” e classifica uma unidade como parte menor de um sistema de relevo, tendo forma simples e ocorrendo usualmente sobre um único tipo de rocha e em solos cuja variação é consistente. Cada unidade apresenta similitude quanto a amplitude local de cada forma,
declividade e perfil das encostas, extensão e forma dos topos, densidade e padrão de drenagens.
Ross (1992), baseado nos conceitos de morfoestrutura e morfoescultura, emprega os termos “unidades morfológicas” ou “padrões de formas semelhantes” ou ainda “tipos de relevo”, que se definem por conjuntos de tipologias de formas que guardam entre si elevado grau de semelhança, quanto ao tamanho de cada forma e o aspecto fisionômico;
Vedovello (1993) utiliza o termo “unidade básica de compartimentação - UBC” para unidades básicas do terreno associadas a ocorrência de geoformas, ou seja, áreas onde ocorre uma associação específica das formas de ocorrência dos vários elementos fisiográficos que compõem a paisagem, e que são resultantes da ação dos elementos exógenos ao meio físico, bem como da dinâmica da evolução e das propriedades intrínsecas dos elementos fisiográficos. As geoformas apresentariam litologia, forma de relevo, perfil de alteração, etc. específicos e constantes em sua área de ocorrência;
IBGE (2009), baseado no Projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1983), classifica de “modelados” um polígono que abrange um padrão de formas de relevo que apresentam definição geométrica similar em função de uma gênese comum e dos processos morfogenéticos atuantes, resultando na recorrência dos materiais correlativos superficiais. Podem ser identificados quatro tipos de modelados: acumulação, aplanamento, dissolução e dissecação.
Bettu (2012) resgata o conceito de “unidade de paisagem” (BERTRAND, 1968) e propõem o termo “unidades de paisagem geomórficas - (UPG)” para regiões relativamente homogêneas do ponto de vista da morfologia do relevo.
Todos os trabalhos citados acima têm como procedimento comum a compartimentação do relevo a partir de processos interpretativos de fotografias aéreas e/ou produtos de sensores remotos nos quais as unidades são individualizadas pela sua homogeneidade, mas também baseando-se na sua gênese, embasamento geológico ou ainda uma integração de aspectos (geológico, geomorfológico, solos, etc.). No presente trabalho, buscando um enfoque paramétrico e menos dependente de uma interpretação
identificar e compartimentar os conjuntos de formas de relevo com morfologia e morfometria semelhantes entre si. Assim, optou-se por utilizar uma nomenclatura que representa-se esses aspectos e “unidades de padrões de formas semelhantes”, sugerida por Ross (1992), mostrou-se um termo bastante coerente.