3. İNŞAAT SEKTÖRÜ VE İNŞAAT PROJE YÖNETİMİ
3.5 Proje Yönetim Standartları
3.5.10 Yapım evresi
Aqui a pesquisa mostrou que 64,9% das entrevistadas disseram não saber ler a Bíblia
corretamente o que nos demonstra a preocupação que a Igreja deve ter com a formação dos agentes de pastoral e a conseqüente transmissão da doutrina.
Percebe-se que tendências fundamentalistas podem estar presentes nas respostas, visto
que as entrevistadas apontam dificuldades em interpretar os textos bíblicos.
Dentre algumas opções, o fato de terem respondido diretamente que não sabem ler significa que possuem consciência dessa dificuldade, o que podemos visualizar nas tabelas abaixo.
Tabela 32. Estatística descritiva das classes de resposta (n=83) da pergunta 8, parte 1: Você acha que os católicos a as católicas sabem ler a Bíblia corretamente? Por quê?
Respostas Freqüência % % Válida
Sabem ler 19 22,9 24,7
Não sabem ler 50 60,2 64,9
Sabem ler medianamente 7 8,4 9,1
NA - Não aplicável 1 1,2 1,3
Não respondeu 6 7,2
Tabela 33. Estatística descritiva das classes de resposta (n=83) da pergunta 8, parte 2: Você acha que os católicos a as católicas sabem ler a Bíblia corretamente? Por quê?
Uma análise das atividades da Igreja sob a perspectiva de gênero implica pensar numa hermenêutica crítica da Bíblia. Deve-se aprender a desenvolver modelos teóricos interpretativos, coisas que nem sempre as nossas comunidades estão preparadas para fazer. Os textos bíblicos quando lidos, sem uma devida interpretação, podem construir paradigmas teológicos que legitimam status patriarcais e hierárquicos nas Igrejas. Por isso, é por meio de
Respostas Frequência % % válida
Lêem pouco 4 4,4 5,2
Falta interesse/ comodismo 14 15,6 18,2
Falta de incentivo 4 4,4 5,2
Falta preparo/ estudo 23 25,6 29,9
Lêem sem reflexão/ aprofundamento/
interpretação 18 20 23,4
Sabem ler porque aprendem na catequese ou
outro meio religioso 4 4,4 5,2
uma hermenêutica bíblica de gênero que podemos reconhecer tudo aquilo que dentro da Igreja é proveniente de uma cultura patriarcal. A história da condição das mulheres cristãs deve ser reconhecida não como uma herança de violação de direitos, mas como uma teologia bíblica feita por uma hierarquia clerical e patriarcal que apagou, ao longo dos séculos, as situações de luta, coragem e força femininas, silenciando-as diante do poder inerente das suas atividades inspiradas pelo Espírito.
SCHUSSLER-FIORENZA sobre isso, afirma:
Deve também ser reconstruída como história de libertação e agência de poder religioso. Não se deve permitir que a história e teologia da opressão das mulheres perpetuada por textos bíblicos patriarcais e por um patriarcado clerical cancele a história e teologia de luta, vida e liderança das mulheres cristãs que falaram e agiram na força do Espírito185.
Assim, após essa surpreendente constatação de que a maioria das pessoas não sabe ler a Bíblia, querendo explorar um pouco mais a capacidade dos participantes e para tivessem menos dificuldade em responder as questões relativas a esse assunto, optamos por explorar melhor esse valioso resultado e incluímos no questionário mais algumas perspectivas fundamentalistas. A nossa intuição mostrava que esses dados poderiam apontar mais tendências fundamentalistas nas atividades das comunidades pesquisadas, ou seja, legitimar “doutrinas e atividades sexistas” herdadas ao longo da história, e para facilitar a compreensão das pessoas entrevistadas, utilizamos numa das questões fanatismo o que, de certa forma, deixou mais fácil a conversa sobre o assunto. As respostas mostram que, mesmo com esse facilitador, 32,5% das pessoas entrevistadas não conseguiram explicar o significado dessa palavra. Perguntamos sobre o significado e a existência do fundamentalismo dentro da Igreja.
Vejamos as respostas.
Tabela 34. Estatística descritiva das classes de resposta (n=83) da pergunta 9, parte 1: O que você entende por fanatismo?
Respostas Freqüência % % válida
Dedicação excessiva a religião ou culto 16 19,3 28,6
É o exagero de algo (geral) 17 20,5 30,4
Seguir algo “cegamente”, sem senso crítico 11 13,3 19,6 É a fixação em uma realidade alternativa – fuga 1 1,2 1,8 Valorizar mais as coisas materiais que as de Deus 3 3,6 5,4
Adorar imagens/ santos 5 6 8,9
Não sei 1 1,2 1,8
NA – Não aplicável 2 2,4 3,6
Não Respondeu 27 32,5
Tabela 35. Estatística descritiva das classes de resposta (n=83) da pergunta 9, parte 2: Você acha que existe fanatismo na Igreja católica?
Respostas Freqüência % % Válida
Existe 56 67,5 88,9
Não existe 6 7,2 9,5
NA - Não aplicável 1 1,2 1,6
Não respondeu 20 24,1
As porcentagens são sobre o valor total de respostas válidas de ambos os sexos.
Neste primeiro bloco, concluímos que existe a presença do fundamentalismo na Igreja e que há uma relação entre ele e as questões de gênero, segundo as respostas da tabela acima. As mulheres conhecem a autoridade masculina (item 1), mas desconhecem a sua própria autoridade implícita nas respostas dos itens 5 e 10. Por isso se torna urgente estudar a importância de se compreender melhor o fenômeno do fundamentalismo religioso contemporâneo, pois ele fundamenta o dogmatismo e legitima atividades de conformação. GOUVÊA (2008) mostra evidências fundamentalistas em denominações religiosas da atualidade, que apontam questões de gênero contrárias a emancipação das mulheres. Por isso, cita a necessidade de se pesquisar o fundamentalismo por meio de estudo de fontes documentais, uma vez que esses podem “autorizar” práticas sectárias de dominação186.
2 Comparação e superação. A época inicial do Vaticano II e a atualidade
Detectamos abaixo que através da forma como a pergunta foi feita, as pessoas entrevistadas apresentaram dificuldades em compreendê-la, e assim, perante o enunciado, não conseguiram responder.
186 GOUVÊA, Ricardo Quadros. A condição da mulher no fundamentalismo: Reflexões transdisciplinares sobre a relação
Tabela 36. Estatística descritiva das classes de resposta (n=83) da pergunta 6, parte 2:
Em comparação a 20 ou 30 anos atrás, você diria que a situação das mulheres na Igreja Católica está melhor, pior ou não teve mudanças? (Comentários)
Comentários Frequência % % válida
Aumentou a participação 7 8,4 30,4
Aumentou o reconhecimento 3 3,6 13
Maior liberdade de expressão/ opinião 5 6 21,7 Com o novo papa as coisas podem piorar –
postura machista 1 1,2 4,3
A igreja está renovando 4 4,8 17,4
Diminuição do fervor pelas mulheres 1 1,2 4,3
NA – Não aplicável 2 2,4 8,7
Não respondeu 60 72,3
Quando entrevistadas, as pessoas não souberam avaliar a vida delas nos últimos vinte ou trinta anos de Igreja, dificultando a elaboração dos comentários escritos, ou seja, 72,3% das pessoas não responderam a pergunta. Contudo, quando perguntamos se haviam observado mudanças na vida da Igreja nesse mesmo período, as respostas mostram que as pessoas entenderam o conteúdo abordado na questão e conhecem a realidade eclesial em que atuam, ou seja, 68,7% delas dizem que a Igreja Católica está melhor do que há vinte ou trinta anos.
Tabela 37. Estatística descritiva das classes de resposta (n=83) da pergunta 6, parte 1:
Em comparação a 20 ou 30 anos atrás, você diria que a situação das mulheres na Igreja Católica está melhor, pior ou não teve mudanças? (Como está?)
Respostas Freqüência % % Válida
Está melhor 57 68,7 82,6
Esta pior 3 3,6 4,3
Não teve mudanças 4 4,8 5,8
NA - Não aplicável 5 6 7,2
Não respondeu 14 16,9
As perguntas acima foram elaboradas para podermos ava liar a situação das mulheres na Igreja do período imediatamente pós Concílio Vaticano II até os nossos dias. Significa que houve avanços e que a Igreja potencializou parte das transformações propostas pelas constituições conciliares e, por isso, as mulheres conseguem já exercer parte de seu poder.