3. İNŞAAT SEKTÖRÜ VE İNŞAAT PROJE YÖNETİMİ
3.1 İnşaat Sektörü
3.1.1 İnşaat sektörünün genel özellikleri
Uma armadilha doutrinal e semi-intelectual surge ainda com mais força que antigamente na sociedade moderna e contamina instituições religiosas, proporcionando uma separação artificial entre a consciência dos indivíduos autorizados a decidir e a de suas ações para o bem comum e a fraternidade. São pessoas que acabam deixando livres as consciências de outras para regularem despoticamente ações de todos ou até limitando-as apenas a certas atividades politicamente irrelevantes nos espaços religiosos. E o pior é que essas posturas acabam agradando a muita gente, e até mesmo contaminando outros integrantes por meio da reprodução de discursos estabelecedores de regras que legitimam atividades medíocres.
Isto nos revela que essas situações não regem uma verdadeira liberdade religiosa nesses espaços, nem uma verdadeira democracia é exercida nessas condições estabelecidas. Por isso é que, em matéria de liberdade político-religiosa, as pessoas religiosas não podem se contentar em serem meros objetos passivos de concessões e obrigações. Num sentido mais depreciativo da palavra, não podem se deixar levar por certas decisões descabidas, sendo pessoas com um grau muito grande de tolerância para com as decisões tomadas indevidamente pela hierarquia. Todos que numa instituição estão inseridos, sejam na hierarquia ou não, devem querer ser agentes ativos e conscientes. Isso deve acontecer tanto dentro quanto fora da instituição. Tanto no meio dela quanto na sociedade política que a alicerça e a molda. Todos são para ser reconhecidos como tais em igualdade de direitos e deveres, individuais e coletivos. E isso aconteceria se fosse o caso de tratar de uma instituição legitimamente política e livre, regida pela democracia em seu sentido tradicional e pleno.
Mas o sentido tradicional destas liberdades é explicado de forma admirável, em outro
contexto por ARENDT (2002)112, e que merece ser destacado:
O político neste sentido grego se centra, portanto, na liberdade, compreendida negativamente como não ser dominado e não dominar e positivamente como um espaço só estabelecível por muitos, no qual cada um se movimente entre iguais. Sem esses outros, que são meus iguais, não há liberdade.
Nós mal a interpretamos, diz ela: "a expressão grega para uma constituição livre, há isonomia. Mas isonomia não significa que todos sejam iguais diante da lei e tampouco que a lei seja a mesma para todos, mas simplesmente que todos têm o mesmo direito à atividade
política".113 Mas aí perguntamos: O que é a política? Resulta claro então que, dentro do
112 ARENDT H. A autora fala sobre esse tema em alguns manuscritos sobre política, referindo-se a sua acepção grega
tradicional. Em “O que é autoridade?”, In Entre o passado e o futuro. Editora Perspectiva, São Paulo (2002), pp. 127-187, a meu ver, ela percebe o problema da liberdade, mas não o resolve totalmente, principalmente dentro da política religiosa. Em
A condição humana, ela reconhece que os homens, por meio de suas ações, revelam não apenas a sua singularidade
individual, mas também seus “interesses específicos, objetivos e mundanos”. Surpreendentemente, porém, essa “mediação física e mundana” desaparece quando submetida a outras mediações, “constituídas de atos e palavras, cuja origem se deve unicamente ao fato de que os homens nos espaços político-religiosos agem e falam diretamente uns com os outros”. E a pergunta que se faz: E a forma discursiva usada pelos homens nas instituições religiosas? E nesses espaços, como fica a condição da não fala e do não poder das mulheres?
113 Para a autora vale isso também para a Grécia antiga, mas a capacidade para atuar politicamente na polis estava intimamente vinculada tanto à escravidão quanto à existência de um trabalhador economicamente independente que esta autora chamou de “camponês- cidadão”. A presença deste último seria fundamental para se entender o caráter mais substantivo da democracia ateniense em oposição ao caráter mais formal da democracia capitalista, em que as liberdades políticas do trabalhador assalariado são sufocadas pelas pressões econômicas a que estão submetidos. Parece que não se trata, portanto, de opor o indivíduo interessado do liberalismo ao indivíduo virtuoso do comunitarismo, como observa Eisenberg (2001: 167), mas sim contrapor a abordagem individualista da política a uma outra, mais sociológica, que leve em conta o impacto das posições sociais sobre as instituições e as suas práticas políticas.
âmbito do político, e também do político-religioso, não se pode ser politicamente livre se não for igual politicamente na instituição religiosa.
Esta clara noção tradicional do que é liberdade e do que é democracia tentaram ser confundidas com as tentativas dos racionalistas e dos contratualistas e dogmatistas, pretendendo dirigir os povos não como cidadãos, mas como súditos, dizendo que o faziam
"por seu próprio bem"114; que eles não podiam conhecer devido ao seu obscurantismo, a
preconceitos religiosos e a irracionalidades. Negaram-nos esse direito natural de toda pessoa humana de querer atuar, de querer participar ativamente nos processos políticos que os afetam, de querer agir em sua sociedade segundo suas crenças, seus valores e seus modos de ver as coisas, de querer decidir sejam estas pessoas homens ou mulheres, religiosas, agnósticas ou atéias. Por isso há a necessidade de se recuperar a autoridade que corresponde a nós, mulheres, se quisermos falar de democracia na Igreja.
Diante desta legítima e natural exigência, se elevou o muro da exclusão política de pessoas religiosas, sobretudo das mulheres. Afirmava-se que estas não podiam ser aceitas como atores legítimos na vida política e na esfera decisiva de governos se não deixarem de fora sua religião ou sua condição, porque não são pessoas livres e racionais, mas sim escravos dos dogmas elaborados pelos homens em suas respectivas religiões. Enfim, devem ser subservientes e subalternas.
Portanto, devem enclausurar suas crenças religiosas e seus valores próprios na vida privada, não podendo intervir na vida pública, política e religiosa de suas sociedades e instituições. Sabe-se na historia que muitos homens, políticos, colaboraram com essa
mentalidade, que também contaminou as políticas eclesiásticas. CONSTANT115, por exemplo,
intuiu sagazmente desde o princípio de seu governo, que não era um homem religioso: "Nossa liberdade se limita ao gozo pacífico de nossa independência privada".
Não precisa dizer que esses homens racionalistas "iluminados", ao sustentar aquele argumento discriminatório, não tinham a menor idéia do que é uma crença religiosa nem de como se chega aos princípios ou aos "dogmas básicos" de qualquer religião. Também não conheciam as características da adesão das pessoas crentes a suas respectivas religiões, que
114 Ibidem p. 188-189
115 Benjamin Constant Botelho de Magalhães (Niterói, 1836 — Rio de Janeiro, 1891) foi militar, professor e estadista brasileiro. As disposições transitórias da Constituição de 1891 consagraram-no como fundador da República brasileira. Adepto do positivismo em suas vertentes filosófica e religiosa, suas idéias difundiram entre a jovem oficialidade e nova autoridade do exército brasileiro, pós século XIX.
ocorre com toda sua pessoa, incluindo também a sua razão, ainda que a superando diante de suas vontades e liberdades.