Amenajman Planlarının
Aşama 11: Yusufeli Orman İşletme Müdürlüğü’nde üç yılda bir kez bozayı için izleme çalışması yürütülmelidir. İzleme çalışması sonuçları entegrasyon çalışması ve bir önceki izleme çalışması sonuçlarıyla karşılaştırılarak
7.2. Amenajman Planında Yer Alan Uygulamaların İzlenmesi
7.2.1. Yapılan İzleme Çalışmalarından Edinilen Tecrübeler
O processo de expansão do ensino médio no Brasil ganhou novo fôlego nos anos 1970. O então chamado ensino de 2º grau, por força da Lei 5.692/1971, tornou-se uma etapa subsequente ao ensino de 1º grau, suprimindo os exames de admissão, que historicamente haviam sido os “divisores de água” entre o ensino primário e o secundário, representando importante barreira seletiva no acesso aos níveis superiores da educação escolar.
Na década de 1970 o país mais que dobrou suas matrículas no ensino de 2º grau (aumento de 151,8%), o que levou aos bancos escolares um novo contingente de 1 milhão e 700 mil alunos. Naquela década, a população ingressante foi em grande medida absorvida pela rede privada, que manteve uma participação expressiva na oferta das vagas. As redes estaduais não ampliaram sua participação nas matrículas, pelo contrário, sofreram leve redução (de 47,9% em 1971 para 47% em 1980).
Na década seguinte, de 1980, o ritmo de expansão diminuiu, atingindo um crescimento de 33,8% nas matrículas. Porém, o perfil da oferta de ensino de 2º grau começou a se modificar. As redes estaduais passaram a absorver mais intensamente a nova demanda, de modo que, em 1991, atendiam a 65,5% do total das matrículas do país. Uma clientela trabalhadora passava a ter acesso ao ensino de 2º grau, geralmente no período noturno, no qual se concentrava mais da metade das matrículas.
A partir de 1990 o processo de expansão do ensino de 2º grau intensificou-se, gerando uma verdadeira explosão das matrículas, tornando-se a etapa da educação com maior crescimento na década. Neste item vamos analisar algumas características dessa expansão em âmbito nacional e verificar suas semelhanças e diferenças em relação ao crescimento ocorrido no estado de São Paulo.
Gráfico 11 - Matrículas no ensino médio, Brasil, 1991-2014
Fonte: Censo Escolar. Elaboração própria.
O gráfico permite observar que o movimento ascendente se estendeu até 2004, quando o país atingiu o ápice de 9.169.357 matrículas; nos anos posteriores as matrículas diminuíram. Isso significa que nos anos 1990 o país viveu seu último surto de expansão de ensino médio, para iniciar em meados da década seguinte um movimento de declínio.
A expansão das matrículas ocorreu em todas as regiões do país. O maior crescimento relativo foi na Região Norte, com aumento de 249% entre 1991 e 2003; seguiram-se o Nordeste (201,8%), o Centro-Oeste (141,4%), o Sul (114,9%) e o Sudeste (109,6%). A partir de 2000 o ritmo de crescimento diminuiu nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mantendo- se elevado nas regiões Norte e Nordeste. Em termos absolutos, as regiões com maior volume de matrículas são o Sudeste e o Nordeste.
Tabela 30 - Evolução das matrículas no ensino médio, Brasil e Regiões, 1991-2003
Ano Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste 1991 3.772.698 202.544 833.477 1.894.293 581.678 260.706 1994 4.932.552 320.022 1.050.660 2.447.712 762.547 351.611 1996 5.739.077 371.454 1.202.573 2.815.026 937.937 412.087 1998 6.968.531 450.787 1.515.169 3.385.659 1.115.919 500.997 2000 8.192.948 571.594 1.923.582 3.914.741 1.206.688 576.343 2003 9.072.942 706.843 2.515.854 3.970.810 1.250.037 629.398
Fonte: Dados de matrículas retirados de INEP. A educação no Brasil na década de 90: 1991 a 2000. Brasília: INEP/MEC, 2003. Ano de 2003: Retirado do Censo Escolar. Elaboração própria.
0 1.000.000 2.000.000 3.000.000 4.000.000 5.000.000 6.000.000 7.000.000 8.000.000 9.000.000 10.000.000 1991 1994 1996 1998 2000 2003 2004 2005 2007 2009 2011 2014
Gráfico 12 - Evolução das matrículas no ensino médio, Brasil e Regiões, 1991-2003
Fonte: Dados retirados de INEP. A educação no Brasil na década de 90: 1991 a 2000. Brasília: INEP/MEC, 2003. Ano de 2003: Retirado do Censo Escolar. Elaboração própria.
Os dados mostram uma ampliação notória das redes estaduais no atendimento ao ensino médio, consolidando a tendência que já vinha sendo delineada nos anos 1980. Ao mesmo tempo, observa-se uma estagnação das matrículas na rede privada, o que, dentro do movimento geral de expansão, significou diminuição da participação desta rede na oferta geral. Em síntese, no país, tanto quanto em São Paulo, a expansão do ensino médio nos anos 1990 foi um fenômeno absorvido pelas redes estaduais.
Segundo Pinto (2011), isso pode ser explicado pelo tamanho reduzido da classe média no país e sua estagnação, pois o ensino privado está associado à disponibilidade de renda familiar e, também, à redução do número de filhos, fenômeno que se concentrou nos grupos com maior renda. Essa situação também explica por que o setor privado passou a investir cada vez mais no ensino superior, no qual a presença do poder público é pequena.
0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 3.000.000 3.500.000 4.000.000 4.500.000 1991 1994 1996 1998 2000 2003 Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Tabela 31 - Evolução das matrículas no ensino médio por dependência administrativa, Brasil,1991-2003
Ano Total Estadual Privada Municipal Federal 1991 3.772.698 2.472.964 1.019.374 177.268 103.092 1994 4.932.552 3.522.970 1.041.772 267.803 100.007 1996 5.739.077 4.137.324 1.176.519 312.143 113.091 1998 6.968.531 5.301.475 1.226.641 317.488 122.927 2000 8.192.948 6.662.727 1.153.419 264.459 112.343 2003 9.072.942 7.667.713 1.127.517 203.368 74.344
Fonte: Dados retirados de INEP. A educação no Brasil na década de 90: 1991 a 2000. Brasília: INEP/MEC, 2003. Ano de 2003: Retirado do Censo Escolar. Elaboração própria.
Tabela 32 - Evolução da taxa de participação nas matrículas no ensino médio, por dependência administrativa, Brasil, 1991-2003 (%)
Ano Estadual Privada Municipal Federal Total
1991 65,5 27,0 4,7 2,8 100 1994 71,4 21,1 5,4 2,0 100 1996 72,1 20,5 5,4 1,9 100 1998 76,1 17,6 4,6 1,7 100 2000 81,3 14,1 3,2 1,4 100 2003 84,5 12,4 2,2 0,8 100
Fonte: Dados de matrículas retirados de INEP. A educação no Brasil na década de 90: 1991 a 2000. Brasília: INEP/MEC, 2003. Ano de 2003: Retirado do Censo Escolar. Elaboração própria.
As redes municipais e a rede privada não tiveram redução de matrículas em números absolutos, apresentando crescimento até 1998 e declínio a partir daí. Porém sua participação relativa no total de vagas ofertadas decresceu progressivamente.
A rede federal foi a única que sofreu diminuição tanto em números absolutos quanto relativos de matrículas, com algumas oscilações nos primeiros. Entre 1991 e 1993 reduziu vagas, mas entre 1996 e 1998 teve um aumento significativo para o tamanho de sua rede. Porém a partir do Decreto 2.208/1997, implantado no governo FHC, que separou o ensino médio do ensino técnico, houve diminuição nas matrículas, diante da reorientação dessa rede para a oferta de cursos técnicos, desvinculados do ensino médio de formação geral.
A rede privada, a segunda mais importante depois da rede estadual, reduziu progressivamente sua participação relativa na oferta. Assim, destaca-se a rede estadual como
a que mais cresceu no período analisado, sendo que todas as outras, municipal, federal e privada, diminuíram sua participação relativa na oferta de vagas.
Conclui-se que a década de 1990 consolidou a oferta pública – estadual e gratuita – do ensino médio no país, o que era uma condição essencial para promover seu processo de democratização. Antes mesmo de existir uma legislação nacional tornando-o obrigatório, o ensino médio foi assumindo contornos de continuidade “natural” do ensino fundamental e integrando o patamar da escolaridade básica para todos. Sua incorporação aos sistemas públicos de ensino mostrou que ele estava seguindo as tendências de expansão já observadas no ensino fundamental.
5.4. Uma visão comparativa da expansão do ensino médio no Brasil e no estado de São