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İşletme Müdürlüğünce Biyolojik Çeşitlilik Çalışmasının ve Çıktılarının Denetlenmesi

Amenajman Planlarının

6. Çalışmaların Denetlenmesi

6.1. İşletme Müdürlüğünce Biyolojik Çeşitlilik Çalışmasının ve Çıktılarının Denetlenmesi

A carência de professores na rede estadual continuou presente nas notícias entre 1995 e 2003, mas um outro aspecto desta carência ganhou visibilidade: o absenteísmo e o adoecimento docente. Em 1993, as faltas dos professores totalizaram, somadas, 4 milhões de aulas, segundo dados oficiais da SEE-SP. Além disso, 10 mil professores estavam afastados por problemas de saúde (As faltas dos professores. OESP, São Paulo, p. A3, 30/01/1995).

Quando os professores retornaram da greve de 1995, foram registrados muitos pedidos de exoneração e de afastamentos não remunerados na rede estadual. Na EEPSG Paulo Egydio de Carvalho, apenas no mês de maio de 1995, 12 professores saíram da escola (NOGUEIRA, H. Cresce saída de professores da rede pública. OESP, São Paulo, p. A15, 08/05/1995).

As vagas passaram a ser preenchidas por estudantes e professores não habilitados. A Escola Caetano de Campos, por exemplo, estava com 10 professores não habilitados em 1995.

Um em cada dez professores da rede estadual de ensino de São Paulo, hoje, não está habilitado para a função que está exercendo. Há dentistas dando aulas de biologia, engenheiros ensinando matemática, estudantes com classes de segundo grau. Com o gigantismo da rede estadual – que tem ao todo 330 mil trabalhadores, entre professores, especialistas de ensino e funcionários –, o número de professores não habilitados chega a 23.099 (MARIA, E.; ROSSETTI, F. 10% dos professores não são habilitados. OESP, São Paulo, p. A1, 06/01/1995).

Na reportagem, Rose Neubauer disse que o problema dos não habilitados, somado à alta rotatividade dos professores, atingia 30% dos professores da rede estadual. Faltavam professores principalmente de Matemática, Ciências, Física, Química, Biologia e Geografia. Em 1995, havia 240 mil professores na rede estadual e destes, apenas 90 mil eram efetivos (37,5%).

Há cincos anos, São Paulo possuía “30 mil professores não habilitados”, informou Rose Neubauer, secretária da Educação, e hoje “ainda existem 5 ou 6 mil no ensino médio nessa condição”. O Estado perde professores de matemática e física para o mercado financeiro e de informática, disse, e os de geografia, biologia e química para “novas áreas de meio ambiente das indústrias e das ONGs”. A demanda por professores não é atendida, porque os cursos de licenciatura não representam 30% das vagas nas universidades”, observou (SP perde profissionais para setor privado. OESP, São Paulo, p. A17 , 15/03/2000).

Na EEPSG Doutor Genésio de Almeida Moura, na V. Damasceno, região da Brasilândia, moradores denunciaram falta de professores e até mesmo rodízio, com atribuição de aulas concomitantes em salas distintas a uma mesma professora: “Algumas turmas do ginásio têm apenas professores para quatro disciplinas. Mas no fim do ano arrumam-se notas e todos passam de ano” [...] (JONES, F. Jardim Damasceno. Moradores reclamam de escola.

OESP, São Paulo, p. Z14, 24/04/1995).

A carência de professores para o ensino médio era um problema no país como um todo, agravado com o forte processo de expansão:

[...] faltam professores capacitados para atender ao crescimento da demanda (sobretudo nas áreas de ciências e matemática) e não há fonte fixa de financiamento para viabilizar a expansão do ensino médio, como acontece no ensino fundamental com o Fundef (fundo de valorização do magistério) (FALCÃO, D. Matrícula do ensino médio cresce 11,5%. FSP, São Paulo, p. 3-3, 16/09/1999).

Em comparação feita pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) envolvendo 47 países, o Brasil está entre os que têm as piores proporções de professores por alunos no ensino básico. O país é o último no ensino médio - são 38,6 alunos por professor (PARAGUASSÚ, L. Sobra aluno e falta professor, diz UNESCO. FSP, São Paulo, p. C5, 18/07/2000).

4.2.7. Migração de alunos da rede privada para a rede pública

O panorama econômico recessivo e o aumento descontrolado das mensalidades escolares fizeram com que as polêmicas envolvendo os sindicatos de estabelecimentos privados de ensino e o governo se mantivessem em 1995.

Em 2000 voltou-se a falar em migração da rede privada para a rede estadual em âmbito nacional e também em São Paulo, sobretudo no ensino médio.

As escolas particulares do Estado de São Paulo perderam no ensino médio (antigo 2º grau) 40 mil alunos de 1996 a 2000. No mesmo período, a rede pública ganhou 446 mil novas matrículas, segundo o Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC).

A redução de alunos ocorre principalmente nas escolas de grande porte. De 1996 para 2000, o número de escolas particulares com menos de 50 alunos dobrou, enquanto o de estabelecimentos com mais de mil alunos caiu pela metade. A queda no número de alunos já começa a afetar as escolas mais

concorridas e incentiva fusões de escolas de porte médio. "Há uma superoferta de vagas na rede particular não compatível com a demanda. A redução no número de alunos assusta e já começa a afetar algumas escolas tradicionais. Essa preocupação é real, apesar de algumas escolas não gostarem de admitir", afirma Mauro Salles Aguiar, diretor-presidente do colégio Bandeirantes, no Paraíso (zona central).

No caso do Bandeirantes, Aguiar afirma que houve queda na procura pelo colégio, mas o número de alunos continua estável nos últimos anos.

Em outro colégio tradicional, o Rio Branco, com sede em Higienópolis (zona central), houve uma queda, de 1997 para 2000, de 5.300 para 4.800 alunos nas duas unidades da escola (GOIS, A. Particulares perdem 40 mil alunos desde 96. FSP, São Paulo, p.1, 23/09/2000).

Vamos retomar a Tabela 26. Nela observamos que, entre 1991 e 1995, a rede privada teve crescimento de 14,2%, muito inferior à taxa de crescimento geral das matrículas que foi de 49,6%. Já entre 1996 e 2003, as matrículas na rede privada tiveram crescimento negativo (- 17,3%), enquanto as matrículas no geral cresceram 32%. No período entre 1998 e 2002 houve declínio contínuo das matrículas na rede privada, mostrando que a mesma tendência encontrada na primeira metade da década de 1990 manteve-se na segunda metade: a migração das escolas particulares para a rede estadual e uma maior absorção da demanda crescente por ensino médio por esta rede, com redução na participação da rede privada.

4.2.8. Financiamento

Em 1997 iniciaram-se as discussões em torno da reforma curricular do ensino médio, e uma reunião de entidades para a apreciação da proposta no Conselho Nacional de Educação foi um momento-chave para dar visibilidade à ausência de financiamento para o ensino médio no país. Em entrevista para a Folha de S. Paulo, Guiomar Namo de Mello afirmou que “O financiamento de 2º grau até hoje se fez como um passageiro clandestino do navio do 1º grau”. Segundo documento elaborado pela Anped sobre a Reforma: “[...] nenhuma transformação importante no 2º grau poderá ser obtida se não ocorrerem importantes inversões de recursos em educação” (Falta recurso para custear ensino médio, diz Conselho. FSP, São Paulo, p. 3-6, 06/11/1997).

O Consed denunciou a falta de recursos dos estados para financiar a expansão do ensino médio, em razão da vinculação das receitas ao ensino fundamental. A posição do MEC era de

que a responsabilidade pelo financiamento deveria ser cumprida pelos estados com os 10% que restavam do Fundef, promovendo realocação de recursos.

“Se a briga (por recursos) já está complicada, vai ficar mais ainda", afirma o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que fechou acordo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para financiar esse setor. O presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários da Educação), Ramiro Wahrhaftig, também alerta: “Temos de encontrar urgentemente fontes de financiamento para sustentar essa expansão”.

Com a nova lei que regulamenta a distribuição de verbas de educação – o chamado fundão, que prioriza o ensino fundamental (antigo 1º grau) –, os Estados perderam recursos antes destinados a outros níveis de ensino. “Temos um buraco e vamos ter de encontrar uma fórmula para tapá-lo”, afirma Ramiro, representando a opinião unânime dos secretários da Educação (Explosão do 2º grau preocupa governo. FSP, São Paulo, p. 3-1, 16/06/1998).

A busca por empréstimo do governo federal junto ao BID era bem recebida pelos secretários estaduais de Educação, mas considerada insuficiente para promover um financiamento estrutural do ensino médio.

A falta de recursos ameaça a reforma do 2.º grau. O alerta é de secretários estaduais da Educação. “Se não tomarmos providências, o ensino médio ficará inviável em alguns anos”, disse o secretário da Bahia, Eraldo Tinoco. Os secretários defendem a criação de fontes de financiamento permanente para educação básica (infantil, fundamental e médio). Para Tinoco, isso passa pela ampliação do Fundef, que atualmente destina ao 1.º grau 15% da arrecadação dos Estados e municípios. A ideia é aumentar o porcentual do Fundef para 20% e abranger o ensino médio e infantil. Outra proposta defendida pelo presidente do Conselho Nacional de Secretários, Éfrem Maranhão, é destinar ao ensino médio os recursos do salário-educação (cerca de R$ 2,2 bilhões este ano), que são aplicados apenas no ensino fundamental. Mais do que isso, Maranhão quer duplicar essa verba na reforma tributária em discussão no Congresso. “Se a educação é uma prioridade para o País, é preciso investir nela.” Para o secretário da Educação do Ceará, Antenor Naspolini, o financiamento permanente também é indispensável. “O financiamento do BID é bom, mas tem uma duração de apenas 5 anos”, salientou Naspolini (WEBER, D.; SÁ, R. Dificuldade está na falta de verba. OESP, São Paulo, p. A17, 16/09/1999).

Em todo o período analisado o governo federal manteve-se irredutível quanto a sua posição contrária à criação de mecanismos próprios de financiamento do ensino médio, ou de sua inclusão no Fundef, mesmo diante da expansão de uma etapa considerada estratégica para o país e anunciada como prioridade educacional. A receita para a resolução do problema do ensino médio pelos estados, segundo o MEC, seria a retirada de recursos do ensino superior público.

Secretários estaduais da Educação entraram ontem em conflito com o MEC por considerarem que não têm condições de financiarem sozinhos os custos de manutenção do ensino médio (2º grau). O MEC negociou com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) um empréstimo de US$ 500 milhões para aumentar a rede física das escolas de ensino médio. Para ter acesso ao financiamento, os Estados terão de entrar com contrapartida de mesmo valor (US$ 500 milhões). A ajuda foi considerada "insuficiente" pelos secretários que se reuniram ontem em Brasília com o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. "Estou preocupada. Só em Porto Alegre, 3.000 alunos não conseguiram vagas nas escolas públicas de 2º grau e a demanda só vai aumentar nos próximos anos. O MEC precisa nos oferecer uma fonte de financiamento estável e não essa ajuda pontual", disse a secretária do Estado, Lúcia Camini.

[...] O ministro insiste que o 2º grau é responsabilidade dos Estados e afirma que, em vez de gastar com a manutenção de universidades, deveriam concentrar os recursos no ensino médio. "O Brasil tem uma tradição de priorizar o ensino superior, mas os Estados deveriam dar mais atenção para o ensino médio, que beneficia mais gente" (FALCÃO, D. Secretários de estados alegam não poderem financiar 2º grau. FSP, São Paulo, p. 3-5, 06/02/1999).

O financiamento do ensino médio é de responsabilidade dos Estados, mas os governos reclamam que não têm dinheiro suficiente porque são obrigados a destinar 15% de sua arrecadação ao Fundef.

[...] O MEC discorda da reclamação e diz que os 10% que sobram são suficientes para custear a expansão. ´É uma questão de prioridade. Os Estados têm de concentrar seus recursos no ensino médio e não no ensino superior. Se destinarem 10% de suas receitas para o ensino médio, não faltará vagas para ninguém’, argumenta Ruy Berger, secretário de Ensino Médio e Tecnológico do MEC (FALCÃO, D. Estudo avalia demanda no ensino médio. FSP, São Paulo, p. 3-4, 18/06/1999).

A situação precária das redes estaduais era uma questão nacional. O número médio de alunos por sala de aula e de alunos por professor era maior nas redes estaduais quando comparadas às municipais, federais e particulares;62 por sua vez, os números do Brasil

estavam bem acima da média dos países da Organização para a Cooperação e

Desenvolvimento Econômico - OCDE. Com um cenário de mais expansão pela frente, a

questão dos recursos tornava-se crucial.

Enquanto os estados, por meio do Consed, defendiam a criação de um fundo especial para financiar o ensino médio, o MEC sugeria aos estados, além da transferência de recursos do ensino superior para o ensino médio, a criação de parcerias com a iniciativa privada.63

62Segundo dados do censo de 1998, o número de alunos por turma nas redes estaduais era de 40,3, enquanto nas

municipais era de 36,8, nas federais, 33,1 e nas particulares, 33,2.

63O discurso privatista também se manifestou em dois episódios identificados nas notícias de jornal, um relativo

à cidade de São Paulo, e outra à cidade do Rio de Janeiro, mas ambos não tiveram consequências mais concretas. Matéria do OESP de 27/09/1996 apresentou estudo da Fundação Escola de Sociologia e Política - ESP, propondo privatização da rede municipal de Educação de São Paulo, por meio de um modelo de criação de cooperativas que recebiam por aluno matriculado, a exemplo do que foi feito na área da saúde com o PAS (Plano de

O secretário Ruy Berger, que é contra a criação desse fundo especial e também contra uma contribuição apenas para o ensino médio, diz que, se os governos estaduais adotarem parcerias com a iniciativa privada e realocarem os recursos hoje destinados ao ensino superior, seria possível solucionar o inchaço das escolas nos próximos anos (Estados precisam criar mais de 5.000 escolas. FSP, São Paulo, p. 4-2, 12/07/1999).

Em 2000 concretizou-se o empréstimo do BID e o MEC lançou o Promed/ Projeto Escola Jovem.64 O objetivo era apoiar as secretarias estaduais de Educação em seu processo de reorganização do ensino médio, tendo em vista as novas diretrizes curriculares nacionais e a incorporação do ensino médio à educação básica, bem como favorecer a expansão das matrículas. O estado de São Paulo foi um dos primeiros a aderir.

O ensino médio paulista receberá, ainda este ano, R$ 87 milhões do convênio assinado ontem, dos quais R$ 35 milhões se referem ao acordo MEC/BID e R$ 52 milhões representam uma contrapartida em recursos do próprio governo de São Paulo. No próximo ano serão aplicados no ensino médio mais R$ 70 milhões, e em 2002, mais R$ 42 milhões. A secretária da Educação, Rose Neubauer, informou que já estão preparadas as licitações, conforme os padrões do BID, para a construção de 27 escolas de ensino médio nas periferias da Grande São Paulo e das maiores cidades do interior, como Campinas e São José dos Campos. (TREVISAN, L. Ensino médio de SP receberá R$ 87 milhões. OESP, São Paulo, p. A11, 03/03/2000).

As experiências paulistas, em curso desde o final de 1995, foram o modelo utilizado pelo programa federal para estimular mudanças no resto do país.

A primeira exigência que os Estados devem preencher para participar do convênio é a diminuição da repetência entre a 5.ª e a 8.ª séries, com a adoção, por exemplo, de programas de classes de aceleração pedagógica. A segunda exigência do convênio, continuou Berger, é o “reordenamento da rede física”, com a divisão de prédios entre alunos de 1.ª a 4.ª série e das demais séries. O sentido dessa reforma é ter, de acordo com ele, “uma escola adequada para o jovem e outra para as crianças”. O secretário apontou que o modelo da reforma é o já efetivado em São Paulo, mas cada Estado “utiliza os recursos do convênio conforme suas necessidades” (TREVISAN, L. MEC vai acelerar formação de professores. OESP, São

Paulo, p. A17, 15/03/2000).

Atendimento à Saúde). Outra modalidade seria a terceirização pelo modelo de franchising em que a Prefeitura estipularia padrões mínimos de funcionamento a serem adotados pela instituição privada. Em 2000, na cidade do Rio de Janeiro, o prefeito César Maia apresentou projeto propondo a concessão de bolsas de estudo para escolas particulares, dirigidas aos alunos que terminassem o ensino fundamental na rede municipal.