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Koruma Öncelikli Alanların Değerlendirilmesi

Bilgilerinin Analizi

D. Çıktıların yeniden değerlendirilmesi, gerekiyorsa modelin rafine edilmesi veya yaklaşımın ve/veya tekniklerin değiştirilmesi: Bu aşamada tür uzmanı ve modelleme uzmanı üretilen tür yayılış alanı katmanını

8. Temsil hedeflerinin tamamlanması: Temsil hedeflerine ulaşılamamış olması durumunda, bu hedeflere

4.3. Koruma Öncelikli Alanların Değerlendirilmesi

No período entre 1995 e 1998 persistiram as notícias sobre a falta de vagas na rede estadual, as filas, os sorteios e a superlotação das unidades, problemas que acometiam mais gravemente as periferias da capital e cidades da Grande São Paulo, além dos municípios mais populosos do interior.

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo deverá usar 150 salas emergenciais (mais conhecidas como "contêineres") para dar conta da demanda por vagas em sua rede de ensino – que atende 6,7 milhões de alunos. Cada contêiner tem capacidade para pelo menos 30 alunos. Considerando que essas salas devem funcionar em três turnos, mais de 13 mil alunos poderão iniciar o ano letivo de 1997 estudando em "caixas de metal". Os contêineres vêm sendo usados desde o início da década para resolver emergências (ROSSETTI, F. SP vai usar contêiner como sala de aula, FSP, São Paulo, 04/12/1996).

Essa carência é agravada com as migrações – seja do Nordeste para São Paulo, seja de regiões mais centrais da cidade para a periferia da Grande São Paulo. Cada nova favela, conjunto residencial ou prédio do Projeto Cingapura cria nova demanda por escolas e muitas vezes, ociosidade de vagas em outro local (ROSSETTI, F. SP tem 282 mil alunos em área crítica.

FSP, São Paulo, 05/12/1996).

Os sorteios receberam diversos apelidos pelos jornais: “roleta russa pedagógica”, “bingo das vagas”, “cidadania sorteada”, “loteria das vagas”, ironizando a situação de escassez de vagas na rede estadual.

Em 1995, no primeiro ano da gestão de Rose Neubauer, a SEE-SP determinou que os sorteios – obrigatórios desde 1993 nas unidades com maior procura do que vagas –passariam a ser realizados pelas Delegacias de Ensino, deixando de ser uma ação das unidades escolares e sendo transferidos aos órgãos de administração intermediária.

Em 1997 foram realizados pelo menos três sorteios para o 2º grau, no mês de janeiro. Para o segundo sorteio, de vagas remanescentes, foram inscritos 40.500 estudantes, segundo informação da SEE-SP, o que mostra a escassez de vagas e a existência de uma procura significativa da população por escolas consideradas de qualidade (BAPTISTELLA, R. M. Rede pública tem mais matrículas no 2º grau. OESP, São Paulo, 19/01/1997).

Em janeiro de 1998 foram inscritos 85.440 alunos para o sorteio de vagas do 2º grau, em 18 locais na capital e 30 na Grande São Paulo.

“O governo deveria garantir mais vagas”, reclamou o comerciário Joaquim Monteiro, pai de duas estudantes. A secretária da Educação Rose Neubauer garante que não terá falta de vagas, mas tem aluno de Pirituba indo estudar em Santo Amaro”, disse Monteiro. O comerciário disse estar especialmente indignado porque duas escolas de 2º grau do estado próximas a sua residência foram fechadas no ano passado. “Além disso somos obrigados a perder um dia de trabalho vindo ao sorteio” (Sorteio de vagas em escolas causa indignação. OESP, São Paulo, p. A14, 15/01/1998).

Segundo notícias, os sorteios implantados há três anos para evitar as filas não vinham cumprindo este objetivo, já que alunos e familiares tinham que esperar até 12 horas para a sua realização.

“É um saco ficar em fila o dia inteiro. Pelo sistema antigo (quem chegava antes nas filas garantia vaga nas melhores escolas, independente da sorte do ‘bingo’), pelo menos o nosso esforço era recompensado com a vaga”, disse o comerciante Mário Quintala, pai de três alunos da rede estadual.

Segundo o governo, há vagas para todos, mas ninguém quer estudar longe de casa ou do local de trabalho, nem em colégios onde os professores faltam ao menos uma vez por semana. Resultado: a procura nas boas escolas chega a ter 80 interessados por vaga” (SCHIVARTCHE, F.; OLIVEIRA, M. Bingo da vaga faz aluno esperar 12 h. FSP, São Paulo, p.14, 15/01/1998).

Na mesma matéria acima citada, foi publicado um quadro com as escolas de 2º grau mais bem posicionadas no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo - Saresp, introduzindo esta avaliação como um novo elemento na cobertura sobre as escolas de ensino médio mais prestigiadas da rede estadual: EEPSG Albino César (Tucuruvi), EESG Andronico de Mello (Butantã), EEPSG Brasilio Machado (Vila Mariana), EEPSG Clemente Quaglio (V. Prudente), EEPG Edmundo de Carvalho (Lapa), EEPSG Filomena Matarazzo (Ermelino Matarazzo), EEPG Jacob Salvador Zveibil (Parada de Taipas), EESG Ministro Costa Manso (Itaim), EESG Zuleika de Barros Martins Ferreira (Perdizes).

Em janeiro de 1998, os sorteios de vagas na rede estadual passaram por outra mudança: seriam a partir de então controlados diretamente pela SEE-SP e não mais pelas Delegacias de Ensino. Daí por diante eles passaram a ser realizados em grandes auditórios e ginásios

esportivos. A sucessão de mudanças implantadas na forma de acesso da população às vagas da rede estadual, que ocorreram desde 1992, apontam para uma tendência de concentração do poder decisório quanto às matrículas no órgão central.

A procura “excessiva” de algumas escolas era desqualificada pelos gestores educacionais como uma situação isolada, de bairros de classe média. Algumas escolas consideradas de boa qualidade, quando resistiam ou criticavam as medidas da SEE-SP, chegaram a ser chamadas de “guetos” da classe média, que não queriam receber alunos de classes sociais inferiores. Foi essa a afirmação de Rose Neubauer acerca da EEPSG Jacomo Stavale, na Freguesia do Ó, cujos pais protestaram contra a Reorganização da rede física em 1996, pois não queriam que seus filhos que estudavam da 1ª a 4ª série fossem remanejados para outra escola.

Sobre a EEPSG Jacomo Stávale da Freguesia do Ó, que entrou com um mandato de segurança para impedir a reforma, Rose disse que trata-se de um caso de gueto educacional. Em sua opinião, a escola atende a uma clientela de classe média e não quer agora receber alunos de outras escolas que podem ser de classes sociais inferiores (BAPTISTELLA, Rosa. Pais saberão pelo correio onde matricular filhos. OESP, São Paulo, p. A14, 14/11/1995).

No início de 1998 a SEE-SP anunciou uma medida polêmica proibindo a matrícula para as crianças com idades adiantadas em relação à ideal para cursar a 1ª e 2ª séries do ensino fundamental. Tal medida era justificada, assim como a municipalização, pela necessidade de a rede estadual liberar espaços e recursos para o ensino médio.

Uma extensa reportagem da Folha de S. Paulo apresentou um retrato nacional da falta de vagas no ensino médio no ano 2000 e as medidas que cada estado vinha adotando para contorná-la – o que o jornal chamou de “estratégias de guerra”, diante da escassez de recursos. Fica claro que o aumento da procura por vagas no ensino médio e a falta de espaços para absorver esta demanda era um problema generalizado em todo o país, embora o modo de enfrentá-lo fosse bastante variado.

Em todos os estados, a falta de vagas se concentrava na capital e nas regiões metropolitanas. Em Santa Catarina, Rondônia e Paraná foi ampliado o turno intermediário (conhecido como “turno da fome”) das 11h00 às 14h00, uma medida implantada no início da década de 1990 e que agora estava sendo retomada. Os estados de Amazonas e Rio Grande do Sul compraram vagas em escolas particulares, custeando as mensalidades para aqueles que não conseguiram vagas na rede estadual. Entre 1999 e 2000, o governo de Pernambuco alugou 159 imóveis particulares para acomodar mais de 10.140 alunos; aliás, Pernambuco era

o estado que mais possuía escolas funcionando em prédios alugados, os quais, em sua maioria, pertenciam a colégios particulares que foram fechados. A Bahia alugou 26 prédios apenas na cidade de Salvador para abrigar 43 mil alunos. No Piauí, o governo fez acordo com prefeituras para a abertura de turmas de ensino médio noturno nas escolas das redes municipais. Em Tocantins e Rondônia, a estratégia foi transferir alunos de 1ª a 4ª série para as redes municipais, abrindo espaço para turmas de ensino médio nas escolas estaduais. Em Roraima, as bibliotecas, salas de orientadores e de professores foram transformadas em salas de aula e também foram construídas quatro escolas emergenciais, com estruturas metálicas. Na cidade de Maceió, além de escolas particulares e residências, foram alugadas salas de centros espíritas e de salões paroquiais (FALCÃO, D. Falta de salas leva aulas até igrejas.

FSP, São Paulo, p. 1-4, 27/03/2000).