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2.2. Romanlarda Tema

2.2.1. Yabancılaşma

O fenômeno da duplicação de relativos, o qual vários autores apontam ser frequente em E, pode ser explicado também a partir do estudo de alguns fatores que possibilitam e contribuem para a constituição desse tipo de oração. O primeiro fator a ser mencionado é a baixa dêixis do pronome relativo QUE (E), que precisa, com muita frequência, de outro elemento que retome o antecedente na OP, devido à sua difícil recuperação, causada pela falta de marcas de gênero, número e pessoa, aspectos estes que caracterizam a baixa dêixis.

(55)

(a) Inf.: - Y se va a dar, por ejemplo, en asuntos de huelgas, de paros y demás, una concepción que él (el juez) a lo mejor ha…ha asimilado de leer todos los días Z y que no la pone en jue…

Enc.: - Que no tiene consciente.

Inf.: - Sí, que no la tiene consciente y que además que no… no resulta de poner en juego sus conocimientos jurídicos (…)111

O segundo fator que pode facilitar a duplicação é quando os antecedentes das orações restritivas são sintagmas nominais [-determinados].

(56)

(a) Es un libro que me lo recomendó el profesor112. (b) Iba con un muchacho que le dicen el Gordo113.

(c) Sí. Una chica que ella es rubia, Manoli. No, pero no la conozco es que…114

Trujillo (1990) aponta que o fenômeno da duplicação de relativos nas restritivas e em contextos em que o antecedente aparece [-determinado] não é apenas abundante, mas até, muitas vezes, preferido pelos usuários da língua espanhola. Além disso, o mesmo autor considera que a construção relativa de (56a) é mais aceita que a sua correspondente (57a), com o antecedente definido:

(57)

(a) Es el libro que me lo recomendó el profesor115.

Cabe ressaltar, também, que a preferência pela duplicação em contextos em que o antecedente está [-determinado] ocorre, acredita-se, por necessidades comunicativas de retomar a informação dada na oração principal, aumentando seu

111Exemplo extraído de Cláusulas relativas con duplicación del objeto (BORZI & MORANO, 2009,

p.75).

112 Exemplos extraídos de Sobre la supuesta despronominalización del relativo (TRUJILLO, 1990,

p.30).

113 Exemplo extraído de Despronominalización de los relativos (LOPE BLANCH, 1986, p.123). 114 Exemplo extraído do CREA. Conversación 3, Universidad de Alcalá de Henares/España.

grau de determinação, na subordinada, para dar continuidade ao processo comunicativo.

Borzi & Morano (2009) explicam que, nesses contextos, um antecedente que aparece na subordinante de forma indeterminada, normalmente, é retomado na relativa por meio de um pronome, com o objetivo de trazer a informação dada novamente ao contexto e seguir com a informação nova sem que haja dúvidas ou incertezas por parte dos interlocutores. As mesmas autoras observam que, de maneira geral, os antecedentes [+determinados] não favorecem a duplicação, ao contrário dos [-determinados]. No entanto, é interessante observar que, no estudo feito por elas em 2009, a determinação ou indeterminação dos antecedentes não foi um aspecto relevante nos índices de duplicação.

A distância entre o antecedente e o relativo é o terceiro fator que possibilita a duplicação. Quanto maior a distância entre esses elementos, maior a possibilidade de que apareçam novos elementos e, por isso, provavelmente, será necessário recuperar a informação dada ou conhecida por meio de outro pronome para seguir adiante com o processo comunicativo. Para a NGLE (2009, tomo II, p. 3.355),

(…) condiciona poderosamente la aparición de estas subordinadas la distancia entre el pronombre relativo y el verbo al que este complementa o modifica. Cuando entre ambos se interponen elementos incidentales (no solo oraciones subordinadas), es frecuente colocar junto al verbo un pronombre que retome el contenido del relativo116.

(58)

(a) (…) llevar a la T.V. la gran producción que todavía no ha sido llevada, manejar los elementos más importantes que tenemos nosotros acá y que yo los conozco y sé cuales son…117

A independência e a autonomia sintática das relativas explicativas, ainda que em menor frequência, também podem contribuir para a duplicação de relativos (BRUCART, 1999, p. 406), como em:

116“(…) condiciona poderosamente o aparecimento destas subordinadas a distância entre o pronome

relativo e o verbo que este complementa ou modifica. Quando entre ambos se interpõem elementos incidentais (não somente orações subordinadas), é frequente colocar junto ao verbo um pronome que retome o conteúdo do relativo” (NGLE, 2009, tomo II, p.3.355, tradução nossa).

117 Exemplo extraído de Cláusulas relativas con duplicación del objeto (BORZI & MORANO, 2009,

(59)

(a) He descubierto a Javier Gurruchaga, que nadie lo quería. (b) Su auto, que lo cuida como a las niñas de sus ojos.

Segundo Borzi & Morano (2009), também favorecem a duplicação os contextos nos quais há contrastes: de participantes, de bases verbais, de membros da categoria de pessoa, número, tempo ou modo, afirmação ou negação, ou seja, entre morfemas léxicos, gramaticais ou modais.

(60)

(a) (...) los monumentos en Europa tienen una dimensión que en la Argentina la conocemos poco, que es la de estar, no ser la cosa fría que se exhibe en un museo seno que está atornillado a todo el proceso histórico118.

Outro fator que contribui para a duplicação é a necessidade de acrescentar informação nova na oração relativa. Nestes casos, os contextos de negação são os representantes mais fortes e próprios de informação nova.

(61)

(a) Inf.: - [...] Lo único que hice fue mandarle una carta a E.M. --- que no me la contestó tampoco. Porque lo menos que podían haberme dicho es llamarnos a nosotros y qué sé yo (…)119

No exemplo (61a), é possível observar que a necessidade de acrescentar informação nova na subordinada em contextos de negação pode estar também relacionada com o diferente grau de determinação na retomada do antecedente. A negação faz com que a informação dada anteriormente seja retomada por meio de um pronome que aumente o grau de determinação do antecedente para, a partir disso, seguir com a construção textual.

É importante ressaltar, também, que as funções sintáticas, semânticas e informativas são importantes no processo de duplicação. A última, principalmente,

118 Exemplo extraído de Cláusulas relativas con duplicación del objeto (BORZI & MORANO, 2009,

p.80).

119 Exemplo extraído de Cláusulas relativas con duplicación del objeto (BORZI & MORANO, 2009,

por se preocupar com a redistribuição da informação na sua ordem mais frequente: informação conhecida, que, na subordinada, será retomada por um pronome átono ou tônico ou um SN, seguida da informação nova.

Por último, vale destacar que o caráter genérico do antecedente também contribui para a duplicação, como em:

(62)

(a) Parece que hay gente que le gusta (…) 120

A seguir, explicaremos mais detalhadamente alguns dos fatores mencionados que influenciam a produção de relativas duplicadas em E, e de cortadoras em PB, e que, acreditamos, sejam os mais significativos para nosso estudo, que observa o caminho oposto escolhido pelo PB e pelo E para as construções relativas do tipo não padrão.