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Yabancı Sermayeyi Teşvik Kanunu ve Doğrudan Yabancı Yatırımlar Kanunu

NEDEN TÜRKİYE?

5.3. TÜRKİYE’DE ORTAK GİRİŞİMLERE YÖNELİK YABANCI YATIRIM POLİTİKAS

5.3.1. Yabancı Sermayeyi Teşvik Kanunu ve Doğrudan Yabancı Yatırımlar Kanunu

A distinção aristotélica entre Lógica e Ontologia também foi crucial para

a reflexão metafísica no século XIII. Embora as Categorias tivessem sido traduzidas

no início do século VI por Boécio, a Metafísica de Aristóteles somente foi traduzida

para o latim cerca de 1220-1224

84

. A Teologia Escolástica, filha dileta do século XIII,

foi a resultante da tentativa desses pensadores de utilizar a Teologia natural (filosofia)

na busca de uma compreensão maior da Verdade revelada pela religião cristã

85

. O

predomínio da fé sobre a razão – desde longa data – havia sido consolidado no

cristianismo, embora fosse muito antiga e árdua a disputa travada entre os teólogos e

os filósofos, para estabelecer os domínios de cada uma dessas potências humanas.

Apesar do consenso existente entre os teólogos cristãos sobre a

anterioridade e a superioridade da fé sobre a razão em matéria teológica, uma questão,

porém, ainda não estava completamente resolvida: quais seriam os limites da filosofia

em seu papel de auxiliar da fé? Ou, formulando de outro modo a questão: até a qual

ponto a razão humana seria capaz de compreender e explicar os mistérios da fé cristã?

Tratar-se-ia de estabelecer de modo claro e preciso os limites da Teologia natural

86

84 Steven P. Marrone, A filosofia medieval em seu contexto, apud. A.S. McGrade (Org.) Filosofia Medieval, p. 67:

85 Escreve Steven P. Marrone, em A filosofia medieval em seu contexto, apud. A.S. McGrade (Org.) Filosofia Medieval, p. 43: “Esse desejo de aplicar as ferramentas da razão, afiado pela dialética estendeu-se a todas as áreas do conhecimento. Os primeiros sinais dos novos hábitos de pensamento, em Berengário e Lanfranco, haviam aparecido na discussão de um importante, mas limitado tópico teológico, o sacramento da Eucaristia. Com Abelardo, no início do século XII, o estudo metódico da crença religiosa levantou vôo. Agora, a panóplia completa da especulação racional e análise lógica havia se voltado para o entendimento de todo o alcance a fé e da prática do cristianismo O resultado foi uma virtual reinvenção da teologia como discurso sistemático e, por vezes, altamente abstrato; esse fato representava um marcado distanciamento dos hábitos meditativos, memorativos e associativos do passado monástico”.

86 Diz Nicola Abbagnano, no Dicionário de Filosofia, p. 950: “Baumgarten insistia no caráter racional da Teologia assim entendida: ‘A Teologia Natural é a ciência de Deus, na medida em que pode ser conhecido sem fé”.

diante da Teologia revelada

87

. Um dos objetivos da reflexão filosófica de São Tomás

de Aquino seria o de encontrar uma resposta para essa questão.

Santo Anselmo acalentava uma confiança ilimitada no entendimento

humano. Para ele, até as verdades mais fundamentais do cristianismo poderiam ser

acessíveis à razão humana. São Tomás também acreditaria que, onde fosse possível o

conhecimento, cessaria a necessidade da crença. Nem todas as verdades, porém,

estariam ao alcance da razão humana. Ao moderar as pretensões racionalistas de seus

antecessores, ao Aquinate caberia a tarefa de delimitar o espaço daquilo que seria

acessível ao entendimento humano. Partindo dos pressupostos de sua epistemologia, o

Aquinate procuraria mostrar que todo o conhecimento humano teria seu fundamento

na experiência sensível. Segue-se disso que, segundo o modo humano de conhecer,

nada poderia estar a priori no entendimento humano

88

.

Por outro lado, como já havia demonstrado o Filósofo, é possível, a

partir dos efeitos, remontar até às causas, já que a relação causal tem caráter

necessário. Ora, se Deus é o fundamento da existência dos entes dados à sensibilidade,

então é possível demonstrar Sua existência a partir de seus efeitos no mundo. Tal

demonstração não irá revelar sua essência, já que essa espécie de demonstração é

necessariamente limitada, mas poderá provar definitivamente, pela via da razão, a sua

existência.

87 Nicola Abbagnano, no Dicionário de Filosofia, p. 951, assim se expressa sobre o tema: “A Teologia Revelada ou sagrada extrai seus princípios da revelação. A primeira formulação explícita desse conceito é, provavelmente, tomista: São Tomás afirma que ‘a sagrada doutrina é ciência, porque parte de princípios conhecidos através da luz de uma ciência superior, que é a ciência de Deus e dos bem- aventurados (S. Th., I. q.1, a. 2.)”.

88 Afirma F. C. Copleston, em El Pensamiento de Santo Tomás, p. 120: “Porém, muito mais importante que qualquer consideração de método, é sua convicção [de São Tomás] de que a existência de Deus não é algo evidente por si mesmo. O que conhecemos da vida do santo sugere-nos uma fé serena e profunda, que chegou a florescer na experiência mística; porém, isso não quer dizer que ele não tenha se dado conta da possibilidade do agnosticismo e do ateísmo. Se ambos são possíveis é porque a existência de Deus não é evidente por si mesma. ‘Ninguém pode conceber o oposto àquilo que é uma verdade evidente... porém, o contrário da existência de Deus se pode pensar... logo, a existência e Deus não é verdade evidente’ (S. t., Ia, 2, 1 sed contra)”.

Se a Escolástica surgiu, no século XI, com uma interpretação

declaradamente racionalista das verdades reveladas pelo cristianismo, por obra de

pensadores como Santo Anselmo, então foi com São Tomás de Aquino que a

Escolástica atingiu seu apogeu. O Aquinate procurou estabelecer os fundamentos

racionais das verdades contidas na Revelação. Além disso, tal como fizeram seus

antecessores, buscou dar a essa interpretação racional um caráter pedagógico: o de

mostrar que essas verdades primeiras são, com poucas exceções, acessíveis ao

entendimento humano

89

.

89 Assinala Nicola Abbagnano, no Dicionário de Filosofia, p. 443: “Uma Escolástica, como a própria palavra diz, é essencialmente um instrumento de educação: serve para aproximar o homem, na medida do possível, de um saber considerado imutável em suas linhas fundamentais, portanto não-suscetível de aperfeiçoamento ou renovação”.