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Yükümlenilen sözleşmelerin etkileri

Belgede TESEV YAYINLARI (sayfa 79-82)

6 Yeniden yapılanmada özelleştirme, rekabet ve yapısal sorunlar

6.5 Yükümlenilen sözleşmeler

6.5.2 Yükümlenilen sözleşmelerin etkileri

5.1.1 Categoria A: Necessidades de boas condições de vida.

Município de Santos Subcategoria

Município de L’Hospitalet Subcategoria

Atenção Global (A1S). Atenção Global (A1L).

Atenção Global (A1S):

...O atendimento deve ser de forma simples, abordando o idoso de forma clara para que ele entenda as nossas explicações dos procedimentos que vão ser feitos. Normalmente, a odonto olha só os dentes ou a boca, no nosso caso, a gente tem sempre que enxergar ele como um todo, mas, nós aqui em Santos, estamos tentamos fazer a promoção da saúde e não somente da boca. Ainda estamos construindo a integralidade e tentando desfocar essa coisa da doença, da queixa e vamos pensando de uma forma mais tranqüila na integralidade que é primordial. A questão do idoso tem que se pensada como um todo, não dá para pensar só na doença, na medicação, tirar a pressão, estamos promovendo atividades no território para que o idoso tenha acesso. O Programa Saúde da Família (PSF) tem como estratégia a organização do serviço, na verdade, o que a estratégia precisa fazer é organizar o paciente dentro do seu atendimento, uma organização interna, pensando desde a atenção básica até o nível terciário, onde você tem o médico à disposição, o enfermeiro, auxiliares de enfermagem que coletam sangue e fazem os curativos e, os agentes comunitários passam todo mês na casa dos idosos. O programa tem a intenção de atender todas as necessidades, mas eu ainda não vejo o PSF atendendo todas as necessidades, deveria ter o psicólogo, assistente social, fisioterapeuta, todo esse atendimento possibilitaria chegar ao médico se há real necessidade do médico e não queimar as etapas. O nosso objetivo é atender ao idoso de

uma maneira integral, mas, como a maioria dos problemas é social, não dá para trabalhar sozinha, a gente tenta, mas fica um atendimento pela metade, não é um atendimento integral...

Podemos observar, neste discurso, que a fala do profissional de saúde é carregada de poder, correspondendo ao modelo de atenção tecnoassistencial, próprio do capitalismo, através do qual a sociedade está

dividida em classes sociais e o Estado reproduz os interesses do grupo hegemônico, a classe médica. A relação do profissional de saúde com o paciente, neste modelo é procedimental, isto é, o principal compromisso do ato de assistir à saúde relaciona-se com a produção de procedimentos. Estas ações, ao longo do tempo, sob o princípio da integralidade, se transformam em relacionais, centradas na ação acolhedora e no vínculo com o usuário, comprometidos na busca do cuidado à saúde e cura, em uma relação simétrica (Franco, Merhy, 2003).

O discurso reproduz que os profissionais de saúde devem agir desta maneira quando atendem e se comunicam com os idosos, adotando uma posição de poder e assimetria em relação ao paciente.

No Brasil, mesmo com a implantação do PSF, o atendimento à população continua fragmentado, o indivíduo é visto pela sua doença, em um descompasso entre as necessidades do indivíduo e a oferta dos serviços.

Segundo Mattos (2001), a integralidade implica uma recusa ao reducionismo, uma recusa à objetivação dos sujeitos e uma afirmação da abertura para o diálogo. A recusa ao reducionismo se expressa de várias maneiras:

Um paciente não se reduz a uma lesão que nesse momento lhe provoca sofrimento. Tampouco não se reduz a um corpo com possíveis lesões ainda silenciosas, escondidas à espera de um olhar astuto que as descubra. O profissional que busca orientar suas práticas pelo princípio da integralidade busca sistematicamente escapar a tais reducionismos. Analogamente, quando se busca orientar a organização dos serviços de saúde pelo princípio da integralidade, busca-se ampliar as percepções das necessidades dos grupos, e interrogar-se sobre as melhores formas de dar respostas a tais necessidades. As respostas aos problemas de saúde devem abarcar as suas mais diversas dimensões “biopsicossocial”.

Para Ceccim (2006), a integralidade deve ser o eixo orientador para a afirmação do SUS associada à superação ao reducionismo nas práticas de saúde, à organização dos processos de trabalho e do sistema sócio-sanitário, à formulação das políticas de atenção aos problemas e populações específicas, às necessidades das pessoas e suas condições de vida, à escolha

das tecnologias de atenção e às relações subjetivas e de produção da autonomia.

Segundo Silva Junior et al. (2006), os sentidos da integralidade atribuídos na literatura internacional, apresentam como atributos a capacidade dos profissionais de perceber os usuários em todas as dimensões, como um indivíduo biopsciossocial, ofertar serviços que compreendam desde a promoção de saúde à reabilitação de sequelas, e possibilitar a articulação de serviços em níveis crescentes de sofisticação tecnológica para solucionar os problemas da população.

Neste discurso, parece que os profissionais de saúde compreendem que a integralidade não consiste somente em tratar a doença, é uma ação social resultante da permanente interação dos atores na relação demanda e oferta, em planos distintos de atenção à saúde (plano individual e sistêmico), nos quais os aspectos subjetivos e objetivos devem ser considerados (Pinheiro, Mattos, 2001).

Para Mattos (2001), organizar o princípio da integralidade envolve três conjuntos de sentidos. O primeiro refere-se a atributos da práticas dos

profissionais de saúde; nele a integralidade é exercida através da compreensão do conjunto de necessidades de ações e serviços de saúde que um paciente requer ao buscar a atenção do profissional. O segundo conjunto diz respeito à características da organização dos serviços; em que os serviços de saúde deveriam estar aptos a realizar uma apreensão ampliada das necessidades da população assistida. O terceiro conjunto de sentidos da integralidade aplica-se às respostas governamentais que são dadas aos problemas de saúde da população ou às necessidades de certos grupos específicos, como o idoso.

Entretanto, alguns serviços de saúde são organizados e não atendem às necessidades de saúde da população. Por exemplo, um portador de doença crônica que busca o serviço frequentemente para “tratamento”, que não se cuida e não consegue tocar a sua vida. O resultado dessa prática para o doente consiste na falta do auto-cuidado, sujeitos sem autonomia e dependentes do serviço. Certamente isto ocorre porque a maneira de

trabalhar em saúde não está pautada pela interatividade entre o usuário e o serviço (Franco, Merhy, 2005).

O idoso deve ser atendido em todas as suas necessidades, de tal forma, que tenha boas condições de vida e acesso às tecnologias supostamente capazes de melhorar ou de prolongar a sua vida.

Segundo o relatório da VIII Conferência Nacional de Saúde: todas as pessoas têm direito à saúde, condições dignas de vida e de acesso universal e igualitário às ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde, em todos os níveis. A partir deste conceito ampliado de saúde, emerge a ideia de que todas as pessoas devem ter: trabalho em condições dignas; alimentação para todos, segundo suas necessidades; moradia higiênica e digna; educação; qualidade adequada do meio-ambiente; transporte seguro; direito à libedade; acesso universal e igualitário aos serviços setoriais em todos os níveis. Segundo a Constituição, quando se fala do princípio da integralidade, podemos dizer que há que se enfatizar a melhoria das condições de vida, sem prejuízo dos direitos de todos terem igualmente acesso às ações e aos serviços de saúde dos quais necessitem (Mattos, 2001).

Atenção Global (A1L):

…Pues una atención global, biopsicosocial y muy individualizada, que valore toda a persona en su conjunto, su situación familiar, la patología física, el aspecto social y psicológico. Creo que es viéndola como una persona y no como un trocito que tiene la tensión alta, no solamente mirar la persona por el problema puntual que ella viene porque, a veces, si sienten enfermos no por una patología, sino, porque hay aspectos sociales o psicológicos descubiertos. Exploro toda su historia familiar, su situación económica y se está satisfecho con su vida? Busco que la persona pueda adaptarse, sentirse más a gusto posible y al final aprender que está en su casa y si sienta bien para que ella pueda integrarse bien y relacionarse con los compañeros39. “Hoy ha sido un caso de un señor que has venido para

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