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2.2. Ġlk Mektepler

2.2.3. Vilayet Genelinde Ġlkokullarda Genel Durum

Também a Revista Perspectiva Teológica191 publicada desde julho de 1969 pela Editora O Lutador, traz alguns artigos que contemplam a temática do excluído nos Evangelhos. A revista se propõe mostrar a relevância da fé para o momento cultural, político e social em que estamos vivendo. Nela encontramos em torno de 25 artigos referentes à temática dos excluídos e marginalizados, dos quais 20 contemplam o Quarto Evangelho.

Nesse sentido, destacamos o artigo de Maria Clara Lucchetti Bingemer: “...E a mulher rompeu o silêncio. A propósito do segundo Encontro sobre a produção teológica feminina nas igrejas cristãs”, publicado na edição número 18 de Perspectiva Teológica, que mostra que

189 MASCARELLO, Maria S. A mulher e a igreja. Teocomunicação. Porto Alegre, n. 15. 1973, p. 14. 190 MASCARELLO, Maria S. A mulher e a igreja. Teocomunicação n. 15, p. 16.

depois de séculos de silêncio, finalmente as mulheres se fazem ouvir dentro da própria Igreja também através da produção teológica. A autora mostra que com Jesus o Reino de Deus se manifestou a muitas mulheres, destacando a figura da Samaritana: “Vinde ver um homem que me disse tudo o que fiz” (Jo 4,1-29). A autora resgata alguns textos bíblicos que mostram mulheres e homens trabalhando juntos desde as comunidades primitivas, onde a construção do Reino é tarefa de todos: “...Onde mulheres e homens compartilhavam ombro a ombro diversos ministérios e serviços: instrução na fé e animação das comunidades (At 18,26), anúncio do Evangelho (Jo 4,42;20,17); diaconia da mesa (Jo 12,2) etc.”192. No Brasil e na América Latina há a constatação de que as mulheres estão assumindo o seu lugar na produção de uma teologia feminista e isto se torna significativo, a partir da constatação de que toda a produção teológica foi feita sempre por homens. A mulher, no entanto, precisa sair um pouco mais da passividade e da concordância de tudo para ser protagonista na igreja e fora dela. Jesus confiou uma missão nobre e específica a uma mulher: “Maria...Vai a meus irmãos e dize-lhes: subo a meu Pai e vosso Pai, a meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,16-17). Hoje sabe-se que, a partir da experiência missionária e pastoral, ou seja, a partir da própria experiência de vida de muitas mulheres, surge a Teologia Feminista. São as mulheres fazendo-se ouvir: “O mundo de hoje está assistindo ao fenômeno da mulher que toma a palavra. De oprimida e reivindicadora, de esquecida e mal lembrada, a mulher se faz ouvir.”193 São as mulheres da época de Jesus e as mulheres de nosso tempo em busca de reconhecimento de sua dignidade e valor, nem sempre reconhecidas por uma sociedade machista.

Nessa mesma linha, destacamos o artigo: “A mulher: aquela que começa a “desconhecer seu lugar”, de Ana Maria Tepedino, publicado em Perspectiva Teológica, número 17. No artigo, é destacada a fidelidade das mulheres a Jesus Cristo na época Dele e em nosso tempo e isso é sinal de valorização a elas. Hoje começa-se a valorizar mais a presença feminina na Igreja e na sociedade. Na América Latina, existem muitos sinais de morte, mas a mulher que gera a vida, também trabalha em favor dela. No entender da autora, pela própria condição peculiar de ser mulher, elas podem ser mediadoras do Espírito para aqueles que têm menos vida: “Para isso elas buscam retomar as atividades que parecem ter sido habituais na igreja primitiva: instrução na fé e animação das primeiras comunidades (cf.

At 18,26), anunciadoras do Evangelho (cf. Jo 4,42 e 20,17), verdadeiras discípulas que servem

à mesa (diaconia cf. Jo 12,2), escutam a auto-revelação de Jesus (cf Jo 11,25) e explicitam a

192 BINGEMER, Maria Clara Lucchetti. ...E a mulher rompeu o silêncio. A propósito de segundo Encontro sobre a produção teológica feminina nas igrejas cristãs. Perspectiva Teológica. Belo Horizonte, n. 18, 1986, p. 375. 193 BINGEMER, Maria Clara Lucchetti. ...E a mulher rompeu o silêncio. A propósito do segundo Encontro sobre a produção teológica feminina nas igrejas cristãs. Perspectiva Teológica, n. 18. p. 380.

fé (cf. Jo 11,27).”194 A autora faz uma relação, no sentido de mostrar que, assim como em seu tempo, as mulheres seguiam Jesus, hoje também aumenta o número de mulheres que seguem Jesus e praticam o serviço aos marginalizados como resposta de fé. A autora também aponta a importância das mulheres no fazer teológico, tradicionalmente feito por homens: “Começa a haver uma tomada de consciência da fecundidade libertadora de uma leitura da Bíblia, que leve em conta a vertente feminina da experiência de opressão, de pobreza, de resistência e de esperança”.195 As mesmas mulheres que serviam a mesa de Jesus, hoje continuam servindo a igreja por Ele fundada e, a seu modo e a exemplo de Marta, cumprem sua missão e demonstram a sua fé: “Disse ela: ´Sim Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem a este mundo`” (Jo 11,27).

Destacamos também o artigo: “Jesus ou os pobres? Análise redacional e hermenêutica de Jo 12,1-8” de Johan Konings, publicado na edição número 25 de Perspectiva Teológica. A perícope apresenta um texto polêmico porque parece que Jesus não é solícito para com os pobres, segundo a afirmação de Jesus: “Pois sempre tereis pobres convosco; mas a mim nem sempre me tereis” (Jo 12,8). “Os que preferem enfeitar altares, em vez de prover à mesa dos pobres, encontram neste versículo aparente justificação. E os que se empenham pela mesa dos pobres, evitam citá-lo.”196 Ao analisar a perícope, o autor mostra que não há contraposição entre servir Jesus e ser solícito e solidário para com os pobres; trata-se somente de dois momentos diferentes na vida do discípulo: O momento de Jesus que é “não sempre” e o momento do pobre que é “sempre”. “A frase de Jo 12,8 exprime que a unicidade do momento de Jesus não pode ser eclipsada pela alegação da solicitude pelos pobres, já que esta é permanente.”197 Jesus, em toda a sua vida terrena, preocupou-se com os pobres e buscou saciar a sua fome e restabelecer a sua dignidade. A missão da igreja na América Latina não pode esquecer a solicitude que Jesus tinha para com os pobres e, no seguimento de seus passos, servi-Lo na pessoa dos pobres e excluídos. A missão da igreja busca também a transformação social.

Os artigos aqui citados, mostram que essa revista contempla a dimensão concreta do Quarto Evangelho, pois são abordados assuntos importantes na realidade latino-americana como a questão da fome e a valorização da mulher a partir da sua leitura.

194 TEPEDINO, Ana Maria. A mulher: Aquela que começa a “desconhecer o seu lugar”. Perspectiva Teológica . Belo Horizonte, n. 17, 1985, p. 376.

195 TEPEDINO, Ana Maria. A mulher: Aquela que começa a “desconhecer o seu lugar”. Perspectiva Teológica n. 17. p. 377.

196 KONINGS, Johan. Jesus ou os pobres? Análise redacional e hermenêutica de Jo 12,1-8. Perspectiva

Teológica. Belo Horizonte, n. 25, 1993, p. 149.

197 KONINGS, Johan. Jesus ou os pobres? Análise redacional e hermenêutica de Jo 12,1-8. Perspectiva