C) Aşağıdakilerden üçünün (ya da daha fazlasının) bulunması ile belirli,
3.3. Veri Toplama Tekniği:
O novo-institucionalismo, representado aqui pelas idéias de John Meyer e Brian Rowan (1977), defende que as organizações modernas são direcionadas a incorporar práticas e procedimentos definidos pela prevalência de conceitos racionalizados de trabalho organizacional e institucionalizados na sociedade. As organizações que adotam essa postura, por sua vez, aumentam sua legitimidade e suas perspectivas de sucesso nos negócios, independente da eficácia imediata das práticas e procedimentos adquiridos. Tal “receita” funcionaria, portanto, como poderoso mito para o sucesso organizacional.
Esse posicionamento cerimonial de conformidade com as regras institucionais, entretanto, frequentemente entra em conflito com o critério de eficiência organizacional. Ao minar a conformidade cerimonial para promover a eficiência, controversamente as firmas correm o risco de sacrificarem sua legitimidade. Assim, para manter a conformidade cerimonial as organizações tendem a amortecer suas estruturas formais, promovendo uma separação entre tais estruturas e as atividades reais do trabalho. Meyer e Rowan (1977) argumentam que, dada tal configuração, as estruturas formais de muitas organizações pós-industriais refletem dramaticamente os mitos de seus ambientes institucionais no lugar das demandas de suas atividades de trabalho, que ficam em segundo plano.
Nota-se que a teoria aqui apresentada diverge consideravelmente das teorias organizacionais convencionais no que se refere à importância da estrutura formal no funcionamento e prosperidade organizacional. Nas teorias mais convencionas assume-se a hipótese, derivada da discussão de Weber sobre a burocracia, de que a forma mais
61 efetiva de controlar e coordenar a organização é o desenvolvimento de uma estrutura racional formal com elementos burocráticos que definam como a rotina de produção deve se dar. O Novo-Institucionalismo admite que, de fato, as organizações que transformam suas estruturas formais de forma racional tendem a se desenvolver, entretanto, não compartilha da idéia de que a coordenação e o controle das atividades de trabalho sejam dimensões críticas sob as quais as organizações formais se estruturam no mundo moderno, ou seja, não concorda com a idéia de que as organizações funcionam de acordo com suas estruturas formais.
Segundo Meyer e Rowan (1977) os elementos formais de uma organização são apenas fracamente ligados uns aos outros e às atividades de trabalho, sendo assim, freqüentemente violados. Para os autores as teorias convencionais negligenciam o aspecto da legitimidade das estruturas formais racionalizadas, que funcionam muito mais como ferramenta cerimonial do que como ferramenta de controle do trabalho, baseada em hipóteses sobre as normas de racionalidade, como quer tais teorias. As normas de racionalidade, para o Novo Institucionalismo, não podem ser consideradas como valores gerais, mas como valores que se referem a estruturas sociais institucionalizadas. Assim, na sociedade moderna é possível se encontrar elementos racionais da organização formal que refletem entendimentos difundidos da realidade social.
Dessa forma, alguns elementos da estrutura formal das organizações podem ser considerados como mitos racionalizados que têm como propriedades, além das prescrições impessoais de propósitos sociais sobre a atividade técnicas e as formas apropriadas de persegui-los, a propriedade de serem altamente institucionalizados e, dessa maneira são tomados como legítimos independentemente da avaliação de seus impactos nos resultados do trabalho. O uso de tais mitos, como a classificação de funções organizacionais ou a adoção de determinadas tecnologias, altamente institucionalizadas, mostra responsabilidade organizacional e evita reclamações de negligência.
Para os autores tais mitos têm a função social de criarem a necessidade, a oportunidade e o impulso para a criação de organizações racionais. Assim, o crescimento de estruturas institucionais racionalizadas na sociedade faz com que as organizações se tornem cada vez mais comuns e mais elaboradas. A incorporação dos mitos como elementos estruturais nesse sentido, portanto, funcionam como motor para a
62 formação e expansão das organizações, que se empenham no esforço de tornarem suas estruturas formais isomórficas com tais mitos.
As organizações refletem estruturalmente a realidade social, pois, assim o fazendo, mostram estar agindo segundo valores coletivamente partilhados, não tendo sua conduta questionada. Dessa forma os mitos, como critérios externos de conduta, quando adotados, promovem o aumento na legitimidade organizacional e potencializam as chances de sobrevivência. Além disso, pelo fato de que as contingências técnicas e a adaptação às mudanças ambientais geram um alto nível de incerteza para as decisões organizacionais, a adoção de critérios cerimoniais se apresenta como uma estratégia extremamente racional para lidar dar com tal limitação.
Diante da adoção de critérios cerimoniais de funcionamento, Meyer e Rowan (1977) observam que as organizações terão que lidar com um conflito entre tais critérios e o critério de eficiência. As regras formais, se aplicadas com o objetivo de coordenar as atividades, como observado anteriormente, gerarão inconsistências. Assim, como forma de solução desse conflito, as organizações promovem a dissociação entre os elementos estruturais e as atividades de trabalho do dia-a-dia. Dessa forma elas mantêm suas estruturas formais legítimas enquanto permitem que suas atividades de trabalho variem em resposta a demandas práticas.
É possível estabelecer uma ligação entre as teorias racionais e a teoria do novo- institucionalismo como apresentada nesse texto. Aqui, a utilização de mitos institucionalizados, ou o mimetismo de práticas organizacionais com o objetivo de incremento da legitimidade sem a preocupação com o impacto real dessas práticas na eficiência da produção, nada mais é do que uma estratégia racional para lidar com as incertezas ambientais e presentes na rotina organizacional. Estratégia similar pode ser observada na Teoria de Custos de Transação que ressalta a importância da existência dos contratos como ferramenta de redução de incertezas provocadas pelos elementos oportunísticos da ação racional que podem surgir das relações organizacionais.
Além disso, tais teorias são ainda consistentes ao tratar a racionalidade como um valor e ao procurar, a partir da racionalidade, dar conta da estruturação de uma conexão macro-micro. Por mais que a racionalidade, no Novo-Institucionalismo, possa ser muito mais um mito do que um instrumento técnico de tomada de decisão, como nas teorias racionais, ela funciona como um operativo que dá sentido a toda a atividade
63 organizacional e suas relações com o ambiente institucional que fornece os parâmetros básicos que servem como guia para a atividade organizacional.