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Vergi Uyuşmazlıklarının Yargısal Çözümü

1.2.3. Vergi Uyuşmazlıklarının Çözüm Yerleri

1.2.3.2. Vergi Yargısı ve Vergi Uyuşmazlıklarının Yargı Aşamasında

1.2.3.2.2. Vergi Uyuşmazlıklarının Yargısal Çözümü

Na concepção de Dias Sobrinho (2004-2005), não há como compreender as transformações na educação superior sem considerar as práticas de avaliação dos últimos anos. Isso, se levarmos em conta a importância do papel da avaliação institucional como um motor nas transformações, nos Sistemas e nas Instituições de Ensino Superior e, por conseguinte, nas sociedades.

Daí que a avaliação no ensino superior deve ser entendida como fenômeno social e histórico e em conseqüência sofrendo mudanças e cumprindo papéis dinâmicos em resposta às demandas que lhe são feitas.

Na sociedade contemporânea a avaliação institucional se tornou cada vez mais plurirreferencial e ao voltar-se para avaliação de programas, de instituições e de projetos, a avaliação tornou-se declaradamente fenômeno político, ainda que se queira apresentá-la como técnica.

Todos os países que hoje buscam a modernização dos seus sistemas acabam elegendo a avaliação como o motor de suas reformas. Todos esses criaram agências e uma rede bem articulada de especialistas para a promoção de avaliações que ajudem a controlar e viabilizar os objetivos das reformas.

Nesta perspectiva, a avaliação cumpre a finalidade primordial de tornar a educação superior mais efetivamente útil ao mundo dos negócios e do trabalho, mais voltada às demandas do mercado, mais adequada à expansão das redes comerciais.

Entretanto, há que se ressaltar que nem toda educação tem que estar a serviço do mercado, mas é preciso reconhecer que as relações de cooperação da avaliação com a economização da educação e da sociedade tem sido uma tendência cada vez mais forte, mas não deve ser instrumento desta funcionalização econômica.

É importante salientar que estas diferentes funções e concepções de avaliação são coerentes com determinadas concepções de educação superior e com certos interesses e valores sociais.

Em decorrência disso pode-se detectar, de acordo com Dias Sobrinho (2005, p. 19-20), duas concepções contraditórias em educação:

a) educação como benefício público - onde a sociedade é a referência;

b) educação como benefício privado - onde o indivíduo e a empresa são as referências. Nessas concepções é necessário situar os modelos de avaliação que se propõem segundo o autor:

a) Paradigma experimentalista

Está comprometido com o controle, com a verificação/comprovação. A avaliação aqui tem função somativa, avalia as partes do todo e atribui uma valoração; a avaliação preocupa-se com quantidade de produtos, rendimentos e eficácia. Este é um paradigma monorreferencial, é objetivista, os resultados lhe são indiferentes, age conforme normas pré-estabelecidas. Neste paradigma a centralidade da avaliação é o objeto, o produto, o resultado, a eficácia. A função da avaliação é somativa e de caráter tecnoburocrática, exerce função de controle; só o que pode ser mensurável é considerado neste paradigma. Os procedimentos envolvem objetividade, verdade, neutralidade, verificabilidade; avalia para constatar, comparar.

Tem propósitos de classificação, de “ranquiamento”; é muito utilizada para atender a clientes de mercado. Os instrumentos são elaborados externamente; neste paradigma os sujeitos

sofrem avaliação, informam dados, respondem a questionamentos, não reelaboram suas representações nem se comprometem com as informações.

b) Paradigma heurístico

Busca contribuir na formação do sujeito ou objeto avaliado. A avaliação tem função formativa e envolve a participação dos sujeitos. A ênfase é plurirreferencial e de concepção naturalista e fenomenológica (avalia o que constata no seu contexto a partir das referências dos sujeitos e dos cenários). É subjetivista na medida em que pressupõe a intersubjetividade.

Este tipo de avaliação pressupõe uma concepção de avaliação centrada no sujeito, a avaliação tem caráter ético e político, busca a compreensão holística, valoriza processos e representações de vivências sociais, contempla a eficiência e combina procedimentos quantitativos com qualitativos.

Neste paradigma a comunidade acadêmica são os sujeitos sociais de uma avaliação institucional em Instituições de Ensino Superior. É um processo social que envolve engajamento, compromisso e responsabilidade coletiva. Este paradigma apresenta a avaliação como um instrumento de valor e utilidade para a melhoria do foco avaliado, considera a infra-estrutura, os meios e o apoio político dos gestores.

c) Paradigma heurístico-experimentalista

Reúne características dos dois anteriores, trabalha com as dimensões qualitativa e quantitativa ao mesmo tempo, pois considera que ambas são essenciais e interdependentes; transforma o qualitativo em quantitativo e os números em dados e os dados em conceitos. Questiona o sentido dos produtos e resultados, com os processos e causas, orienta possibilidades de melhorias (SINAES).

Este modelo entende que as explicações são necessárias para a compreensão do todo porque o todo sem as partes não tem significado lógico, como também só as partes sem o todo não têm sentido.

Estes dois paradigmas, juntos, nos remetem a seguintes características: a) são um processo de socialização e democratização da avaliação;

b) conduzem para autonomia cidadã e institucional juntamente com heteronomia (estado e sociedade);

Pressupõe articulação do corpo social, de funções, dimensões, instrumentos, cenários e contextos, atores e sentidos internos e relações externas, tem idéia de unidade e de compreensão do conjunto.

É um paradigma que contribui para o estabelecimento de condições para construção de um sistema de avaliação.

Categorias Paradigma-Experimentalista Paradigma-Heurístico Paradigma Experimentalista-Heurístico

Definição

- está comprometido com o controle; - a avaliação tem função somativa;

- a avaliação preocupa-se com a quantidade de produtos, rendimentos e eficácia.

- busca a formação a melhoria do sujeito ou objeto avaliado;

- a avaliação aqui tem função formativa e envolve a participação dos sujeitos.

- aborda as dimensões quantitativa e qualitativa ao mesmo tempo, considera-as essenciais e interdependentes; - transforma o quantitativo em qualitativo, os números em

dados e os dados em conceitos descritivos.

Ênfase

- é monorreferencial; e objetivista, os resultados lhe são indiferentes;

- age conforme normas pré-estabelecidas (conservadorismo).

Neste paradigma a ênfase é plurirreferencial: - é naturalista;

- é fenomenológica;

- é subjetivista na medida em que pressupõe a intersubjetividade.

- questiona o sentido dos produtos com os processos e causalidades, orienta possibilidades de melhorias;

- entende que as explicações são necessárias para a compreensão do todo, pois o todo sem as partes não tem significado lógico, como também só as partes sem o todo não tem sentido.

Características

- a centralidade da avaliação é o objeto, o produto; - a avaliação é somativa e tem caráter tecnoburocrático

exerce função de controle;

- só o que pode ser mensurável é considerado;

- os procedimentos envolvem objetividade, verdade, neutralidade na verificabilidade;

- serve para classificação para e “Rankiamento”;

- é utilizada para atender interesses de clientes, de mercado.

- é centrado no sujeito;

- a avaliação tem função formativa, ética e política; - busca a compreensão holística;

- valoriza processos, representações, vivências, participação social, e combina procedimentos quantitativos com qualitativos.

- é processo de socialização e democratização da avaliação; - conduz para autonomia cidadã e institucional juntamente

com heteronomia (estado e sociedade);

- é uma avaliação com legitimidade técnica e ética.

Participação

- os indivíduos, são submetidos à avaliação, fornecem informações, não discutem, não emitem opiniões, nem juízos, nem se responsabilizam;

- os instrumentos de avaliação são elaborados externamente;

- as informações e os resultados processados externamente também.

- pressupõe a participação dos sujeitos sociais; professores, alunos, técnicos, membros da sociedade são os protagonistas;

- ocorre a participação em todas as fases da avaliação; - a avaliação é um processo social que envolve

engajamento compromisso e responsabilidade coletiva.

Pressupõe:

- articulação a participação do Corpo Social, (professores, alunos, técnicos, membros da sociedade);

- é um processo de construção social, pois pressupõe:

engajamento, compromisso, responsabilidade coletiva.

Condições

- os instrumentos de avaliação são elaborados externamente (Ex: Padrões de Qualidade, Manuais de Avaliação, Provão, ENADE), instrumento de avaliação de cursos;

- as informações e os resultados processados externamente também (Ex: (Relatórios das comissões de avaliação, Pareceres).

- assegura garantias de liberdade comunicativa; - apresenta a avaliação como um instrumento de valor e utilidade para melhoria do foco avaliativo; - desperta compromisso coletivo com a aprendizagem; - considera a infra-estrutura, os meios, o tempo, o

apoio político dos gestores.

- contribui para o estabelecimento de condições para construção de um sistema de avaliação.

Quadro 4 - Paradigmas de Avaliação Institucional Fonte: Elaborado pela autora (2007)