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2.4.1. Tarhiyat Sonrası Uzlaşma

2.4.1.2. Tarhiyat Sonrası Uzlaşmanın Kapsamı

2.4.1.2.3 Tarhiyat Sonrası Uzlaşma Komisyonları

Os dados coletados dos Relatórios de Avaliação do Curso, elaborados pelas Comissões de Avaliação, com avaliadores “ad-hoc”, designados pelo INEP/MEC, para avaliarem o curso de Nutrição da UNISC, nos anos 2003 e 2004, respectivamente, possibilitaram informações quantitativas e qualitativas e foram analisados na abordagem metodologia estudo de caso.

Essa análise possibilitou constatar que, embora o curso tenha sido avaliado com base num mesmo instrumento de avaliação - Manual de Avaliação do Curso de Nutrição - 2002 -, os resultados foram diferentes, porque o curso foi avaliado com concepções de avaliação diferentes.

Entende-se que mudanças de fatores, como instrumentos no curso, após a 1a avaliação conjugados com mudanças nas diretrizes de avaliação, provocadas pela implantação do SINAES, contribuíram para esta constatação.

Na dimensão Organização Didático-Pedagógica, a 2a Comissão constatou uma profunda revisão curricular, com redimensionamento de carga horária, redefinição do perfil dos egressos, realocação de disciplinas na estrutura curricular, revisão de objetivos gerais e específicos em um novo currículo implantado no curso.

Evidenciou-se alterações nas relações profissionais da coordenação com os docentes e discentes e envolvimento dos docentes na reelaboração do Projeto Pedagógico no curso.

Na Dimensão Corpo Docente, constatou-se alteração de regime de trabalho de alguns professores de disciplinas específicas, aumento de carga horária e inclusão de algumas disciplinas novas no curso, participação efetiva do colegiado nas decisões do curso.

Na Dimensão Instalações foram detectadas, por ocasião da 2ª visita, as mudanças que demandaram maiores investimentos por parte da gestão da Instituição, uma vez que foram contemplados todos os itens e/ou exigências detectados pela 1ª comissão de avaliação como deficitários. Foram redimensionados os espaços físicos destinados ao curso, criados laboratórios: de Fisiologia, de Nutrição Experimental, de Análise Sensorial; (cabe registrar que o Manual de Avaliação do Curso de Nutrição (p. 71) não exigia o Laboratório de Análise Sensorial na relação de laboratórios essenciais para o curso, mas a Instituição o construiu em função de exigências da 1a comissão), e o laboratório de Higiene dos Alimentos, o qual exigiu um investimento financeiro superior a R$100.000.00 (cabe salientar também, que na oportunidade, o curso possuía um Laboratório para as práticas de higiene dos alimentos, que segundo a gestão do curso, cumpria as finalidades do mesmo, mas com outra denominação, o que não foi entendido, nem aceito pela 1a Comissão). Os demais laboratórios foram contemplados com equipamentos e tiveram seus serviços redimensionados.

Também foram feitos investimentos significativos na Biblioteca, no que tange ao acervo: foi adquirida uma base de dados específica na área de alimentação e nutrição. Foi destacada pela 2ª Comissão de avaliação, a política de aquisição permanente de obras solicitadas pelos docentes e pelos alunos do curso.

Considerando-se os resultados positivos da 2ª comissão que utilizaram o mesmo instrumento de avaliação, identificou-se mudanças de concepções de avaliação, nas práticas,

dos avaliadores. Tais mudanças refletem sintonia com as diretrizes preconizadas pelo novo Sistema de Avaliação da Educação Superior - SINAES.

A 2ª Avaliação identificou a consistência da proposta pedagógica, a integração da coordenação com a administração superior, o acolhimento da Instituição às constatações/recomendações, bem como a superação das deficiências originais detectadas pela 1ª comissão de avaliação.

Pode-se concluir que a avaliação externa de cursos, além de se constituir num significativo balizador de qualidade para o Curso de Nutrição da UNISC, possibilitou também à pesquisadora identificar a transição da predominância do enfoque controlador e classificatório da 1ª avaliação externa do curso (junho de 2003) para um enfoque predominantemente Emancipatório na 2ª avaliação (dezembro de 2004).

Esse fenômeno comprova que a implementação do SINAES (2004), conjugada com as diretrizes da CONAES e com a implementação de ações internas, propiciaram um profundo e emergente processo de reorganização, resultando num re-desenho do curso. Possibilitaram também à universidade consolidar suas políticas internas de qualificação da dimensão graduação, mantendo-as e realimentado-as a partir das contribuições do “olhar externo” das Comissões de Avaliação Externa - INEP/MEC, pois, de acordo com Leite (2005, p. 32); “As avaliações embora por si mesmas não garantam mudanças, podem sim contribuir para as mudanças em diferentes direções dentro das universidades”.

4 AVALIAÇÃO EXTERNA NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO: OLHAR DOS GESTORES DA UNISC

“Avaliar é preciso Para não ferir o equilíbrio Se for só para julgar, punir ou premiar... Avaliar não é preciso”

Ceres Scheffer

Este capítulo contém reflexões sobre o papel da educação na sociedade do conhecimento, um breve histórico da trajetória do Programa de Avaliação Institucional da UNISC, o PAIUNISC, explicita as percepções dos gestores da instituição: Reitor, Pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional e Coordenador da Comissão Própria de Avaliação - CPA, Pró-Reitora de Graduação, Coordenadora Pedagógica da PROGRAD e dos três Coordenadores do curso de Nutrição da UNISC, (gestão 2003 e 2004 e atual) sobre “o olhar externo” das avaliações de cursos realizadas pelo INEP/MEC, bem como registra seus depoimentos e opiniões sobre as contribuições dessas avaliações externas nos cursos e suas influências nas políticas da UNISC para a dimensão graduação.

Num momento de profundas mudanças em que são questionados os atuais paradigmas educacionais, em que as demandas sociais estão a exigir educação de qualidade para fazer frente aos desafios que se apresentam, as tendências internacionais na esfera da educação trazidas pela ciranda da globalização, as demandas da sociedade do conhecimento, da informação, acrescidas do desenvolvimento tecnológico, têm despertado a necessidade social de investimentos em qualidade na educação em seus diferentes níveis.

Qualidade concebida, segundo Morosini (2001), como um conjunto de fases: planejamento, avaliação e promoção. Qualidade, atributo, que em educação vem associado à avaliação, com padrões, com coleta exaustiva de dados que definem bons serviços resultantes de seus processos e produtos, de graus de eficiência e eficácia institucionais.

No caso brasileiro, a trajetória percorrida pela avaliação institucional externa, desencadeada pelo PAIUB e redimensionada pelo SINAES, vem implementar políticas públicas para acompanhamento e controle da educação superior, alicerçados nos princípios de um Sistema de Avaliação, cujos mecanismos são considerados referência para regulação, expansão e controle de qualidade.

Num conjunto de aceleradas transformações nas sociedades, a educação passa a ser um foco de discussão que alcança novas e importantes dimensões, como um mecanismo que pode responder pelas demandas dessa sociedade, onde o conhecimento é o passaporte para uma nova realidade. Conhecimento e tecnologia combinados, respondem por um processo de desenvolvimento social e econômico, contribuindo assim, para a construção de uma sociedade com desenvolvimento sustentável.

Considerando-se, então, o papel preponderante atribuído à educação na sociedade contemporânea, os desafios que se apresentam estão a exigir uma nova cultura de aprendizagem que se expresse por uma educação generalizada e uma formação permanente e massiva.

De acordo com Pozo (2002), essa sociedade da aprendizagem continuada, da explosão informativa e do conhecimento relativo gera algumas demandas de aprendizagem que não podem ser comparadas com as de épocas passadas, tanto em quantidade como em qualidade.

Esta educação, para ser assegurada, pressupõem políticas públicas que demandem um sistema da avaliação cujos mecanismos e instrumentos sejam capazes de acompanhar, avaliar, diagnosticar e aferir a qualidade da educação.

Com base nessas considerações, identifica-se na UNISC, uma preocupação constante com ensino de qualidade e, para que este compromisso se cumpra, a universidade mantém um Programa de Avaliação Institucional da Universidade de Santa Cruz do Sul - PAIUNISC, cujo processo sistemático e contínuo responde pela cultura de avaliação praticada na instituição.

4.1 PROGRAMA DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL - PAIUNISC: RESSIGNIFICANDO A