4.3 FİNANSAL ANALİZ TÜRLERİ
4.3.2 Finansal Analizin Türleri
4.3.2.2 İçerik Açısından Finansal Analiz Türleri:
4.3.2.2.2 Dinamik Analiz:
O Reino de Deus não é identificado como Igreja e nem se esgota nela, entretanto, ela lhe é realização, concretização e presença; o Reino de Deus vai muito além, mas ele torna-se visível na atuação da Igreja.82
Na pessoa, nas palavras e nas obras de Jesus está presente o Reino de Deus. O Reino de Deus é o objetivo e o ambiente da atividade divina. Portanto, o
81 Cf. HACKMANN, Geraldo Luiz B. A Igreja, povo de Deus. Teocomunicação 138 (2002) p. 696-700.
Reino de Deus acontece com Jesus, em Jesus e por Jesus; é uma realidade vivente e dinâmica; não haveria manifestação escatológica sem a atividade de Jesus e sem uma resposta às suas exigências. O Reino é um mistério, revelado por Jesus e em Jesus, que transforma todo aquele que nele entra; a pregação do Reino de Deus conduz à formação de um povo novo, o Povo de Deus.83
Um aspecto essencial da Igreja presença do Reino de Deus é o do serviço (diakonia). Esse aspecto foi consagrado pelo Concílio Vaticano II, na orientação de que ela deve colocar-se a serviço da humanidade; a Igreja guiada pelo Espírito Santo somente pretende continuar a obra de Jesus Cristo, que veio ao mundo para salvar e não para condenar, para servir e não ser servido (cf. GS 3). Para servir, obviamente, é necessário um esforço, contrariando tendências egoístas enraizadas na natureza humana e condicionadas pelas estruturas, ideias, estilos no contexto que se vive. Por isso, o Concílio lembra a necessidade de conversão: implorar ao Espírito Santo a graça de uma sincera abnegação, de uma humilde mansidão para servir e uma atitude de fraterna generosidade para com os outros (cf. UR 7)84
Durante o Concílio falou-se muito em espírito de serviço. Muitos esforços significativos foram feitos para que a autoridade aparecesse mais como serviço do que simplesmente como poder. No lugar da ideia do exercício paternalista da autoridade, aparece como orientação dominante na comunidade, o pensamento de serviço e de amor comunitário, que toda a Igreja pode prestar ao mundo, em nome e, em comunhão com Cristo; todo cristão deve vencer a si mesmo no esforço de servir a Cristo nos Irmãos (cf. LG 36). Que na Igreja reine igualmente entre todos a dignidade. Quanto à missão apostólica da Igreja, designada por Cristo, está no servir à humanidade pela evangelização (cf. LG 19); a missão de Cristo é a missão dos apóstolos e é a missão de toda a Igreja.85
A finalidade principal da Igreja e da sua missão é servir o Reino; onde quer que ele se mostre no mundo, a Igreja deve auxiliar para promovê-lo e levá-lo à sua plenitude. Desta forma, a missão da Igreja a serviço do Reino é dupla: em primeiro lugar, tornar o reino de Deus presente, proclamando sua presença pela Palavra e
83 Cf. RIGAUX, B. O mistério da Igreja à luz da Bíblia. In: BARAÚNA, Guilherme (org.). A Igreja do
Vaticano II. p. 321.
84 Cf. ALMEIDA, Antonio José de. Lumen
Gentium, a transição necessária. p. 111-113.
pelos sacramentos; em segundo, reconhecer que Jesus e o Espírito Santo não abandonaram o mundo, Eles continuam presentes e ativos entre as pessoas. Por este motivo, a Igreja é chamada e enviada ao mundo para servir e promover a ação contínua de Jesus e do Espírito Santo; é estar a serviço do Reino de Deus no mundo e entre as pessoas, mesmo fora da comunidade eclesial. Em síntese, uma das tarefas da Igreja é descobrir o Reino de Deus aqui, alegrar-se com sua presença, aprender dele e levá-lo à completude; ser capaz de servir o Reino com alegria e autenticidade é, provavelmente, o primeiro e o mais importante critério para fazê-lo presente no mundo. Se a comunidade eclesial festeja a presença do Reino, na sua manifestação mais intensa, que é a Eucaristia, deve também existir para ela um aspecto festivo e alegre para realizar a segunda parte da missão, a de estar a serviço do Reino de Deus no mundo. Os dois aspectos festivos apresentados são formas inter-relacionadas de empenho na realização do objetivo único da missão; nestas festas a Igreja celebra o Reino que já está presente entre os povos; ajudando-os a ver e experimentar, segundo a forma que lhe é própria, a presença de Deus, que quer que todas as pessoas sejam alcançadas pelo seu divino amor. Melhor refletindo, pode-se concluir que: se o Reino de Deus está atuando, não só na Igreja, mas por toda parte do mundo, então a Igreja deve ser testemunha dessa presença e procurá-la, para alimentar a consciência das pessoas a respeito dela; e ainda, celebrá-la onde quer que ela se torne palpável. Se a missão da Igreja é a mesma de Jesus: proclamar o Reino de Deus e fazê-lo presente ao mundo, então, esse mesmo Reino a conclama para que ela se empenhe nos dois modos de ser da missão.86
É oportuno lembrar que o Reino de Deus foi revelado primeiro aos pobres e oprimidos. Ele acontece com Deus Pai que reina e liberta, por Cristo seu Filho que salva, no Espírito Santo. A missão da Igreja é fundamental na concretização do Reino Deus já presente na história, servindo e instruindo, especialmente, os mais humildes e desprotegidos, que são os destinatários privilegiados do Reino. Na fidelidade ao serviço do Reino e ao seguimento de Jesus, a opção pelos pobres não
deve introduzir um conflito dentro da Igreja, mas simplesmente colocá-la em evidência para não ser esquecida.87