3.5 GENEL OLARAK FİNANSAL TABLOLAR
3.5.2 Ek Finansal Tablolar
3.5.2.3 Nakit Akım Tablosu
3.5.2.3.1 Nakit Akım Tablosunun Biçimi
um órgão permanente de colegialidade. Isso aconteceu porque, mesmo que participantes do sínodo sejam eleitos pelas suas conferências episcopais e convidados às representarem, o sínodo possui um caráter colegial, apesar do fato de que ele age apenas como colégio consultivo e quando convocado pelo papa, para servi-lo em sua missão universal.113
Estes aspectos relacionados com o poder do papa e do colégio, sem dúvida alguma, é de importância fundamental para toda a Igreja; mas esse assunto se torna mais compreensivo quando analisado à luz dos ensinamentos do Concílio.
O Vaticano II adota entre as suas premissas, a da colegialidade e dentro dela, o aspecto de comunhão: Igreja mistério de comunhão. O esquema inicial proposto para a elaboração da Lumen Gentium, feito pela comissão preparatória, foi rejeitado pelos padres conciliares pelo fato da redação ser marcada por fortes aspectos jurídico-organizacionais da Igreja e não pelos dados da Sagrada Escritura e da Tradição. Depois de ser aprovado um novo esquema para Constituição sobre a Igreja, ele apresenta em primeiro a Igreja enquanto Mistério e a Igreja na sua conformação como Povo de Deus. Portanto fica clara a opção dos padres conciliares de situar o governo hierárquico, compreendida como colegialidade episcopal, dentro e no conjunto da vida da Igreja. Fortalecendo a ideia de que o governo hierárquico, exercido colegialmente, está em função do bem e do progresso de todos os fiéis e de todas as Igrejas particulares, em ressonância com o bem de todos os seres humanos espalhados pelo mundo.114
2.1 O episcopado brasileiro e latino-americano no período conciliar
Conforme a opinião de Dom Clemente José Carlos Isnard, a CNBB adquiriu sua feição definitiva em Roma, durante o Concílio e por obra do Concílio, embora já existisse antes, a verdadeira CNBB é um fruto do Concílio. Ao analisar o Vaticano II
113 Cf. DULLES, Avery. A eclesiologia católica desde o Vaticano II. Concilium 208 (1986) p. 14-15.
114 Cf. BARROS, Paulo César. Colegialidade episcopal no Vaticano II. Perspectiva Teológica 102
e seus efeitos, pode-se observar um ponto interessante: redes de relações foram sendo tecidas durante as suas sessões. Algumas destas redes já eram existentes e conhecidas, mas ganharam maior força a partir dos trabalhos conciliares e depois da conclusão do Vaticano II. Dentre elas, duas são redes de relacionamento em nível de colegialidade episcopal: a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM).115
A CNBB, constituída em 1952, só após dez anos, às vésperas do Vaticano II, aprovou o seu primeiro plano pastoral, que recebeu o nome de Plano de Emergência, dando assim, concretamente, um primeiro passo na organização pastoral da Igreja do Brasil. Fundada por Dom Helder Pessoa Câmara, a CNBB, ganhou corpo durante o Concílio com a colaboração de bispos que ainda não eram participantes de suas reuniões. O próprio episcopado brasileiro se estruturou e cresceu atuando no Concílio e no país e já contava com uma modesta, mas eficiente estrutura. Com a união desse episcopado nos trabalhos em Roma, por ocasião do Vaticano II, fizeram com que os bispos do Brasil estivessem sempre juntos nas frequentes reuniões que aconteciam nas tardes, pois estas eram livres dos trabalhos do Concílio, favorecendo um clima de maior entrosamento entre eles. Pode-se concluir que a Conferência dos bispos brasileiros conheceu um segundo nascimento durante o Vaticano II. Em Roma, os bispos se reuniam em um local espaçoso e privilegiado, na Domus Mariae, casa da Ação Católica Italiana. O CELAM foi fundado em 1955 na cidade do Rio de Janeiro. A exemplo da CNBB, o CELAM também ganhou corpo a partir do período conciliar com o envolvimento de um maior número de bispos latino-americanos nas suas tarefas. A participação do CELAM nos trabalhos do Vaticano II colaborou para que, desde o seu início, houvesse maior presença dos bispos latino-americanos, pouco conhecidos dos outros episcopados, na lista dos bispos a serem votados para vagas eletivas de cada comissão conciliar, melhorando a participação do episcopado da América Latina nos trabalhos conciliares; no entanto, o mais importante foi o trabalho do CELAM durante os quatro anos do Concílio. Um fato a ser destacado, é que durante a quarta e última sessão conciliar, o CELAM realizou a sua IX Reunião Anual, de 23/09 a 16/11/65. No final da Assembleia do dia 23/11, cerca de 600 bispos latino-americanos presentes no Concílio, foram recebidos por Paulo VI, quando ele dirigiu-lhes um
importante discurso, em comemoração dos dez anos da fundação do CELAM. Paulo VI fez elogios à participação do episcopado latino-americano, especialmente porque o episcopado brasileiro já tinham preparado e sido aprovado pelo próprio CELAM, um Plano de Pastoral de Conjunto. Paulo VI incentivou ainda em seu discurso, a elaboração de plano de trabalho continental, pedindo para que, a exemplo da América Latina, outras conferências episcopais fizessem o mesmo. Esse plano continental solicitado por Paulo VI e idealizado por Dom Manuel Larraín (Chile) e por Dom Helder Câmara (Brasil) foi concretizado com a realização da Conferência de Medellín que aconteceu três anos depois, em 1968. Com o Concílio, a caminhada da CNBB e do CELAM ganham novo impulso em nível de Brasil e dos demais países do continente, proporcionando, já a partir da Conferência Geral de Medellín, a aplicação do Vaticano II na realidade latino-americana da época e perante os desafios da Igreja no continente.116
A eclesiologia de Povo de Deus chega e avança na América Latina, um dos seus frutos mais significativo foi o resultado das reflexões da Conferência Geral Medellín: a opção pelos pobres proporcionou para a Igreja do continente uma visão nitidamente comunitária e mais abrangente.