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Ao pesquisar na literatura a origem do tributo, constatou-se que há consenso quanto a sua antiguidade. Para alguns, sua existência é tão antiga quanto a vida em sociedade e “nasceu da necessidade de o homem contar com um fundo financeiro que pudesse atender às necessidades coletivas” (BATISTA JÚNIOR, 2001 p. 51).

MARTINS (2007, p.317) também cita que “desde os primórdios da civilização, quando surgiram as primeiras cidades e a estrutura das primeiras sociedades, existe um consenso no sentido de que a massa dos indivíduos, vivendo em conjunto, em ‘sociedade’, não tem capacidade para se organizar, ou seja, para governar-se. Portanto, é uma questão de ordem natural a razão de ser do Estado e do Governo.”

Assim, Estado e tributo surgem ao mesmo tempo. Assim foi na Antiguidade, seja no Egito, na Caldéia, na Assíria, na Babilônia, na Pérsia e também na Grécia como no Império Romano. A estrutura de Estado configurava, de um lado, um soberano, rei ou imperador, cercado de pequeno grupo de ministros e de um forte contingente armado, representando o Poder e o Estado; do outro lado, ficavam os milhares de trabalhadores, de cujos trabalhos eram retirados os tributos pagos aos governantes e seus exército. (MARTINS, 2007)

NOGUEIRA (1995, p.5) cita que, desde os mais remotos tempos, encontra-se, na história dos povos, a tributação sob as mais variadas formas e denominações nas diferentes línguas. Ora como auxílios, doações, presentes; ora como despojos de guerra ou confiscos, sendo exigidas de certas classes pelo soberano, na maioria das vezes, contribuições arbitrárias para armar cavaleiros, para casamentos e festas ou para guerras de conquistas.

A função do exército era o de defender suas cidades, lutar por novas conquistas, saqueando outras cidades e apropriando-se das riquezas, aprisionando seus habitantes para o trabalho escravo e impondo aos que permaneciam no campo o pagamento de pesados tributos.

Nota-se que, desde os mais remotos tempos, a cobrança de tributo esteve presente sobre a coletividade, de forma impositiva pelo soberano, sendo exigido coercitivamente pela força do

poder de império do Estado.

De fato, desde aproximadamente 5000 a.C. até 476 d.C, grandes civilizações surgiram na antiguidade, produto da conquista de terras pelos valentes exércitos do soberano. Assim foi com a civilização egípcia, grega e romana o que demonstra o quão antiga é a vida em sociedade e, por conseqüência, a cobrança de tributos.

No fim deste período, 476 d.C., viu-se o fim do Império Romano e o início de outra época da história da humanidade – Idade Média, período da história que vai do ano 476 a 1453, quando o grande império foi então dividido em vários pedaços de terra chamados de feudos e o poder, descentralizado, entre centenas de senhores feudais. Eram os nobres que, como donos das terras, também impunham aos milhares de camponeses, então chamados de servos, a obrigação de lhes pagar tributos, cuja forma era a entrega de parte de suas colheitas, ou trabalhando gratuitamente no cultivo de suas terras durante dois ou três dias da semana. (MARTINS, 2007)

Foi no final deste período, na Europa, precisamente na Inglaterra, em 1215, que o absolutismo tributário começa a se deparar com as primeiras limitações, as quais BATISTA JÚNIOR (2001 p. 47) considerou como uma das origens do princípio da legalidade tributária, e também com as primeiras limitações do Poder de Polícia na atividade estatal, papel dos Parlamentos desde a luta das Câmaras inglesas para a efetividade da aspiração contida na fórmula “no

taxation without representation”, que se traduzia, em última análise, no direito dos

contribuintes consentirem, e só eles, pelo voto de seus representantes eleitos, na decretação e majoração dos tributos.

NOGUEIRA (1995, p.5), ao destacar a importância desse marco na história do tributo, afirma “que o povo contribuinte, para não suportar surpresas e excessos, impôs ao soberano que a tributação fosse realizada com o consentimento e previsão orçamentária” o que acabou por resultar na histórica Carta Magna, até hoje documento fundamental das instituições políticas inglesas e expressão da supremacia constitucional em contraposição à vontade do rei.

Veja que neste estágio da evolução da tributação, o povo contribuinte, para não ser surpreendido, impôs ao soberano que a tributação fosse realizada com o consentimento deles, por meio de representação e previsão orçamentária.

Foi, então, naquele ano, sob o reinado de João Sem Terra, que os barões – proprietários das terras – diante do peso das exigências tributárias, rebelaram-se e passaram a exigir o estabelecimento de um estatuto que objetivasse a tutela de seus direitos e, em especial, que coibisse a atividade tributária extorsiva. O que resultou em artigo da Constituição Inglesa de que nenhum auxílio ou contribuição se estabeleceria sem o consentimento do conselho do reino.

Há que se registrar que o motivo desta revolta pelos barões é que nesta época aconteciam as Cruzadas – as chamadas Guerras Santas – as quais objetivavam reconquistar a Palestina, lugar sagrado para os cristãos, e o então rei Ricardo Coração De Leão, para comandar seus exércitos nas cruzadas, deixou seu povo sendo governado pelo parente João Sem Terra que, na intenção de não devolver o trono, aproveitou-se da oportunidade para formar seu próprio exército e para isto cobrava duas vezes mais tributos.

Embora o ano de 1215 tenha sido um marco, a concepção do prévio consentimento foi se alargando e assumindo ares de Princípio da Representação.

Assim, foi na Inglaterra, em 1626, Act of Appropriation; em 1628, Petittion of Rights; e em 15 de fevereiro de 1689, Bill Of Rights – Magna Carta – cujo texto MARTINS (2007, p.318) cita que assim dispunha: “a partir desta data, nenhum cidadão será obrigado a conceder qualquer dádiva ou empréstimo ao soberano, ou a pagar qualquer tributo, sem a aprovação do Parlamento”.

Assim também foi também na América do Norte, na Declaração dos Direitos do Homem da Filadélfia, de 1774. Conforme NOGUEIRA (1995, p.5), nessa época, os Estados Unidos se tornaram independentes da Inglaterra, outro movimento de rebeldia ocorrido por causas várias, entre elas os excessos e arbítrios da tributação.

Na França, com a Revolução em 1789, início da Idade Contemporânea, o objetivo era instaurar a República, com o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade, por meio da aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Segundo MARTINS (2007, p.318), estabeleceram-se três importantes princípios, sendo que no último, se assentam os Orçamentos Públicos dos modernos países da atualidade:

1. A contribuição para custear a administração pública e os serviços administrativos deve ser repartida entre todos os cidadãos, de acordo com suas possibilidades;

2. Qualquer cidadão ou seu representante tem o direito de avaliar a necessidade de sua contribuição e de discutir a sua quantificação e duração; e

3. Nenhum imposto poderá ser cobrado, a não ser por decreto da Assembléia dos representantes (MARTINS, 2007, p.318).

Mas, enfim, retomando-se a história do Sistema Feudal, baseado na terra, evolui-se para o mercantilismo desenvolvido na Europa, entre o século XV e o final do século XVIII, baseado no comércio desenvolvido nas grandes cidades ou através das caravanas e das companhias marítimas que importavam mercadorias de outros países. Nessa fase surgem os tributos cobrados sobre as transações comerciais, além dos tributos já existentes sobre a produção agrícola.

MARTINS (2007, p.318) cita que “o Sistema Colonial, desenvolvido pelas grandes navegações, criou as tarifas aduaneiras, um imposto sobre importações que perdura até os dias atuais”.

Como se observa, o tributo foi também se adequando às novas realidades e, neste momento da história, as transações comerciais de produtos oriundos de importação passam a ser alvo do tributo.

Com o advento da Revolução Industrial na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII, encerra-se a transição entre feudalismo e capitalismo. Um conjunto de mudanças tecnológicas é implementado, refletindo profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. O sistema tributário sofre novas transformações surgindo, então, os impostos sobre a produção industrial, sobre o consumo e, finalmente, sobre o lucro e a renda recebida pelos proprietários. (MARTINS, 2007)

No Brasil, segundo BATISTA JÚNIOR (2001 p. 52), o primeiro tributo foi o quinto do pau- brasil, pago em madeira. Não obstante, não há quem não se lembre da exploração do ouro. Sob a determinação do Rei de Portugal, criaram-se as Casas de Fundição, a primeira delas localizada em São Paulo, estabelecida por volta de 1580 e de considerada relevância durante o Ciclo do Ouro. Essas casas recolhiam todo o ouro extraído pelos mineiros, purificavam-no e transformavam-no em barras. Eram responsáveis pela arrecadação de tributos incidentes sobre a extração de minérios. De cada barra eram retirados 20% correspondentes ao quinto, espécie de imposto enviado à Coroa Portuguesa. Extintas em 1737 e novamente estabelecidas em 1751, por ocasião de mudanças na política fiscal portuguesa e finalmente extintas no decorrer da primeira metade do século XIX.

Embora, tenha sido resultado de muitas lutas, conforme se viu nos parágrafos anteriores, o tributo foi se incorporando aos textos constitucionais e sendo normatizado por leis e regulamentos. Portanto, faz-se mister, após tanto falar em tributo, trazer a baila o seu conceito conforme estatuído no denominado Código Tributário Nacional – CTN, Lei n.º 5.172, de 25 de outubro de 1966, que embora bem antiga, foi recepcionada pela vigente Constituição Brasileira que dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.

Conforme o artigo 3.º do CTN (1966), “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.”

Por prestação pecuniária é pacífico o entendimento que se refere ao pagamento em dinheiro. Prestação compulsória, para CARVALHO (2008, p.374), refere-se à obrigação de determinado comportamento independentemente da vontade do sujeito passivo, que deve efetivá-la, ainda que contra o seu interesse.

Para AMARO (2006, p.18), o que o Código Tributário Nacional buscou evidenciar por compulsoriedade foi afirmar que o dever jurídico de prestar o tributo é imposto pela lei, abstraída a vontade das partes que vão ocupar o polo ativo e o passivo da obrigação tributária. Observa-se que, de acordo com AMARO (2006, p.18), a vinculação ao comportamento do dever ser não se restringe somente àquele obrigado ao cumprimento da obrigação, mas também àquele que tem o dever de exigi-la o que faz muito sentido em vista do que dispõe o próprio o artigo 3.º do Código Tributário Nacional ao afirmar que a prestação é instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada, sem margem para discricionariedade.

O imposto tem natureza não sancionatória de ilicitude. Conforme CARVALHO (2008, p.375), o fato que desencadeia o nascimento da obrigação tributária deve ser lícito, não se confundindo com o tributo as penalidades exigidas pelo descumprimento de deveres tributários.

Nota-se, portanto, que as multas por infração de disposições legais, que têm natureza de sanção de ilícitos, não são tributos. Como, por exemplo, as infrações de trânsito, contra o meio ambiente, inclusive por descumprimento de obrigações tributárias que não ensejam

necessariamente a cobrança de tributo.

Conforme o artigo 5.º do Código Tributário Nacional, os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria, sendo, portanto, essas as espécies tributárias do gênero tributos. O que caracteriza o imposto é que ele “é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte” (CTN, 1966, Art.16).

Observa-se que a cobrança do imposto é de caráter geral e o Estado não se obriga a criar ou prestar nenhum serviço em favor do contribuinte que o pagou, independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Não há qualquer contrapartida em seu favor, o produto de sua arrecadação irá compor o orçamento do Estado e será aplicado de forma a beneficiar todos os cidadãos.

Já “as taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição” (CTN, 1966, Art. 77).

Nota-se que a cobrança da taxa implica na contrapartida de serviço público específico – podendo ser destacado em unidade autônoma de intervenção – e divisível – suscetível de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários. Diferentemente do imposto, o contribuinte da taxa utilizará efetivamente o serviço público pelo qual pagou ou o terá a sua disposição por tratar-se de utilização potencial.

No Brasil, desde a primeira Constituição, o tributo teve presença garantida nos artigos dessa Lei Maior.

Na Constituição Política do Império do Brasil, de 25 de março de 1824, foi por meio do artigo 36 que se tratou de uma das atuais espécies tributárias, os Impostos, para os quais se atribuiu competência privativa para a câmara dos Deputados a sua iniciativa.

Na Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891, já se observava, em seu texto, uma maior amplitude das espécies do tributo como fonte de financiamento das atividades do Estado, uns de competência da União e outros dos Estados.

Além dos impostos sobre o comércio exterior, imóveis, indústrias e profissões, as atividades de correios e telégrafos federais também são alvo das taxas e contribuições.

A tabela 2.1.1, a seguir, mostra as espécies tributárias descritas no texto da Constituição da República de 1891.

Tabela 2.1.1 - Tributos na Constituição da República de 1891 TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO

1. Impostos Sobre A Importação De Procedência Estrangeira; 2. Taxas De Selo;

3. Taxas Dos Correios E Telégrafos Federais.

TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DOS ESTADOS 1 . Impostos Sobre A Exportação De Mercadorias De Sua Própria Produção; 2. Impostos Sobre Imóveis Rurais E Urbanos;

3. Impostos Sobre Transmissão De Propriedade; 4. Impostos Sobre Indústrias E Profissões.

5. Taxas De Selos Quanto Aos Atos Emanados De Seus Respectivos Governos E Negócios De Sua Economia

6. Contribuições Concernentes Aos Seus Telégrafos E Correios

.

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao91.htm

Na Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho de 1934, foi notória a dedicação do texto Constitucional na ampliação das espécies tributárias, inclusive surge, a partir de então, o imposto de renda e proventos de qualquer natureza, o de transferência de fundos para o exterior e o imposto sobre consumo de quaisquer mercadorias, além de diversas outras taxas. A partir desta Constituição, os Municípios também passam a ter a competência de instituir tributos.

A tabela 2.1.2 mostra as espécies tributárias descritas no texto da Constituição da República de 1934.

Tabela 2.1.2 - Tributos na Constituição da República de 1934 IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO

1. Sobre A Importação De Mercadorias De Procedência Estrangeira;

2. Consumo De Quaisquer Mercadorias, Exceto Os Combustíveis De Motor De Explosão; 3. De Renda E Proventos De Qualquer Natureza, Excetuada A Renda Cedular De

Imóveis;

4. De Transferência De Fundos Para O Exterior;

5. Sobre Atos Emanados Do Seu Governo, Negócios Da Sua Economia E Instrumentos De Contratos Ou Atos Regulados Por Lei Federal;

TAXAS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO

1. Taxas Telegráficas, Postais E De Outros Serviços Federais; De Entrada, Saída E Estadia De Navios E Aeronaves,

IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DOS ESTADOS

1. Propriedade Territorial, Exceto A Urbana; 2. Transmissão De Propriedade Causa Mortis;

3. Transmissão De Propriedade Imobiliária Inter Vivos, Inclusive A Sua Incorporação Ao Capital Da Sociedade;

4. Consumo De Combustíveis De Motor De Explosão;

5. Vendas E Consignações Efetuadas Por Comerciantes E Produtores, Inclusive Os Industriais

6. Exportação Das Mercadorias De Sua Produção Até O Máximo De Dez Por Cento Ad Valorem , Vedados Quaisquer Adicionais;

7. Indústrias E Profissões;

8. Atos Emanados Do Seu Governo E Negócios Da Sua Economia Ou Regulados Por Lei Estadual;

TAXAS DE COMPETÊNCIA DOS ESTADOS 1. Taxas De Serviços Estaduais.

Impostos De Competência Dos Municípios: 1. Imposto De Licenças;

2. Imposto Predial E Territorial Urbanos, (...) 3. Imposto Sobre Diversões Públicas;

4. Imposto Cedular Sobre A Renda De Imóveis Rurais; TAXAS DE COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS: 1. As Taxas Sobre Serviços Municipais.

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao34.htm

No extenso texto desta Constituição de 1934, já se vê a magnitude do tributo, instituído e cobrado pelas esferas de governo Federal, Estadual e Municipal. O imposto sobre o consumo de quaisquer mercadorias é de competência da União e o sobre vendas e consignações efetuadas pelos comerciantes e produtores, inclusive industriais pertencem aos Estados. Na Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937, as espécies tributárias se mantiveram relativamente estáveis em relação ao texto anterior, conforme se vê na Tabela 2.1.3, a seguir.

Tabela 2.1.3 - Tributos na Constituição da República de 1937

IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO 1. Sobre a Importação de Mercadorias de Procedência Estrangeira;

2. De Consumo de Quaisquer Mercadorias; 3. De Renda e Proventos de Qualquer Natureza; 4. De Transferência de Fundos Para O Exterior;

5. Sobre Atos Emanados Do Seu Governo, Negócios Da Sua Economia E Instrumentos ou Contratos Regulados Por Lei Federal;

TAXAS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO

1. Cobrar Taxas Telegráficas, Postais e de Outros Serviços Federais; de Entrada, Saída e Estadia de Navios e Aeronaves,

IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA ESTADOS: 1. A Propriedade Territorial, Exceto a Urbana; 2. Transmissão de Propriedade Causa Mortis ;

3. Transmissão da Propriedade Imóvel Inter Vivos, Inclusive a Sua Incorporação ao Capital De Sociedade;

4. Vendas E Consignações Efetuadas Por Comerciantes E Produtores,

5. Exportação de Mercadorias de Sua Produção até o Máximo de Dez Por Cento Ad Valorem , Vedados Quaisquer Adicionais;

6. Indústrias E Profissões;

7. Atos Emanados De Seu Governo, E Negócios Da Sua Economia, Ou Regulados Por Lei Estadual;

TAXAS DE COMPETÊNCIA DOS ESTADOS 1. Cobrar Taxas De Serviços Estaduais.

IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS 1. O Imposto de Licença;

2. Imposto predial e o territorial urbano; 3. Impostos sobre diversões públicas;

TAXAS DE COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS 1. Taxas sobre serviços municipais.

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao37.htm

Na Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 18 de setembro de 1946, constata-se que embora a União continue cobrando imposto sobre o consumo de mercadorias, foram implementados, no texto constitucional, o imposto sobre a produção, comércio, distribuição e consumo e o da importação e exportação de lubrificantes e de combustíveis líquidos ou gasosos de qualquer origem ou natureza, estendendo-se esse regime, no que for aplicável, aos minerais do País e à energia elétrica.

Para os Estados, também implementaram-se os impostos sobre os atos regulados por lei estadual, os do serviço de sua Justiça e os dos negócios de sua economia. Todavia, os impostos sobre indústrias e profissões e os impostos sobre os atos emanados de seu governo, e negócios da sua economia, ou regulados por lei estadual que doravante passou a integrar os tributos de competência dos Municípios.

A Contribuição de melhoria de competência da União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios, quando se verificar valorização do imóvel, em conseqüência de obras públicas, é outra espécie tributária que surge nesta Constituição de 1946.

Observa-se que as espécies tributárias estão aumentando, desta vez, todos os entes políticos foram beneficiados com a criação de mais tributos.

A Tabela 2.1.4, a seguir, mostra as espécies tributárias elencadas no texto da Constituição da República de 1946.

Tabela 2.1.4 - Tributos na Constituição da República de 1946 IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO

1. Importação de Mercadorias de Procedência Estrangeira; 2. Consumo de Mercadorias;

3. Produção, Comércio, Distribuição e Consumo, e bem assim Importação e Exportação de Lubrificantes e de Combustíveis Líquidos ou Gasosos de Qualquer Origem ou Natureza, Estendendo-se esse Regime, no que for aplicável, aos Minerais do País e à Energia Elétrica;

4. Renda e Proventos de Qualquer Natureza; 5. Transferência de Fundos para o Exterior;

IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DOS ESTADOS 1. Propriedade Territorial, exceto a urbana;

2. Transmissão de Propriedade Causa Mortis;

3. Transmissão de Propriedade Imobiliária Inter Vivos e sua Incorporação ao Capital de Sociedades;

4. Vendas e Consignações efetuadas por Comerciantes e Produtores, inclusive Industriais, 5. Exportação de Mercadorias de sua Produção para o Estrangeiro, até o Máximo de Cinco Por Cento Ad Valorem, Vedados Quaisquer Adicionais;