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ULUSAL HALK SAĞLIĞI KONGRELERİ’NDE HEPATİT A

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ULUSAL HALK SAĞLIĞI KONGRELERİ’NDE HEPATİT A

Da mesma forma, o editor no jornalismo também precisa ter preocupação comercial, ainda que esta não deva ser de maneira alguma o principal foco de seu trabalho. Conforme Chaparro,

O editor é uma simbiose de jornalista e gerente. Em escala maior ou menor, administra recursos humanos, tecnológicos e financeiros, com o dever de otimizar resultados, tanto sob o ponto de vista do lucro quanto da qualidade jornalística. No seu trabalho, um dos pés finca-se na vertente do negócio, pois deve sentir-se e assumir-se responsável tambem pelo sucesso econômico do empreendimento. A lógica do consumo influencia e condiciona, portanto, as suas decisões. Mas o outro pé jamais pode desgrudar-se dos compromissos com a cultura, ou seja, com os processos de aperfeiçoamento da sociedade, que esse é o lugar do jornalismo (CHAPARRO, 1998:15).

A figura do editor no jornalismo surgiu nos Estados Unidos, de onde foi copiado para o Brasil no final da década de 60. A Editora Abril e o Jornal da Tarde já tinham editores em seus quadros, quando em 1972, o Jornal do Brasil extinguiu a figura do chefe de reportagem. Foram criados, na época, sete grupos de trabalho, cada um com um repórter-coordenador. A coordenação geral dos grupos ficava a cargo da editoria de Criação e Produção Geral.

O cargo de chefe de reportagem foi suprimido, considerando-se que um único homem não poderia controlar todos os aspectos da reportagem e coordenar o trabalho de cerca de 50 repórteres, distribuindo tarefas de pauta e examinando a qualidade das matérias, o que

79 pressupunha estar bem informado sobre todos os assuntos (Cadernos de Jornalismo e Comunicação APUD MEDINA, 1998: 78).

O editor – chamado nesses primórdios da mudança do JB de repórter-coordenador – é visto, portanto, como o especialista que está sempre informado sobre um determinado tema, que domina os assuntos de sua editoria.

O livro Edição em Jornalismo Impresso (LOPES, COELHO, PROENÇA, 1998) já citado anteriormente, reúne entrevistas com editores de jornais e revistas brasileiros a respeito do trabalho de edição. Sobre o processo na Folha de S. Paulo, o articulista Clóvis Rossi diz que “além de selecionar os fatos jornalísticos que serão publicados, é o preparo e a disposição do material jornalístico no conjunto das páginas. O processo de edição pressupõe escolha e hierarquia dos temas e sua apresentação gráfica ao leitor” (Ibid.: 33).

O editor da revista Playboy à época da realização do livro, o jornalista Humberto Werneck, diz que seu leitor quer “fantasia, ele quer imaginar um bocado de coisas boas e Playboy o atende em sua fantasia de automóvel, mulher, viagem... E são esses elementos que conduzem à busca de um equilíbrio para uma boa edição, na qual deve haver compatibilidade e uma justa proporção entre o texto e a imagem” (Ibid.: 100).

O diretor de redação da Revista Imprensa, Ari Schneider, acredita que editar é “selecionar, é tirar, mantendo o que a matéria tem de mais importante, informativo e interessante do ponto de vista jornalístico. Além disso, é ensinar (ser claro e didático), facilitar a leitura, organizar a ordem das informações” (Ibid.: 122). Sérgio de Souza, também entrevistado quando diretor da revista Caros Amigos, afirmou

... edição é um processo integral e começa desde que se pense o processo... a edição começa na criação, no nascimento, numa história anterior. É um processo onde você reúne uma equipe e diz vamos ver como vai ser a próxima edição, qual será o entrevistado, qual será o ponto forte... Para se chegar a essa visão ampla sobre edição, é indispensável a necessidade de um projeto editorial extremamente forte... (Ibid.: 150).

Já o Manual de Redação da Folha de S. Paulo traz uma série de definições e verbetes sobre edição, trabalho do editor etc. Algumas delas:

... a edição enfrenta também o desafio de mobilizar as possibilidades de pesquisa propiciadas pela informática, utilizar melhor a computação gráfica, desenvolver a utilização elegante de imagens coloridas... Ao ler os textos, o editor avalia a relação do material jornalístico

80 produzido com a realidade reportada e seu efeito potencial polêmico ou crítico. Uma boa edição nasce da capacidade de estabelecer nexos coerentes e contextualizações firmes e compreensíveis para o leitor. Nasce também da capacidade de o editor apostar, desde a pauta, em hipóteses, conceitos e fatos que ele ou membros de sua equipe tenham julgado os mais inéditos ou relevantes para serem reportados, investigados ou criticados. Uma edição que não assume riscos ou desafios tende a tornar-se burocrática e provocar o desânimo da equipe. A edição final está sempre sujeita aos movimentos imprevisíveis da própria realidade e ao espaço realmente disponível para os textos. Cabem ao editor, como responsável por uma editoria, o planejamento e o comando da execução do projeto editorial da Folha em sua área específica de atuação. Ele responde também pelos aspectos administrativos e operacionais da unidade. É cargo de confiança (Manual de Redação da Folha, 2001: 15, 34-35, 112).

O Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de S. Paulo, não é tão claro a respeito do que é edição e o papel do editor. Mas dá pistas:

Há uma série de itens deste capítulo (primeiro – Normas internas e de estilo) que fornecem ao leitor razoável noção de conjunto sobre os conceitos inerentes à edição de um jornal. ... Esses verbetes, que consubstanciam os princípios e conceitos jornalísticos, éticos e profissionais do Estado, são: acusações, adjetivação, antinotícia, comparações, cronologia, declarações textuais, denúncias, duplo sentido, encampação, entrevista, erros, ética interna, eufemismo, exagero.... (MARTINS FILHO, 1997: 14).

Passando dos jornais e revistas para o jornalismo feito na internet, o jornalismo online, percebe-se que o trabalho do editor torna-se ainda mais integrado a outras preocupações que não apenas a qualidade da reportagem e apresentação do texto. Ele não pode separar os aspectos editoriais e comerciais. Quando se tem uma crítica sobre um livro ou filme, por exemplo, a publicidade pode oferecer promoções de livrarias, compra de ingressos online etc, pois os anunciantes encaram essa oferta “casada” com o conteúdo o meio mais eficiente de atrair compradores. O jornalista, claro, deve ficar atento para que o lado comercial não paute o editorial.

O editor de veículos online preocupa-se com os aspectos em geral da reportagem, inclusive o tecnológico, já que sua produção e de sua equipe depende de que todos os mecanismos para que o site fique “no ar” estejam funcionando corretamente. Na internet, o retorno sobre a quantidade de leitores e o tempo que cada um passa em uma página web é praticamente imediato. Há uma série de ferramentas que mensuram em tempo real os canais/editorias e os links/reportagens/textos/serviços mais acessados.

81 Em resumo do que editores e profissionais citados anteriormente dizem sobre edição em jornalismo, é possível apreender que ela não é apenas uma etapa, mas um olhar e uma intervenção que começa na pauta – no ângulo que será dado a esta –, na escolha das fontes que serão ouvidas para uma determinada reportagem, no tamanho que esta matéria receberá no jornal ou na revista, a maneira como será diagramada na página, nas ilustrações e fotos que irão compô-la, no título, linha fina, intertítulos e outros recursos. Além disso, há o trabalho do texto em si, quais aspectos são considerados mais importantes para ganharem destaque, quais declarações das fontes consultadas serão colocadas na matéria, em que ordem elas estarão, o que deve ser cortado, quais conceitos devem ser mais detalhados e contextualizados.

No caso do jornalismo online, o espaço não é problema e nem um fator limitante, mas importa se a reportagem ganhará “chamada” na homepage do site ou se estará apenas em páginas internas. Estando na homepage, se terá foto ou não a acompanhando. Tudo isso pode interferir na visibilidade da matéria jornalística na internet.

Para o jornalista, portanto, editar é uma atividade que começa na pauta e só termina com a matéria publicada, quando não se pode mais mexer nela. Edição é todo o processo.

A todas as qualificações e preocupações envolvidas na edição, ainda há que se acrescentar um elemento muito importante também para o editor, o “faro”. A expressão, tantas vezes vinculada ao trabalho jornalístico de perceber onde está a notícia, é usada por Unwin (apud BRAGANÇA: 2001) “à falta de melhor termo” como característica essencial para saber qual obra publicar também no caso da edição de livros.

E já que se fala em “faro”, pode-se pensar em outro termo comumente usado no jornalismo, o “furo”, para caracterizar uma informação ou notícia dada com exclusividade e ineditismo por um jornalista ou veículo de informação. Por que não usá-lo para a situação em que um editor publica um manuscrito de um autor desconhecido, recusado por outras casas editoriais, e o livro torna-se um best-seller?

Ao analisar a atividade do editor de livros e do editor jornalista, conclui-se que ambos percorrem todo o processo, da escolha temática até a publicação. O editor, seja o do jornalismo ou o de livros, é aquele que faz o negócio acontecer.