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1. BÖLÜM: Ġġ SAĞLIĞI VE GÜVENLĠĞĠ

1.6. Ġġ SAĞLIĞI VE GÜVENLĠĞĠ MEVZUATI

1.6.2. Ulusal Düzenlemeler

O conjunto de variáveis que analisam a relação entre características do sistema de recursos naturais de uso comum e características do grupo de apropriadores são: a sobreposição entre a localização residencial do grupo de usuários e a localização do recurso (item 3.1 do quadro 7); a dependência de membros do grupo em relação ao sistema de recurso (item 3.2 do quadro 7); a equidade de alocação dos benefícios dos recursos naturais de uso comum (item 3.3 do quadro 7); o nível de demanda do usuário (item 3.4 do quadro 7); e o grau de mudança em níveis de demanda (item 3.5 do quadro 7).

Quadro 7 - Relação entre Características do Sistema de Recursos Naturais de Uso Comum

e do Grupo de Apropriadores (Associados da Coomflona) na Flona Tapajós

Variáveis Indicadores ao Resultado EsperadoGrau de Proximidade

3.1 Sobreposição entre a localização residencial do grupo de usuários e a localização do recurso

Possibilidade dos apropriadores flagrarem a ação de oportunistas (free riders) em qualquer local dentro da área de exploração dos recursos naturais de uso comum

3.2 Dependência de membros do grupo em relação ao sistema de recurso

Fonte de renda ou de subsistência dos apropriadores dos recursos naturais de uso comum;

Produtos substitutos dos recursos naturais de uso comum para exploração;

3.3 Equidade de alocação dos benefícios dos recursos naturais de uso comum

Acesso aos benefícios gerados pelos recursos naturais de uso comum por apropriadores;

Distribuição de benefícios resultantes da exploração dos recursos naturais de uso comum na percepção dos apropriadores

3.4 Nível de demanda do usuário

Relação entre taxa de retirada dos recursos naturais de uso comum e sua taxa de regeneração

3.5 Grau de mudança em níveis de demanda

Controle das taxas de retirada dos recursos naturais de uso comum e de suas taxas de regeneração; Frequência com que a taxa de retirada dos recursos naturais de uso comum ultrapassou sua taxa de regeneração em cada tentativa de aumento na taxa de retirada

Grau de Sustentabilidade e Efetividade das Instituições de Governança de Recursos Comuns

Fonte: elaborado pelo autor baseado no modelo de análise projetado para atender ao problema de pesquisa, que consta no Apêndice B.

Legenda:

Atende a aproximadamente todas as características esperadas; Atende aproximadamente 75% das características esperadas; Atende a aproximadamente a metade das características esperadas; Atende a aproximadamente 25% das características esperadas; Não atende às características mínimas.

A sobreposição entre a localização residencial do grupo de usuários e a localização do recurso (item 3.1 do quadro 7) é avaliada por meio da possibilidade dos apropriadores

dos recursos naturais de uso comum flagrarem a ação de oportunistas (free riders) em qualquer local dentro da área de exploração dos recursos naturais de uso comum, o que

é quase sempre possível. Os entrevistados informaram que ao longo da Flona foram colocadas placas para que moradores e outros denunciem a exploração predatória e ilegal de madeira. No sul da Flona, que é onde há mais área verde, há dificuldade de monitoramento por haver dificuldade de acesso, mas, além de não ser considerada área para o manejo florestal, é uma área de difícil acesso para oportunistas também. Em média uma hora, uma hora e meia, os manejadores conseguem sair de suas comunidades e chegar ao campo de exploração.

A dependência de membros do grupo em relação ao sistema de recurso (item 3.2 do quadro 7) é medida com base na proporção de recursos naturais comuns negociados por apropriadores com terceiros, na fonte de renda ou de subsistência dos apropriadores dos recursos naturais de uso comum, e nos produtos substitutos dos recursos naturais de uso comum para exploração.

A proporção de recursos naturais comuns negociados por apropriadores com

terceiros é de mais de 70%, pois, de acordo com os entrevistados e consultados, a madeira

atualmente é toda comercializada para compradores localizados fora da Flona Tapajós.

A fonte de renda ou de subsistência dos apropriadores dos recursos naturais de

uso comum é em média, mais de 70% dependente da exploração de recursos da floresta.

Conforme os entrevistados e consultados, atualmente não há outra atividade produtiva que gere mais renda por apropriador que a exploração madeireira.

Quanto à existência de produtos substitutos dos recursos naturais de uso comum

para exploração, não há. Os entrevistados e consultados acreditam que não há, no curto e

médio prazo, outra atividade econômica com o mesmo potencial que renda mais o que a madeira tem trazido para os comunitários.

Apesar de a cooperativa estar buscando a diversificação dos usos florestais a partir de manejo de não-madeireiros, e da utilização de resíduos do manejo de toras, conforme a prestação de contas do ano de 2013 apresentada em assembleia geral de 2014, não há outra atividade econômica com o mesmo potencial econômico que a comercialização de toras e seus derivados (serrados e movelarias locais). Os produtos não madeireiros totalizam 10, dentre sementes, cascas, frutos e óleos para comercialização (INSTITUTO DE MANEJO E CERTIFICAÇÃO FLORESTAL E AGRÍCOLA, 2013).

A equidade de alocação dos benefícios dos recursos naturais de uso comum (item 3.3 do quadro 7) é analisada por meio do acesso aos benefícios gerados pelos recursos naturais de uso comum por apropriadores e pela distribuição de benefícios resultantes da exploração dos recursos naturais de uso comum na percepção dos apropriadores.

O acesso aos benefícios gerados pelos recursos naturais de uso comum por

apropriadores é realizado por mais de dois terços e com a mesma qualidade e quantidade de

benefícios gerados pela exploração madeireira. Durante a assembleia geral, foi constatado que os benefícios, representados pelas sobras do exercício do ano fiscal e políticas de saúde na unidade de conservação, são acessados por todos igualitariamente.

A distribuição de benefícios resultantes da exploração dos recursos naturais de

uso comum na percepção dos apropriadores é justa ou relativamente justa. As sobras das

operações da cooperativa são distribuídas igualmente entre todos os cooperados, independente de trabalharem no manejo madeireiro. Esta forma de distribuição se deve ao argumento de que os recursos da Flona pertencem a todos os seus moradores e, portanto, seus benefícios também deveriam ser distribuídos de forma igual para todos. A decisão sobre como os recursos deveriam ser distribuídos foi tomada em assembleia geral pelos próprios cooperados.

O nível de demanda do usuário (item 3.4 do quadro 7) toma como base a relação

entre taxa de retirada dos recursos naturais de uso comum e sua taxa de regeneração.

Neste caso, foi considerado que a retirada é menor ou relativamente igual ao quanto o recurso consegue se regenerar. A exploração madeireira segue, dentre outras normas, uma resolução do Conama (BRASIL, 2009d) que impõe parâmetros técnicos de manejo sustentável de madeira.

O grau de mudança em níveis de demanda (item 3.5 do quadro 7) é medido por meio do controle das taxas de retirada dos recursos naturais de uso comum e de suas taxas de regeneração e da frequência com que a taxa de retirada dos recursos naturais de uso comum ultrapassou sua taxa de regeneração em cada tentativa de aumento na taxa de retirada.

O controle das taxas de retirada dos recursos naturais de uso comum e de suas

taxas de regeneração existe. Na resolução do Conama (BRASIL, 2009d) que impõe

parâmetros técnicos de manejo madeireiro sustentáveis, há a exigência da instalação de parcelas permanentes para serem medidas quanto à produção e crescimento da floresta. Este também é um dos critérios para a certificação FSC, que a cooperativa já possui (INSTITUTO DE MANEJO E CERTIFICAÇÃO FLORESTAL E AGRÍCOLA, 2013).

A frequência com que a taxa de retirada dos recursos naturais de uso comum

inexistente. Conforme informado pelos entrevistados e consultados, a Flona Tapajós não apresentou alerta algum de desmatamento advindo do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), ou seja, não apresentou área desmatada. O manejo sustentável garante que a floresta continue de pé e gerando benefícios para as gerações futuras.

No quadro 7, disposto no início desta seção, é possível visualizar o nível de aproximação do empreendimento aos resultados esperados para instituições sustentáveis e efetivas de recursos naturais comuns. No caso da sobreposição entre a localização residencial do grupo de usuários, cujo indicador se referia a possibilidade dos apropriadores dos recursos naturais de uso comum flagrarem a ação de oportunistas (free riders) em qualquer local dentro da área de exploração dos recursos naturais de uso comum, era esperado que isto fosse sempre possível ou alta probabilidade ou na maioria das vezes possível. Já a dependência de membros do grupo em relação ao sistema de recurso, que é avaliada por meio da proporção de recursos naturais comuns negociados por apropriadores com terceiros, dentre outros, a respostas que mais se aproximava era menos de 30% dos recursos naturais de uso comum negociados por apropriadores com terceiros, o que geraria menos interferências (ou pressão) do mercado na decisão de aumentar a intensidade da exploração e, consequentemente, as chances de insustentabilidade dos recursos naturais explorados.

Ainda assim, no geral, conforme quadro 7, a maioria das variáveis apresentou características próximas ao esperado e, consequentemente, a foi considerado que conjunto de variáveis que se refere à relação entre características do sistema de recursos e características dos grupos de apropriadores apresenta características dentro do esperado de instituições efetivas e sustentáveis para recursos naturais comuns.