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2. BÖLÜM: PERSONEL GÜÇLENDĠRME

2.5. PERSONEL GÜÇLENDĠRME SÜRECĠ VE UYGULAMASI

Ao longo de seus estudos sobre organizadores, Ausubel apresenta dois tipos deles: os expositórios e os comparativos. No primeiro caso, o organizador é sugerido quando o material, potencialmente significativo, é pouco familiar. Acreditamos, assim como Ausubel (2003), que um organizador expositório é o mais indicado para o desenvolvimento de estudos sobre sua eficácia, uma vez que o assunto apresenta-se em maior nível de generalidade e inclusividade, por ser pouco familiar. Quando o material de aprendizagem for relativamente familiar, é usado um organizador “comparativo” tanto para integrar as ideias novas com conceitos basicamente similares na estrutura cognitiva como para aumentar a discriminabilidade entre ideias novas e existentes que são essencialmente diferentes, mas

que se prestam à confusão.

Essas duas classes de organizadores contemplariam os dois principais aspectos relacionados à aprendizagem escolar; a aprendizagem que decorre da relação tradicional professor-aluno, mediada pela linguagem, e aquela que privilegia um importante aspecto da aprendizagem humana — a aprendizagem através da comparação.

2.2.4.1 Organizadores expositivos

A partir de Ausubel (2000), vimos que de um modo geral, a função de um organizador prévio, depois que interage com os subsunçores relevantes presentes na estrutura cognitiva, é prover uma armação ideacional para estabilizar incorporações e retenções de um material mais detalhado que estabelece em suas passagens uma maior discriminabilidade entre o último material e um semelhante posterior ou ostensivamente, entre esse último material e ideias conflitantes presentes na estrutura cognitiva.

Ausubel (2000) sugere que para materiais relativamente não familiares apenas um organizador expositivo necessita ser utilizado para prover subsunçores que “estejam” mais próximos. Desses subsunçores, que carregam consigo uma relação superordenada com o novo material de aprendizagem, é esperado que primeiramente forneçam uma ancoragem ideacional em termos que já sejam familiares ao aprendiz.

O organizador expositivo deve ser utilizado quando o aluno não dispõe de ideias relevantes sobre um tópico específico, ou seja, no momento em que ele está aprendendo um novo assunto. Ausubel (1961) propõe o uso de um organizador do tipo expositivo quando se tratar de um tema desconhecido para os alunos. Esses organizadores teriam uma relação de superordenação com o novo conhecimento a ser aprendido. É o caso, por exemplo, de um texto jornalístico que serviria como “introdução” ao tema. Esse texto seria apresentado num nível maior de abrangência. A vantagem do uso de um OP é que o aprendiz pode ser favorecido por uma visão geral do conteúdo, antes do detalhamento dos seus elementos constitutivos.

Em Física, quando um estudante se depara com o conceito de energia, por exemplo, espera-se que os conceitos de velocidade, aceleração, força e trabalho estejam acessíveis naquele momento. Caso isso não ocorra, o professor pode, por exemplo, recorrer a um texto em que o assunto seja tratado de modo mais abrangente, como no exemplo sugerido anteriormente, com os estudos de Galileu, retirados de seus originais sobre aceleração, por

exemplo, permitindo com isso, a inclusividade das novas ideias sobre o conceito de aceleração, o que ocorrerá por subordinação. Esse texto poderia versar sobre a relação entre massa e aceleração, passando por uma importante afirmação de Galileu sobre a pena e o martelo, em que explica que em um ambiente sem resistência do ar ambos cairiam com mesma velocidade. Dessa maneira, os organizadores prévios teriam a função de prover um arcabouço de conhecimentos para sustentar a nova aprendizagem, servindo como elementos de contextualização.

2.2.4.2 Organizadores comparativos

De acordo com Ausubel (2000), para materiais de aprendizagem relativamente familiares, por outro lado, um organizador comparativo é mais indicado tanto para aumentar a discriminabilidade entre ideias semelhantes na estrutura cognitiva quanto para integrar novas ideias com outras basicamente similares. Em outras palavras, o uso de organizadores comparativos pode ser eficiente no propósito de integrar os novos conceitos ou proposições com os conceitos similares presentes na mente do sujeito ou então poderão, ainda, aumentar a discriminalidade entre as ideias novas e as existentes, que são essencialmente diferentes, mas que podem causar alguma confusão.

Com base nessas definições apoiaremos nosso trabalho, no sentido de que selecionaremos trechos de textos originais, para serem apresentados na forma de organizadores prévios, seguindo como parâmetro, para cada contexto específico em sala de aula, a fim de facilitar a incorporabilidade e longevidade do material de aprendizagem (significativo), as três diferentes características apresentas por Ausubel (1980). Ou seja, os trechos de originais serão escolhidos de forma que:

a)

conduza explicitamente e mobilize qualquer conceito-âncora relevante já estabelecidos na estrutura cognitiva do aprendiz;

b)

faça a subsunção sob possíveis ideias especificamente relevantes, em um nível apropriado de inclusividade;

c)

otimize memorizações desnecessárias, fazendo, dessa forma, com o que o essencial seja retido, economizando “espaços na memória”.

Diante do que já foi exposto, em termos de seus elementos estruturadores, entendemos que um organizador prévio deve:

a)

ser elaborado a partir do levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos;

b)

ter como base assuntos potencialmente significativos;

c)

facilitar a aquisição conceitual de tarefas de aprendizagem que sejam, na medida do possível, inéditas para os alunos e dispostas de forma distintas a do material de aprendizagem;

d)

uma vez não sendo possível a aplicabilidade de um organizador dentro de um contexto inédito, que seja feita em um momento ótimo, em que o estudante se depare pela primeira vez com o conteúdo da tarefa de aprendizagem;

e)

apresentar conceitos mais gerais e inclusivos;

f)

apontar tanto para os conceitos presentes nas tarefas de aprendizagem quanto os conceitos prévios presentes na estrutura cognitiva do aluno, uma vez levantados;

g)

estar em um nível próximo do nível de leitura do estudante, uma vez que o vocabulário, a formatação e a extensão do texto devem ser adequados a faixa etária de aplicação.