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3. YAPI ELEMANLARI VE ALT SİSTEMLERİ

3.3 Duvarlar

3.4.5 Çatı örtüleri

3.4.5.1 Trapez levhalarla oluşturulan kompozit çatı örtüsü

Ao se libertar de si, o indivíduo homem encontra o outro, vê o outro e nesse diálogo se descobre mais intenso, maior, mais completo. Conforme as palavras de Gadamer: “O que perfaz um verdadeiro diálogo, não é termos experimentado algo de novo, mas termos en- contrado no outro algo que ainda não havíamos encontrado em nossa própria experiência de mundo”. (2002, p. 246)

Ao se negar a conhecer a alteridade, priva-se de conhecer a si mesmo. Para que o diálogo se estabeleça é necessário reconhecer, na existência do outro, a mesma verdade de si. Ou, à medida que um se considera proprietário do conhecimento, nega ao outro a oportu- nidade de se expressar, inexistindo daí o diálogo. O espaço comum desaparece, sendo ocu- pado pelo desrespeito pelo outro.

Faz parte da conquista do diálogo, o desejo de aprender, tomar conhecimento de co- mo o outro pensa, suas propostas e sonhos. Quando isso se realiza, surge o acolhimento e muitas vezes novas perspectivas de olhar, uma nova interpretação diante do momento. “A diferença deve suscitar não o temor, mas a alegria, pois desvela caminhos e horizontes inu- sitados para a afirmação e crescimento da identidade. A abertura ao pluralismo constitui um imperativo humano e religioso.” (TEIXEIRA, 2006, p. 37)

Tem-se em M. Eliade, uma história recontada de H. Zimmer:

“Assim, pois, o verdadeiro tesouro, aquele que põe fim à nossa miséria e às nossas provações, não está nunca muito longe, não é preciso procu- rá-lo num país distante, ele habita enterrado nos recantos mais íntimos da nossa própria casa, que dizer, do nosso próprio ser. Ele está por de- trás do fogão, no centro da dor de vida e de calor que comanda a nossa existência, no coração do nosso coração, mas só se o soubermos esca- var. Mas há, então, o facto estranho e constante de ser somente após uma piedosa viagem a uma religião longínqua, a um país estranho, so- bre uma terra, que o significado desta voz interior, guia de nossa pes- quisa, se poderá revelar a nós. E a este facto estranho e constante vem- se juntar outro, a saber, que aquele que nos revela o sentido da nossa misteriosa viagem interior deve ser, ele próprio, um estranho, possuidor de uma outra crença e de uma outra raça”. (1987, p.144)

2.4.1 A noção de fraternidade e alteridade

“Sempre afirmei e continuo afirmando: quem deseja ser feliz, deve pri- meiramente tornar feliz seus semelhantes, pois a divina recompensa que disto provém, será a verdadeira felicidade. Buscar a própria felicidade com o sacrifício alheio, é criar infelicidade para si mesmo”. (M. Sama, 2000, p. 370)

No olhar de Meishu-Sama, privilegiar o outro é fator decisivo para se obter a felici- dade. Concretamente, existem várias maneiras de fazê-lo, o que torna a religião pragmática. Aplicados de forma constante, os vários campos sociais teriam suas formas modificadas, inter-relacionando-se com o propósito de beneficiar a todos, com uma metodologia capaz de atender às necessidades do conjunto.

Esta nova concepção de saber trará uma visão de mundo diferenciada, de considera- ções sobre a educação ideal. A construção desse novo conhecimento adquirido coaduna com o chamado ser integral, pois sendo formado continuamente com base na espiritualida- de, sua competência e habilidades serão concernentes com a formação de um ser mais vol- tado para o outro, mais capaz de se identificar no outro.

Peter Senge cita uma conversa que teve com Louis van der Merwe e seus colegas James Nkosi e Andrew Mariti, em seu livro “Caderno de Campo da Quinta Disciplina”, bas- tante interessante, que nos ajuda a compreender melhor o valor do outro. Diz:

“Entre as tribos do norte do Natal, na África do Sul, o cumprimento mais comum, equivalente a “oi” em português, é a expressão Sawu bo-

na, que literalmente significa “eu vejo você”. Se você é um membro da

tribo, pode responder dizendo Sikhona, “estou aqui”. A ordem da troca é muito importante: até que você me veja, eu não existo. É como se, ao ver-me, você me conferisse existência. Esse significado, implícito na linguagem, é parte do espírito ubuntu, uma forma de pensar que é co- mum entre os povos nativos da África subsaariana. A palavra “ubuntu” provém do ditado popular Umuntu ngumuntu nagabantu, que, em Zulu, traduz-se literalmente como: “uma pessoa é uma pessoa por causa de outras pessoas”. Se você cresce com essa perspectiva, sua identidade baseia-se no fato de que você é visto, de que as pessoas ao seu redor o respeitam e o reconhecem como pessoa.” (2000, p. 19)

A realidade da interdependência é mostrada como uma definição da existência hu- mana.

2.4.2 Religião-Educação como caminho de fraternidade

Balada de Ouro Preto Parei a uma porta aberta

para mirar um ladrilho. Veio de dentro o leproso como quem sai de um jazigo. Caminhava ao meu encontro,

sinistramente sorrindo. Mas, vi-lhe os braços de líquen,

e as duas mãos desfolhadas, que cauteloso escondia nos fundos bolsos das calças. Chamas de um secreto inferno

em seu sorriso oscilavam. Fora menos triste a lepra do que o fogo do sorriso E era linda aquela casa com o vestíbulo vazio; e era alegre aquela porta

de claro azulejo antigo. Ó santos da Idade Média,

descei por esta ladeira parai a esta porta suave, que de azul toda se enfeita,

tocai estes braços fluidos que vão sendo rosa e areia,

tornai-os firmes e pulcros, com mãos lisas, dedos novos, para que este homem não fite ninguém mais com os mesmos olhos,

e, seja outro o seu sorriso per saecula saeculorum.

Cecília Meirelles

Melhores Poemas (1984, pp.100/101)

Para Meishu-Sama, sendo a religião um processo educativo, ela deve gerar fraterni- dade entre pessoas, conduzindo-as ao respeito pelo outro, ao amor ao próximo, a entender este outro como semelhante.

Denominado humano, tendo princípios com características hipoteticamente superio- res, ao ser humano foi dada a oportunidade de optar pelo conhecimento da importância da solidariedade. No caso em tela, Assman e Jung afirmam:

“Quando desejamos o mundo [que nasce do encontro e do reco- nhecimento da dignidade humana] assim, produzimos e passamos a viver dentro de um horizonte de esperança e de utopia. Utopia no sen- tido de desejar e de “ver” um mundo, um lugar, “topos”, que ainda não existe e que talvez nunca venha a existir, mas que dá um sentido as ações que nascem do nosso desejo de um mundo melhor. Este horizonte de utopia e de esperança nascem juntamente com este desejo de vivenciar a sensibilidade solidária para além das relações pessoais, ou em um pequeno grupo, o desejo de que toda a sociedade, toda a rea- lidade seja invadida e “grávida” desta solidariedade mais genuína” (2000, pp. 134/135)

Apesar da dificuldade de disseminar a importância da compreensão do diálogo eu – outro, com a finalidade da reformulação da educação, é imposto a nós, a importância que disto advém, diante do quadro que se nos apresenta aos olhos. Proporcionar este incansável desvelamento e de fundamental importância para o futuro da humanidade, tendo em vista que valorizar cada um como um todo e respeitar neste todo a particularidade de cada um e abrir possibilidades para o amanhã, conforme nos apresenta Sung:

“Percorrer este caminho e reconhecer a beleza e o mistério da vida, as suas alegrias e as suas dores, os limites e as possibilidades, e encontrar dentro de cada um de nos e no interior das relações de reconhecimento mutuo com outras pessoas a força para continuar lutando para superar as dificuldades e construir um mundo melhor para todos e todas e encantar-se com a vida, e sentir que, apesar de tudo, vale a pena vi- ver e lutar.” (2007, p. 157)

Meishu-Sama, ao classificar as religiões, diz haver três tipos: nível superior, médio e inferior. Com isto, quer pontuar que não é suficiente apenas pertencer a uma religião. Como tal, também na educação existem níveis, sendo importante conhecer a educação que está sendo desenvolvida no mundo contemporâneo. Não é o bastante ter uma formação educa- cional; é necessário que se observe qual o tipo de educação é e como vem sendo aplicada nas escolas.

A pergunta é: o modelo da educação atual atende às necessidades do homem? Faz dele um modelo de ser humano, portanto alguém que possa servir como exemplo ao outro? Para Meishu-Sama, o conteúdo a ser inserido nessa educação contemporânea evidencia a

importância de compreender que “a causa está no caráter animalesco existente no interior dos homens, o qual recusa a Religião. Ou seja, é porque o mal não gosta do bem. Daí po- dermos dizer que a educação da atualidade forma as “inteligências” do mal”. (2000, p. 50)

Hoje, na educação contemporânea, exige-se um novo olhar para todo o processo e- ducativo, principalmente no que diz respeito à formação do ser cidadão, quanto ao seu con- teúdo. A escolha tornou-se então um processo dinâmico, atuante para o caminho na relação professor/aluno, em que cada um possa diagnosticar seus pensamentos, palavras e ações consubstanciados no altruísmo, no diálogo, no respeito ao pensar o outro. Quão seria ideal a escola onde a educação desenvolvida pudesse nortear o homem na busca de seu objetivo maior que foi e sempre será – a felicidade.

Na dinâmica humana, ao se pensar em ciência, pode-se observar o quanto do pro- gresso e o avanço representa o homem contemporâneo. Hoje, este homem não vive mais sem aparelho celular, sem computador, sem iPod. O fato de não poder viver na sociedade sem acesso a estes meios de comunicação transforma o homem em um ser dependente da máquina, como se tratasse de uma relação interpessoal. Nos dias atuais, o homem transferiu para a máquina o referencial teórico de representante de Deus, ou seja, ele fez da máquina, o outro. Àquele de que ele depende para sobreviver. Com isso, o homem transformou o outro em um objeto, com um valor mínimo dentro da vida social.

Morin sinaliza a importância da fraternidade, quando cita: “...temos que voltar a ape- lar às boas vontades de todos, a solicitar que se associem entre si para salvar a humanidade do desastre. As boas vontades advirão de todos os horizontes e nelas estarão incluídos os inquietos, os bastardos, os órfãos, os generosos...” (MORIN, 2000, p. 75) E: “Nela [educa- ção] encontra-se a missão propriamente espiritual da educação: ensinar a compreensão entre as pessoas como condição e garantia da solidariedade intelectual e moral da humanidade” (idem, 2007, p. 93)

2.5 Religião e educação e o estado natural dos seres huma-