3. YAPI ELEMANLARI VE ALT SİSTEMLERİ
3.3 Duvarlar
3.3.1 Yığma sistem duvarlar
3.3.3.1 Hafif giydirme cepheler
Para aprofundar o conhecimento é necessário que esteja muito clara qual a finalidade que se pretende atingir. Qual influencia terá no meio? Quais causas podem provocar um avanço ou retrocesso nas descobertas deste conhecimento? A diversidade é essencialmente uma proposta favorável, bem como um fator essencial para a educação.
Para Maturana e Varela, “todo o fazer é saber e todo o saber é fazer”. (1997, p. 27), sendo indissociável esta ligação. Para Meishu-Sama, quando o conhecimento não é coloca- do em prática, ele torna-se sem valor, o que no Japão é chamado de cabeça grande e corpo pequeno. Meishu-Sama afirma que é necessário que este conhecimento tenha como finali- dade beneficiar muitas pessoas. É possível que não só a explicação seja suficiente, mas que, além da aplicabilidade, é necessário que seja esclarecido o método para atingir tal conheci- mento.
Ao falar disso, a compreensão de Meishu-Sama sobre religião leva a discutir re- ligião como educação. Ele vê a religião como educação em um processo contínuo para o aperfeiçoamento do ser humano e, portanto, altera a ideia de religião. Para ele, a própria religião tem que ser um processo dinâmico e sempre estar recriando. Nesse movimento é preciso aprofundar a educação inovadora como centro da religião, e um autor que ajuda na compreensão desse processo é Paulo Freire com sua proposta de educação dialógica, que realiza a evocação humana da humanização e liberdade, e sobre a qual falaremos no capítu- lo seguinte.
A tônica dessa nova forma de educação se desenvolve por meio do diagnóstico da aceitação de outra dimensão do mundo, não reconhecida pela ciência, que Meishu-Sama chama de mundo espiritual. Ela mostra aspectos interessantes que visam apresentar dados, no mínimo curiosos, sobre uma possível aproximação entre os campos religioso e educacio- nal. Para ele, a sugestão dessa reforma educacional tem como finalidade a construção de um mundo paradisíaco.
Ao defrontar-se com a capacidade do homem tornar-se mais humano, Meishu-Sama considera que uma das vertentes seja a educação, cujo papel bastante significativo nessa transição trouxe o homem dos primórdios da história ao estado de desenvolvimento intelec- tual atual. Contudo, diferentemente da maioria dos autores acima, ele afirma ser necessária uma educação pautada no reconhecimento da existência de um mundo desconhecido, para tornar possível enxergar o outro.
As implicações para uma ação possível, ou seja, tirar o homem do nível animal para o estágio onde ele encontre no outro a si mesmo, passa pela aceitação da existência do mun- do espiritual. Contudo este método não é tão simples, posto que o homem contemporâneo, conforme dissemos anteriormente, se curva diante da ciência e a faz senhora de seu domí- nio, impedindo esta aceitação.
A educação, pois, deve levar o homem progressivamente a desenvolver a sua capaci- dade cognitiva e instalá-lo em um patamar onde seja possível encarar o outro como seu es- pelho. A educação espiritualista torna isso possível, disciplinando o homem e conduzindo-o a uma aprendizagem ampla e integral.
Para Meishu-Sama a educação espiritualista é também uma educação que eleva o ser humano da condição de animal porque o leva a reconhecer o outro como outros, que leva a encontrar no outro a si mesmo. Educação espiritualista para ele caracteriza a estrutura para a
formação do novo homem, habitante de um mundo mais habitável. Assim como a compre- ensão do meio ambiente, da vida como um todo isenta de doença, pobreza e conflito é pos- sível.
Evidencia-se no trabalho realizado por Meishu-Sama o forte traço da preocupação com a educação. Os estudos e pesquisas que fez, mesmo antes de fundar a Igreja Messiâni- ca, demonstram o quanto para ele era importante corrigir a educação existente e substituí-la por aquela que acreditava na existência do mundo espiritual. Em suas pesquisas, aparecem traços nítidos de que caso o homem não tomasse conhecimento dessa realidade, não seria possível fazer mudanças na sua própria formação. Entretanto, ele deixa muito claro em seus escritos que o descompasso entre a compreensão do homem que acredita na existência do mundo espiritual e daquele que não crê, é visível em suas ações. Ele afirma:
“Tem-se como crédulo ou simplório aquele que age com honestidade; entretanto, se a pessoa procede diferente, cai no descrédito social e nas malhas da Lei. [...] O que os homens consideram bem viver e se apres- sam por adotar, é a vida desonesta sob a capa da honestidade. Os me- lhores adeptos dessa filosofia tornam-se os campeões dos bem sucedi- dos, razão por que as pessoas tendem a seguir tais exemplos e o mal so- cial não diminui.” (2000, p. 25)
Meishu-Sama vai além, quando afirma que “a verdadeira religião deve fundamentar- se no universalismo”. E: “Os fundadores de religião superam os outros homens em honesti- dade, sendo dotados de um extraordinário sentimento de amor e caridade. São homens san- tos, modelados pela essência do bem, por arriscarem a própria vida na salvação dos sofredo- res”. (2000, p. 175)
Ele diz:
“Assim, longos anos após a morte de seus fundadores, a maioria das re- ligiões foram reconhecidas e tiveram suas divindades reverenciadas. Is- so aconteceu devido à alegria que eles proporcionaram ao povo, com seus ensinamentos, e à notável contribuição que trouxeram ao aumento do bem-estar social” (2000, p. 176)
Para ele, além da religião ter como principio a crença na existência do mundo espiri- tual, é necessário que se caracterize também pela filosofia ampla de ajuda aos necessitados, sobretudo com o caráter de ampliar seus conhecimentos nos mais diversos campos sociais. Para isso, ela criará em seus adeptos, a consciência de que é a partir de ver no semelhante a si próprio, o caminho para a felicidade.
2.3.1 Educação espiritualista e a materialista
Tendo discorrido anteriormente sobre o significado do conceito da educação espiritualis- ta em Meishu-Sama, agora é necessário apresentar qual a visão do religioso quanto ao signi- ficado da educação materialista.
Nas palavras dele:
“O maior erro da Educação é ser totalmente materialista. Estamos can- sados de dizer que, se ela não evoluir juntamente com o espiritualismo, não lhe será possível nem mesmo sonhar em atingir seu verdadeiro ob- jetivo. Entretanto, como esse erro vem de longa data, estamos conscien- tes de que enfrentaremos muitas dificuldades, se tentarmos eliminá-lo bruscamente.” (2000, p. 282)
Para ele, a educação materialista, por acreditar somente no que vê, reduz o ser hu- mano ao aspecto material da vida e ao egoísmo, ao interesse próprio, não questionando o sentido da vida. Sobre pessoas formadas por esse tipo de educação, ele afirma:
“Criaturas assim pensam de forma calculada e materialista quando de- param com qualquer sofrimento. No caso de ficarem doentes, por e- xemplo, basta-lhes consultar um médico; em assuntos complicados, bas- ta-lhes pedir ajuda à Lei; a quem não lhes obedece, bastam carões ou castigos. Dessa forma, simplesmente acomodam os problemas. Como acham que, se estiverem bem, não importa como estejam os outros, pro- curam comodidade apenas para si. (2000, pp.156/157)
A proposta de Meishu-Sama, por entender ser muito difícil uma transformação re- pentina, é aprofundar o conhecimento levando o indivíduo a refletir sobre sua própria con- duta e decidir por alterá-la. Para isso, é necessário o surgimento de modelos de reflexão que ressaltem a importância da contribuição de benefícios para a sociedade.
Nesse ponto, a religião para fundamentar a própria existência pode vir a contribuir com o mundo real, servindo de modelo de reflexão pedagógica.
Entretanto, este critério que coloca em xeque a crença individual não faz parte desta pesquisa e será deixada àqueles que tenham interesse no assunto.
Ao se adquirir informação, é necessária a compreensão de que ela será agregada ao conhecimento anterior, em uma rede de estrutura interior, compondo o quadro intelectual na formação do individuo. Fritjof Capra diz que:
“[a informação] é uma quantidade, um nome ou afirmação curta que abstraímos de toda uma rede de relações – um contexto, no qual está en- tremeada e que confere seu significado. Estamos tão acostumados com as abstrações que tendemos a acreditar que o significado reside no fragmento de informação em vez de no contexto de onde foi abstraído”. (1996, p.272)
A grande rede de envolvimento que faz a identidade de um grupo, sociedade, mundo está relacionada com a existência de um único ser. É este ser que, utilizando com proprie- dade, sua condição de ser livre, torna possível sua relação com o mundo à sua volta. Isso é o que Paulo Freire chama de tornar-se cidadão do mundo.
O organismo vivo do conhecimento se transforma, à medida que novas informações o vão compondo. Portanto, qualquer ideia de que a liberdade pode provocar sérias fissuras na estrutura organizacional não passa de engano, pois uma liberdade orientada por educado- res conscientes da sua responsabilidade na formação do indivíduo, é perfeitamente possível e capaz de contribuir para a formação do ser humano, humano.
Sobre isso, Meishu-sama assim se manifesta:
“Como sempre tenho explicado, basta despertar as pessoas da educação materialista que receberam para a educação espiritualista. Em termos mais claros, destruir o pensamento errôneo de que se deve acreditar so- mente nas coisas que possuem forma e desacreditar daquelas que não a possuem. A única maneira de se conseguir isso é fazer com que seja re- conhecida a existência de Deus através do poder da Religião.[ ] Por esse motivo, está demasiado claro que já não é possível eliminar o caráter animalesco do homem através da educação materialista. O ensino mi- nistrado até hoje, como se pode ver pelos seus resultados, não passa de uma técnica para encobrir esse caráter.” (2000, p. 48)
A citação acima mostra que Meishu-Sama vê a necessidade de consolidar a mudança de uma educação materialista para a educação espiritualista, em que aquela ensina a acredi- tar no que se vê, e esta ensina a acreditar em uma existência superior. Para ele, só a experi- ência educacional desenvolvida a partir da consciência da existência de Deus permite forne- cer bases para uma educação consciente, principalmente do reconhecimento do papel do outro.
Para o religioso, a noção de que só é possível eliminar a tendência animalesca do homem por meio da conscientização da existência de um ser superior, indica a impossibili- dade de sucesso da educação que reduz a realidade ao seu aspecto material. Por essa via, o
método utilizado até hoje não se apresenta eficaz e, ao contrário, articula instrumentos para uma dissimulação de atitude.
Em seguida, Meishu-Sama afirma que a dinâmica da crença em coisas que não pos- suem forma, na educação sistêmica não se firma como propósito principal. Ao contrário, lugar comum é a crença em tudo que possui forma. Sendo assim, ele propõe para a religião a educação que vai além e formula propostas de desenvolvimento desta, com a finalidade de despertar no homem a crença no “invisível”. Ele acredita ser este sistema de aprendizagem capaz de construir o caráter do homem.
A partir da era industrial, chamada por Russel Ackoff de “Idade da Máquina”, é pos- sível compreender o significado da repetição introduzida no mundo como “pensamento da máquina”, estendido como um indisciplinado meio de solução para a aprendizagem. Obvi- amente, reduz-se o pensar, elevando-o a um estágio de letargia, substituindo pelo processo repetitivo para adquirir conhecimento. É interessante observar que, à medida que se propa- gava o avanço da tecnologia industrial, também se tornava cada vez mais significativo o método de ensino e sua reprodução.
Para o historiador David Tyack:
“Assim como os teólogos do século XVIII podiam pensar em Deus co- mo um construtor de relógios sem ser pejorativos, os engenheiros soci- ais em busca de novas formas organizacionais também usavam as pala- vras ‘máquina’ ou ‘fábrica’ sem investir nelas as associações negativas que evocam hoje em dia” (1974. p.42)
Como resultado, obteve-se uma escola padronizada, que infunde inúmeras experiên- cias prejudiciais, na medida em que limita o indivíduo, apresentando a ele um sistema apa- rentemente considerável e pronto. Nesse sistema, o ensino massifica como uma fábrica, não permitindo ao educando pensar ou questionar, somente repetir, decorar, sem qualquer pro- posta do novo.
2.3.2 Educação morta e viva
A experiência educacional adquirida na escola contém aspectos diferenciados. Para Meishu Sama, a noção de educação/estudo se apresenta de duas formas: morto e vivo.
Para reconhecer o que é educação ou estudo morto, é necessário estabelecer prelimi- nares. Segundo Meishu-Sama, para entender o que representa a religião, o objeto de conhe- cimento inerente pressupõe-se ser a práxis. É possível desenvolver uma práxis sem que nela tenha existido antes um pensar? Uma reflexão?
Uma questão importante, então, parece ser a necessidade de fazer do estudo chamado por Meishu-Sama de morto, um “local, espaço”, onde haja lugar para a aplicação do conhe- cimento e a contribuição de seu resultado para a vida do ser humano. Faz-se necessário a- plicar o conhecimento adquirido para que seu resultado, desenvolvido em forma de experi- ência, possa contribuir com a sociedade e o mundo.
A distinção do estudo morto, como aquele que é “engavetado” e não aplicado no cotidiano faz com que se torne de pouco valor, pois se torna inútil. É possível também en- tender estudo morto como aquele que se reproduz, se faz repetidamente, tornando-se algo “engessado”, ou o que Paulo Freire chama de educação bancária, que será estudado no capí- tulo seguinte.
Para Meishu-Sama, a classificação da conceituação de estudo morto e vivo traduz-se no que ele chama estagnação e evolução. O estudo morto torna-se um ensino engessado, que não produz transformação no educando, que reduz sua capacidade de pensar, de se comuni- car e muitas vezes não aplicado. E o estudo vivo é aquele que dialoga, que questiona, que leva à reflexão e transforma.
A respeito da educação, Seymour Saranson diz: “Quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem iguais.” (1990, p. s/no.)
Para Saranson, o que determina uma reforma eficaz na educação é tomar distância da superfície e aprofundar experiência e conhecimento, abandonando a estrutura frágil tra- zida hoje. Para ele, modificar o pensamento e a interação entre as pessoas é o divisor de águas para uma educação efetivamente válida.
Para Meishu-Sama, o simples fato de aprender sem qualquer proposta ou objetivo significa o que chama de estudo morto. Entretanto, aprender com a finalidade de colocar o conhecimento em prol do beneficio social, a utilização do conhecimento para desenvolver projetos que enriqueçam o saber e beneficie a sociedade é o que ele chama de estudo vivo.
Haveria muito mais por dizer neste estudo, quando analisamos a partir do pensamen- to de alguns teóricos em uma interface com o pensamento de Meishu-Sama, fundador da Igreja Messiânica Mundial, as implicações da condição social do ser humano diante do
mundo contemporâneo. Para tentar compreender a realidade da educação e apreendê-la, muitas visões se apresentam, entre elas a de H. Assmann, quando diz:
“Em qualquer ser vivo verifica-se uma unidade entre processos vitais e processos de aprendizagem. Nos animais simbolizadores, as próprias bases biológicas da vida ficaram impregnadas e entrelaçadas com os processos cognitivos. Não há mais como separar o viver do a- prender, que se desenvolvem como processo unificado. Por isso, para o ser humano, não aprender significa não poder sobreviver.” (1998, p. 130)
Meishu-Sama destaca que com o passar do tempo, novas descobertas e teorias foram surgindo e desaparecendo, sendo recuperado delas, valores de uma nova forma, enquanto outras desapareceram sem deixar qualquer indício de sua existência. Para ele: “Existem, contudo, algumas teorias descobertas que se mantêm vivas até hoje, concorrendo para tornar a sociedade mais feliz. É o tempo que determina o valor de todas as coisas. Por esse motivo, embora tenhamos plena certeza de que uma teoria seja absolutamente verdadeira, inalterável e eterna, não podemos saber quando aparecerá outra que a destrua, nem quem o fará”. (2000, p. 55)
O surgimento de novas descobertas pontuam suas diferenças, à medida que se dis- tanciam das já existentes. Ou seja, o discurso das novas teorias não se adequam às já exis- tentes, tornando-se um anúncio do rompimento das formas anteriormente já inseridas no contexto.
Também nele, nota-se a atenção em fazer uma conexão entre a educação e a vida prática. Essa aproximação possibilitaria, sem dúvida, um resultado diferenciado, já que as pessoas se preocupariam mais com a aplicabilidade do que aprenderam em sala de aula e comprovariam a afirmação do método pedagógico educativo.
Naturalmente seria muito mais atraente e agradável estudar, pois todos teriam acesso ao conhecimento didático pedagógico e também a comprovação dos resultados obtidos com sua própria experiência. Sem contar que tal situação aproximaria as pessoas ao frequentar locais comuns, dialogar e discutir assuntos de interesses comuns e variados.