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A ATST-SP é bastante conhecida na região noroeste e oeste da cidade de São Paulo. A maioria das famílias que se cadastram conheceu a Associaç

, amigo ou vizinho associado, ou ainda pelas paróquias dessa região, que divulgam o trabalho e a indica para os interessados.

Qualquer um pode se associar. Os interessados se inscrevem em quaisquer dos 83 locais de reunião, situados próximos aos loteamentos da ATST-SP. A única exigência para seu ingresso é a pessoa não ter nenhum imóvel em seu nome.

A maioria dos participantes são famílias que moram de aluguel e gastam boa parte de sua renda mensal com

uem juntar algum recurso. A maioria dos participantes, pelo que pudemos observar, trabalha em atividades diversas, como vigilantes, seguranças, lavadeiras de roupa, faxineiras, catadores de lixo, flanelinhas, domésticas, encanadores. Conseguir fazer poupança

para participar desse m e a construção da casa

Conversando c em seu orçamento, m alguns depoim ntos d

ir. É chato, mas a gente teve que ir à casa da minha sogra. A gente paga ,00 para ela por mês. E viver na casa de parentes é o mesmo que viver na casa dos outros. Parente, é dos outros, não é meu! O ideal é que fosse nossa, porque a gente

repente, vem o de. Aí você vai pra outro lugar, vai sofrer porque não conhece ninguém. (D.

O sonho de todo mundo é ter a sua própria casa, né? Morar no que é seu. Alguém não precisa chegar e dizer: “olha, Cristina, você precisa desocupar a casa, a gente gosta

Depois ue pa se torna mais evidente

s e pela presidente. Sua presença é controlada por uma carteira de pres

juntos, trabalhando e pagando em conjunto as melhorias ovimento, já que a economia será destinada para a aquisição do terreno .

om algumas famílias, percebemos que por ser o aluguel um grande peso uitas vezes as pessoas se sentem tristes e instáveis. É o que nos sugere e associados da ATST à espera para a compra de seus lotes:

e

Eu morei de aluguel uns seis meses, mas aí a mulher precisou da casa e a gente teve que sa

R$100

paga aluguel e o dinheiro vai tudo embora. Eu acho que as pessoas são pessoas que sofrem bastante, porque nem que eles tenham um bom emprego que favoreça pagar aluguel, mas eles nunca vão ter nem um pouco de segurança, porque isso não é segurança. Acho que no da gente a gente está muito mais seguro.(Robson)

aluguel é muito ruim, muito triste. Você tá sossegado e, de Viver de

dono e pe Ana)

muito de você, mas não vai dar para você continuar”. Na casa aqui, não, é minha. Aqui eu vou criar uma raiz, vou poder arrumar uma escolinha para a minha filha até ela completar certa idade, não vou precisar ficar mudando de casa em casa, ela perder ano de escola, isso é muito importante para quem tem filho. (Cristina)

q ssam a morar em sua própria casa, o contraste entre as duas experiências .

Depois que me tornei proprietária vem o sossego, paz, porque quando você mora no alheio, sempre você está preocupada se está agradando o dono, se não está. E também porque pagar aluguel eu pagava nem que faltassem outras coisas, mas o aluguel eu tirava em primeiro lugar (D.Rosália).

Não dá para comparar uma coisa que é da gente com uma coisa alugada, que a gente paga um absurdo e não é da gente. Então a casa, sendo da gente, é muito importante.(D. Maria)

Ao entrar na Associação, as famílias começam a participar de reuniões mensais dirigidas pelos coordenadore

enças.

Nestas reuniões, as lideranças deixam claro aos iniciantes que não se trata apenas da compra de um terreno e a construção da casa, mas de uma “luta” que continua mesmo após a construção da casa, e que apenas

para o

das áreas são importantes para a orientação dos associa

a solucioná-los, seja através de uma manifestação de rua, seja por um movimento interno

o governador – na questão das cartas -, ou por mais e

carteira de presenç

ança.

Nessas assembléias o primeiro morador conhece o último. Parece uma cidade do interior dentro de São Paulo. Mas é bom se juntar, se organizar, fazer assembléias, juntar o

rtalece”, explica o coordenador João Monteiro.

Os associados, dos mais novos aos mais antigos, são convidados a dar uma contribuição mensal de R$5,00, que são utilizados em melhorias dos Centros Comunitários e em gastos administrativos da ATST.

loteamento ou reivindicando direitos do poder público, será possível construir uma vida mais digna para todos.

Para Adir de Freitas, um dos coordenadores da ATST, é importante que as pessoas tenham consciência e participação ativa na comunidade e percebam que as coisas não são tão fáceis. “A pessoa não está comprando uma terra, está comprando uma luta, porque vai ter que lutar por água, luz, creche, tudo”.

Assim, existem reuniões desde o início, quando as famílias ainda estão à espera de comprar um lote, até depois de já estar morando em sua casa.

As reuniões mensais dos moradores

dos em todo o processo de formação das comunidades. Nessas reuniões são discutidos os problemas mais urgentes nos bairros e na comunidade. Participamos de algumas reuniões como observadores e percebemos que as pessoas se cobram para manter ruas e dependências coletivas limpas, lixo recolhido ou concentrado em contêineres, o sistema de limpeza interno, a manutenção e conservação de áreas de uso comum e de lazer, além de manter a obediência ao limite de horário para ruídos e barulhos.

As reuniões são abertas e todos podem colocar suas preocupações e opinar sobre as questões colocadas. Além de identificar problemas, nas reuniões procuram-se o melhor método par

dos próprios residentes. São nessas reuniões que se decide, por exemplo, como reivindicar para conseguir uma audiência com

scolas na região – como na questão dos “Anjos sem CEU”. Em debates específicos, podem ser convidados alguma personalidade política ou o comandante da PM das áreas. Os moradores devem participar dessas reuniões e sua presença é controlada pela

a.

As reuniões, além de ajudarem a comunidade a tomar decisões que sejam do interesse de todos, reforçam o elo entre a vizinh