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BETWEEN 2006-2010 ABSTRACT

3. ARAŞTIRMA YÖNTEMİ

O Assistente Social e o Assistente Social técnico supervisor de serviço podem, na SMADS, participar de todo o processo de trabalho, que compreende várias operações para realizar a Audiência Pública28, para fins de parceria entre o Poder Público e as Organizações filantrópicas.

A SMADS/PMSP, no setor de Observatório de Políticas Públicas (Vigilância Socioassistencial – LOAS), através de profissionais responsáveis pela compilação e análise de estudos territoriais, cujos dados também são produzidos e sintetizados pelas equipes descentralizadas atuantes nas SAS, CRAS e CREAS, identifica os territórios com famílias em situação de desproteção social. E, a partir deste estudo, é possibilitado planejamento e discussão em articulação com os representantes das SAS, COMAS e outros órgãos e conselhos, e decisão de qual tipologia de serviço socioassistencial deve ser implantada para intervir na Proteção Social necessária, seja básica ou especial, observando a possibilidade orçamentária dispensada para este fim.

Aprovada a capacidade da SMADS/PMSP de ampliar a rede e instalar serviço socioassistencial, publica-se em diário oficial (D.O.) Edital de Chamamento de Convênio, com prazo e horário definido para que as Organizações Sociais interessadas elaborem uma proposta de Plano de Trabalho para ser entregue ao Comitê de avaliação, cujos membros indicados pela SAS, na maioria supervisores técnicos, devem realizar a Audiência Pública após a análise do(s) Plano(s) de Trabalho recebido(s).

A Audiência Pública também pode ter chamamento em D.O. para manter um serviço socioassistencial na região, com tipificação definida, que teve sua parceria cumprida por determinada Organização Social pelo prazo máximo estabelecido de 60 meses de execução; bem como por finalização de vigência de projetos especiais; e por rescisão de convênios. Findado este prazo, pode-se abrir nova audiência para que outras Organizações Sociais possam concorrer entre si. Entretanto, não é comum que Audiência Pública de manutenção de serviço já existente tenha

28 Conforme capacitação conferida pela extinta CAS L.

“Coordenadorias de Assistência Social”, A Audiência Pública coloca “em prática a Lei de Parcerias 13.153/01, regulamentada pelo Decreto 43.698/2003 e com procedimentos detalhados estabelecidos pela Portaria 31/SAS/03 e 19/SMADS/2007, substituídas pelas Portarias 46 e 47 /SMADS/2010”. Em que o primeiro grande número de audiências (em grupos) foi em 2002/2003 – e o segundo em 2007/2008.

concorrência. É possível supor haver prévio entendimento entre as Organizações Sociais, o que justificaria a não concorrência neste tipo de audiência, o que determina também um grande número de serviços conveniados em determinado território gerenciado pela mesma Organização Social.

Do Plano de Trabalho, entendemos que mesmo tendo procedimentos reguladores de perspectiva democrática operando no processo de Audiência Pública, visando decodificar e identificar a partir das análises aquela organização avaliada como a mais apta para celebração de convênio, no sentido de “melhor” proposta de trabalho apresentada pelas organizações sociais, supomos que as relações sociais circunscritas na Audiência Pública entre os representantes da gestão do Estado e os representantes da gestão das Organizações Sociais filantrópicas são permeadas por conflitos e contradições políticas contra as definições e procedimentos técnicos dos profissionais que compõem o comitê de avaliação.

A avaliação do Plano de trabalho é realizada por meio de um Comitê de Avaliação composto por funcionários da Administração Pública, sendo três titulares e dois suplentes. Geralmente tem-se a participação do supervisor técnico como membro do chamado Comitê de Avaliação, para avaliação da parceria do convênio. Há que se considerar que as análises também são realizadas por profissionais das áreas de pedagogia, psicologia entre outras, mas majoritariamente por assistentes sociais.

A análise realizada deve ser pautada nos princípios éticos e pela legislação de Assistência Social que orienta a indicação da Organização Social que realize um trabalho socioassistencial de qualidade pautado na Política de Assistência Social. A análise deve se sobrepor a condicionantes meramente políticos que possam pressionar para que a indicação seja favorável à Organização que tenha a maior força política em detrimento dos princípios éticos.

No Plano de trabalho apresentado deve constar, conforme prévia determinação publicada em Diário Oficial: detalhamento das experiências sociais; as parcerias estabelecidas; a metodologia de trabalho; a especificação de contrapartida da Organização (apresentando quais são os materiais permanentes existentes e disponíveis para a realização do trabalho); a previsão dos custos mensais e anuais para realização efetiva do serviço; a forma de cumprimento das metas estabelecidas e da avaliação; o conhecimento do território no qual se quer executar o trabalho; a

articulação com a rede socioasistencial e com outras políticas públicas setoriais; o detalhamento da composição dos recursos humanos com definição de atribuições e competência; a maneira de realização do processo de seleção da equipe; a distribuição dos profissinais para execução do trabalho socioassistencial; a abrangência territorial; o currículo da entidade, as instalações a serem utilizadas; a vinculação da ação de trabalho socioassistencial com a Política, o Sistema e a Lei que organiza a Assistência Social, bem como em âmbito municipal, a vinculação com as resoluções, normas técnicas e tipificação do serviço socioassistencial, para o qual se deseja estabelecer a parceria. Deve-se juntar ao Plano de Trabalho cópias dos documentos das Organizações Sociais:

 Certificado no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA;

 Inscrição no Conselho da Assistência Social – COMAS;  Certificado de Inscrição ou Matrícula na SMADS;

 Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ;

 CADIN – Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais

Esclarecemos que os elementos exigidos que direcionam o ato da realização da Audiência Pública, pelos membros do comitê, para avaliação da parceria do convênio, organizam-se conforme o Quadro a seguir:

QUADRO V – Procedimentos para efetivação de parceria entre o poder público e organizações de Assistência Social

AUDIÊNCIA PÚBLICA CONVÊNIO DE PARCERIA

Editais de Chamamento Recurso: financiamento integral pelo poder público: organizado por valores totais e valores per capita Plano de trabalho elaborado pela

Organização Social – avaliado pelo Comitê Categorias de despesas/ elementos de despesas: Recursos Humanos (Gestão, Funções Socioassistenciais, Funções de Apoio e Manutenção, Horas Técnicas e de Oficina), Material Pedagógico, Outras Despesas, Concessionárias (água, luz), aluguel, IPTU, Alimentação

Celebração de convênio – após avaliação positiva do Plano de Trabalho e demais documentos

Indicadores de avaliação Termo de Convênio – contendo objeto e

objetivos do convênio Sistema de Prestação de Contas Termos aditivos, renovação e rescisão

O fluxograma que segue representa a tramitação documental prévia à realização da Audiência Pública:

QUADRO VI – Fluxograma da celebração de convênio

Fonte: Fluxograma disponibilizado em evento de capacitação em 201029.

Os procedimentos, ou seja, as várias operações, representadas no fluxograma, consistem na tramitação documental por vários setores da SMADS responsáveis pela autorização da publicação do edital, de chamamento de Audiência Pública. Para instalação de serviço socioassistencial, cujo território indicado para instalação do serviço, como já descrito, tenha sido previamente verificado e estudado pela vigilância social, que sugere tipo de serviço que deve ser escopo de política pública para acesso à população de determinada região administrativa considerada desprotegida pelos serviços socioassistenciais.

Na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS, este processo considera como foco de análise os documentos e o Plano de Trabalho, nem sempre sendo abrangidas para composição da análise, informações verificadas “in loco”, como, por exemplo, as reais instalações e espaço físico de

29 Os procedimentos de Audiência não foram alterados, tendo em vista a extinção, em 2013, das

Coordenadorias CAS e COGEAS, e os serviços realizados por ambas as coordenadorias são executados nas SAS descentralizadas e SMADS.

desenvolvimento do serviço socioassistencial pretendido, o que acreditamos produzir neste aspecto uma análise que pode ser restrita.

A atuação profissional de Assistentes Sociais no processo de avaliação em comitê de Audiência Pública sofre as pressões internas e externas desafiadoras desta política e requer também atenção quanto à capacitação continuada, que se deve consolidar para se ter as aproximações necessárias nas reflexões e na análise dos Planos apresentados para se estabelecer parceria na Assistência Social segundo as necessidades das famílias e dos sujeitos de direitos, eliminando equívocos que possam desviar o foco da Política de Assistência Social.

A escolha da organização filantrópica considerada apta para estabelecer parceria por meio de convênio com a SMADS demarca o princípio da supervisão técnica.