WOODEN BOAT BUILDING IN THE BARTIN REGION ABSTRACT
3. BARTIN YÖRESİNDE TEKNE YAPIM USTALARI, USTALARIN EĞİTİMİ VE YETİŞME AŞAMALARI
Com o recebimento das autorizações devidamente assinadas, iniciou- se o procedimento de coleta de amostras de fala e avaliação da respiração. Para isto, foi selecionada uma sala, na própria escola, considerada a mais silenciosa possível, acordada entre pesquisadora e diretora.
4.4.1 Voz
Para iniciar, como preparação, cada criança, individualmente e sentada, foi solicitada a se identificar: quanto a nome, idade e série.
Neste estudo, por se tratar de uma população infantil, optou-se por coletar apenas amostras de fala espontânea, em atividade lúdica. Com o objetivo de encontrar a melhor forma de coleta deste tipo de amostra, foi realizado um estudo piloto, com 24 crianças e seis diferentes histórias
(livros) infantis (Anexo 5). Ao final, a história denominada “A Bruxinha Atrapalhada” (FURNARI, 2003) apresentou-se como a mais fácil para o entendimento das crianças e a que mais estimulou amostras de fala espontânea entre as crianças. A história contém seis figuras (ilustrações sem texto) com início, meio e fim.
Assim, este livro foi entregue a cada participante para ser folheado, e neste momento, pesquisadora e crianças conversaram sobre a história a respeito dos personagens e dos acontecimentos em cada figura.
Na sequência, para que a amostra de fala fosse gravada, foi colocado na criança o microfone de cabeça da marca Le Son, cardioide unidirecional,
modelo HD-75, a uma distância de, aproximadamente, cinco centímetros da sua boca.
Para o registro computadorizado, foi utilizado o programa de Sofware Audacity (versão 1.2.6), do computador Notebook da marca Compaq HD.
A pesquisadora solicitou, novamente, que a criança se identificasse: nome, idade, série e que, em seguida, contasse, em voz alta, a história entendida do livro. Para isto, o livro permaneceu nas mãos da criança, para auxiliar a narração. As informações referentes às iniciais do nome da criança, sexo, série, idade e o número correspondente ao da sequência de gravação da amostra de fala foram anotadas em uma ficha de identificação (Anexo 6).
O material coletado não apresentou edição e consistiu em nome, idade, série e a narração inteira da história, apresentada pela criança, com uma duração média de um minuto e trinta segundos e com um intervalo médio de dois segundos entre uma gravação e outra.
4.4.1.1 Julgamento das amostras de fala
O material foi apresentado a três juízes fonoaudiólogos, com especialização em voz e experiência profissional de, no mínimo, cinco anos
no atendimento a crianças. Os juízes, após assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo 7), foram orientados a classificar as amostra de fala quanto à qualidade vocal.
A avaliação da voz foi feita por meio da análise perceptivo-auditiva, de acordo com a escala GIRBAS.
Esta escala de avaliação vocal perceptiva é um método simples e tem sido utilizada internacionalmente (BEHLAU, YAMAGUCHI e ANDREWS, 2001). Foi criada, inicialmente, pelo Comitê, para testes de Função Fonatória da Sociedade Japonesa de Logopedia e Foniatria (SJLF), em 1969, por HIRANO (1981) e adaptada por DEJONCKERE et al. (1996). A escala avalia o grau geral da disfonia (G), considerando o nível de instabilidade (I), rugosidade (R), soprosidade (B), astenia (A) e tensão (S), os quais são classificados de 0 a 3, sendo: 0 sem alteração; 1 levemente alterado; 2 moderadamente alterado e 3 alteração intensa.
Para não sobrecarregar e, consequentemente, comprometer a escuta, por ocasião da avaliação dos juízes, as 250 crianças/vozes foram divididas em seis grupos, o que correspondeu a seis encontros, por parte dos juízes (média de 40 vozes por encontro). Antes de cada dia, foi realizado um treinamento prévio com a escuta de oito vozes (pertencentes à amostra que não seriam avaliadas no dia) para calibrar os parâmetros a serem avaliados.
Após o treinamento, cada juiz, ao ouvir uma dada voz, registrava-a, individualmente, em protocolo específico (Anexo 8). Ao final, as respostas eram discutidas e, na presença de discordância, novamente a voz era apresentada. Na ausência de consenso, foi mantida a avaliação seguida pela maioria, seguindo procedimento realizado em estudo de GIANNINI (2010).
4.4.2 Modo respiratório
A observação e classificação da respiração, de cada criança, foram realizadas pela pesquisadora no mesmo dia, na sequência da gravação da amostra de fala. Para esta avaliação foram considerados, em cada criança, a postura de lábios, em atividade de desenho, e o fluxo nasal, com a utilização do espelho de Glatzel.
4.4.2.1 Postura de lábios
Após a gravação da amostra de fala, a criança foi solicitada a fazer um desenho, representativo da história contada por ela, em voz alta. Para isto, recebeu, da pesquisadora, uma folha de sulfite em branco, lápis preto e borracha. Por ser uma atividade que exigiu silêncio, a criança foi orientada para que não falasse durante o desenho e não apoiasse a cabeça. Em seguida, durante a atividade, a pesquisadora, posicionada à sua frente, observou e classificou a postura de lábios em: fechados, abertos e ora abertos, ora fechados. A avaliação foi adaptada segundo a avaliação miofuncional orofacial proposta por GENARO et al. (2009).
A classificação da postura de lábios foi anotada na ficha de identificação da criança (Anexo 6).
4.4.2.2 Fluxo Nasal
Após a atividade de desenho e classificação da postura de lábios, a criança permaneceu sentada e a pesquisadora se posicionou ao seu lado. Em seguida, para observação do fluxo aéreo nasal, utilizou-se a placa metálica (espelho de Glatzel) colocada horizontalmente sob as narinas da criança, com o cuidado para que o ponto zero do espelho ficasse sob a columela. Uma vez que a hipótese deste estudo é que obstruções nasais e/ou faríngeas, de causa orgânica ou funcional, como rinite, sinusite, desvio de septo, adenoide, hábito e/ou má higienização, possam interferir na
qualidade vocal, optou-se por não solicitar a limpeza das vias aéreas superiores para a coleta do fluxo aéreo nasal.
Solicitou-se assim, uma respiração calma, sem esforço inspiratório ou expiratório, mantendo os olhos fechados. A primeira condensação foi desprezada e a segunda marcada com caneta para retroprojetor, no próprio espelho. Observou-se, para esta marcação, simetria, redução (direita e esquerda) e obstrução (direita e esquerda) do fluxo nasal. Esta avaliação também foi adaptado segundo avaliação miofuncional orofacial proposta por GENARO et al. (2009).
Realizou-se a transferência da marcação, da aeração obtida no espelho, para uma folha bloco de referência, posicionando-a sobre o espelho e copiando o traçado de forma direta, por transparência (Anexo 9).