3. TÜRK EDEBİYATI SAHASINDA YAZILAN AHLÂK KİTAPLARI
2.6. TRANSKRİPSİYON İŞARETLERİ
A questão ambiental, nas últimas décadas, tornou-se parte essencial da agenda política mundial, por causa da importância vital que os sistemas ecológicos desempenham na esfera da produção e reprodução do modelo de desenvolvimento dominante. A relevância do tema para a reflexão sobre a governança,seja global, regional ou local, deriva de uma série de fatores complexos e interligados, pois é patente o caráter transnacional da problemática ambiental, visto que ela não respeita fronteiras nacionais, sendo parte de responsabilidades globais.
Isto implica a costura de arranjos políticos sólidos e suficientemente harmônicos, comprometidos com as futuras gerações, além de uma visão multidimensional da problemática do desenvolvimento como um todo. Assim, um processo de governança democrático requera participação de indivíduos e coletividades, exigindo, portanto, divisão de responsabilidades e cumprimento de acordos estabelecidos, objetivos difíceis de serem alcançados face às assimetrias de poder, sobretudo quando se levam em conta as tensões entre os diversos atores envolvidos no processo.
Ao longo de sua história, o Brasil, notadamente até meados dos anos 1980, foi marcado pelo autoritarismo, sob uma estrutura desigual e excludente. Esse cenário afetou
profundamente a possibilidade do exercício de cidadania, restringindo a abertura de canais institucionais diretos e democráticos de decisão. Depois de muito esforço e lutas, foram instituídos mecanismos de participação nas decisões públicas (plebiscitos, referendos, audiências públicas, conselhos, comitês, orçamento participativo, ouvidorias etc.), criando um novo marco de governança no país (LOUREIRO et al, 2007).
Na área ambiental, consolida-se a necessidade da participação dos indivíduos direta ou indiretamente vinculados com o processo de gestão das Unidades de Conservação, visando a torná-los parceiros em projetos de desenvolvimento sustentável. Como consequência, ocorre uma tendência de menor controle do Estado sobre essas áreas e consolida-se uma nova definição de papéis dos atores sociais, com maior comprometimento destes nos resultados a serem alcançados.
Essa participação, seja ela formal ou não, é entendida como um processo de envolvimento dos atores sociais no processo de desenvolvimento e se manifesta na inserção da comunidade nos projetos a ela vinculados, nas atividades de extensão, assistência técnica e social, e nas decisões compartilhadas por meio de suas organizações locais. Nesse contexto, esses atores devem dar opiniões no encaminhamento das decisões, tendo igualdade de acesso aos benefícios gerados e assumindo o compromisso com a conservação dos recursos naturais e a consequente qualidade ambiental.
É notório que, hoje, as Unidades de Conservação que se apresentam com melhores gestões e mais dinamismo são aquelas que realizam maior abertura à participação efetiva da comunidade local, que buscam apoio financeiro de organismos internacionais e de outras instituições nos seus processos de gestão (PÁDUA, 2002).
Segundo a Lei do Snuc 9.985/2000, os conselhos gestores são espaços públicos legalmente instituídos para o exercício da cidadania e do controle social da gestão do patrimônio público, por meio de discussão, avaliação e proposição de ações e políticas que visem ao aprimoramento da administração das Unidades de Conservação, ou seja, é um espaço onde a sociedade pode participar efetivamente para a preservação de problemas e solução das questões socioambientais na região da Unidade.
Os conselhos gestores podem ter caráter consultivo e deliberativo. O Conselho Consultivo emite pareceres ou opiniões sobre determinada ação do governo e não tem poder de decisão sobre a diretriz da política em questão; é indicado para a gestão de Florestas Nacionais e Unidades de Proteção Integral. Já o Conselho Deliberativo é umórgão de decisão, ou seja, tem autoridade para analisar, intervir e propor ações em determinada política setorial e é indicado para a gestão de Reservas Extrativistas, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e Reservas da Biosfera.
Os conselhos devem congregar membros dos mais variados segmentos envolvidos, beneficiados ou prejudicados com a ocorrência das Unidades para expressar suas posições e defender seus interesses.
De acordo com o Decreto 4.340/2002, que regulamentou a Lei do Snuc, os conselhos devem ser presididos pelo órgão responsável pela administração das UCs e constituídos, sempre que possível, com o mesmo número de representantes dos órgãos públicos e da sociedade civil, considerando as particularidades regionais. Isso é chamado de representação paritária. Os representantes dos órgãos públicos devem contemplar, quando couber, órgãos ambientais dos três níveis da federação e órgão de áreas afins, tais como pesquisa científica, educação, defesa nacional, cultura, turismo, paisagem, arquitetura, arqueologia, povos indígenas e assentamentos agrícolas.Já os representantes da sociedade civil devem contemplar, quando couber, a comunidade científica e organizações não governamentais ambientalistas com atuação comprovada na região da UC, população residente e do entorno, população tradicional, proprietários de imóveis no interior da UC, trabalhadores e setor privado atuantes na região e representantes dos comitês de Bacia Hidrográfica.
Independentemente do avanço de se incorporar a participação da sociedade na implementação das políticas ambientais e, em especial, na gestão de Unidades de Conservação, é importante registrar que tanto a Lei 9.985/2000, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), como o Decreto 4.340/2002, que regulamenta a referida Lei, falam superficialmente de normas e diretrizes relacionadas à democratização dos procedimentos de criação de áreas protegidas. Isso faz com que gestores e gestoras dessas Unidades tenham diferenciados entendimentos e práticas no que diz respeito à implantação e ao funcionamento dos conselhos.
Segundo o documento Gestão participativa do Snuc,
As atividades para criação desses colegiados têm geralmente se constituído em processos restritos a poucas entidades, sendo comum que os convites para participação sejam direcionados prioritariamente a órgãos públicos e ONGs ambientalistas, cabendo a participação de outras organizações sociais apenas à imposição legal de paridade entre representantes de entidades públicas e da sociedade civil. Mesmo assim, nota-se a tendência para se convidar entidades que representem os interesses empresariais e de segmentos urbanos, em detrimento das formas de organização de moradores e dos produtores mais diretamente relacionados à unidade de conservação. (BRASIL, 2004a)
Nesse contexto, há de início uma tensão existente entre o papel que cumprem os conselhos e a sua finalidade, para que possam, de fato, imprimir um novo formato às
políticas públicas e ao processo de tomada de decisões, isto é, de democratização delas. Outro fato a considerar é que, fora as amplas orientações contidas em lei, não há uniformização de procedimentos para o funcionamento de conselhos. Tal situação de ambiguidade faz com que, em geral, isso seja
entendido e tratado de acordo com o perfil técnico, político ou ideológico dos funcionários mais diretamente envolvidos pela condução dos assuntos relacionados à gestão participativa das unidades, ou deles eventualmente encarregados. (SALES, 2004)
Como consequência, temos comumente observado a frustração quanto às expectativas de segmentos da sociedade envolvidos com os conselhos das UCs, o que não invalida a conquista do instrumento, como possibilidade de ampliação dos procedimentos democráticos na sociedade brasileira.
Já Arnstein(2002, p. 1) propõe que
A ideia de participação cidadã se assemelha um pouco a comer espinafre: em princípio ninguém é contra, pois afinal, faz bem à saúde. A participação dos governados no seu governo é, em teoria, a pedra fundamental da democracia – uma ideia muito reverenciada que é vigorosamente aplaudida por quase todos. Porém, o forte aplauso se reduz a leves palmas quando este princípio é defendido pelos grupos dos sem-nada: negros, imigrantes mexicanos, porto-riquenhos, índios, esquimós e brancos pobres. E quando os sem-nada definem participação como a redistribuição do poder, o consenso americano acerca dos princípios fundamentais da nação explode em múltipla oposição direta com nuanças raciais, étnicas, ideológicas e políticas.
Ao discutir a questão da participação, Arnstein também apresentou a ideia da escada de participação cidadã, bastante pertinente às discussões empreendidas nesta tese:
QUADRO 2: Escada de participação cidadã
8. Controle cidadão 7. Delegação de poder 6. Parceria
Níveis de poder cidadão
5. Pacificação 4. Consulta 3. Informação
Níveis de concessão mínima de poder
2. Terapia
1. Manipulação Não participação
Segundo a autora,
Os primeiros degraus da escada são 1. Manipulação e 2. Terapia. Esses dois degraus descrevem níveis de "não participação" que têm sido utilizados por alguns no lugar da genuína participação. Seu objetivo real não é permitir a população a participar nos processos de planejamento ou conduzir programas, mas permitir que os tomadores de decisão possam "educar" ou "curar" os participantes. Os degraus 3 e 4 avançam a níveis de concessão limitada de poder que permitem aos sem-nada ouvir e serem ouvidos: 3. Informação e 4. Consulta. Quando estes níveis são definidos pelos poderosos como o grau máximo de participação possível, existe a possibilidade dos cidadãos realmente ouvirem e serem ouvidos. Mas nestes níveis, eles não têm o poder para assegurar que suas opiniões serão aceitas por aqueles que detêm o poder. Quando a participação está restrita a esses níveis, não há continuidade, não há "músculos", ou seja, não há garantia de mudança do status quo. O degrau 5. Pacificação consiste simplesmente de um nível superior desta concessão limitada de poder, pois permite aos sem-nada aconselhar os poderosos, mas retém na mão destes o direito de tomar a decisão final. Subindo a escada estão níveis de poder cidadão com degraus crescentes de poder de decisão. Os cidadãos podem participar de uma 6. Parceria que lhes permita negociar de igual para igual com aqueles que tradicionalmente detêm o poder. Nos degraus superiores, 7. Delegação de poder e 8. Controle cidadão, o cidadão sem-nada detém a maioria nos fóruns de tomada de decisão, ou mesmo o completo poder gerencial. (ARNSTEIN, 2002, p. 2 e 3)
Na questão dos conselhos consultivos dos parques estaduais, pode-se visualizar o nível de não participação, ou seja, o momento da manipulação travestida de participação quando pessoas são convidadas a participar ou se candidatar ao Conselho Consultivo sem real poder de decisão, muitas vezes com o propósito implícito de “educá-las” ou obter o seu apoio. Ao invés da genuína participação, esSe primeiro degrau da escada representa a distorção da participação em uma ferramenta de marketing, de relações públicas dos grupos com poder de decisão.
No caso do nível 3, referente àinformação no degrau da concessão mínima de poder, a autora acredita que
Informar cidadãos de seus direitos, responsabilidades e opções podem ser o mais importante primeiro passo rumo àlegítima participação do cidadão. Porém, muito frequentemente a ênfase está na mão única da informação – dos técnicos para o cidadão –, sem que haja um canal de comunicação que permita o retorno, e menos ainda que haja poder de negociação. Sob estas condições, especialmente quando a informação é divulgada apenas nos estágios finais do planejamento, as pessoas têm pouca possibilidade de influenciar o programa que foi definido para "seu benefício". Os principais instrumentos desta comunicação de mão única são notícias na imprensa, panfletos, pôsteres e pesquisas de opinião. Reuniões também podem ser transformadas em veículo de comunicação de mão única. (ARNSTEIN, 2002, p. 6)
A luta dos conselhos e da população do entorno dos parques deve ser desse nível para cima. É a partir do nível 5, o da chamada pacificação, que os cidadãos passam de fato a ter certa influência, mesmo que o acesso ao poder seja ainda limitado. Um exemplo de estratégia de pacificação consiste em colocar algumas poucas pessoas pobres "confiáveis" no conselho do parque.
Interessante também refletir sobre o caso dos parques a partir do degrau 6, o da parceria. Nesse degrau da escada há efetivamente uma redistribuição de poder através da negociação entre cidadãos e tomadores de decisão. Ambos os lados concordam em compartilhar o planejamento e as responsabilidades de tomada de decisão através de estruturas, tais como conselhos paritários, comitês de planejamento e mecanismos de solução de conflitos. Após a definição de regras básicas através de algum tipo de troca, elas não podem mais ser modificadas unilateralmente. A parceria funciona melhor se existir uma efetiva organização popular na comunidade que mantém as lideranças responsáveis em prestar contas de seus atos; quando a organização comunitária dispõe dos recursos financeiros necessários para pagar às lideranças algum tipo de compensação pelo seu trabalho; e quando a organização tem os recursos para contratar (e demitir) seus próprios técnicos, advogados e agentes de desenvolvimento. Com esses ingredientes, os cidadãos têm uma capacidade real de influenciar os resultados do plano (pelo menos, enquanto ambas as partes acharem que vale a pena manter a parceria).
O degrau 7, da delegação de poder, ocorre quando as negociações entre cidadãos e técnicos do setor público também podem resultar em cidadãos assumindo poder deliberativo em um determinado plano ou programa. Exemplos são conselhos deliberativo
s.
O último degrau da escada da cidadania, o do controle cidadão, representado pelo número 8, é onde crescem as demandas pelo controle dos espaços pela comunidade. Um exemplo seria o maior controle pelas comunidades do entorno de seus territórios, de seus espaços de moradia. Mesmo que ninguém na região tenha controle absoluto, é muito importante não confundir a retórica com as intenções. A população está simplesmente querendo certo grau de poder (ou controle), que garanta que os moradores possam gerir um programa público ou umaorganização, assumindo a responsabilidade pela definição das ações e dos aspectosgerenciais, sendo capaz de negociar as condições sob as quais "externos" poderãointroduzir mudanças. Outro bom exemplo é o de uma comunidade do entorno que tenha acesso direto à fonte de financiamento sem precisar de intermediários.
Feitas as observações envolvendo a importância da representatividade e democracia nos conselhos consultivos dos parques, informa-se que a formação de um conselho, basicamente, passa por três fases: a identificação dos atores governamentais e da
sociedade civil que estejam de alguma forma relacionados com a UC, a sensibilização e mobilização desses atores e a sua formação propriamente dita. O conselho deve ser composto por representantes da sociedade e dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Sua oficialização se dá através de portaria publicada no Diário Oficial da União, com a listagem de todos os membros selecionados.
Entre as competências do Conselho Consultivo estão: elaborar o seu regimento interno; acompanhar a elaboração, implementação e revisão do Plano de Manejo da UC, garantindo seu caráter participativo; buscar a integração da UC com as demais áreas protegidas e com o seu entorno, entre outras.
Encerra-se este item sobre conselhos consultivos ressaltando-se que não existe um modelo único para a gestão das Unidades de Conservação, ainda que da mesma categoria ou localizadas num mesmo estado. Cada parque deverá buscar a adaptação que melhor reproduza a realidade local e corresponda às necessidades das comunidades de seu entorno. Fato é que a participação cidadã é fundamental e, por isso, um Conselho Consultivo que seja ouvido e ajude realmente a pensar e tomar as decisões junto àgestão do parque é imprescindível.
Finalizando essa parte do marco conceitual, expõe-se aqui um resumo das definições e das teorias formuladas para guiar a pesquisa:
Atividade Intensiva em Informação foi definida como uma atividade realizada com base no fluxo de coleta, processamento, distribuição e uso de informações, valendo-se intensivamente das tecnologias da informação.
Fluxo da Informação, na tese, é considerado como o fluxo que identifica as fases do trabalho com a informação: seleção, coleta, armazenamento, processamento, recuperação, distribuição e uso.
A tese enxerga competência como um conjunto de recursos e capacidades que podem ser colocados em ação nas situações práticas do trabalho: saber (conhecimentos), saber-fazer (habilidades), e saber-ser/agir (atitudes). Pode ser expresso por meio de comportamentos observáveis. No caso da competência informacional, esse conjunto de competências é colocado em ação nas situações práticas do trabalho com a informação.
O desenvolvimento local,nesta tese, é considerado como o conjunto de atividades culturais, econômicas, políticas e sociais vistas sob a ótica intersetorial e transescalar24 que participam de um projeto de transformação consciente da realidade local. É fundamental refletir sobre o desenvolvimento local além da sua integração no mercado, mas também
24
Escalas pertinentes de análise que evidenciam os contornos e revelam características particulares na tentativa
como fruto de relações de conflito, competição, cooperação e reciprocidade entre atores, interesses e projetos de natureza social, política e cultural. Nesse cenário, é importante a utilização da categoria campo social, que representa avanço epistemológico na tentativa atual de construir novas categorias de análise para ler e explicar a realidade do desenvolvimento local.Também sãoimportantes aqui as definições de populações tradicionais e territórios,dadas pelo artigo 3ºdo Decreto 6040, de 7 de fevereiro de 2007 (p. 1):
Art. 3o Para os fins deste Decreto e do seu Anexo compreende-se por: I - Povos e Comunidades Tradicionais: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição;
II - Territórios Tradicionais: os espaços necessários à reprodução cultural, social e econômica dos povos e comunidades tradicionais, sejam eles utilizados de forma permanente ou temporária, observado, no que diz respeito aos povos indígenas e quilombolas, respectivamente, o que dispõem os arts. 231 da Constituição e 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e demais regulamentações; e
III - Desenvolvimento Sustentável: o uso equilibrado dos recursos naturais, voltado para a melhoria da qualidade de vida da presente geração, garantindo as mesmas possibilidades para as gerações futuras.
Ressalte-se também, no guia metodológico, a utilização da metodologia de análise deredes sociais nos estudos do fluxo e transferência da informação. A demanda e a oferta da informação perpassando pelo estudo dos usuários e não usuários, a organização do espaço territorial e da informação e o mercado da informação ambiental são de fundamental importância.
O CAMINHO PERCORRIDO: METODOLOGIA
Ao se estabelecer uma posição metodológica, descreve-se tanto uma visão sobre a natureza da realidade como um conceito de pesquisa, ou uma forma de aproximação da realidade com o objetivo de gerar conhecimento sobre ela. Enquanto a posição metodológica se refere ao modo de se gerar conhecimento, a escolha de métodos e técnicas depende dos pressupostos que orientam o pesquisador ao defrontar-se com o problema de pesquisa. Nesta parte da tese,serão expostosa posição metodológica e os métodos e técnicas adotados para a realização desta pesquisa.
Depois de passar pela construção do arcabouço teórico que embasou estetrabalho, é necessário comentar as escolhas metodológicas adotadas, que tanto explicarão o esforço de produção de uma contribuição teórica original como os procedimentos para a construção do corpus principal da pesquisa.
A investigação científica depende de um “conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos” (GIL, 1999, p. 26) para que seus objetivos sejam atingidos. Constitui-se de um conjunto de ações e propostas para encontrar a solução para um problema, que tem por base procedimentos racionais e sistemáticos. A opção metodológica pela utilização de pergunta de pesquisa relaciona-se com as intenções do estudo descritivo e exploratório (TRIVIÑOS, 1987). As perguntas de pesquisa já foram apresentadas no tópico 1desta tese e foram elaboradas com o propósito de auxiliar na busca pela resposta da questão norteadora, enunciada na Parte I. Objetivando um detalhamento dos aspectos específicos da pesquisa, buscaram-se explicações para as questões delineadas na página35deste trabalho.
A formulação de bases teóricas preliminares é fundamental para a realização de um estudo de caso. De acordo com Yin (2001), mesmo um estudo exploratório deve apresentar os pressupostos teóricos que irão nortear a investigação. Assim, as variáveis estratégicas identificadas na revisão da literatura formam a base teórica que orientou a coleta de dados e a interpretação e análise deles. O método utilizado foi o estudo de casos múltiplos. Conforme Benbasat, Golsdstein e Mead (1987), o estudo de casos múltiplos é útil quando a pesquisa tem a intenção de aprofundar os conhecimentos sobre uma realidade para a construção de uma proposição teórica.Assim, a presente pesquisa caracterizou-se como qualitativa, descritiva e exploratória, desenvolvida por meio de estudo de casos múltiplos.A opção pelo enfoque qualitativo relacionou-se à natureza do problema investigado e por realizar uma abordagem partindo do fundamento, conforme Chizzotti (2000, p. 79), de que