İKİNCİ BÖLÜM SEKTÖREL GELİŞMELER
4. Ticaret ve Pazarlama
4.1.1. Toptan ve Perakende Ticaret
São atores do PIBID o coordenador institucional, o coordenador de área, o professor supervisor e o licenciando bolsista, os quais são os sujeitos desta investigação. A seguir, a Tabela 1 contém a relação entre o número de bolsistas envolvidos no PIBID/CECITEC e o número dos respondentes em cada grupo dos sujeitos abordados.
Tabela 2 – Quantidade de respondentes por grupo
GRUPOS Nº DE SUJEITOS ENVOLVIDOS NO PIBID/CECITEC Nº DE RESPONDENTES AO QUESTIONÁRIO PERCENTUAL DE RESPONDENTES Coordenador Institucional 1 1 100% Coordenador de Área 3 2 66% Professor Supervisor 10 8 80% Licenciando Bolsista 80 49 61%
Fonte: Dados da Pesquisa.
A Tabela 2 indica o número de envolvidos, atualmente, no Programa e o número de sujeitos de cada grupo que responderam ao questionário, apresentando
o percentual de respondentes de cada grupo. O que nos faz confirmar que tivemos mais de 50% de respostas frente aos grupos abordados.
Participaram da pesquisa os licenciandos bolsistas dos seguintes cursos: Pedagogia, Química e Biologia, sendo que os alunos de Pedagogia tiveram o maior percentual de participação no questionário, 34 de 40, o que corresponde a 85%, seguidos pelos alunos de Química, 14 de 20, o que representa 70% e apenas 1 (5%) de 20 bolsistas de Biologia participou da coleta de dados, o que nos fez desconsiderar as respostas desse aluno bolsista do curso de Biologia às questões abertas, tendo em vista a baixa participação desse segmento à pesquisa.
Gráfico 10 – Número de licenciandos bolsistas que participaram da pesquisa.
Fonte: Dados da Pesquisa
Não sabemos ao certo o que motivou a baixa participação dos bolsistas do curso de Biologia, pois foi feito o mesmo procedimento de abordagem junto às coordenadoras do Programa para a aplicação do questionário no dia 25 de janeiro de 2017, no CECITEC, através de e-mail e mensagens em aplicativos de redes sociais. Porém, não obtivemos confirmação da coordenadora de área do curso de Biologia sobre a baixa participação desses bolsistas na pesquisa.
Um dado levantado pelo questionário foi o tempo de participação do licenciando no Programa. Essa questão é pertinente porque nos permite verificar possíveis percepções diferenciadas dos bolsistas sobre o PIBID. Assim, agrupamos
os licenciando nos três grupos de categorias: os que tinham menos de um ano; os que tinham entre um ano e dois anos; e os que tinham acima de dois anos.
Tabela 3 – Tempo dos licenciandos no PIBID
A MENOS DE 1 ANO NO PIBID ENTRE 1 ANO E 2 ANOS NO PIBID ACIMA DE 2 ANOS NO PIBID Licenciandos Bolsistas 49% 8% 48%
Fonte: Dados da Pesquisa
A Tabela 3 nos permite verificar que do universo de respondentes junto aos licenciandos bolsistas, 49% estão há menos de 1 ano no Programa, 8% estão entre 1 a 2 anos e 48% estão há mais de 2 anos no PIBID.
Verificamos em nossa base de dados que dos licenciandos que conseguiram se inserir no PIBID, 50% dos bolsistas do curso de Pedagogia e 25% do curso de Química, estavam cursando o primeiro ou o segundo semestre de licenciatura. Desse modo, o Programa vem permitindo a inserção dos licenciandos desde o início do curso nas escolas para vivenciar práticas formativas, lugar onde vão, provavelmente, atuar como futuros professores.
Essa inserção na prática escolar faz parte dos objetivos do PIBID, conforme o Decreto n° 7.219/2010.
Inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem (BRASIL, 2010, p. 1)15
Nesse aspecto, o PIBID vem atuando para que a formação de professores possa ocorrer concomitante à prática escolar, inserindo o aluno de licenciatura desde cedo na escola, formando o professor no seu lócus de atuação, envolvendo a comunidade dos formadores de professores e os professores que atuam na educação básica corroborando, assim, com o que defende Nóvoa (2009) ao refletir sobre como devem ser formulados os Programas de formação docente que precisam inserir os alunos nas escolas, proporcionando uma melhor articulação entre teoria e prática.
Concluímos que o PIBID/CECITEC, ao inserir o aluno desde o início do curso no Programa, estará contribuindo para que a formação desses futuros professores possa ocorrer a partir da vivência com a prática docente, como defende Nóvoa (2009), possibilitando experiências práticas desde cedo no cotidiano das escolas com o acompanhamento de professores da universidade e da educação básica, o que, anteriormente, só seria possível nos estágios supervisionados, disciplinas ofertadas nos anos finais dos cursos de licenciaturas.
A Tabela 3 mostra que há um número expressivo de alunos que está há mais de 2 anos no Programa, o que colabora para a continuidade de suas atividades dentro das licenciaturas. Esse aspecto pode incidir numa formação mais consistente e, ao mesmo tempo, estimular positivamente na escolha pela docência.
A esse respeito, perguntamos aos licenciandos bolsistas se eles se veem atuando como professores da educação básica.
Gráfico 11 – Você se vê atuando como professor na educação básica?
Fonte: Dados da Pesquisa.
Na nossa base de dados, todos os bolsistas que estão há mais de 2 anos no Programa, confirmaram seu interesse em assumir a profissão de professor da educação básica. Acreditamos que a participação no PIBID constitui uma possibilidade de imersão com acompanhamento mais sistemático no ambiente da educação básica de modo a influenciar, dentre outros fatores, a escolha profissional dos licenciandos para atuarem como professores.
Além disso, percebemos, através do Gráfico 2, que dos 49 alunos bolsistas que responderam ao questionário 46 se veem atuando como professores da educação básica, o que nos faz pensar que realmente o PIBID vem contribuindo para a permanência dos alunos de licenciatura nos cursos de formação de professores e, ao mesmo tempo, através de sua imersão na prática docente a maioria dos bolsistas tem compreendido em que consiste o trabalho do professor, confirmando, assim, sua escolha profissional.
Identificamos também o predomínio do sexo feminino, segundo as evidências constatadas através dos dados coletados e apresentados a seguir, ao demonstrar que 67% dessa opção profissional é abraçada por mulheres.
Gráfico 12 – Sexo dos licenciandos bolsistas
Fonte: Dados da Pesquisa
Esses dados vão ao encontro de pesquisas mais amplas sobre o perfil dos professores no Brasil. A avaliação realizada por Gatti e André (2013), sobre o PIBID, revelam que 67,5% dos licenciandos bolsistas do Programa são mulheres.
Outro importante dado coletado junto aos licenciandos bolsistas foi verificar onde eles cursaram o ensino médio, conforme Gráfico 4.
Gráfico 13 – Onde os licenciandos cursaram o ensino médio
Esse dado indica que a quase totalidade dos alunos entrevistados (98%), que são estudantes das licenciaturas do CECITEC/UECE e bolsistas do PIBID, veio de escolas públicas. Na avaliação de Gatti e André (2013) sobre o Programa, o número de bolsistas do PIBID que estudou em escolas públicas foi de 84%.
Em nossa pesquisa, ao perguntar aos bolsistas a sua renda per capita, verificamos que mais da metade dos licenciandos bolsistas têm renda familiar menor ou igual a 1 salário mínimo.
Gráfico 14 – Renda familiar dos Bolsistas
Fonte: Dados da Pesquisa.
Esse dado nos possibilitou traçar um perfil aproximado dos alunos das licenciaturas do CECITEC e bolsistas do Programa ao verificar que a renda familiar dos mesmos é relativamente baixa. Tal evidência nos faz pensar que diante de restrições financeiras e do contexto em que estão inseridos, certamente eles tiveram poucos recursos para investir em ações que lhes propiciassem experiências de vida mais amplas e com mais oportunidades de acesso à leitura, cinema, teatro, eventos, exposições e viagens, pois verificamos que a totalidade dos bolsistas é proveniente do ensino público que tem apresentado um baixo desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Em uma pesquisa desenvolvida por ANDRÉ (2009) sobre o trabalho docente do professor formador, a mudança do perfil do aluno da licenciatura foi muito enfatizada, identificando a falta de preparo adequado dos estudantes, principalmente quanto à capacidade de leitura, escrita e compreensão de texto, bem
como a falta de domínio dos conhecimentos básicos da área em que esses estudantes irão atuar.
Nesse sentido o PIBID pode ser uma oportunidade para preparar estudantes que, mesmo sendo de baixo poder aquisitivo, tenham uma oportunidade a mais para ter acesso a uma formação mais consistente na qual a relação teoria- prática seja vivenciada desde o início do curso de licenciatura. A narrativa a seguir ilustra aspectos relevantes do olhar de alunos do curso de Pedagogia sobre o trabalho do professor:
[...] quando eu ingressei no curso de Pedagogia, jamais pensei que era tão difícil dar aula. Achava que era simplesmente transmitir aquilo que estava proposto nos livros didático. Hoje com o PIBID é totalmente diferente, você tem que planejar, pensar quais são as melhores atividades para que aqueles alunos aprendam o conteúdo que você quer ensinar (LBP, 1 ano e 6 meses no PIBID).
Assim, muitos desses alunos poderão ter um diferencial em relação a alunos que não tiveram a oportunidade de ingressar no PIBID, ou seja, no que diz respeito ao desenvolvimento de competências necessárias ao ato de ensinar. Tal vivência permite ver que a missão do professor vai além do conhecimento da disciplina que leciona, sendo atribuições também do docente envolver a capacidade de despertar o interesse e o desejo de aprender por parte do aluno, ser capaz de organizar a aula de acordo com as necessidades dos alunos; aprender a trabalhar em equipe, saber se relacionar com outras pessoas e compromisso moral, pois seu trabalho envolve a formação de outras pessoas situadas num contexto social. Acreditamos que essas competências são adquiridas com a prática e a vivência do trabalho dos futuros professores que, também, devem utilizar os conhecimentos para construir um olhar crítico e propositivo sobre a realidade socioeconômica e política.
Portanto, ao identificar os sujeitos da pesquisa e seus perfis socioeconômicos, consideramos que o PIBID tem se mostrado uma importante ferramenta de aprendizagem dos licenciandos sobre a missão de ser professor, através da inserção deles no ambiente escolar, desde o início de sua formação, conforme será analisado posteriormente.