Uma matriz metálica, tripartida, em formato aproximado de um H, idealizada pelo autor, (figuras 1 A e B; 2; e 3) foi confeccionada em torno numérico computadorizado (TNC) .
FIGURA 1 – Matriz metálica tripartida em forma de H: a) Vista frontal; b)separada em três partes.
FIGURA 2 – Vista superior das dimensões da matriz metálica tripartida.
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FIGURA 3 – Dimensões da matriz metálica
A matriz foi duplicada com auxílio de uma silicona industrial Rodhorsil (Clássico Artigos Odontológicos – Ind. Brás. – São Paulo – Brasil). O molde obtido foi preenchido com Poliuretano (F16 AXSON – Cergy, França) obtendo-se um padrão para a realização das medições. Essa matriz de poliuretano foi limpa com álcool isopropílico, e nela foram colados, com o auxílio de cianoacrilato (Loctite Super Bonder® - Henkel Ltda. – São Paulo – SP – Brasil), dois strain gauges (PA-06- 062AB-120L – Excel Sensores Ltda. – São Paulo, Brasil) (Figura 4), para que sua superfície superior estivesse tangenciando a parede de fundo da matriz em ambos os lados (esquerdo e direito), como mostra a figura 5.
3 mm
2 mm
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FIGURA 5 – Strain gauges colados tangenciando a parede de fundo da matriz de poliuretano.
Os strain gauges são pequenos sensores elétricos ôhmicos e como tais seguem as Leis de Ohm, que postulam que corpos diferentes podem oferecer diferentes resistências ao movimento dos portadores de carga elétrica. Considerando-se assim fios condutores de materiais diferentes, mas de mesmas dimensões e na mesma temperatura, será melhor condutor aquele que oferecer a menor resistência à passagem dos portadores de carga elétrica. 13 e 83
Por definição, resistor é todo elemento do circuito elétrico cuja função exclusiva é transformar energia elétrica em energia térmica, o chamado Efeito Joule. 13 e 83 Em fios cuja secção transversal é muito
pequena, o efeito Joule é desprezível, o que os classifica como condutores.
Para o funcionamento dos strain gauges deve-se compreender a 2ª Lei de Ohm. Consideremos um fio condutor de comprimento l e área de secção transversal A constante (FIGURA 6):
FIGURA 6 – Fio condutor de comprimento l secção transversal A.
Verifica-se, experimentalmente, que a resistência elétrica desse fio é tanto maior quanto maior é seu comprimento e menor a área de secção transversal, dependendo ainda do material de que é feito e da temperatura5.
Dessa forma, a resistência elétrica de um condutor homogêneo de secção transversal constante pode ser dada pela seguinte equação:
R = ȡ l / A
Na qual ȡ é característica do material e da temperatura, sendo denominada resistividade elétrica, e dada pela seguinte equação:
ȡ = ȡ0 (1 + Įǻș)
Sendo Į o chamado coeficiente de temperatura da substância e ș a temperatura na qual se encontra o metal.
Sobre a matriz metálica, foram confeccionados 10 corpos de prova para cada grupo, num total de 40, segundo os grupos abaixo:
l
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a) Grupo 1: preenchimento total com resina composta microhíbrida Opallis (Figura 7) (FGM Produtos Odontológicos – Santa Catarina – Brasil);
b) Grupo 2: confecção de uma base de 3 mm com cimento de ionômero de vidro restaurador Maxxion R (Figura 8) (FGM Produtos Odontológicos – Santa Catarina – Brasil) e resina composta microhíbrida Opallis (FGM Produtos Odontológicos – Santa Catarina – Brasil);
c) Grupo 3: confecção de uma base de 3 mm com cimento de ionômero de vidro para forramento Vidrion F (Figura 9) (SS White – Rio de Janeiro – Brasil) e resina composta microhíbrida Opallis (FGM Produtos Odontológicos – Santa Catarina – Brasil);
d) Grupo 4: confecção de uma base de 3 mm com cimento de ionômero de vidro modificado por resina composta Vitremer (Figura 10) (3M ESPE – Saint Paul - EUA) e resina composta microhíbrida Opallis (FGM Produtos Odontológicos – Santa Catarina – Brasil).
FIGURA 7 – Resina composta microhíbrida Opallis (FGM Produtos Odontológicos – Santa Catarina – Brasil).
FIGURA 8 – Cimento de ionômero de vidro restaurador Maxxion R(FGM Produtos Odontológicos – Santa Catarina – Brasil).
FIGURA 9 – Cimento de ionômero de vidro forrador Vidrion F (SS White – Rio de Janeiro – Brasil).
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FIGURA 10 – Cimento de ionômero de vidro modificado por monômeros resinosos Vitremer.
Para a obtenção dos corpos de prova de cada grupo realizou-se a seqüência operatória descrita no Quadro 2. Todos os corpos de prova foram realizados pelo mesmo operador a fim de evitar a inclusão desse fator como uma variável nos grupos experimentais estudados.
QUADRO 2 – Seqüência operatória de obtenção dos corpos de prova (CP). Grupo 1 – Controle:
Preenchimento, pela técnica incremental com Resina Composta microhíbrida Opallis (10 CP).
Grupo 2 – Maxxion R:
Confecção de uma base de 3 mm com cimento de ionômero de vidro Maxxion R – Proteção de superfície para evitar desidratação – após 24 h condicionamento ácido fosfórico 37% por 15 s - Lavagem por 20 s – secagem com pontas de papel absorvente – Aplicação do adesivo SingleBond (3M ESPE – São Paulo – Brasil) – Fotopolimerização por 30 s – preenchimento, pela técnica incremental, com resina composta microhíbrida Opallis (10 CP).
Grupo 3 – Vidrion F:
Confecção de uma base de 3 mm com cimento de ionômero de vidro Vidrion F (SS White) – Proteção de superfície para evitar desidratação – após 24 h condicionamento ácido fosfórico 37% por 15 s - Lavagem por 20 s – secagem com pontas de papel absorvente – Aplicação do adesivo SingleBond (3M) – Fotopolimerização por 30 s – preenchimento, pela técnica incremental, com resina composta microhíbrida Opallis (10 CP).
Grupo 4 – Vitremer:
Confecção de uma base de 3 mm com cimento de ionômero de vidro modificado Vitremer – Fotopolimerização por 30 s – preenchimento, pela técnica incremental, com resina composta microhíbrida Opallis (10 CP).
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O aparelho utilizado para a fotopolimerização foi o Practical Light (Figura 11) (Clean Line Ind. e Com de Produtos Médicos Odontológicos – São Paulo – Brasil), que utiliza a tecnologia de Diodos Emissores de Luz (LED) com comprimento de onda na faixa de 470 nm (± 15 nm), com ciclos de polimerização programados em 30 ou 40 segundos, sendo os primeiros 5 segundos em baixa potência (50%), e o restante em potência total (100%).
FIGURA 11 – LED Practical Light com comprimento de onda na faixa de 470 nm (± 15 nm).
Durante a realização da técnica incremental tomou-se o cuidado de que cada incremento fosse fotopolimerizado pelo tempo mínimo de 40 segundos.
Dessa forma, 40 corpos de prova foram obtidos conforme ilustrado na Figura 12.
FIGURA 12 – Desenho esquemático da posição dos corpos de prova na matriz de poliuretano.