3. TEDARĐK ZĐNCĐRĐ AĞI TASARIMINDA TESĐS YERĐ SEÇĐMĐ
3.4 Tesis Kuruluş Yeri Seçimini Etkileyen Faktörler
A aplicação do modelo metodológico descrito conduziu à análise dos discursos.
A Tabela 1 relaciona os sujeitos eleitos e entrevistados para a composição deste estudo. Nela estão demonstrados os dados de caracterização de cada um deles, coletados na entrevista ampliada.
Tabela 1 – Grade com a relação de caracterização do sujeito dos participantes deste estudo
Cód_Entrevistado Sexo Formação Ano Formado Pratica
B71FDD F Biomédico 1971 Docente
N81FDA F Nutricionista 1981 Docente / Assistencial M83MDA M Médico 1983 Docente / Assistencial
P91FDD F Pedagogo 1991 Docente
M73FDA F Médico 1973 Docente / Assistencial I73FDA F Bibliotecario 1973 Docente / Assistencial I93FDA F Bibliotecario 1993 Docente / Assistencial I82FDA F Bibliotecario 1982 Docente / Assistencial M95MDA M Médico 1995 Docente / Assistencial E80FDA F Enfermeiro 1980 Docente / Assistencial M76MDA M Médico 1976 Docente / Assistencial M78MDA M Médico 1978 Docente / Assistencial M95FDA F Médico 1995 Docente / Assistencial M84MDA M Médico 1984 Docente / Assistencial
A análise dos discursos conduziu a síntese de grupos de convergência, acerca dos aspectos descritos pelos participantes e ao agrupamento das falas, como demonstrado na Tabela 2. A leitura das falas transcritas permitiu observar um agrupamento das idéias, que os entrevistados espontaneamente registravam, e assinalar pontos convergentes e relevantes os quais foram a base para a estruturação dos grupos.
Após a decisão sobre a composição dos grupos, por nuvens de pensamento registrados, os fragmentos coletados nos discursos foram distribuídos, considerando as citações que refletiam benefícios, dificuldades ou
26 apenas observações acerca de um ponto em específico. Desta forma,obteve- se uma segunda categorização com três grupamentos (benefício, dificuldade e observação).
A Tabela 2 apresenta o número de ocorrências existentes em cada grupo organizado como descrito e não tem caráter estatístico, apresentado em números absolutos das freqüências identificadas na amostra analisada.
Tabela 2 – Grade dos fragmentos relevantes e convergentes extraídos da análise dos discursos dos docentes entrevistados
Fator Benefícios Dificuldades Observações Descrição
Infraestrutura 4 1 2 Relata aspectos relacionados a recursos de
infraestrutura dos cursos
Uso pessoal dos recursos de informática através da iniciativa do curso
4 4 7
Versa fatores que, através do curso, geraram reflexos ou transformações pessoal e profissional no que se relaciona a instrumentos da informática
Intensidade de Dedicação 6 9 1
Trechos que relatam o associação ao maior ou menor grau de dedicação ao trabalho na prática docente on-line
Interatividade 12 0 1 Versa acerca da interatividade com os alunos do
curso
Propriedades da EAD 14 0 0 Afirmações sobre o que consideraram benéfico na
EAD
Prática Docente 11 1 3 Versa sobre a experiência na prática docente on-
line
Reflexos Profissionais 5 0 4
Relata os pontos que foram considerados influenciados a partir do curso nos aspectos profissionais assistenciais
A descrição de cada fator apontado que foi relevado no discurso e constitui critério para que o fragmento seja agrupado. Os recortes coletados e agrupados não estão baseados necessariamente em citação dos entrevistados. Os fatores foram organizados em categorias, que correspondem a unidades de significado, e que acolhem uma ou mais citações de um mesmo entrevistado.
1 - Infra-estrutura
Este grupo foi organizado com declarações dos docentes a respeito da estrutura oferecida pelo ambiente on-line dos cursos, pelos benefícios e dificuldades que enfrentaram em sua adaptação e no processo de utilização.
Em geral, a familiarização com o ambiente virtual foi um ponto relevante registrado entre os docentes ouvidos e os benefícios e vantagens relacionados foram maioria frente aos relatos de dificuldades.
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a. Relação do Professor à nova tecnologia
“Eu queria um espaço no provedor para colocar material de apoio para esses alunos” (B71FDD)2.
Este fragmento evidencia a expectativa do docente, que após utilizar o ambiente virtual, sentiu a necessidade de ampliar os recursos que poderia ter e expandir sua utilização e oferecer material de apoio aos alunos. Ele se sentiu limitado ao usar apenas o ambiente de aprendizado (LMS3) TelEduc4 como repositório de informações, declarando que viu o ambiente restringir suas possibilidades. “Na verdade o curso foi inteirinho presencial – como ele sempre foi – e a utilização foi nesse sentido”. Esta afirmação corrobora que a introdução de um ambiente virtual excitou a utilização da nova metodologia mas está se tornava um limitador em função das margens de utilização impostas no momento.
Essa dificuldade pode ser analisada à luz da contribuição de PETERS (2003), ao relatar que, no uso de novas mídias, a dificuldade pedagógica aparece quando o professor pretende transportar o paradigma do modelo presencial para o interior da educação a distância, não como simplesmente uma prática ou técnica, mas como um assunto pedagógico.
O professor revelou a sua ansiedade em usufruir mais espaço nos servidores, como se com isso pudesse ampliar a abrangência e o material de seu curso. Embora isso tenha sido apresentado como uma deficiência, esta pode ser observada como uma expectativa positiva sobre o ponto abordado.
b. Fatores pedagógicos e tecnológicos
No decorrer de sua fala esse docente ainda menciona: “Eu já usava – e continuo usando...(a Internet)”. Dessa forma, é possível afirmar que sua dificuldade não decorre de um eventual analfabetismo digital, mas da possibilidade de utilizar-se dos ambientes disponíveis como recurso de ensino. Conforme PETERS (2003), os PCs podem gerar ambientes virtuais e oferecer
2
As transcrições não modificam o conteúdo, no entanto observam a norma culta da língua portuguesa.
3
LMS do inglês Learning Management System ou Sistema de Gestão da Aprendizagem.
4
TelEduc – Ambiente Virtual de Aprendizagem desenvolvido pelo Instituto de Computação da Universidade de Campinas a ser utilizado como um LMS
28 espaços e design pedagógicos que não são únicos se pensados como os espaços “reais” de aprendizado.
“O sistema já estava preparado para dar formas as nossas idéias e ao conteúdo e para nós foi relativamente fácil a adaptação a esse sistema”. (M73FDA). Por outro lado, para este docente ganham força as idéias de aprendizagem colaborativa e de que o fator pedagógico é mais importante que o tecnológico. A importância que o docente confere ao ambiente ocorre em função da necessária transposição da prática docente para o ambiente virtual e não apenas pelo incremento tecnológico. LÉVY (1993) relata que “separar o conhecimento das máquinas da competência cognitiva e social é o mesmo que fabricar artificialmente um cego (o informata “puro”) e um paralítico (o especialista “puro” em ciências humanas), que se tentará associar em seguida”.
Em outras palavras, essa imagem de Lévy exemplifica o fenômeno observado em alguns docentes entrevistados, ou seja, evidencia-se a necessidade de transitar as capacidades conteudistas entre a área específica de conhecimento, a prática pedagógica e a utilização de ferramentas tecnológicas pedagogicamente adaptadas ao processo de ensino- aprendizagem.
c. Facilidades
“Então nesse sentido [infra-estrutura] o ganho foi muito grande em organização. E isso facilita a vida do aluno. O outro aspecto que eu acho foi um ganho muito grande é o alcance. Hoje temos alunos no Brasil inteiro” (M95MDA).
Esta fala merece uma especial atenção, pois, como o próprio docente entrevistado demonstrou perceber, evidencia um aspecto significativo da EAD e, em especial, da educação a distância em saúde: os limites geográficos, a expansão do seu escopo.
A EAD que hoje diminui distâncias pode atender expectativas ainda mais urgentes na área da saúde e, dentre elas, na de educação em saúde. A informática em saúde pode, com seu desenvolver, cada vez mais tomar lugar
29 das ferramentas tradicionais disponíveis de apoio ao ensino em saúde, pelas suas inúmeras possibilidades de atender as necessidades dos estudantes. Os modelos podem ser individualizados ou interativos e o aluno pode optar em realizar seu estudo por si onde estiver. É possível criar clínicas virtuais e situações clínicas onde o estudante pode desenvolver seu conhecimento por meio de simulações, imagens e interatividade, mesmo de pontos distantes (PARVATI et al, 2006).
Uma ocorrência, que foi caracterizada como “Observação” na análise estabelecida pelo pesquisador, mas que apóia a idéia desenvolvida, evidencia essa percepção entre os pesquisados, foi recortada do seguinte texto oral:
“(...) conhecer historicamente como a educação a distância se articula, conhecer as possibilidades em termos de aprendizagem, eu acho foi um grande divisor de águas” (P91FDD).
2 - Usos pessoais dos recursos de informática através da iniciativa do curso
O fator “Usos pessoais dos recursos de informática através da iniciativa do curso” buscou considerar o quanto cada docente incorporava em sua vida cotidiana os elementos de informática, como e-mail, blogs, acesso a sites de busca. Em outras palavras, o quanto o uso dos recursos da Internet foi estimulado no docente a partir da participação em num curso a distância.
Este grupo se polariza entre os docentes que tiveram alguma dificuldade, que os afastou de adotar em seu cotidiano os elementos tecnológicos ou pedagógicos aos quais foram expostos durante o curso; e aqueles que, pelo benefício identificado no curso, adotaram as novas práticas e relataram isso em seus comentários.
a. Expectativa
“Eu tentei me informar ao máximo possível para poder dar esse suporte para eles (alunos). Tentei passar o máximo possível, mas sempre fica faltando alguma coisa” (I82FDA). A sensação descrita pode indicar a amplitude dos horizontes do mundo virtual, mas também como pode evocar ao falta de
30 preparo prévio deficiente como a responsável pela frustração ou queixa na utilização dos recursos tecnológicos.
b. Aumento de Potencial a ser oferecido ao aluno
“Todo curso que oferecemos faz um upgrade. Damos uma sustentação maior, mais literatura, mais artigo, mais site” (E80FDA). Este docente se contrapõe ao exposto anteriormente, quando qualifica um mesmo aspecto que pode ser entendido benéfico.
c. Sentimento de Frustração
“Eu não sou uma usuária inveterada da Internet, eu me canso dessa mídia. Mas isso é porque eu sou de uma geração que usava outros recursos e que se satisfazia com esses outros, então eu não busco a informação exclusivamente na Internet” (M73FDA).
“Eu sempre usei muito [a Internet], mas não passei a usá-la mais” (M78MDA).
“Eu nunca mais entrei em uma biblioteca... eu nunca mais escrevi uma carta formal... faço tudo por e-mail.Eu nunca mais fui a um banco” (M83MDA).
As falas transcritas são exemplos da diversidade das influências. Ao remontar os fragmentos, foi possível observar que a participação no curso não foi influenciada por fatores como: idade, tempo de formado, área específica de formação ou qualquer outro que possa ser indexado. Em geral, a percepção que fica é a de quanto o docente se permitiu absorver o conceito de educação a distância e o quanto se pré-dispôs a interagir com a tecnologia e o modelo pedagógico usado.
“Aprendemos muito a usar os recursos (de Informática), agora estamos com medo porque iremos começar a usar o Moodle5 e estamos com muito medo, porque nós nos acostumamos com ele (TelEduc)” (I73FDA).
Outro ponto a ser observado é que o medo do futuro superou o medo do novo. Aqui, mesmo depois de confirmado o êxito, o docente refere medo de
5
Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (Moodle) – Ambiente Virtual de Aprendizagem designado como um LMS.
31 que o ambiente seja substituído e ele fique sem o conhecimento necessário para evoluir em seu trabalho.
3 - Intensidade de Dedicação
O conjunto de depoimentos que compõem este tópico forma-se das observações que os entrevistados relataram e que tornaram-se evidentes na análise do pesquisador. Entre eles, em especial, alguns aspectos relativos à Educação a Distância hoje, à necessidade de atenção que uma prática virtual requer, à dicotomia entre o ensino presencial e a EAD e suas convergências.
a. Expectativa
“O cansaço do ‘olho no olho’ é um cansaço que você resolve ali. O virtual você pensa: ‘Poxa, mas eu também podia ter respondido aquilo’, ai você não se contenta com a resposta, ou seja, é um pensamento mais elaborado” (I73FDA).
É possível afirmar que há unanimidade entre os docentes a respeito de que o trabalho em ambiente virtual requer mais esforço, gera mais cansaço e pede mais dedicação. O que a análise evidencia é como este mesmo fator é observado e compreendido pelo docente. Em suas falas, os docentes reconhecem a dimensão à maior do trabalho e a necessária dedicação, mas sucumbem também ao ganho que o modelo oferece, tanto para o docente quanto para o aluno.
Os dois fragmentos a seguir apontam para uma característica peculiar de ser mais trabalhoso, entretanto retornar ao profissional benefícios muitas vezes não alcançados em modelos presenciais, como por exemplo, a interação professor-aluno que na EAD não se limita a um tempo determinado como ocorre nas aulas presenciais. O professor pode ser interpelado pelo aluno a qualquer tempo já que o ambiente virtual e seu caráter assíncrono cria essa possibilidade
“É trabalhoso. Eu acho que pelo fato de você estar à distância, você tem que se mostrar paralelamente mais presente. Então, chegou um e-mail, você vai responder. O aluno nunca pode ficar achando que ele “falou” com ninguém
32 sobre o e-mail que você não respondeu. Nesse sentido eu acho que aumenta um pouco o trabalho do professor, mas o ganho de qualidade é infinito. Acho que justamente por causa disso você esta o tempo todo envolto” (M95MDA).
“Aumentou bastante (usar a Internet). Veja, você não vai escrever um texto, não é assim. Tem um registro, você tem que fundamentar e isso dá um bom trabalho” (M95FDA).
Todos os docentes têm a percepção de que o curso torna-se mais trabalhoso, em ambiente virtual, no entanto, como cada um usa e compreende esse “trabalho”, foi percebido de modo heterogêneo na amostra estudada.
A demanda de tempo em planejar, estruturar, preencher e conduzir um curso on-line pode ser bem maior que no modelo presencial. A relação com os alunos também é um fator que pode onerar muito em termos de dedicação em um curso on-line, entretanto, esta demanda é percebida como ganho na relação com o aluno, na produção de conteúdo e nos resultados finais do curso.
4 - Interatividade
Em relação à interatividade, é possível afirmar que cada docente manifestou uma percepção diferente, mas de forma quase unânime fizeram referências a melhoras em suas relações com os alunos.
a. Beneficio da interação
“Eu jamais imaginei que pudesse ser tão grande quanto num curso virtual” (N81FDA).
“A interatividade é diferente, então hoje eu estou procurando colocar conteúdos que no presencial eu não tinha. Eu não tenho dificuldade nenhuma com a interatividade. Ela melhorou” (M76MDA).
Nestes comentários, que refletem o conjunto, fica explicita a satisfação com a interação professor-aluno vivenciada.
33 Sob olhar do pesquisador, os docentes, ao comentarem a interação com os alunos, mencionaram os diferentes pólos da relação, ou seja, do professor para o aluno e do aluno para o professor. O ganho de interatividade pôde ser observado tanto para o professor quanto para o aluno.
“Você poder interagir mais com o aluno, muito diferente do que numa sala de aula presencial, porque eu sinto que o aluno fica com menos medo de questionar, de colocar situações que ele vive na prática e isso faz com que você consiga interagir mais com o aluno" (N81FDA).
A menção ao fato de que o aluno também é beneficiado na interação com o professor é ponto freqüente na fala dos docentes. Na análise global dos discursos, a interação foi um dos aspectos mais enfocados pelos docentes.
5 - Propriedades da EAD
Para compor este tópico foram selecionadas as falas que apontaram o significado e a representação, para cada docente, da EAD, com base na experiência vivida nos cursos que ofereceram.
a. A relação com o modelo presencial
"No curso virtual eu consigo pensar muito mais do que no presencial, porque no presencial você já fica “automático”. No virtual eu percebi que não, eu paro para pensar numa determinada coisa" (I93FDA).
Mesmo considerando os diferentes aspectos em que as falas podem ser analisadas, elas sempre refletem a plena satisfação aos docentes. Entre os aspectos mencionados, decorrentes da EAD, podem ser considerados: os recursos tecnológicos ou de informática utilizados; a interatividade com alunos, que aqui tem grande relevância e corrobora o que é explorado no tópico
Interatividade; a oportunidade de intercâmbio de conhecimento; a abrangência
dos cursos que podem deixar de ser regionais; o aperfeiçoamento do aprendizado e outros mais. De forma geral, idéias diferentes apontados pelos docentes, que têm em comum a percepção da melhora em relação ao modelo presencial.
34 "Ficou mais fácil corrigir, ficou mais fácil identificar erros e acertos e me comunicar imediatamente. Ficou mais fácil dizer para cada um, on-line, que ele foi bem, que ele vai ser ótimo profissional. Ou seja, no presencial não existe tempo para tudo isso e quando temos flexibilidade de horário para lidar com as provas, para lidar com as demandas de tudo aquilo que nós pedimos, eles fazem e fazem de uma maneira não convencional de sentar, escrever e entregar" (M73FDA).
Este discurso corrobora o apontado anteriormente, ou seja, a interação aluno-professor ganha qualidade devido ao tempo, que além de maior é flexível.
b. Melhora pedagógica
Para os participantes da pesquisa, a EAD promove uma melhora que expande o campo pedagógico. "Acaba por criar o hábito de continuar as discussões da reunião pela Internet; a nossa lista de e-mails funciona como um complemento da reunião; fazemos uma complementação teórica da discussão. Esse hábito acho que foi incorporado" (M95FDA).
Na visão global dos discursos, é possível afirmar que o único senão contido neste tópico refere-se ao componente de socialização da EAD, na medida em que o docente parece buscar outras formas de explorar os recursos tecnológicos além daqueles originalmente objetivados, como no caso da lista de e-mail.
O modelo presencial comparado a EAD não permite, por exemplo, que o professor possa estender a interação e a discussão iniciadas num determinado ponto do conteúdo e que o professor expanda seus conhecimentos e influências em âmbitos e interesses que possam até mesmo fugir do foco principal programado, o que é um ganho para o processo de aprendizagem.
BRUFFEE (1999) afirma que:
“As implicações educacionais das redes de computadores repousam na semelhança e na correlação entre o que acontece dentro delas e o que acontece entre nós que as utilizamos. Estruturalmente falando,
35 computadores em rede não transmitem informação. Eles conversam entre si. De modo semelhante, educação não é um exercício de transmissão de informação. É um exercício de conversação aculturativa”.
c. Socialização da EAD
As características do processo de socialização em um ambiente on-line, comparadas ao ambiente presencial, também são apontadas nestes relatos. “Num curso virtual as pessoas se sentem mais livres. Cria-se um ambiente gostoso de abertura, mais aberto e na verdade vê-se que tem muita gente que participa de fato e que tem muita gente que não participa igual numa sala de aula mesmo" (N81FDA).
Esta relação com as práticas do ensino presencial é reforçada pelas situações em que o docente aproveitou as propriedades interativas presentes na EAD, transpondo-as para os momentos presenciais.
"Há uma troca. A troca na sala de aula é temporária, a troca com o aluno durante oito semanas é mais profunda, porque você fica oito semanas e você pensa no assunto de cada um. É um aprofundamento... você se envolve mais com o assunto de todos" (I73FDA).
d. Alcance
"Aqui no Brasil temos poucos casos de dependência de opióides. Isso em Londres e na Inglaterra é uma constante. Então, por exemplo, ter podido reunir uma equipe de professores com esse nível de qualidade, sem dúvida, é uma das coisas que o curso a distância propiciou” (M95MDA).
Esta fala é uma amostra das conclusões dos docentes sobre o benefício da EAD em propiciar a diminuição de distâncias e a interação entre profissionais fomentando a troca de conhecimento.
"Um dos critérios que eu uso é que, de quanto mais longe for o aluno, maior a chance de ser incluído nesse curso" (E80FDA).
36 A preocupação em acolher alunos de áreas que não poderiam ser atendidas pelo modelo presencial é grande e chega a ser critério de inclusão, conforme afirmação deste docente.
6 - Prática Docente
Neste tópico foi possível reunir os comentários que analisavam a prática docente no curso de que o sujeito da pesquisa participou. De forma geral, a experiência foi percebida como positiva pelos entrevistados. Os relatos demonstram que os entrevistados consideraram boa a experiência docente em ambiente virtual, seja no âmbito pessoal, do aluno ou da coletividade.
a. Ganhos
“Eu acho que teve dois ganhos que foram mais gritantes. O primeiro deles é um ganho em qualidade, pois quando você transcreve um curso você toma alguns cuidados que eventualmente num curso presencial você não teria e sim improvisaria" (M95MDA).
Esta afirmação retoma um ponto já discutido em relação à Propriedade da