4. FOTOĞRAF MAKİNELERİNİN TEMİZLİK VE BAKIMI
4.2. Makinelerin Temizliği
4.2.2. Temizlik Yaparken Dikkat Edilecek Noktalar
Para a análise foram utilizados os dados obtidos na entrevista inicial, na qual o profissional revela sua relação com o tema e aborda aspectos da sua rotina profissional; dela fizemos a tabulação dos dados e pudemos verificar as tendências de suas respostas. Discutir-se-á a relação dessas informações com os resultados obtidos no inventário de Burnout (MASLACH, 1996) aplicado antes do curso; esses dados serão cotejados com os depoimentos feitos pelos profissionais no decorrer do curso, com o objetivo de favorecer e ilustrar a compreensão do tema em estudo. Finalizamos a análise com o questionário de avaliação do curso, seguido pela comparação dos resultados do inventário de Burnout, (MASLACH, 1996) aplicado antes e depois do curso, seguindo os mesmo critérios de apresentação dos depoimentos.
Ressaltamos que não houve diversificação das respostas sobre a relação do profissional com a situação de morte, independente da categoria profissional e do setor ao qual o entrevistado trabalha; os conflitos e as dúvidas permeiam conhecimentos teóricos, intervenções práticas, relações pessoais e institucionais, além do autoconhecimento. Também não houve diferença nos resultados do inventário de Burnout (MASLACH, 1996). Essa identificação encontrada nas respostas deve-se à proposta de participarem do curso somente profissionais que vivenciam a situação de morte em sua rotina de trabalho e que, consequentemente, enfrentam os mesmos conflitos.
A escolha profissional dos participantes esteve relacionada à imagem social da área, voltada a contribuir para o processo humanitário (61%): a forma de “ajuda” e “cuidado” com o próximo, com indicação de compromisso com o outro em estado de sofrimento; em alguns casos, relatam que o desejo de cuidar vem de experiência anterior de vida (22%), e à da identificação dos profissionais com seus familiares que trabalham na área de saúde (17%), na busca pelo reconhecimento profissional e pela realização pessoal:
Tenho orgulho em trabalhar como enfermeira. Poder contribuir no bem estar e ajudar as pessoas em momentos difíceis de suas
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vidas é uma oportunidade de colaborar com o seu semelhante no sentido maior da vida.
Embora o trabalho da enfermagem esteja fundamentado no cuidado com o ser humano em situações de adoecimento e morte, raramente os profissionais recebem em sua formação o preparo adequado para o seu desempenho:
Na faculdade você aprende a lidar com o óbito, com o corpo, mas não aprende como é que vai lidar com o paciente e com a família; já tenho 7 anos de formada, estou aqui há três anos e até hoje me incomoda muito quando o paciente pergunta alguma coisa sobre seu estado de saúde e, quando ele entra em óbito, ficar na frente da família, eu não sei como lidar. Quando a família não está perto a gente vai lá, mas quando a família vê, a gente não sabe o que é que está se passando na cabeça deles. Na nossa a gente sabe, olha... descansou, sofreu, sei lá, fiz o que pude, mas a gente não é da família, né?
Durante todo o meu curso nunca tivemos a oportunidade de falar assim, abertamente sobre o paciente, a morte e os conflitos que surgem. É estranho quando a gente começa os estágios e percebe que não tem uma atitude formalizada, cada um age do jeito que acha melhor.
Percebe-se a inquietude dos profissionais ao se depararem com a morte dos pacientes. Observam-se atitudes de enfrentamento focadas na compreensão racional da morte, através da evolução clínica e do prognóstico:
Marcou uma situação em mim: eu estava no terceiro andar com uma paciente estável. Acompanhada pela neta, ela tomou banho, arrumei o seu cabelo, estava super feliz, passou baton, tranquila, brincando. Terminamos, falei para elas „depois eu volto aqui mais um pouquinho‟. Daqui a pouco eu olho lá, a campainha chamando, quando eu entro no quarto, ela fala assim: „Eu estou morrendo, não deixe eu morrer‟ e segurou na minha mão. E ela morreu. Segurando na minha mão, assim... e eu pensei na hora: „ Matei a mulher! Dei alguma coisa para ela... eu tinha a sensação de que eu tinha matado ela; dado o remédio errado! Uma colega do andar me viu chorando muito e disse: „mas você sabia que ela estava fraquinha e logo iria morrer‟. Parei para pensar sobre o prognóstico dela e era verdade, ela já era uma paciente terminal. Eu tinha me esquecido.
Eu tinha um sentimento de incapacidade perante a morte. Mas, mesmo assim, interiormente, eu estava consciente de tudo o que poderia ser feito, eu fiz! O gozado é que eu já não sinto isso, tem gente que sente essa impotência. Eu entendo... ela morreu por causa disso... Às vezes sou pego de surpresa, falo: „ Nossa, parou... Vou rever o caso e compreendo, foi isso e isso e isso‟. E eu começo a pensar na causa daquela morte.
Na pesquisa, pudemos perceber que os profissionais sentem-se tristes diante da morte do paciente:
Cada morte que ocorre em nossa rotina de trabalho mexe muito com a gente. Algumas vezes pela ligação afetiva que criamos,
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outras vezes pelo sofrimento que assistimos daquela pessoa. Ninguém merece sofrer! Outras vezes eu fico triste pela dor da família, aquele velhinho que fica totalmente perdido quando sua esposa morre e a família trata eles como se fosse um peso. São formas diferentes de sofrimento que deixa a gente triste, não tem jeito.
Entretanto, uma parte significativa dos profissionais percebe-se mais distante e indiferente à morte do paciente, na maioria das vezes como forma de proteção, comentando que no início se envolviam e eram experiências mais sofridas, desenvolvendo hoje uma abordagem imparcial:
Lá no andar, tinha uma senhora que estava há meses internada. O pessoal brincava com ela (por estar em coma) e teve um dia que ela abriu o olho e saiu uma lágrima. Uma colega da enfermagem ficou muito deprimida falando: „Ai, ela ouviu, ela chorou‟. Acabamos criando uma forma de se proteger de tanto sofrimento, porque a gente sofre! São tantas mortes que você lida que se você não criar o seu mecanismo, fica complicado.
Diante do paciente terminal eu penso assim: não posso esperar nem mais, nem menos. Porque se eu esperar demais, posso sair decepcionado e piora, se eu esperar de menos posso ser surpreendido. Então, cada encontro que eu tenho eu aproveito, aproveite o hoje. Não espere nada! Amanhã não sabemos se continuará aqui.
Em contrapartida, algumas relações são repletas de afeto, mobilizando intensa emoção:
Esses dias tinha uma paciente na UTI, ela tinha o diagnóstico fechado, (...) ela virou pra mim e falou assim: „Gostaria de tempo para conhecer você‟. Apesar de saber que a pessoa está no fim, você se sente contente, mas quer ajudar e não consegue. O paciente, às vezes, sabe que vai partir (...) a gente sabe que faz até onde pode, mas fica um sentimento estranho.
Comentam sobre a impossibilidade de entrarem em contato com seus sentimentos diante da morte:
O trabalho tem que andar, então você também não pode ficar chorando ali dentro daquele posto e é uma situação horrível porque a gente tem que conduzir naturalmente, como se tudo estivesse sob controle, tem outros pacientes para você atender, a família chegou encaminha ela rapidinho. (...) Mas tem que ser assim.
As situações que apontam essas dificuldades são: dificuldade na comunicação, assistir ao sofrimento, ressentimento da família:
Eu uso o argumento de que o estado não é bom, está se agravando e vou dando „insights‟ pra pessoa tentar entender o que está acontecendo. Na hora da visita eles perguntam: „e aí,
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melhorou?‟. Eu respondo: „Não! Nesse primeiro momento não melhorou, talvez tenha alguma alteração. Quando o médico passou o que o senhor questionou, o que o médico lhe falou?‟. E eu vou buscando as palavras-chave e remanejando a coisa. Agora, quando a familiar já é mais instruído ela fala: „Está agravando, está piorando?‟. Eu falo: “Está sim, está em um processo de declínio, mas toda a parte de cuidado, o que é necessário, nesse momento, está sendo feito peço que procure o médico”.
Segue-se o sentimento de impotência e os profissionais articulam sobre a incapacidade de cura e vergonha:
Às vezes, para se alcançar algum conforto para o paciente, demora muito. Atender ao paciente no momento onde ele está sentindo dor, os cuidados são paliativos, a estória muda um pouquinho. Alterações surgem de uma hora para a outra, junto a isso vem cobranças dos pacientes e familiares para fazermos alguma coisa. Olhamos as medicações que tomou e avaliamos o que pode tomar na tentativa de potencializar e aliviar a dor. Mas nem sempre dá certo, ai você fica nessa angústia e sente culpada e impotente, porque não consegue resolver.
As situações que mais mobilizam são: morte de criança, morte repentina, internações de longa permanência, envolvimento afetivo com pacientes:
Eu acho que me sinto impotente muitas vezes, é difícil eliminar esse sofrimento, ainda mais quando é criança, eu me envolvo mais. Meu sentimento fica mais aflorado. Quando é jovem, criança, eu penso que ela tinha uma vida toda pela frente, penso no sofrimento dela, eu penso na dor da família, porque eu acho que é uma dor insuportável. Principalmente de uma mãe com o filho, um bebê ou uma criança. Então, o que me choca é isso, ver a dor de quem está ficando. Porque quem foi não tá sentindo, não vai sofrer, ou de repente vai pra uma melhor mesmo. Então o que me choca, mobiliza, é quem está ficando.
Todo mês, no início do mês e no fim do mês, são sempre os mesmos pacientes. Então, às vezes, quando a família é muito querida – quando a família é muito fria, eu não me apego – mas quando a família é muito querida... às vezes eles internam e tem outro enfermeiro de plantão e eu volto no dia seguinte, falam: „Porque você não estava aqui quando eu cheguei?‟. Eles se apegam à gente e a gente se apega a eles.
Tanto para a família quanto pra nós, né? Você não chega perto do paciente desejando que ele morra, mas vamos pedindo pra Deus ter piedade e levar (...) melhor levar do que ver desse jeito. Você fica ali, fazendo de tudo e assistindo a pessoa daquele jeito, é muito sofrimento.
As experiências de morte de pacientes no trabalho tornam-se mais difíceis quando se referem a pessoas que já cuidaram anteriormente ou tiveram um longo período de internação. Situações assim promovem relações mais
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afetivas, mobilizando nos profissionais sentimentos de tristeza ao assistirem o sofrimento e a morte:
Uma paciente que a gente teve aqui, há anos atrás, ela entrou andando aqui e depois a gente acompanhou ela se definhando, a gente sempre faz o máximo, principalmente nesse momento, a gente está num combate na hora da morte, não tem jeito, você dá uma travadinha emocionalmente. Aí, você vai acompanhando cada momento; é o momento da família dele, mas também é o seu, porque você assistiu tudo aquilo, não tem como separar, fingir que não conheceu a pessoa, e aos pouquinhos ela está indo embora ... isso mexe com você, de uma forma que te deixa mais insensível ou de uma forma que te deixa meio travada.
Existe um conflito de sentimentos no profissional de enfermagem ao confrontar uma pessoa em estado terminal sem saber sua história de vida e aqueles que conheceu com boa saúde:
Eu trabalhei por um tempo no Pronto-Socorro e na UTI, e eu percebia que quando eu tinha um paciente no Pronto-Socorro e depois eu encontrava ele na UTI, eu tratava ele diferente, e aí eu andava pensando e falava assim: „gente, mas por que eu trato esse homem diferente?‟ Eu me apegava mais àquele paciente, mas eu me apegava porque eu via o conteúdo familiar, porque ele chega no PS falando, vestido, com a mãe, então eu via ele do lado, naquela cama, dependendo de mim; porque parece que quando ele está ali, não tem nada, né? É só ele, você dá ordem ele cumpre e acabou... e na hora que via esse contexto, acho que me assustava, eu via e percebia que tratava o paciente diferente, não é só isso, eram as fotos, familiares... parece que você olha para aquele paciente com outro olhar, parecia que ele tinha vida antes dali. Eu tinha um pouquinho desse conflito, ai com o tempo eu fui entendendo, né, coisa que eu não conseguia ver que o paciente tá li à sua disposição, pra tratar de um conjunto, né? Tô te entregando a minha vida, você cuida.
Cuidar de pessoas com doença grave é uma tarefa delicada e os profissionais da enfermagem são os que mais tempo passam com os pacientes, assim ficam vulneráveis à agressividade, cobranças e irritabilidade do paciente, podendo sofrer decepções ao criar expectativas na relação:
Eu já senti na pele paciente que dizia: „Nesse andar só tem gente que não presta‟. Eu levava a medicação para ele tomar e ele dizia: „Não vou tomar isso que a minha pressão cai‟. Eu tentava explicar, mas nada adiantava... Eu saía com a medicação! Sabe, às vezes, você faz o que pode pelo paciente e ele não te respeita, a gente fica se sentindo incapaz, fracassada. Registrando que o paciente não aceitou o medicamento não somos punidos, mas você tem seu código de ética interno; como eu vou embora para casa tranquila se eu sei que aquela medicação era importante para a saúde do paciente?
Eu comecei a perceber que eu precisava, realmente, de ajuda quando a paciente chegou no ponto alto de raiva dela. Quando ela
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me ofendeu, foi triste quando ela me ofendeu... Eu passei um plantão super tumultuado, não só com ela, mas com outros, eu parei meu plantão – eu sempre estava resolvendo coisas dela – porque ela estava tentando fazer o transplante, então a todo momento eu estava correndo atrás de coisa dela, para dar certo. Inclusive quando ela não estava internada, eu fazia favores para a mãe dela. Então, eu criei um vínculo grande. Só que, a partir do momento que ela me ofendeu, foi muito difícil pra mim e eu me afastei(...) A família, a mãe dela, criou uma resistência também, comigo, mas depois eu fui me aproximando de novo, eu fui quebrando barreiras, mesmo ela tendo me criticado, criticado a enfermagem, os auxiliares, me cobrando, estava difícil, eu não aguentava mais (...).
Alguns profissionais referem-se ao contato com a família, embora sintam-se algumas vezes inadequados e culpados; necessitam nesse momento demonstrar disponibilidade e afeto:
(...) eu tenho que saber falar com a família, saber quando e como eu posso fazer isso, porque pode ser que eu, num determinado momento, tenha uma palavra de conforto, mas será que naquele processo da família, no processo cultural deles, a minha palavra foi de conforto ou foi para aumentar mais a dor?
Essa dificuldade apresentada pelos entrevistados na relação com os familiares demonstra o despreparo para a atuação nesse momento; não podemos ignorar o ambiente e os personagens em cena, como se a ação da enfermagem fosse sobre seres inanimados e como se o aprendizado fosse limitado apenas aos procedimentos técnicos:
(...) naquele momento da morte, no momento daquela notícia, é muito difícil. Eu não sei o que fazer, se pede para sentar, oferece água, fica ali, você sente, mas não tem intimidade para um abraço, então você fica esperando para ver a reação da pessoa. Eu acho bem difícil (...).
A relação com os familiares dos pacientes às vezes gera apreensão e ansiedade; é comum que as crises familiares desencadeiem no leito do hospital:
Essa semana eu estava com uma senhorinha no leito e a filha dela chegou totalmente estúpida. Colocou algumas sacolas que estava na mão, em cima da outra cama e começou a reclamar do calor, que estava irritada. A mulher não tinha senso nenhum, parecia mais que ela tinha chegado num salão de manicure. Nem olhou direito pra mãe, e nós estávamos ali, num momento tão sereno, conversando.
Referem a mudanças no comportamento de alguns pacientes ao receberem algumas visitas, apresentando-se mais queixosos, com demonstração de sofrimento e o familiar atribui as queixas ao atendimento:
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Geralmente, o paciente quando está sozinho, ele fica bem. Quando chega um familiar ele muda. Na hora da visita piora e o familiar vem nos cobrar atendimento. Essa piora na hora da visita tem tudo a ver com o psicológico. Deve querer atenção daquele familiar ou faltou algo lá, no passado mal resolvido. Parece que ele quer deixar o familiar com dor na consciência do tipo: „Estou aqui sozinho, você não liga pra mim‟. Isso acontece bastante e depois vai embora e diz: „Mãe, estou indo embora‟ e ela responde: „Vai, filho, eu aguento. Estou sozinha, mas fico bem, não se preocupe‟. Os questionamentos e as cobranças dos familiares intensificam o desgaste do profissional da equipe de enfermagem enquanto a definição dos procedimentos clínicos ainda não está definida entre o médico e o paciente/familiar:
Existem familiares que entendem que as decisões não são nossas, outros não querem saber, cobram da gente tomar atitudes que não dependem da gente. Então se irritam, tentamos explicar, mas estão nervosos, não adianta! Falamos com o médico para que tome alguma atitude e quando ele passa na visita, parece que nada aconteceu. Mas também não definem nada, então no decorrer do dia começa tudo novamente.
Situações no trabalho que remetem o profissional à identificação com o seu histórico de vida mobilizam reações de agressividade; quando o profissional não tem consciência do seu processo histórico, reage com a agressividade:
Eu não tenho problema com a morte, aceito a morte com tranquilidade, o que me dói é o abandono. Saber que aquele velhinho foi abandonado, isso me traz uma sensação muito ruim porque é uma coisa meio que premeditada; na morte você não tem medida e ela faz parte do curso natural da vida, não me choca tanto assim. Agora, abandonar um pai ou uma mãe, isso para mim é revoltante, eu nunca faria isso com meus pais.
Cuidei da minha mãe até ela morrer. Até o fim, dormíamos na mesma cama. E quando ela morreu, eu não consegui chorar, não senti aquela emoção maior. Quando eu era pequena, o meu pai foi embora de casa e ali eu senti muito a falta dele, não tive tempo de me despedir. Acho que assim acontece também com os pacientes quando não temos tempo de nos despedirmos.
Os profissionais sofrem ao serem mobilizados pelos seus valores pessoais, pela compaixão e pela dificuldade em aceitar a morte:
(...) Antes de eu ser enfermeiro, eu sou humano, eu tenho dores, eu tenho valores, eu tenho determinações, e eu vejo um cliente numa idade mais tenra, eu vou falar assim: “nossa, ele já passou por tantas coisas, está num leito de dor, sofrendo, peço para que Deus tenha piedade, misericórdia, pra que a pessoa seja levada e descanse em paz, mas será que o momento dela terminou por ali? Talvez é nessa hora então tem o lado espiritual? Será que ela terminou a missão dela no plano terreno? Não sei... será que ela foi muito má, por isso está passando por isso? Então existe as pré-julgações (sic) nossas, isso é humano; então se o que você procura é no encontro profissional, não pré-julgar, eu procuro fazer o que está ao meu alcance no ganho do conhecimento técnico,
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que foi pra isso que me formei e procurar aliviar a tensão do meu cliente ou da família dele da melhor forma possível.
As mortes de colegas é um evento estressante e o cuidado com essas perdas muitas vezes é negligenciado no ambiente de trabalho, pois também refletem a negação social da morte:
Já visitei colega de trabalho, entubado na UTI, é ruim. Você pensa na pessoa como ela era antes, na forma como ela trabalhava, e agora está vivendo aquela situação. Muito estranho! Eu não consigo fazer a mesma coisa que faço para os pacientes nas pessoas conhecidas. Lembro do meu amigo ali, tão próximo, recebendo os mesmos cuidados que damos aos pacientes... é muito estranho, a gente fica impactada mesmo, marca muito; até cair a ficha, que aquela pessoa que você conversava, ria, te ajudava com os pacientes, agora está morrendo,enfim...
O suicídio representa uma forma de morte que a sociedade não aceita, deflagra o medo. É caracterizado como covardia e desrespeito ao que temos de mais sagrado, a vida. Para o profissional que optou em trabalhar “salvando vidas” torna-se inadmissível a pessoa optar pela morte: