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3. FOTOĞRAF MAKİNESİNİN TEMEL PARÇALARI VE YARDIMCI

3.3. Fotoğraf Makinesinin Yardımcı Gereçleri

3.3.5. Otomatik Deklanşör :

“As adversidades despertam em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.” Horácio

Várias pesquisas apontam a importância de se dedicar atenção especial à saúde mental dos profissionais de enfermagem, a necessidade de promover o desenvolvimento técnico e pessoal como instrumento de redução do estresse laboral, fornecer meios que auxiliem a reflexão sobre o seu papel diante do adoecimento e da morte, a importância de sua função e quanto ele pode torná- la motivadora, além de possibilitar práticas de reflexão sobre as situações vividas no dia a dia, mudanças conceituais sobre saúde, reconhecimento dos seus sentimentos, seus limites, possibilidades de melhores condições de trabalho. Ressaltam a formação acadêmica dos profissionais de enfermagem como estritamente técnica, voltada para a formação de profissionais que devem curar seus pacientes; sua missão é prolongar a vida, não encontrando adequação nos cuidados dos pacientes fora de possibilidade de cura (LAUTERT, 1997; MUROFUSE, 2005; FERREIRA, 2006; KITZE, 2008; CAVALHEIRO, 2008).

O estudo apresentado por Franco (2005) mostrou comprometimento relacionado à qualidade de vida dos residentes em enfermagem, assinalando alterações nos aspectos emocionais, baixa vitalidade e saúde mental alterada. Silva (2010) refere a importância de maior integração entre a prática clínica e a teoria nos cursos de enfermagem; observa nesse afastamento a redução da confiança na capacidade de exercer tal função, originando sentimentos de desamparo, impotência, frustração e insatisfação.

Faz-se necessária a revisão dos currículos dos profissionais, que carecem de disciplinas que abordem os temas morte, luto e processo de morrer, que se refletem na assistência ao paciente e na qualidade de vida desses profissionais (FERREIRA, 2006; FIGUEIREDO, 2008).

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Almeida (2007), referindo-se a Wallon, descreve o homem como geneticamente social, constituindo-se pessoa a partir do outro, isto é, a relação eu-outro é uma relação cultural. Nesse processo de constituição e reconhecimento da identidade, os profissionais são afetados ao lidarem constante com a morte e com a capacidade de estabelecer vínculos.

As reações emocionais e os sentimentos apresentados por profissionais de enfermagem que trabalham com pacientes terminais influenciam sua prática. As relações de proximidade entre o paciente e os profissionais da enfermagem ficam cada vez mais intensas com a proximidade da morte e o aumento das limitações físicas. Diante da perda de um paciente, a equipe de saúde é mobilizada por sentimentos de choque, negação, fracasso, tristeza, culpa, autorrecriminação, vergonha e fantasias de natureza e intensidade variadas. Esses sentimentos podem perdurar se não forem elaborados; aparecerão no contato com pacientes futuros, predispondo o profissional a um estresse agudo. Tais perdas consecutivas podem desencadear uma crise no âmbito profissional, em sequência à crise emocional, cuja manifestação se caracteriza por esgotamento psíquico, redução da realização pessoal no trabalho e despersonalização (FERNANDES, 2004; GIANINI, 2005, FERREIRA, 2006, CAVALHEIRO, 2008).

Benevides-Pereira (2003), ao pesquisar o processo de adoecer pelo trabalho faz um vasto estudo sobre a síndrome de burnout, e a define como resposta a um estado prolongado de estresse, que se dá em resposta à cronificação do estresse ocupacional, trazendo consigo consequências negativas no plano individual, profissional, familiar e social. Observa a dificuldade em estabelecer um consenso entre os autores quanto à definição e modelos explicativos, subdividindo as concepções teóricas em quatro grupos:

 Concepção clínica: caracterizada como um conjunto de sintomas (fadiga física e mental, falta de entusiasmo pelo trabalho e pela vida, sentimento de impotência e inutilidade, baixa auto-estima), podendo levar o profissional à depressão e até mesmo ao suicídio. Essa

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conotação de cunho mais individualista foi abandonada e a dimensão social, incluída.

 Concepção sócio-psicológica: desenvolvida por Christina Maslach e Susan Jackson (1977); evidenciaram as variáveis sócio-ambientais como coadjuvantes do processo de desenvolvimento do burnout; os aspectos individuais associados às condições e relações do trabalho formam uma constelação que propicia o aparecimento dos fatores mutidimensionais da síndrome, quais sejam: o desgaste emocional, insatisfação profissional e despersonalização. Esta tem sido a perspectiva mais adotada, principalmente pela grande disseminação do inventário de burnout desenvolvido pelas autoras, que avalia as dimensões citadas.

 Concepção organizacional: baseados na teoria das organizações, para Golembiewski, Hiller e Dale (1987), o burnout é a consequência de um desajuste entre as necessidades apresentadas pelo trabalhador e os interesses da instituição. Chernis (1980) dá protagonismo aos agentes estressores alegando que as dimensões apresentadas na síndrome (desgaste emocional, insatisfação profissional e despersonalização), são mecanismos de enfrentamento.

 Concepção sócio-histórica: esta vertente prioriza mais o papel da sociedade, cada vez mais individualista e competitiva, do que os fatores pessoais e institucionais. Desta forma, ocupações voltadas para a ajuda e o desenvolvimento do próximo, que se aproximam de uma perspectiva comunitária, são incompatíveis com os valores predominantes na sociedade atual. Carlotto (1999) aponta Sarandon como a autora de maior destaque dessa corrente.

Os sintomas apresentados no processo de burnout estão associados a sintomas físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos. Abaixo, apresentamos um quadro sobresintomatologia do burnout.

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Quadro 4 – A sintomatologia do burnout

Físicos

Fadiga constante e progressiva Distúrbio do sono Dores musculares Cefaléias, enxaquecas Perturbações gastrointestinais Imunodeficiência Transtornos cardiovasculares Distúrbios do sistema respiratório

Disfunções sexuais Alterações menstruais

Comportamentais

Negligência ou excesso de escrúpulos Irritabilidade

Incremento da agressividade Incapacidade para relaxar Dificuldade na aceitação de mudanças

Perda de iniciativa

Aumento do consumo de substâncias Comportamento de alto risco

Suicídio Psíquicos Falta de concentração Alterações de memória Lentificação do pensamento Sentimento de alienação Sentimento de solidão Impaciência Sentimento de insuficiência Baixa auto-estima Labilidade emocional Dificuldade de auto-aceitação

Astenia, desânimo, disforia, Depressão

Desconfiança, paranóia

Defensivos

Tendência ao isolamento Sentimentos de onipotência Perda do interesse pelo trabalho

Absenteísmo Ironia, cinismo

Fonte: Benevides-Pereira (2003, p. 44)

De maneira geral, todos os autores reconhecem a importância do papel desempenhado pelo trabalho, assim como a dimensão social e relacional da síndrome. Também concordam que os profissionais que trabalham diretamente com outras pessoas, assistindo-as ou como responsáveis por seu desenvolvimento e bem-estar, encontram-se mais suscetíveis ao desenvolvimento do burnout. Outra questão em concordância é que o burnout apresenta-se em pessoas consideradas “normais”, em geral entusiastas e idealistas, que no contato com o mundo profissional vão mudando seu modo de ser e apresentando transtornos que acabam por interferir em sua vida pessoal, social e institucional. O início da síndrome pode se dar já durante a fase acadêmica, no período de preparação para o trabalho.

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Kovács (2008), em seu projeto “Educação para a Morte”, tem como enfoque principal a necessidade de formação para os profissionais de saúde e educação. Ao falar sobre as mortes ocorridas em hospitais, reporta a visão de erro e fracasso, que mobiliza o comportamento de silêncio diante do tema. O prolongamento da vida faz com que haja maior tempo de convívio entre pacientes gravemente enfermos, familiares e equipe de cuidados, principalmente da enfermagem, com um aumento da carga de estresse, favorecendo o risco de colapso. Ressalta a importância dos cursos da área de saúde abordarem de forma mais consistente a relação enfermagem e paciente, além demobilizarem a reflexão sobre suas emoções e sentimentos no contato com os doentes e familiares.

Fala-se muito sobre a importância do cuidado com a saúde do profissional de saúde; porém, existem poucas publicações sobre a atuação e o resultado efetivo de atividades que visem ao desenvolvimento profissional e pessoal desses profissionais. Os trabalhos voltados aos cuidados da saúde que envolvem relacionamento com pessoas, cuidado da saúde e a luta contra a doença têm um valor nobre em nossa sociedade. Entretanto, quanto de preparo, atenção e cuidado são distribuídos a esses profissionais para que eles consigam desenvolver relações com seus pacientes com profissionalismo, sem a perda da humanização?

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3. A PESQUISA

Benzer Belgeler