• Sonuç bulunamadı

3. FOTOĞRAF MAKİNESİNİN TEMEL PARÇALARI VE YARDIMCI

3.1. Fotoğraf Makinesinin Parçaları

3.1.2. Diyafram

Foi realizada a análise descritiva dos dados por meio de freqüências absolutas e relativas, medidas de tendência central (média e mediana) e dispersão (desvio-padrão, mínimo e máximo).

Para a comparação entre os grupos (presença/ ausência de hospitalização) de crianças diagnosticadas com TEA em relação às variáveis independentes, foi aplicado o teste de associação pelo Qui-quadrado. As variáveis cujos valores esperados foram menores ou iguais a cinco, aplicou-se o teste Exato de Fisher. Assumiu-se um nível descritivo de 5% para a significância estatística.

Os dados foram tabulados em Excel e analisados pelo programa SPSS versão 7.0 para Windows.

33

RESULTADOS

Foram investigados 32 sujeitos, sendo a maioria do gênero masculino (78,1%; n=25). A média de idade foi de 52,6 meses (dp=10,0), mediana de 51,5, variando entre 28 e 70 meses de idade.

Na Tabela 1 observamos que a freqüência de hospitalizações foimaior nas crianças do gênero masculino e nas crianças com idade ≥ 4,5 anos.

Tabela 1 – Caracterização dos sujeitos segundo gênero e idade versus subgrupos hospitalizados e não hospitalizados.

Variável categoria Hospitalização

Sim Não p

n (%) n (%)

Gênero§ masculino 10 (71,4) 15 (83,3) 0,669

feminino 4 (28,6) 3 (16,7)

Idade (anos) até 4,5 6 (42,9) 11 (61,1) 0,305

≥ 4,5 8 (57,1) 7 (38,9)

Total 14 (100,0) 18 (100,0)

Na Tabela 2 verificamos a aquisição da linguagem oral em função de ocorrência de hospitalizações e frequência. Não se observa diferença estatisticamente significativa entre os sujeitos verbais e não verbais.

Das crianças hospitalizadas, a média de dias foi de 10,2 (dp=7,0), mediana de 10,7 , variando entre 1 e 38 dias. A somatória total de dias de hospitalização foi de 143.

34 Tabela 2 - Relação entre hospitalização, freqüência e aquisição da linguagem oral (verbal e não verbal).

Variável Categoria Linguagem

Verbal Não verbal P

n (%) n (%) Hospitalizados Não 11 (61,1) 7 (38,9) 0,854 Sim 9 (64,3) 5 (35,7) Frequência de hospitalização Nenhuma 11 (61,1) 7 (38,9) 0,770 1 vez 7 (70,0) 3 (30,0) 2 ou 3 vezes 2 (50,0) 2 (50,0)

Ao analisar a Tabela 3, podemos verificar que a principal causa de hospitalização foi problemas respiratórios. Segue-se a realização de cirurgias e, em idênticas proporções: alteração geniturinária, cardiopatia e otite. As hospitalizações tenderam categoria particular.

Tabela 3 - Descrição quanto ao local das hospitalizações e causas.

Variável Categoria n (%) Local da Hospitalização SUS 6 (42,9) Particular 8 (57,1) Causa da Hospitalização Respiratória 9 (64,4%) Cirurgias (Hérnia e Lobectomia) 2 (14,3%) Geniturinária 1 (7,1%) Cardiopatia 1 (7,1%) Otites 1 (7,1%) Total 14 (100,0)

35 Não se observou diferença estatisticamente significativa entre a ocorrência de hospitalização e a aquisição da linguagem oral (p=0,844) (Tabela 4).

Tabela 4 – Relações entre idade da hospitalização e aquisição da linguagem (verbais e não verbais).

Variável Categoria Linguagem

Idade da 1ª hospitalização Não hospitalizado Verbal n % Não verbal n % P 11 (61,1) 7 (38,9) 0,844 Até 1 ano 4 (57,1) 3 (42,9) >1 ano 5 (71,4) 2 (28,6)

§ teste Exato de Fisher

Na Tabela 5 os resultados não apontaram significância estatística entre a presença/ ausência das habilidades comunicativas nos sujeitos hospitalizados e não hospitalizados. No entanto, na análise descritiva de frequência é possível observar que no grupo de sujeitos não hospitalizados as variáveis interação com objeto e com o outro, meios comunicativos verbais e gestuais foram mais frequentes quando comparados ao grupo de sujeitos que foram hospitalizados.

Tabela 5 – Análise da associação entre presença ou ausência de hospitalizações e ocorrência das habilidades comunicativas.

Variável Presentes

Sim/não

Hospitalização

Sim Não P

n (%) n (%)

36 com

objeto ou o outro sim 5 (35,7) 9 (50,0)

Meios comunicativos não 5 (35,7) 7 (38,9) 0,854 Verbais sim 9 (64,3) 11 (61,1) Meios comunicativos não 1 (7,1) 5 (27,8) 0,196 vocais§ sim 13 (92,9) 13 (72,2) Meios comunicativos não 5 (35,7) 4 (22,2) 0,453 gestuais§ sim 9 (64,3) 14 (77,8) Total 14 (100,0) 18 (100,0)

§ teste Exato de Fisher

Ao observarmos os dados da tabela 6, podemos notar que apesar de não haver diferença estatisticamente significativa, todas as funções foram mais frequentes no grupo das crianças não hospitalizadas, se comparadas ao de crianças hospitalizadas.

A função pedido de objeto, por exemplo, foi mais utilizada pelas crianças não hospitalizadas (66,7%) do que pelas crianças hospitalizadas (50%). O mesmo aconteceu com as funções protesto e exibição. Na última, verificamos todas as crianças que foram hospitalizadas não fizeram uso dessa função ( p=0,05).

Tabela 6 – Caracterização do funcionamento da linguagem entre os grupos hospitalizados e não hospitalizados (parte 1).

Variável Categoria Hospitalização

Sim Não P

37

Pedido de objeto não 7 (50,0) 6 (33,3) 0,341

sim 7 (50,0) 12 (66,7)

Pedido de ação não 6 (42,9) 9 (50,0) 0,688

sim 8 (57,1) 9 (50,0)

Pedido de rotina não 13 (92,9) 15 (83,3) 0,613

social§ sim 1 (7,1) 3 (16,7) Pedido de não 14 (100,0) 16 (88,9) 0,492 consentimento§ sim 0 (0,0) 2 (11,1) Pedido de não 13 (92,9) 14 (77,8) 0,355 informações§ sim 1 (7,1) 4 (22,2) Protesto§ não 5 (35,7) 5 (27,8) 0,712 sim 9 (64,3) 13 (72,2) Reconhecimento não 12 (85,7) 13 (72,2) 0,426 do outro§ sim 2 (14,3) 5 (27,8) Exibição§ não 14 (100,0) 13 (72,2) 0,052 sim 0 (0,0) 5 (27,8) Comentário§ não 11 (78,6) 14 (77,8) 1,000 sim 3 (21,4) 4 (22,2) Auto-regulatório§ não 12 (85,7) 14 (77,8) 0,672 sim 2 (14,3) 4 (22,2) Total 14 (100,0) 18 (100,0)

Nas funções apresentadas na Tabela 7, também verificamos que apesar de não haver diferença estatisticamente significativa entre os sujeitos hospitalizados e não hospitalizados, é possível notar que a maior parte delas foi mais utilizada pelas crianças não hospitalizadas, se comparadas com as hospitalizadas. É o caso das funções nomeações, performativo, exclamativo, reativos, jogo, exploratório, expressão de protesto e jogo compartilhado. É

38 interessante salientar que as funções em que esse padrão não foi observado foram: não focalizada e narrativa. Destaca-se que nas crianças não hospitalizadas a função exploratório foi mais frequente do que nas crianças hospitalizadas, com p=0,062 (Tabela 7).

Tabela 7 – Caracterização do funcionamento da linguagem entre os grupos hospitalizados e não

hospitalizados (parte 2).

Variável Categoria Hospitalização

Sim Não p n (%) n (%) Nomeações Não 8 (57,1) 9 (50,0) 0,688 Sim 6 (42,9) 9 (50,0) Performativo Não 8 (57,1) 7 (38,9) 0,305 Sim 6 (42,9) 11 (61,1) Exclamativo§ Não 11 (78,6) 12 (66,7) 0,694 Sim 3 (21,4) 6 (33,3) Reativos§ Não 5 (35,7) 2 (11,1) 0,195 Sim 9 (64,3) 16 (88,9) Não-focalizada§ Não 2 (14,3) 7 (38,9) 0,235 Sim 12 (85,7) 11 (61,1) Jogo Não 9 (64,3) 8 (44,4) 0,265 Sim 5 (35,7) 10 (55,6) Exploratório§ Não 7 (50,0) 3 (16,7) 0,062 Sim 7 (50,0) 15 (83,3) Narrativa§ Não 13 (92,9) 17 (94,4) 1,000 Sim 1 (7,1) 1 (5,6) Expressão de Não 8 (57,1) 9 (50,0) 0,688 protesto Sim 6 (42,9) 9 (50,0)

39

Jogo Não 11 (78,6) 12 (66,7) 0,694

compartilhado§ Sim 3 (21,4) 6 (33,3)

Total 14 (100,0) 18 (100,0)

Na Tabela 8 podemos observar que não há diferença estatisticamente significativa entre as variáveis nos dois grupos, tanto para imitações gestuais quanto sonoras. No entanto, verificamos maior frequência dos diferentes tipos de imitação no grupo de crianças não hospitalizadas.

Tabela 8 – Descrição da função Imitação entre os grupos hospitalizados e não hospitalizados.

Variável Categoria Hospitalização

Sim Não p

n (%) n (%)

Reage às não 13 (72,2) 7 (50,0) 0,198

solicitações gestuais sim 5 (27,8) 7 (50,0)

Imitação de gestos/ não 6 (42,9) 5 (27,8) 0,465

movimentos visíveis sim 8 (57,1) 13 (72,2)

no próprio corpo§

Imitação de gestos/ não 13 (92,9) 14 (77,8) 0,355

movimentos não visíveis sim 1 (7,1) 4 (22,2)

no próprio corpo§

Reage às não 5 (35,7) 11 (61,1) 0,154

solicitações sonoras sim 9 (64,3) 7 (38,9)

Imitação de sílabas§ não 10 (71,4) 13 (72,2) 1,000

40 Imitação de não 9 (64,3) 11 (61,1) 0,854 Onomatopéia sim 5 (35,7) 7 (38,9) Imitação de não 11 (78,6) 11 (61,1) 0,446 palavras§ sim 3 (21,4) 7 (38,9) Imitação de não 12 (85,7) 14 (77,8) 0,672 frases§ sim 2 (14,3) 4 (22,2) Total 14 (100,0) 18 (100,0)

§ teste Exato de Fisher

Na Tabela 9 podemos observar que não houve diferença para o desempenho da compreensão entre os dois grupos. Mas podemos descrever diferença sutil de melhor desempenho das crianças não hospitalizadas em relação as hospitalizadas para o item atende quando é chamado.

Tabela 9 Descrição da função compreensão entre os grupos hospitalizados e não

hospitalizados.

Variável Categoria Hospitalização

Sim não P

N (%) n (%)

Compreensão verbal§ Não 12 (85,7) 15 (83,3) 1,000

Sim 2 (14,3) 3 (16,7)

Responde não sistematicamente Não 4 (28,6) 7 (38,9) 0,712

a uma solicitação, comentário Sim 10 (71,4) 11 (61,1)

ou quando é chamado §

Atende quando é chamado não 12 (85,7) 12 (66,7) 0,412

41

Compreende ordens situacionais Não 11 (78,6) 12 (66,7) 0,694

com uma ação acompanhada de Sim 3 (21,4) 6 (33,3)

gestos§

Total 14 (100,0) 18 (100,0)

§ teste Exato de Fisher

Na Tabela 10 observa-se que a maioria dos sujeitos hospitalizados tiveram como causa as alterações respiratórias e pneumonia. Os episódios de hospitalização foram mais frequentes em crianças com idade ≥ 4,5 anos. Dos 14 sujeitos hospitalizados, 9 utilizam linguagem verbal. Quanto ao uso dos meios comunicativos verbais, vocais e gestuais, estes foram mais frequentes nos sujeitos hospitalizados por alterações respiratórias e pneumonias.

Tabela 10 – Caracterização dos sujeitos segundo causa da hospitalização versus gênero, idade, linguagem (verbal ou não verbal), interação com objeto e com o outro e meios comunicativos (verbais, vocais ou gestuais).

Variável Causas de Hospitalização

Alterações Pneumonia Infecção Hérnia Cardiopatia Lobotomia Respiratórias n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Gênero Masculino 3 (50,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) Feminino 3 (50,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) Idade (anos) até 4,5 3 (50,0) 2 (66,7) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0)

42 ≥ 4,5 3 (50,0) 1 (33,3) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0)

Linguagem

Não verbal 2 (33,3) 0 (0,0) 1 (50,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Verbal 4 (66,7) 3 (100,0) 1 (50,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0)

Inicia interação com objeto ou o outro

Não 3 (50,0) 2 (66,7) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 3 (50,0) 1 (33,3) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0)

Meios comunicativos verbais

Não 2 (33,3) 0 (0,0) 1 (50,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 4 (66,7) 3 (100,0) 1 (50,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0)

Meios comunicativos vocais

Não 0 (0,0) 1 (33,3) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 6 (100,0) 2 (66,7) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0)

Meios comunicativos gestuais

Não 1 (16,7) 2 (66,7) 1 (50,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) Sim 5 (83,3) 1 (33,3) 1 (50,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0)

Total 6 (100,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0)

Na tabela 11 é possível observar que, independente da causa de hospitalização, algumas das principais funções de linguagem não foram utilizadas pelos sujeitos

43 hospitalizados, como o pedido de consentimento, pedido de informação, reconhecimento do outro, exibição e comentário.

Tabela 11 – Caracterização dos sujeitos segundo causas de hospitalização versus funções de linguagem.

Variável Causas de hospitalização

Alterações Pneumonia Infecção Hérnia Cardiopatia Lobotomia respiratórias n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) pedido de objeto Não 3 (50,0) 1 (33,3) 2 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) Sim 3 (50,0) 2 (66,7) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) pedido de ação Não 2 (33,3) 1 (33,3) 2 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) Sim 4 (66,7) 2 (66,7) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) pedido de rotina social

Não 6 (100,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) pedido de consentimento Não 6 (100,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) pedido de informações Não 6 (100,0) 2 (66,7) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 1 (33,3) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) protesto Não 1 (16,7) 2 (66,7) 2 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 5 (83,3) 1 (33,3) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) reconhecimento do outro

44 Não 5 (83,3) 3 (100,0) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 1 (16,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Exibição Não 6 (100,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) comentário Não 5 (83,3) 1 (33,3) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 1 (16,7) 2 (66,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) auto-regulatório Não 6 (100,0) 2 (66,7) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 1 (33,3) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Total 6 (100,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0)

Na Tabela 12 ocorre o mesmo fenômeno descrito na Tabela 11. Nesta, as funções de linguagem mais bem elaboradas não foram observadas com freqüência significativa nos sujeitos hospitalizados, enquanto que funções não tão bem elaboradas, como a reativa e não- focalizadas foram frequentes neste grupo.

Tabela 12 – Caracterização dos sujeitos segundo causas de hospitalização versus funções de linguagem.

Variável Causas de hospitalização

Alterações Pneumonia Infecção Hérnia Cardiopatia Lobotomia Respiratórias

n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%)

45 Não 3 (50,0) 0 (0,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 3 (50,0) 3 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Performativo Não 3 (50,0) 0 (0,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 3 (50,0) 3 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Exclamativo Não 5 (83,3) 2 (66,7) 2 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) Sim 1 (16,7) 1 (33,3) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) Reativos Não 1 (16,7) 3 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 5 (83,3) 0 (0,0) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Não-focalizada Não 1 (16,7) 1 (33,3) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 5 (83,3) 2 (66,7) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Jogo Não 5 (83,3) 2 (66,7) 1 (50,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 1 (16,7) 1 (33,3) 1 (50,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Exploratório Não 3 (50,0) 1 (33,3) 1 (50,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 3 (50,0) 2 (66,7) 1 (50,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Narrativa Não 5 (83,3) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 1 (16,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Expressão de protesto Não 3 (50,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 3 (50,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Jogo compartilhado

46 Não 6 (100,0) 0 (0,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 3 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0)

Total 6 (100,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0)

Na Tabela 13 é possível observar que nos sujeitos hospitalizados, principalmente por alterações respiratórias e pneumonias, as funções imitação de gestos não visíveis no próprio corpo, imitação silábica, imitação de onomatopéias, imitação de sílabas e imitação de frases apresentaram-se prejudicadas. Os itens compreensão verbal, atende quando é chamado e compreender ordens situacionais com uma ação acompanhada de gestos também estão prejudicados neste grupo de sujeitos hospitalizados.

Tabela 13 – Caracterização dos sujeitos segundo causa da hospitalização versus Maturidade simbólica.

Variável Causas de hospitalização

Alterações Pneumonia Infecção Hérnia Cardiopatia Lobotomia respiratórias

n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%)

Reage às solicitações gestuais

Não 3 (50,0) 3 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 3 (50,0) 0 (0,0) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Imitação de gestos/movimentos visíveis no

próprio corpo

Não 3 (50,0) 0 (0,0) 2 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) Sim 3 (50,0) 3 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) Imitação de gestos/ movimentos não visíveis

no próprio corpo

47 Sim 0 (0,0) 1 (33,3) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Reage às solicitações sonoras

Não 1 (16,7) 2 (66,7) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) Sim 5 (83,3) 1 (33,3) 2 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) Imitação de sílabas Não 5 (83,3) 1 (33,3) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 1 (16,7) 2 (66,7) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Imitação de onomatopéia Não 4 (66,7) 1 (33,3) 2 (100,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 2 (33,3) 2 (66,7) 0 (0,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Imitação de palavras Não 5 (83,3) 1 (33,3) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 1 (16,7) 2 (66,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Imitação de frases Não 6 (100,0) 1 (33,3) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 2 (66,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Compreensão verbal Não 6 (100,0) 3 (100,0) 2 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Sim 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Responde não sistematicamente a uma solicitação,

comentário ou quando é chamado

Não 0 (0,0) 2 (66,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 6 (100,0) 1 (33,3) 2 (100,0) 1 (100,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Atende quando é chamado

Não 6 (100,0) 1 (33,3) 2 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 2 (66,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Compreende ordens situacionais com uma ação

48 Não 6 (100,0) 1 (33,3) 1 (50,0) 1 (100,0) 1 (100,0) 1 (100,0) Sim 0 (0,0) 2 (66,7) 1 (50,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0)

49

DISCUSSÃO

A hipótese de que a ocorrência de hospitalizações nos primeiros anos de vida pudesse interferir no desenvolvimento das habilidades comunicativas das crianças com TEA foi descartada, considerando-se que os resultados não apontaram diferenças estatisticamente significativas entre crianças hospitalizadas e não hospitalizadas.

Estes resultados diferem dos dados encontrados na literatura, que apontam que as hospitalizações precoces são índice de risco para o desenvolvimento infantil, incluindo habilidades comunicativas, além de cognitivas e afetivas.

Pesquisas mostram que as hospitalizações geram riscos bio-psíquicos para as crianças, os quais estão associados a diversos sintomas manifestos (atuais e/ou subseqüentes) (BARROS, L, 1998.; ALCÂNTARA, E.B, 2007/2008.; PEDROSA, A.M et al, 2007). A freqüência significativa de co-ocorrências entre hospitalizações precoces e problemas de linguagem subseqüentes tem sido observada no cotidiano da clínica fonoaudiológica. Essa constatação justificou, inclusive, a realização de estudos exploratórios sobre o tema (ABADIL, V, 2004.; BIRKMAN, M.; CUNHA, M.C, 2006), que partem do pressuposto da importância decisiva de condições interacionais favoráveis ao desenvolvimento da linguagem, particularmente nos primeiros anos de vida da criança (PALLADINO, R.R.R, 2004); as quais são perturbadas (em menor ou maior grau) nos processos de hospitalização.

O adoecer acarreta na criança uma série de sensações corporais, e, quando necessita ser hospitalizada, suas reações diante dessa nova experiência dependerão de vários fatores como: separação total ou parcial de familiares significativos; idade no período da hospitalização; condição física e tipo de cuidado imediato; qualidade do relacionamento com familiares significativos antes e durante a hospitalização; duração do período de hospitalização; experiências anteriores de hospitalização; quantidade e tipo de informações de que a criança dispõe; qualidade e tipo de apoio que recebe dos familiares significativos e da equipe de saúde durante a hospitalização; atenção às suas necessidades de forma particular. Cada criança possui necessidades diferenciadas de afeto e de sensibilidade à separação e à dor (SCHIMITZ, E.M.R, 2000). A criança quando é hospitalizada por um longo período de tempo pode ser vítima de um retardo no seu crescimento e desenvolvimento, apresentando, além

50 disso, reações que variam dependendo da faixa etária em que se encontra (NETTINA, M.S, 2003).

Sendo assim, para discutir os resultados desse estudo, é preciso levar em consideração alguns aspectos: as peculiaridades e a diversidade que caracterizam os quadros incluídos nos TEA.

Destaca-se que a análise descritiva revelou que algumas características da comunicação e do funcionamento da linguagem oral das crianças não hospitalizadas foi superior, comparativamente às que foram hospitalizadas.

Pesquisadores afirmam que o curso do desenvolvimento lingüístico e comunicativo no TEA apresenta ampla variação, sendo que metade dos indivíduos não desenvolve linguagem funcional e, por outro lado, 25% apresentam habilidades lingüísticas dentro da normalidade (SMITH, V et al. 2007).

Outro estudo avaliou as habilidades narrativas de crianças com TEA e foi observado que estas crianças são capazes de estruturar narrativas, contudo, estas apresentam menos experiências pessoais do que as narrativas de crianças típicas (LOSH, M.; CAPPS, L, 2003).

Outra pesquisa analisou os aspectos funcionais da comunicação de 50 crianças com TEA em situação de jogo com o fonoaudiólogo. Os adultos utilizaram mais o meio verbal, enquanto que as crianças pesquisadas, o meio gestual. Tanto os adultos quanto as crianças apresentaram valor de iniciativas comunicativas semelhantes, indicando que, quando o parceiro comunicativo oferece espaço para que a criança se comunique, ela, por sua vez, faz uso da oportunidade. Com relação às funções comunicativas, as crianças realizaram mais atos não – focalizados e de jogo (FERNANDES, F.D.M, 2000). Esse dado corrobora com o que foi observado nas funções comunicativas dos sujeitos hospitalizados, em que uma quantia significativa de sujeitos hospitalizados apresentou mais atos não – focalizados e os meios comunicativos mais frequentes foram verbais, vocais e gestuais, na mesma proporção.

As maiores dificuldades de linguagem oral enfrentadas por crianças com TEA estão relacionadas aos aspectos pragmáticos e à estruturação de narrativas. Limitações de compreensão sobre como as pessoas usam a linguagem para obter algo e na interpretação de narrativas, impedem o sujeito autista de compreender, enunciar e manter uma conversação

51 (PERISSINOTO, J, 2003.; CARDOSO, C.; FERNANDES, F.D.M, 2004.; PERISSINOTO, J, 2003.; PHILOFSKY A.; FIDLER D.J.; HEPBURN S, 2007).

De acordo com a literatura, sujeitos com TEA que tenham interação com o outro e utilizem meios comunicativos verbais e gestuais tem melhor funcionamento de linguagem do que aqueles que não utilizam o meio verbal. Quando se comparam sujeitos com TEA verbais e não-verbais, há evidências qualitativas e quantitativas quanto à comunicação, cognição e inserção social (MIRANDA- LINNÉ, F.; MELIN, L, 1997.; TAMANAHA, A.C.; PERISSIONOTO J.; CHIARI B.M et al. 2001), salientando-se que os sujeitos verbais com TEA apresentam menor prejuízo que os não-verbais no uso funcional de objetos e do próprio corpo e nas habilidades sociais (ARAÚJO, C.A, 1997).

Quanto a esses aspectos, os resultados revelaram que no grupo de sujeitos não hospitalizados as variáveis: interação com objeto/ com o outro e a utilização de meios comunicativos verbais e gestuais foram mais frequentes quando comparadas aos sujeitos hospitalizados. Ao analisarmos o perfil comunicativo dos sujeitos estudados, verificamos que as crianças não hospitalizadas utilizaram mais as funções comunicativas investigadas, do que as crianças hospitalizadas.

Sabemos que o perfil comunicativo das crianças com TEA é bastante variado. Algumas crianças não desenvolvem habilidades de comunicação, outras apresentam maior ou menor prejuízo (GADIA, C.; TUCHMAN, R.; ROTTA, N.T, 2004).

Deve-se ressaltar que dos sujeitos com TEA avaliados, três apresentaram patologias associadas, a saber: um com síndrome de West (submetida à cirurgia de lobectomia), um com síndrome de Down e outro com retardo mental. Estes três sujeitos foram caracterizados como não verbais. O primeiro utilizava-se apenas de meios comunicativos vocais e os outros dois, respectivamente, utilizavam-se de meios comunicativos vocais e gestuais. Os três foram submetidos a hospitalização: a primeira em decorrência da cirurgia, o segundo por ser cardiopata e o terceiro devido a problemas respiratórios. Todos apresentaram alterações para compreensão e funcionamento de linguagem restrito a funções menos elaboradas.

Nesse sentido, a literatura afirma que algumas funções são mais elaboradas do que outras, caracterizando um melhor funcionamento da linguagem. É o caso, das funções: „‟pedido de objeto‟‟, „‟pedido de ação‟‟, „‟pedido de rotina social‟‟, „‟pedido de consentimento‟‟, „‟pedido de informação‟‟, „‟protesto‟‟, „‟reconhecimento do outro‟‟, „‟comentário‟‟, „‟auto-regulatório‟‟ e „‟exibição‟‟. Pesquisas referem que com relação às

52 funções „‟auto-regulatória‟‟ e „‟pedido de consentimento‟‟, o seu não aparecimento pode estar ligado ao fato de que essas funções representam uma atitude interativa que envolve basicamente a possibilidade de autocontrole, pois implica o adiamento da satisfação do desejo ou da necessidade (FERNANDES, F.D.M, 1997)

A primeira dessas funções atua como um vínculo entre realidade e brincadeira e comunica ao interlocutor os pensamentos do falante. As funções de „‟pedido (de informação e ação)‟‟ dirigem o comportamento da criança para a realização do que o adulto deseja e mostram o caráter diretivo da comunicação (BERNARD-OPTIZ, V, 1982.; TJUS, T et al., 2001).

O uso da função „‟exibição‟‟ pode ser considerado como um importante passo em direção a um melhor prognóstico, uma vez que sabemos que crianças com TEA apresentam dificuldade em mostrar objetos e compartilhar a atenção, habilidades implicitamente necessárias para que a função „‟exibição‟‟ seja utilizada.

A atenção compartilhada tem sido considerada como um marcador precoce para a identificação e a intervenção dos quadros de TEA, visto que é precursora para o desenvolvimento de linguagem (MUNDY, P.; CROWSON, M, 1997.; SULLIVAN, M et al. 2007). Os comportamentos de atenção compartilhada podem ser classificados em sua ocorrência por iniciativa da criança ou em resposta à ação do adulto, sendo que este último é o mais frequente nesses quadros justamente devido às dificuldades que estes sujeitos possuem no uso e compreensão da intenção comunicativa (WHALEN, C.; SCHREIBMAN, L, 2003.; WING, l, 1981).

A função „‟exibição‟‟ é definida como atos usados para atrair a atenção para si. Performance inicial para ser acidental e a criança pode repeti-la quando percebe que isso atrai a atenção do outro (FERNANDES, F.D.M, 1997). Desta maneira, podemos inferir que para a apresentação eficiente desta função é necessário o uso da atenção compartilhada. Nesse sentido, os resultados aqui obtidos merecem atenção, uma vez verificado que dentre as crianças que foram hospitalizadas nenhuma fez uso dessa importante função comunicativa.

Da mesma forma, encontramos na literatura referências à importância do jogo compartilhado para o desenvolvimento da linguagem oral. Um estudo (TAMANAHA, A.C et al., 2006) apontou a importância do estabelecimento de momentos de compartilhamento de atenção em atividades lúdicas, já que o direcionamento, o incentivo e o modelo parecem ser fundamentais como alicerces para adequação da aquisição e do desenvolvimento dos aspectos relacionados ao processo de construção da linguagem nos sujeitos com TEA. Pesquisadores

53 relataram que, embora os indivíduos com TEA apresentem dificuldades em demonstrar a capacidade imaginativa, o jogo funcional pode ser observado, ainda que de modo restrito (TAMANAHA, A.C.; SCHEUER, C.I, 1995.; TAMANAHA, A.C, 2000.; SCHULER, A.C, 2003).

A propósito, verificou-se que as crianças não hospitalizadas utilizaram mais tais funções do que as hospitalizadas.

Por sua vez, podemos considerar que funções como a „‟não focalizada‟‟, por exemplo, são típicas do funcionamento menos elaborado de linguagem. Autores relataram tal função corresponde aos atos ou emissões produzidos, embora o sujeito não esteja focalizando sua atenção em nenhum objeto ou pessoa (RUTTER, M.; SCHOPLER, E, 1988.; FERNANDES, F.D.M, 1997). Na amostra estudada, essa função apareceu mais no grupo das crianças hospitalizadas.

Dificuldades em manter a atenção são características de crianças com TEA, já que tem estreita relação com a capacidade de se relacionar socialmente (DELINICOLAS, E.K.; YOUNG, R.L, 2007). Outros autores supõem, inclusive, que o uso estereotipado e rígido da linguagem serve como regulador da interação (LOVELAND, K.A, 1998). Outro estudo descreve a função "não-focalizada", juntamente com a função "exploratória" como típicas do

comportamento de crianças com TEA (WILLIAMS, E, 2003).

A função "exploratório" - um ato que envolve atividades de investigação de um objeto particular ou de uma parte do corpo ou da vestimenta do outro – (FERNANDES, F.D.M, 1997) foi mais frequentes no grupo de crianças não hospitalizadas. Tal resultado pode sugerir que, nas crianças hospitalizadas, o fato de terem sido privadas de contato social adequado durante o período de hospitalização possa ter influenciado no desenvolvimento desta habilidade.

Sabemos que para a realização dos variados tipos de imitação é necessária atenção compartilhada, que em crianças com desenvolvimento típico, surge no final do primeiro ano de vida e envolve o direcionamento da atenção ao outro, com a intenção de dividir uma situação (CARPENTER, M.; NAGELL, K.; TOMASELLO, M, 1998). Quanto aos comportamentos imitativos, as crianças não hospitalizadas apresentaram melhor desempenho em relação às crianças hospitalizadas.

54 Estudos dos quadros de TEA apontam uma grande variedade de alterações comportamentais em que a linguagem está profundamente relacionada às dinâmicas sociais e aos comportamentos repetitivos. Nesses casos, as crianças apresentam severo prejuízo de compreensão da linguagem verbal e não verbal (RUTTER, M, 1987). Nesta pesquisa, não observamos diferenças significativas quanto à compreensão entre os dois grupos de sujeitos. No entanto, o grupo de sujeitos não hospitalizados apresentou performance ligeiramente superior que o grupo de crianças hospitalizadas.

Observa-se, finalmente, que como na literatura, os resultados apontaram para a maior incidência de TEA nos sujeitos do gênero masculino. Os dados epidemiológicos internacionais indicam uma proporção de cerca de 4,2 nascimentos do gênero masculino para cada um do feminino (FOMBONNE, E, 2009.; RICE, C, 2007).

55 CONCLUSÃO

A ocorrência de hospitalizações nos sujeitos com TEA avaliados, não apontou diferenças estatisticamente significantes quando comparados aos sujeitos com TEA não hospitalizados, do ponto de vista da comunicação.

Faz- se necessário a realização de novas pesquisas, com estudos de casos e maior número de sujeitos, a fim de explorar a questão do adoecer na criança e a privação afetiva

Benzer Belgeler