3.2. KISMĠ TEVKĠFAT UYGULANACAK HĠZMETLER
3.2.10. Temizlik, Çevre Ve Bahçe Bakım Hizmetleri
A construção de um projeto nacional pautado pela inclusão é uma responsabilidade do Estado e uma tarefa partilhada pela sociedade. É, também, uma construção quotidiana, para envolver todos, efetivamente, na noção de pátria
. Segundo Ananias (2007), as políticas sociais vieram para ficar porque nosso objetivo é a construção permanente da justiça e igualdade de direitos e oportunidades.
A inclusão social no Brasil, com suas origens históricas foi sempre um desafio a ser enfrentado. Como apontou Ananias (2007), até há pouco tempo, o debate sobre a inclusão social, sobre combate à pobreza e à fome era tema circunscrito, e as iniciativas na área, eram praticamente, exclusividade dos movimentos sociais. O cenário mudou porque o tema envolve as mais diferentes esferas governamentais e não-governamentais e, principalmente, é questão central e objeto de política pública do governo federal.
Se antes a sociedade civil se organizava como podia para implementar ações de apoio à população carente, hoje conta com a coordenação do Estado que assume o compromisso de formulação de políticas para o setor e, democraticamente, busca na sociedade o apoio para formulação de parcerias estratégicas e duradouras.
Moreira (2006) indica que a inclusão social é um dos grandes desafios de nosso país que acumulou enorme conjunto de desigualdades sociais no tocante à distribuição da riqueza, da terra, do acesso aos bens materiais e culturais e da apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos.
O autor acrescenta que a inclusão social pode ser entendida como a ação de proporcionar para populações, que são social e economicamente excluídas – no sentido de terem acesso muito reduzido aos bens (materiais, educacionais, culturais etc.) e recursos econômicos – oportunidades e condições para serem incorporadas à parcela da sociedade que pode usufruir esses bens.
Um dos aspectos importantes da inclusão social é possibilitar que o cidadão possa ter a oportunidade de adquirir conhecimento básico sobre a ciência e seu
funcionamento e que possa ter condições de entender o seu entorno, de ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho e de atuar politicamente com conhecimento de causa.
A intensificação do debate sobre o desenvolvimento motivado pelas mudanças políticas que o mundo vem passando, o acirramento das questões sociais e a incessante degradação do meio ambiente mostram que o desenvolvimento sustentável deve ser a alternativa desejável para promover o bem–estar econômico, a inclusão social e a preservação dos recursos naturais. Essas observações são articuladas pelo professor Ignacy Sachs, da École des Hautes Études en Sciences Sociais, na França, que traça o contexto no qual o debate, para a definição de políticas públicas, deve ocorrer.
Nesse particular, o programa de Difusão de Tecnologias para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência e Tecnologia tem como objetivo contribuir para a melhoria da produtividade de atividades econômicas em comunidades carentes, tanto no meio rural quando no urbano. Atua na articulação com outras instituições, na formulação de programas e políticas para o desenvolvimento e na difusão de tecnologias apropriadas às realidades locais das comunidades.
Neste aspecto, deve-se criar um ambiente favorável para a geração e o compartilhamento do conhecimento e criar condições institucionais para preservar e armazenar esse conhecimento para que possam ser recuperados posteriormente na geração de novos conhecimentos ( PAULUCI et al., 2006). Entende-se compartilhar conhecimento como o processo de transmitir conhecimentos tácitos e explícitos através de práticas formais e informais (GROTTO, 2001, apud PAULUCI et al., 2006).
O Instituto de Tecnologia Social1 ao aderir a palavra social à tecnologia pretende trazer a dimensão socioambiental, a construção do processo democrático e o objetivo de solucionar as principais necessidades da população para o centro do processo de desenvolvimento tecnológico. Postula, ainda, que o desenvolvimento da
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Fundado em 4 de julho de 2001, o Instituto de Tecnologia Social (ITS) é uma associação de direito privado, qualificada como Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) conforme Lei n° 9.790/99 e
inovação deve ser direcionado para os interesses da sociedade num sentido mais amplo e de modo includente. (ITS,2007)
O Instituto de Tecnologia Social (ITS) tem como missão: “Promover a geração, o desenvolvimento e o aproveitamento de tecnologias voltadas para o interesse social e reunir as condições de mobilização do conhecimento, a fim de que se atendam as demandas da população”.
Em suas atividades, o ITS busca contribuir para a construção de "pontes" eficazes das demandas e necessidades da população com a produção de conhecimento do país, qualquer que seja o lugar onde é produzido – instituições de pesquisa e ensino, ONGs, movimentos populares, poderes público e privado.
Desde sua fundação, o ITS vem trabalhando pela ampliação do acesso ao Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e, especialmente, para afirmar o papel das organizações da sociedade civil como produtoras de conhecimento, articulando essas instituições em torno de uma cultura da Ciência, Tecnologia e Inovação comprometida com o fortalecimento da cidadania e a inclusão social.
Considerando o cenário brasileiro de desigualdade social e territorial, o contexto institucional e atividades já em desenvolvimento, foi estabelecida a Rede de Tecnologias Sociais com o objetivo de articular a participação de entidades públicas, privadas e organizações não-governamentais sob a coordenação do MCT.
As tecnologias sociais compreendem um conjunto de produtos, técnicas e metodologias simples, de baixo custo e de fácil aplicação, que representam efetivas soluções de transformação social para a realidade brasileira.
A Rede de Tecnologias Sociais representa grande avanço no sentido de articular todas as ações referentes à difusão dessas tecnologias, que têm sido realizadas na esfera governamental, assim como no terceiro setor. Seu grande desafio é multiplicar as experiências bem-sucedidas, por meio da democratização do acesso às informações sobre os processos tecnológicos envolvidos e resultados alcançados.
Ainda no âmbito desse programa de Difusão de Tecnologias, o MCT coordena, planeja, acompanha e avalia ações necessárias para o desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais (APL), por meio da articulação entre os diversos atores públicos e privados envolvidos com a temática. Assim, os APLs têm recebido
o apoio do Ministério em todas as regiões brasileiras. No entanto, duas regiões são prioritárias – a região Norte e a Nordeste –, em função dos desníveis de renda existentes em relação ao resto do país.
Vale destacar, também, o apoio do MCT à implantação de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT), que são centros de capacitação tecnológica voltados à formação profissional de jovens de baixa renda. Os cursos oferecidos são gratuitos, focados nas cadeias produtivas da região onde esses centros estão localizados. Os CVTs são implantados com apoio do MCT, tendo, porém, sua gestão feita por entidades locais, que se credenciam por meio de projetos selecionados pelo ministério.
No âmbito do programa Inclusão Digital, temos o Projeto Casa Brasil. Coordenado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e Ministério da Ciência e Tecnologia, o projeto tem como finalidade combater a exclusão social e digital por meio da universalização e popularização do acesso público e gratuito às tecnologias de informação e comunicação.
O conjunto dessas ações, apoiadas pelo MCT, tem como meta a utilização do conhecimento científico e tecnológico para a superação dos abismos socioeconômicos de nossa sociedade. Cada vez mais é preciso reconhecer o papel da ciência não só como propulsora do desenvolvimento brasileiro, mas, sobretudo, como ferramenta imprescindível de inclusão de parcelas marginalizadas de nossa população.