No início da elaboração deste trabalho considerávamos que o estudo poderia servir como um guia de referência para estrangeiros que pensam vir trabalhar no Rio de Janeiro. Entretanto, no decorrer deste estudo percebemos que a maioria dos entrevistados manifestou não ter tido treinamento prévio sobre a cultura brasileira, muito menos sobre as dificuldades que poderiam ter quando já estivessem imersos na sociedade. Por tal razão, consideramos que esta dissertação pode, até certo ponto, servir ao propósito prático de um guia para contribuir com o processo de expatriação das EMNs, com operações na cidade do Rio de Janeiro, assim como também, para aquelas EMNs que consideram operações neste contexto.
Além disso, este estudo também pode ajudar a estudantes e acadêmicos que analisam a possibilidade de vir ao Brasil para que lhes sirva de referência, pois considerando alguns “conselhos” dos expatriados é importante que as pessoas fiquem tranqüilas durante as fases de adaptação à cultura, porque se exaltando não vão conseguir resolver nada; não se chatear com qualquer coisa (por pequenos incômodos que não valem a pena) da cultura carioca, porque ela (a cultura) não se adaptara a você, você deve-se adaptar a ela; e não chegar com atitude de criticar ou de querer ensinar (é o mais prudente) porque do contrário poderá parecer arrogante.
Nosso objetivo principal foi identificar as barreiras culturais na comunicação e na adaptação dos expatriados, focando-nos nas diferenças culturais. Mas no transcurso da elaboração do trabalho encontramos outros aspectos, como ausência de padrões educacionais sobre boas maneiras, insatisfação na prestação de serviços, discriminação e preconceitos. Assim como também, outros tópicos que poderiam ser abordados em outras pesquisas, por exemplo:
• Pesquisar se aspectos sobre diferenças físicas, como: infra-estrutura; sistema de distribuição de água, esgoto (pelas inundações); transporte, arquitetura etc., ou diferenças sensórias, como barulhos, cheiros, paisagens etc., podem influenciar a adaptação dos expatriados;
• Confirmar na prática os três mitos propostos por Adler (1984 apud Varma, Min Toh e Budhwar, 2006) – se mulheres verdadeiramente não gostam das experiências internacionais, se as empresas têm preferência pela transferência de estrangeiro homens à mulheres, ou se os prejuízos contra as mulheres estrangeiras por parte dos seus colegas de trabalho (do país anfitrião) lhes fazem ineficientes sua expatriação-,
para entender às respostas dos expatriados referente à discriminação da mulher dentro da organização e ao assédio sexual que podem ser vítimas; e
• De acordo às opiniões e comparações das culturas dos expatriados (mencionados na seção 4.1.8), consideramos que poderia ser importante averiguar se o status social dos expatriados ou a cultura de sua cidade influenciam sua adaptação em uma cultura diferente.
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APÊNDICE A
Ficha do perfil demográfico dos respondentes
Nome: Nacionalidade: Idade média: Sexo: Homem Mulher Situação civil:
Tempo desta expatriação
Menos de 12 meses Entre 1 e 2 anos Entre 2 e 3 anos Entre 3 e 4 anos Entre 4 e 5 anos
Experiência de trabalho internacional
Tipo de atribuição:
Nível baixo expatriação técnica
Nível médio expatriação funcional
Nível executivo
Nível de gerenciamento
Educação
Escola Secundaria
Alguma faculdade/ Universidade
Graduação
Pós-Graduação
APÊNDICE B
Roteiro de Entrevistas
“Barreiras Culturais na comunicação e adaptação de expatriados”
1. Você já trabalhou em algum outro país como expatriado? Caso afirmativo.
Em que país e por quanto tempo?
2. Recebeu algum treinamento inicial por parte da empresa antes de vir para o Brasil? Caso afirmativo.
Por quanto tempo?
Que tópicos foram abordados no programa?
Em que aspectos o treinamento lhe auxiliou na adaptação? 3. Como você entende suas barreiras culturais no Rio de Janeiro?
4. Tem dificuldade para trabalhar em culturas diferentes da sua cultura de origem?
5. Gostaria de descrever-lhe algumas das fases do choque cultural, para subsidiar a próxima pergunta.
Fase do encantamento / lua de mel
Fase do negativismo extremo / hostilidade Fase da distância ou integração/ ajuste
Você teria passado por alguma dessas fases nesta expatriação? Caso afirmativo
Qual fase e por quê?
6. Com quais dos seguintes fatores atribuídos à cultura brasileira, especialmente a cultura carioca, você tem dificuldade de lidar?
CULTURA CARIOCA Informalidade Impontualidade Crenças Religião Costumes Vestuário veraneio Normas Tradições Carnaval Feriados prolongados Férias de verão IDIOMA Sotaque Gírias
COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL Expressões corporais
Gestos Signos CLIMA ECONOMIA
ASPECTOS POLÍTICOS E SOCIAIS Seguridade
Educação Saúde Burocracia Corrupção Por que estes?
7. Enfrenta alguma dificuldade de comunicação e adaptação para lidar com seus colegas de trabalho sobre alguns aspectos da cultura brasileira/carioca?
Caso afirmativo. Quais as dificuldades?
8. Considera que as barreiras culturais na comunicação e na adaptação, na cultua brasileira/carioca são mais difíceis de lidar para mulheres (de sua cultura de origem) do que para homens expatriados?
9. Em que aspectos você poderia comparar sua cultura de origem com a cultura carioca? 10. Sua família (se for casado) tem tido alguma dificuldade de comunicação e adaptação
com a cultura brasileira, a quais tenham causado problemas nesta expatriação? Caso afirmativo