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3.5. Türkiye Cumhuriyeti Devleti Üniversiteleri Güzel Sanatlar Fakülteleri

3.5.1. Mimar Sinan Güzel Sanatlar Üniversitesi

3.5.1.1. Tekstil ve Moda Tasarımı Bölümü

Para construir a sua teoria pedagógica, que propõe transformações para o quadro em que a educação formal se encontrava no século XVII, Comênio estabelece proposições para que a educação seja tomada como arte, isto é, uma atividade que consiste num artifício intencional fundante do processo de formação de pessoas.

Em que fonte Comênio vai buscar as bases para entender o processo educativo como um artifício? Na vida ativa de sua realidade, isto é, na relação entre artes mecânicas e produção de conhecimento e, na sistematização do Humanismo renascentista, nas elaborações de Vives. Em outras palavras, num conhecimento que estava sendo

elaborado, por um lado, a partir da produção da vida material e, por outro, com as práticas que estavam sendo apontadas no início da modernidade e que tinham a ver com o cotidiano das pessoas.

No diálogo 24, La educación, encontrado na obra Diálogos sobre la Educación, de Vives (1987), encontra-se:

Grinferantes - No necesito para nada las letras ni las ciencias. Ya mis antepasados me dejaron de qué vivir. Y, aunque me faltase un modo de vida, no pienso buscarlo en el cultivo de artes tan innobles. Lo mío son las armas.

Flexíbulo81

- Arrogante y altivo es tu modo de pensar, como si por ser noble no llegaras a ser hombre.” (Vives, 1987, p. 196)

Há uma centralidade nesse diálogo que privilegia a visão humanista da formação do indivíduo humano, ou seja, é a tarefa, o projeto educativo que vai definir a construção do que é tornar-se humano.

O diálogo, estabelecido entre a pessoa que vem de uma linhagem que a considera nobre e que, portanto, parece serem suficientes os seus hábitos, os seus costumes, as suas atividades, os seus bens materiais e sua visão de mundo para viver como homem e o indivíduo que olha o seu enredor percebendo transformações das atividades humanas, mudanças nos hábitos e costumes e necessidade de outras instruções e conhecimentos, sugere a ação de um projeto específico que intervenha na formação dos seres humanos. No diálogo é sugerida a tarefa de construir-se o indivíduo humano.

Essa síntese do pensamento humanista propõe que, para formar-se homem ou mulher, a pessoa é conduzida a instruir-se numa arte específica - a educação. Essa arte diz respeito à formação humana a partir de atividades que põem em movimento os sentidos, a razão, o engenho, a vivência, a memória, a experiência e a vontade. Portanto, formar-se indivíduo humano é uma tarefa, uma arte ou um artifício: um produto.

11 Significado dos nomes utilizados neste diálogo: “Griferantes: grifo fantasmal? hombre fantasma?

183 Na continuidade do projeto da arte de construir proposto por Vives, este autor afirma que um corpo não formado pela arte educação iguala-se ao dos animais. Um corpo torna-se humano se nele são desenvolvidas as atividades que movimentam as faculdades que sua condição lhe propiciou em potencialidade, mas que para serem constituídas necessitam de sua utilização no envolvimento em atividades diferenciadas. Essas atividades fazem o corpo constituir-se a fim de que o espírito humano se expresse com desenvoltura, denotando aprendizagem de conhecimentos advindos de experiências ligadas a ofícios e que se tornaram úteis para a providência das necessidades da existência.

Na seqüência do Diálogo 24, de Vives (1987), destaca-se:

“... Grinferantes - Cómo, entonces, podré practicar esa genuina ecuanimidad que me mandas?

Flexíbulo - Persuadiéndo-te a ti mismo - cosa que es verdad - de que los demás son mejores que tú.

[...] Detente a pensar un poco y examina si poses todas estas cualidades, y si tienes algunas, te darás cuenta en seguida cuán pocas son y qué débilmente desarroladas. Si sigues examinándote con agudeza y discreçión, llegarás a entender, finalmente, que no estás dotado y equipado de grandes y muchas virtudes. Y entenderás que no hay entre la gente quiem tenga menos que tú. En ella se encuentran ancianos que vieron y oyeron muchas cosas y que, por lo mismo, tienen gran experiencia. Hay otros entregados al estudio que afilan y pulen su ingenio en el aprendizaje; otros gobiernan la república; otros entregados a la lectura y comprensión de los escritores; otros que son padres de familia atentos y cuidadosos. Otros, finalmente, estudiosos de las artes y, ellos mismos, artistas. Los mismos labradores no arrancan constantemente segretos a la Naturaleza? Y qué decir de los marineros, tan buenos conocedores del curso de los días y las noches, de la naturaleza de los vientos, de la posción de la tierra y el mar? También entre la plebe hay varones santos y religiosos que sirven y honran a Dios sinceramente; y los hay también que se condujeron sabiamente cuando la fortuna les sonreía, y suportaron con valor la adversidad. Qué sabes tú de todo esto?

Praticas tú alguna de estas cualidades? A qué te dedicas? A nada sino a decir ‘Nadie es mejor que yo, porque he nacido de un buen linaje’. Ni tu padre, ni tus abuelos, ni bisabuelos fueran buenos si no tuvieron todas esas cosas que acabo de reseñar. Si las tuvieron o no, es cosa tuya. Yo lo pongo en dúda, pues si las tuvieron, tú no serás bueno hasta que seas semejante a ellos.” (Vives, 1987, p. 199 - 201)

Nesse diálogo, a arte de formar a qualidade de ser humano ao observar e abstrair bases pertencentes a outras artes do campo social ou da manifestação da natureza é atribuída à educação A experiência é daqueles que ouviram e viveram, portanto, têm um saber decorrente do vivenciar no envolver-se com essas práticas. O engenho se diferencia em cada indivíduo, mas ele é proveniente, também, do envolver-se em diferenciadas práticas. Governar, ler, compreender, criar, estudar são aprendizagens que se constroem observando, sentindo e pensando a respeito do engenho de pessoas envolvidas com ofícios que demandam habilidades de artes diferenciadas. Praticar o próprio engenho a partir de uma luz provinda da reflexão interna sobre as diferenciadas práticas, possibilita o exercício das faculdades intelectuais e constrói-se o próprio conhecimento.

Assim, observa-se nos ofícios dos que estão envolvidos em atividades com o curso da natureza a possibilidade de adquirirem um conhecimento acerca do movimento e das leis da natureza, permitindo aos humanos avançarem na lida com a própria natureza. É o caso, por exemplo, da arte de navegar ou da arte de cultivar a terra que se aperfeiçoam com instrumentos construídos que vão ao encontro do saber entender e usar as leis dos fenômenos manifestos pela natureza.

Com as lições dessa proposta de educação, Vives propõe que para formar-se indivíduo na sua dimensão humana, é necessário que a pessoa chegue ao conhecimento discernindo a organização da sociedade em atividades que envolve diferenciados ofícios. Na efetivação de cada ofício há um saber que resulta da experiência em praticá-lo e do envolver-se nessa prática e, assim, com a sutileza do engenho, os homens constroem o mundo.