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Teknoloji ve Tasarım

Belgede AKSARAY ÜNİVERSİTESİ (sayfa 104-126)

1. PROJENİN TANIMI VE KAPSAMI

1.8. Teknoloji ve Tasarım

Provido em 5 de Julho de 1839 e em 25 de Fevereiro de 1842. Cadeiras de Retórica, Poética e Geografia. (FERRONATO, 2012, p. 172).

O Sr. Manoel Porfírio Aranha, um dos chamados mestre-escola e literato, teria ministrado a aula de História nos anos de 1846, 1847, 1848 e 1850, bem como esteve à frente das cadeiras de Retórica, Poética, Geografia e Cronologia. Em 1851, com a aprovação da lei que separava as cadeiras, já mencionada anteriormente, Manoel Aranha assumiria apenas os saberes de Retórica e Poética.

O Sr. Dr. Francisco d’Araujo Lima - Presidente da Província e Barão de Mamanguape – assinalou sobre Aranha as seguintes palavras:

(...) Tendo seguido no vapor de 16 de abril para a côrte, à tomar assento na camara dos Srs. deputados, como um de seus representantes por este 1.º districto eleitoral, o digno Director, nomeei em 17 do mesmo mez para exercer este cargo interinamente o professor do Lyceu, o Sr. Manoel Porfirio Aranha. As habilitações do nomeado, que são bem conhecidas por V. Exc. são seguros garantes de que a instrucção publica continuará á receber aquelle impulso, que se faz necessario ao seu desenvolvimento e conveniente direcção. (EXPOSIÇÃO, 1861, p. 191).

Ao longo da documentação consultada, é notável o encontro de descrições desses homens de letras, relacionando-os e atribuindo-lhes cargos, ressaltando a contribuição e competência desses sujeitos para a instrução paraibana. Destacamos assim, um trecho de relatório da Instrução Pública, redigido por Manoel Porfirio Aranha, em 1861:

Em minha opinião todas essas cadeiras avulsas devem ser supprimidas logo, que vaguem afim de que a instrucção secundária se concentre no Lyceo, como é de summa conveniência. Além de que é manifesto e nenhum proveito que da existência dessas cadeiras pode resultar para a população, cuja vida e profissão nada tem de comum com os estudos clássicos. Em

lugar dessas inuteis cadeiras de Latim, muito converia que

se creassem néssas localidades, ou nas que se julgasse mais apropriadas algumas escolas, onde se ensinassem os rudimentos indispensaveis ás opiniões industriaes. O conhecimento déssas noções sería sem duvida de summa vantagem para os habitantes déssas localidades, que ahi vivem abandonados sem a menor educação professional; mas infelizmente os nossos fracos recursos tornão por ora impossivel a adopção dessa medida e forçoso é por tanto esperar para melhores tempos. (ANNEXO J, 1861, p. 200).

Observa-se nessa passagem do relatório, produzido por Manoel Aranha, certo teor para o significado dado aos saberes que estavam sendo aplicados no Liceu,

aos quais ele encontrou-se vinculado. A discussão sobre os saberes clássicos, de Humanidades e científicos estavam em pauta pela extensão territorial, no que concerne aos debates a respeito da instrução do Império Brasileiro. Também observamos a preocupação com os propósitos/utilidade do ensino em crítica aberta ao ensino propedêutico, mas que ao final é substituída pelo discurso dos fracos recursos.

Como já alertado, a prática de assumir diferentes funções/cargos públicos foi bastante frequente, inclusive entre os professores de História do Liceu da Paraíba do século XIX:

Será contado para a antiguidade do lente de Retórica do Liceu desta Província, Manoel Porfírio Aranha o tempo em que esteve fora do exercício de sua cadeira, por circunstância independente de sua vontade a contar de 18 de junho de 1849 a 30 de março de 1850 e o que decorreu de 10 de abril de 1857 a 18 de outubro do mesmo ano, em que esteve no Rio de Janeiro tratando de sua eleição pelo antigo quarto distrito eleitoral desta Província. Lei nº 122 – de 24 de dezembro de 1863. (PINHEIRO & CURY, 2004, p. 161)

O professor, diretor interino da Instrução Pública122, deputado da Assembleia Legislativa, Manoel Porfírio Aranha era um homem de recursos e produziu um relatório da Diretoria da Instrução Pública da Parahyba, em 29 de Junho de 1861: “O prédio da Câmara, segundo consta, pertencia ao Sr. Manoel Porfírio Aranha, que recebeu uma renda de 360 mil reis, relativo ao aluguel do andar térreo, e ao primeiro piso, onde havia funcionado a cadeia, no período de 1862 a 1867.”123

Jubilado por meio do art. 23 da lei n.º 371 de 20 de Abril de 1870, e do art. 1º da de nº 421 de 29 de Novembro de 1870, (ANNEXO N. II, 1872, p. 390), assumiu o seu lugar, o Sr. Manoel Pedro Cardoso Vieira:

(...) Tenndo-se jubilado os professores (...) foram as respectivas cadeiras postas em concursos, e providas, a de latim no cidadão Antonio Alfredo da Gama e Mello, para a de Inglez Antonio Thomaz Carneiro da Cunha Junior, a de Rhetorica e Poetica no cidadão Manoel Pedro Cardoso Vieira. (FALLA, 1872, p. 387-388).

A nomeação de Manoel Pedro Cardoso Vieira foi realizada dois anos depois; ele também assumiria outras “matérias”, a saber:

122“O presidente da provincia designa o professor do lyceu Manrique Victor de Lima para servir interinamente o

lugar de director da instrucção publica, em substituição ao outro professor Manoel Porfirio Aranha, que passa a

tomar assento na Assemblea legislativa provincial.” (Jornal A Regeneração - 14/08/1861 - Expediente do

Governo / Dia 2 de agosto).

Tendo completado mais de 30 annos no exercício do magistério o Professor de Geometria, Manrique Victor e Lima, foi elle jubilado por acto da Presidencia de 17 de Novembro do anno passado. Para leccionar esta matéria foi, por acto da mesma data, removido da cadeira de Rhetorica o Bacharel Manoel Pedro Cardoso Vieira, sendo nomeado para seu lugar o Bacharel Eneas de Arrouchellas Galvao independentemente de concurso, em virtude de autorisação. (RELATÓRIO, 1876, P. 427)

Em 20 de setembro de 1879, uma portaria indica a sua substituição, em virtude de seu falecimento. (RELATÓRIO, 1880, P. 445).

5.1.2 CLAUDIANO JOAQUIM BEZERRA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

Claudiano Albuquerque124 - foi nomeado em 9 de abril de 1842. Seu vínculo com a

disciplina de História concerne a sua responsabilidade de professor substituto das cadeiras de Latim, Francês, Retórica, Poética, Geografia, Cronologia e História.125

(...) Por Portaria de 4 do mez findo forão concedidos ao Substituto do Lyceu desta Cidade Claudiano Joaquim Bezerra Cavalcanti de Albuquerque, trez mezes de licença sem vencimento, em continuação do que obteve em data de 11 de Fevereiro passado. (ANNEXO J, 1861, p. 196).

As licenças foram uma questão presente nos relatórios dos presidentes de província por todo o oitocentos. A legislação apresenta uma diversidade de situações em que as licenças são concedidas ora com ordenado, ora sem, e também no que se refere aos diferentes períodos de licença.126 A relação das discussões entre as licenças e os professores substitutos se associa

ao ponto de justificar que os excessos de licenças diminuiriam caso se colocasse fim, a adoção dos professores substitutos. Esta temática será melhor desenvolvida no próximo tópico.

Ferronato (2012) elaborou um quadro sobre os alunos do Liceu127 no qual aparece o

nome de Claudiano Joaquim Bezerra Cavalcanti duas vezes. Na primeira menção no ano de 1846, para a disciplina de Latim e Filosofia, tendo como origem a Cidade da Parahyba, provavelmente com 18 anos. Na segunda vez, no ano de 1848 (com a indicação da idade de

124 A variação da escrita do nome desse professor (e dos outros apresentados posteriormente) se dá por toda a

documentação por nós pesquisada.

125 Encontramos em 23 de Março de 1850, a Lei n° 4 – nela é reintegrada a Claudiano Albuquerque a

substituição das cadeiras supracitadas.

126“(...) O presidente da provincia concede ao professor de rhetorica do lyceo Manoel Porfirio Aranha trinta dias

de licença com vencimento, como elle requereu, para tratar de sua saude.” (Jornal A Regeneração - 26/10/1861 -

Governo da província / Expediente do governo).

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