2.4. Şanlıurfa İlinde İnanç Turizm Değerlerine Sahip Turizm Varlıkları
2.4.1. Tek Tanrılı Dinler Öncesi Şanlıurfa’da İnanış
Atacando exatamente o conjunto de hábitos e rotinas executadas de forma mecânica pelos educadores tradicionais, a Pedagogia Nova com o suporte da Psicologia deflagrou processos pedagógicos de ensino-aprendizagem de princípios ativos. Herdeiro do pensamento rousseauniano, emanando ideários de vários educadores dos séculos XIX e XX, como Montessori (1870-1952), Decroly (1871-1932), Claparéde (1873-1940), Dewey (1859-1952), o movimento sistematizou outra concepção de criança como um ser em processo, um potencial a ser desenvolvido pelos professores. De acordo com Ramalho, Nuñez e Gauthier (2003), a Pedagogia Nova era um movimento uno em suas origens, havendo posteriormente uma bifurcação em torno de duas tendências: a experiencial, centrada na criança, e a outra, a
experimental, mais científica, emoldurando uma pedagogia com base empírica advinda da racionalidade científica.
Segundo Gadotti (2003), o pensamento pedagógico brasileiro começa ter autonomia apenas com o desenvolvimento das teorias da Escola Nova, que se desenvolveu no início do século XX. Não deixou de ser uma adequação educacional ao crescimento urbano e industrial, por isso, um dos seus pilares foi a identificação dos métodos pedagógicos com a ciência, indutora do progresso. Identificado como movimento de renovação ou movimento moderno de educação no Brasil, foi alavancado por Lourenço Filho enquanto disseminador das bases psicológicas da Pedagogia da Escola Nova. Além de professor de Psicologia e de Pedagogia da Escola Normal de Piracicaba, de Fortaleza e de São Paulo, publicou trabalhos divulgadores do tripé científico escolanovista: os estudos de Biologia, de Psicologia e de Sociologia. No campo específico da educação escolar com o aprofundamento da Psicologia aplicada, respaldado no Laboratório de Psicologia Experimental da Escola Normal de São Paulo, Lourenço Filho atuou de forma incisiva nos aspectos fundamentais do movimento quando em seus trabalhos de psicotécnica pedagógica voltava-se para as questões relativas à avaliação, medidas e testes de aptidão, como também testes para verificação da maturidade necessária à aprendizagem da leitura e escrita. Tem como característica marcante a afluência desse movimento com a abordagem da Psicologia da Educação denominada inatista-maturacionista, delineadora da tendência escolanovista experiencial.
O inatismo-maturacionismo compreende as capacidades básicas de cada ser humano: personalidade, potencial, valores, comportamentos, formas de pensar e conhecer, como inatas, isto é, se encontram prontas no momento do nascimento ou potencialmente determinadas e na dependência do amadurecimento para se manifestar. A ênfase está nos fatores hereditários e maturacionais. Para esta abordagem, a educação pouco ou quase nada altera as determinações inatas. Os processos de ensino só podem se realizar na medida em que o aluno estiver pronto, maduro para efetivar a aprendizagem. A prática escolar não desafia, não amplia nem instrumentaliza o desenvolvimento de cada indivíduo, pois se restringe àquilo que ele já possui. Esses postulados inatistas justificam práticas pedagógicas espontaneístas, subestimam a capacidade intelectual do indivíduo, na medida em que seu sucesso ou fracasso depende quase exclusivamente de seu talento, aptidão, dom ou maturidade. O professor tem um papel limitado, pois se restringe ao respeito às diferenças individuais, aos desejos, aos interesses e capacidades manifestas pelo indivíduo. Terá sucesso a criança que tiver qualidades e aptidões básicas para aprender tais como: inteligência, esforço, atenção, interesse e maturidade.
Outro personagem marcante da Escola Nova no Brasil foi Fernando de Azevedo que, segundo Saviani (2007), constituiu a temática das bases sociológicas do movimento renovador. Executou a reforma da instrução pública integrada no espírito escolanovista. Para ele, o ideal envolvia três aspectos: a escola única, a escola do trabalho e a escola-comunidade. A primeira foi entendida como educação inicial uniforme, uma formação comum, obrigatória e gratuita, com a duração de cinco anos. A atividade educativa transformada num instrumento de reorganização econômica seria firmada pela escola do trabalho. O aspecto aqui aceito estaria vinculado à tendência experimental da Pedagogia Nova conforme mencionamos anteriormente. Nas palavras do autor:
o que está em causa, aí, é o estímulo às observações e experiências da criança, levando-a a desenvolver o trabalho com interesse e prazerosamente, satisfazendo a sua curiosidade intelectual: o aluno observa, experimenta, projeta e executa. O mestre estimula, aconselha, orienta. E reitera: para lá do orientador o professor é um colaborador que conduz o aluno em suas investigações e experiências e, participando de uma atividade que provocou e acompanha, contribui para estabelecer entre o aluno e professor essa solidariedade efetiva que provém do trabalho feito em comum (SAVIANI, 2003, p. 212).
A terceira, a escola-comunidade, postulava que a escola fosse organizada como uma comunidade em miniatura, incentivando o trabalho em grupo em detrimento do individual. Podemos descrever que a Escola Nova não era um aparelho de instrução, mas promotora de uma educação integral, mediante o desenvolvimento nos alunos dos hábitos de higiene, o sentido da saúde, a vitalidade física e a alegria de viver.
As bases filosóficas e políticas do movimento da Escola Nova no Brasil foram encabeçadas por Anísio Teixeira, traduzidas em seu ápice no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, consistindo num grande resultado político e doutrinário de 10 anos de luta em favor de um Plano Nacional de Educação. Enquanto documento doutrinário empenhou-se em enunciar as bases, princípios e procedimentos próprios da Escola Nova em oposição à Escola Tradicional. E como resultado político, a defesa da escola pública emergiu através de uma proposta de construção de um amplo e abrangente sistema nacional de educacional pública abarcando, desde a escola infantil até a formação dos grandes intelectuais pelo ensino universitário.
A título de lembrança, como desdobramento da publicação do Manifesto, o grupo católico reage, rompendo com a ABE, Associação Brasileira de Educação, fundada em1932 por iniciativa de treze intelectuais cariocas com a intenção de organizar um partido de ensino,
que, embora firmados como um órgão apolítico, congregou todos os interessados nas causas da educação, independentemente de doutrinas filosóficas, religiosas e políticas. A principal bandeira de luta dos católicos na frente educacional foi o combate à “laicização” do ensino. Conforme os católicos, a escola leiga, preconizada pelos escolanovistas, em lugar de educar, deseducava, pois estimulava o individualismo e neutralizava as normas morais. Somente as escolas católicas seriam capazes de reformar espiritualmente as pessoas e reformar a sociedade. Essas teses católicas, dentre outras, são incluídas na Constituição de 1934, amparadas por Vargas em troca de apoio político dos católicos. Com a derrota do movimento renovador e pelo afastamento de Anísio Teixeira da vida pública, foi demarcado um equilíbrio entre católicos e renovadores no período compreendido entre 1932 a 1947. Houve, portanto, um equilíbrio entre a Pedagogia Tradicional, representada dominantemente pelos católicos, e a Pedagogia Nova. Segundo Saviani, em algumas circunstâncias, um equilíbrio até certo ponto harmonioso, pois o avanço dos métodos renovados penetraram nas fileiras das organizações tradicionais, revestindo de roupagem progressista a doutrina da educação católica e acabaram por assumir a renovação do ensino, sem, contudo, prejudicarem a cristianização.
Reconhecemos nesse período a importância do caráter inovador e da importância social, política e pedagógica do Movimento Paulo Freire de Educação de Adultos. Situada no contexto de inúmeras campanhas ministeriais que se estenderam do final da década de 1940 até 1963, o cerne desse movimento consistiu na preocupação da participação política das massas a partir da tomada de consciência da realidade brasileira. Configurando uma espécie de escola nova popular, assumiu o sentido de educação do povo, pelo povo e para o povo, pela crítica à educação das elites, dos grupos dirigentes e dominantes. Segundo Saviani (2007), o clima que favoreceu essa mobilização foi propiciado pelas discussões, análises e reflexões da realidade brasileira desenvolvida por pensadores cristãos e marxistas no pós- guerra europeu, como pelas mudanças de pensamento do Concílio Vaticano II, que introduziram a doutrina social da Igreja pelo advento da Teologia da Libertação.