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2.4. Şanlıurfa İlinde İnanç Turizm Değerlerine Sahip Turizm Varlıkları

3.1.1. Konya’nın Tarihsel Gelişimi

O movimento pedagógico da Escola Nova nos períodos de 1960 já demonstrava sinais de arrefecimento causados por fatores externos tais como o ambiente da guerra fria, os avanços tecnológicos nos processos de comunicação e, principalmente, com o advento do regime militar. O objetivo do governo era o desenvolvimento econômico com segurança com

o mínimo de dispêndio e máximo de eficiência. Ações ideológicas, sociais e político-militares empreendidas pela classe empresarial com a fundação do Instituto Brasileiro de Ação Democrática e do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, associados à Escola Superior de Guerra, doutrinavam por meio de guerra psicológica mediante o uso dos meios de comunicação a desagregação das organizações que assumiram a defesa dos interesses populares, traduzidos nos movimentos de educação popular e na Pedagogia da Libertação. Diante da baixa produtividade do sistema de ensino denunciada pelos baixos índices de atendimento da população em idade escolar e pelos altos índices de evasão e repetência, a educação precisava ser re-estruturada.

Com isso, os encaminhamentos da política educacional no País veicularam o sentido pela ênfase nos elementos dispostos pela teoria do capital humano, compreendendo a educação como formação de recursos humanos para o desenvolvimento econômico dentro de parâmetros da ordem capitalista taylorista-fordista, como também na sondagem de aptidões e iniciação para o trabalho, atribuída ao primeiro grau de ensino. Especificamente ao ensino médio foi designado formar mediante habilitações profissionais, mão-de-obra técnica requerida pelo mercado de trabalho. Já as incidências no ensino superior traduziram-se nos cursos de curta duração voltados para o atendimento das demandas profissionais qualificadas. No campo da educação, os métodos e técnicas de ensino, a valorização dos recursos audiovisuais, o planejamento como caminho para racionalização dos investimentos e aumento da produtividade reordenaram o processo educativo de modo técnico e objetivo, semelhante ao que ocorreu no trabalho fabril. Inspirada no enfoque sistêmico e no controle do comportamento baseados na abordagem behaviorista da Psicologia da Educação, a concepção da pedagogia tecnicista traduziu-se, em termos didático-pedagógicos, através do trabalho individual, do esforço e da disciplina, pelo cumprimento de métodos e técnicas de ensino- aprendizagem como garantias para apreensão do conhecimento. A aprendizagem concebida de forma similar à Pedagogia Tradicional, vista como um resultado da memorização de um conjunto de conteúdos desarticulados através da repetição de exercícios sistemáticos de fixação e cópia, estimulada por reforços positivos – elogios/recompensas ou reforços negativos – notas baixas/castigos e a avaliação periódica, considerada como instrumento de controle e de checagem da necessidade de reformulação das técnicas empregadas.

Um dos protagonistas do movimento tecnicista nas reformas de ensino foi Valnir Chagas. Nas palavras de Saviani (2007), cumpriu sob medida seu papel de ideólogo educacional do regime militar por ter expressado, em termos universais, numa linguagem

asséptica, objetiva e neutra, a visão para fins pedagógicos desse grupo, que ascendeu ao poder com o golpe militar. Resumidamente na visão do autor:

Ao assumir o enfoque sistêmico e adotar os princípios gerais da eficiência, racionalidade e produtividade com os corolários do máximo resultado com o mínimo de dispêndio e não duplicidade de meios para o mesmo fim, ao tomar esses princípios gerais como premissas para a organização curricular baseada nos princípios de integração, flexibilidade, continuidade, racionalização-concentração, estava-se claramente no âmbito da pedagogia tecnicista (SAVIANI, 2007, p. 378).

À semelhança do que foi exposto anteriormente, ressaltamos que a Pedagogia Tecnicista buscou planejar a educação com base numa organização racional tal capaz de minimizar as interferências subjetivas que pusessem em risco sua eficiência. Tornou-se necessário operacionalizar os objetivos e mecanizar o processo. Saviani (2007) as exemplifica nas propostas pedagógicas como o microensino, tele-ensino, instrução programada e as máquinas de ensinar. Às escolas coube uma reestruturação tal, guiadas pelo crescente processo de burocratização, cujas instruções minuciosas eram claramente prescritas desde o procedimento dos diferentes agentes da escola até as tarefas mais específicas do ato pedagógico. Visualizamos atualmente ainda procedimentos herdados desse período. Um deles refere-se ao parcelamento do trabalho pedagógico com a especialização de funções, mediante a postulação de técnicos das mais diversas matizes.

A título de inter-relação acerca do ensinar e aprender, se na Pedagogia Tradicional a iniciativa cabia ao professor, sujeito do processo enquanto sujeito decisivo e decisório, na Pedagogia Nova o enfoque passa a ser no aluno e nas relações interpessoais, intersubjetivas, sendo seu ponto pedagógico fulcral. Na Tecnicista, o nervo da ação educativa converge para a organização racional dos meios, ocupando professor e aluno posição secundária, pois passam a ser executores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle ficam a cargo de especialistas supostamente habilitados, neutros, objetivos e imparciais. Esta configuração tem como objetivo de converter-se como garantia da eficiência e eficácia para corrigir deficiências do professor, maximizando os efeitos de sua intervenção.

A prática educativa da Pedagogia Tecnicista chega ao chão da escola até os dias de hoje, coexistindo com as demais, dentre elas, a Pedagogia Tradicional e a Nova, ainda predominantes, desdobrando-se e produzindo um hibridismo pedagógico descontínuo, fragmentado e heterogêneo, que praticamente inviabiliza um trabalho pedagógico consciente e crítico-reflexivo por parte do professor. Consequentemente, ao se depararem com a realidade

de atuação, no exercício de transposição das teorias científicas apreendidas no universo reificado, os licenciandos constroem sistemas interpretativos que servem de mediadores entre eles e a realidade escolar, ou seja, RS, com o intuito de compreenderem tal realidade, tornando-a habitual, familiar. Especificamente quanto às RS dos licenciandos sobre o Ensinar estão diretamente associadas às tendências pedagógicas discriminadas anteriormente e, embora fragmentadas e infieis às concepções científicas recebidas em seus cursos de formação, percebemos via análise e tratamento dos dados que são elas que tendem a orientar suas condutas e seus fazeres pedagógicos. A seguir passaremos a expor sobre as RS dos licenciandos sobre o Ensinar.

Benzer Belgeler