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2.2. Kabul ve Ret Açısından Kur’ân’da Mecaza Yaklaşımlar

3.1.2. Tefsir Alanında

Resíduo sólido pode ser definido como um material sólido com valores econômicos negativos que torna o descarte mais barato que seu uso (PICHTEL, 2005). Entretanto a Lei nº 12. 305 de 02 de agosto de 2010, regulamentada através o decreto 7.404, de 23 de dezembro de 2010, dispõe sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos no Brasil define resíduos sólidos como:

“Material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível” (BRASIL, 2010).

O Código de Regulação Federal dos Estados Unidos da América define resíduos sólidos como lixo, restos, lodo e outros materiais sólidos descartados pela indústria, comércio e atividades da comunidade. Não está incluso na definição materiais sólidos ou dissolvidos em esgotos domiciliares ou outros poluentes nos recursos hídricos (UNITED STATE OF AMERICA, 1974). A Diretiva 2008/98/EC do Parlamento Europeu, que estabelece o enquadramento legal para o tratamento dos

resíduos e suas definições, aborda resíduos como substância ou objeto em que o detentor se desfaz ou possuem a intenção ou obrigação desta ação (EUROPEAN PARLIAMENT, 2008).

A fonte dos resíduos sólidos está relacionada ao zoneamento, ou seja, de onde vêm (Quadro 1): (1) residencial, (2) comercial, (3) institucional, (4) construção e demolição, (5) serviços municipais, (6) centrais de tratamento, (7) industrial e (8) agrícola (TCHOBANOGLOUS; KREITH, 2002), embora o termo implique em resíduos que são sólidos, alguns tipos podem ser excluídos devido às suas características, como os resíduos potencialmente perigosos e os radioativos (SMITH; SCOTT, 2005). Embora haja esta exclusão, Pichtel (2005) prefere incluí-los, configurando desta forma as principais classes de resíduos: (1) municipal, (2) perigosos, (3) industrial, (4) médico, (5) universal, (6) construção e demolição, (7) radioativo, (8) mineração, (9) agrícola.

A Política e o Plano Nacional de Resíduos Sólidos dividem a fonte em: resíduos sólidos urbanos, da construção civil, industriais, agrossilvopastoris, de mineração, de serviços de saúde e de transportes (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2012). A Lei nº 12. 305 de 02 de agosto de 2010 também classifica os resíduos sólidos de acordo com sua origem em:

“a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;

b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana; c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”; d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;

e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea “c”;

f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;

g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;

h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil,

Quadro 1: Fontes dos Resíduos Sólidos.

Fonte Instalações típicas, atividades ou locais onde os resíduos são gerados Tipo de Resíduos Sólidos

Residencial Domicílios de famílias únicas ou plurifamiliares; apartamentos de baixa, média e alta densidade; etc.

Restos de alimentos, papel, papelão, plásticos, têxteis, resíduos de quintal, madeira, cinzas, vidro alumínio, metais, resíduos especiais (como baterias, óleo, aparelhos eletrônicos e pneus) e resíduos domiciliares perigosos.

Comercial Lojas, restaurantes, mercados, escritórios, hotéis, motéis, mecânica de carro, etc. Papel, papelão, plástico, madeira, restos de alimentos, vidro, metal, cinzas, resíduos especiais, resíduos perigosos, etc.

Institucional Escolas, hospitais, prisões, centros governamentais, etc. Mesmo que o comercial.

Industrial (resíduos não processados)

Construção, fabricação, manufatura leve e pesada, refinarias, fábricas de produtos químicos, usinas de energia, demolição, etc.

Papel, papelão, plásticos, madeira, restos de alimentos, vidro, metal, cinzas, resíduos especiais, resíduos perigosos, etc.

Resíduos Sólidos Urbanos* Todos os anteriores. Todos os anteriores. Resíduos da Construção

Civil

Novas construções, reparo de rodovias, demolição de edifícios, pavimentos quebrados,

etc. Madeira, aço, concreto, terra, etc.

Serviços municipais (excluindo instalações de tratamento)

Limpeza urbana, jardins, limpeza de bueiros, parques e praias, outras áreas de recreação, etc.

Resíduos especiais, entulho, detritos da rua, restos nos bueiros, resíduos em geral de parques, praias e áreas de recreação.

Instalações de tratamento Água, esgoto, processos de tratamento industrial, etc. Central de tratamento de resíduos, principalmente compostas de lodo residual e outros materiais.

Industrial Construção, fabricação, manufatura leve e pesada, refinarias, fábricas de produtos químicos, usinas de energia, demolição, etc.

Resíduos de processos industriais, sucatas, etc.; resíduos não industriais incluindo restos de alimentos, entulho, cinzas, resíduos de construção e demolição, resíduos especiais e perigosos.

Agrícola Plantações, pomares, vinhas, laticínios, fazendas, criadouro de gado. Restos de comida estragada, resíduos agrícolas, entulho e resíduos perigosos. *Os termos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) normalmente incluem todos os resíduos gerados na comunidade com exceção dos gerados pelos serviços municipais, estação de tratamento e processos industriais e agrícolas.

incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis;

i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;

j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;

k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios” (BRASIL, 2010).

Além da classificação de acordo com a origem, a mesma lei classifica os resíduos sólidos de acordo com a periculosidade:

“a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica;

b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea “a”” (BRASIL, 2010).