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Teşebbüsler Arası Bilinçli Paralel Hareketler

II. BÖLÜM

1. UYUMLU EYLEM KAVRAMI, 4054 SAYILI KANUN

1.5 UYUMLU EYLEMİN UNSURLARI VE UNSURLARIN

1.5.2 Teşebbüsler Arası Bilinçli Paralel Hareketler

As frequências de animais sem alteração e com os diversos distúrbios de ácido-base ao longo dos tempos de avaliação no G1 e G2 estão representadas na tabela 54.

Tabela 54 – Frequência absoluta e relativa de animais sem distúrbio de ácido-base, acidose ou alcalose metabólica, acidose ou alcalose respiratória ou distúrbio misto nos diferentes tempos de

avaliação em 36 cadelas com piometra (G1 e G2)

Grupo 1 Grupo 2 Tempo N 0 1 2 3 4 5 6 N 0 1 2 3 4 5 6 T0 20 3(15) 4(20) 3(15) 0 10(50) 0 0 16 4(25) 1(6) 1(6) 1(6) 8(50) 1(6) 0 T1 14 8(57) 0 2(14) 0 3(22) 0 1(7) 9 4(44) 0 2(22) 0 2(22) 1(11) 0 T2 19 7(37) 0 4(21) 0 8(42) 0 0 16 6(38) 0 2(12) 3(19) 5(31) 0 0 T3 20 8(40) 2(10) 4(20) 3(15) 3(15) 0 0 16 4(25) 2(13) 3(19) 6(37) 1(6) 0 0 T4 20 10(50) 1(5) 2(10) 2(10) 4(20) 1(5) 0 16 6(38) 1(6) 3(19) 4(25) 2(12) 0 0 T5 20 11(55) 1(5) 4(20) 2(10) 2(10) 0 0 16 3(19) 1(6) 6(38) 4(25) 2(12) 0 0 T6 20 8(40) 2(10) 2(10) 5(25) 3(15) 0 0 16 7(44) 3(19) 0 6(37) 0 0 0 T7 17 8(47) 1(6) 3(18) 4(23) 1(6) 0 0 12 6(50) 2(17) 0 3(25) 1(8) 0 0 Legenda: 0 = sem distúrbio; 1 = acidose metabólica; 2 = alcalose metabólica; 3 = acidose respiratória; 4 = alcalose respiratória; 5 = distúrbio misto (acidose metabólica/alcalose respiratória); 6 = distúrbio misto (alcalose metabólica/acidose respiratória). Entre parênteses a frequência relativa (%).

Considerando as avaliações individuais, observou-se que no T0 o distúrbio de ácido- base mais frequente em ambos os grupos foi a alcalose respiratória (18 cadelas – 50%) (tabela 54), o que possivelmente decorreu do aumento da frequência respiratória devido à ação de endotoxinas, podendo ou não estar associada a dor e estresse, conforme relatado por Stockham e Scott (2011). Esse resultado foi semelhante ao obtido por Borressen (1984), que observou alcalose respiratória associada à hiperventilação na maioria das

cadelas com piometra (n=119).

Mastrocinque (2002) também relata a alcalose respiratória como o distúrbio de ácido-base mais comum em cadelas com piometra.

Em contrapartida, Johnston et al. (2001) e Ponce et al. (2009) relataram a acidose metabólica como o distúrbio mais comum

em cadelas com a patologia, o que não foi observado no presente estudo. Considerando G1, no T0, a acidose metabólica foi o segundo distúrbio mais frequente (20% das cadelas). No G2, no T0, apenas um animal (6%) apresentou esse distúrbio (tabela 54). A acidose metabólica pode ter decorrido da hiperlactatemia gerada pela desidratação com consequente hipoperfusão e hipóxia tecidual, conforme mencionado por Allen e Holm (2008), Stockham e Scott (2011) e Volpato et al. (2012). De fato, após a reposição hídrica (T1) houve remissão do distúrbio promovida tanto pela ação alcalinizante da solução de Ringer com lactato de sódio quanto pela melhora na perfusão tecidual, não sendo observado nenhum animal com acidose metabólica nesse tempo no G1 e nem no G2 (tabela 54).

Tempos de avaliação: T0 (diagnóstico e internação); T1 (após reposição hídrica – animais com desidratação); T2 (1 a 2h de fluido

No T1 em relação ao T0 e considerando G1 e G2, observou-se redução das frequências de animais com distúrbios de ácido-base e aumento da frequência de animais sem distúrbio, denotando um efeito da fluidoterapia em corrigir essas alterações (Tabela 54).

Considerando o período em que as cadelas de G1 e G2 receberam fluidoterapia (T0 a T5), houve aumento do número de animais com alcalose metabólica (tabela 54). Isso

provavelmente ocorreu devido à

administração de solução de Ringer com lactato de sódio, que tem propriedades alcalinizantes. A indicação de fluidoterapia em animais com alcalose metabólica é a de uma solução com caráter acidificante, como cloreto de sódio 0,9% (Kirby e Rudloff, 2004; Merlo, 2012).

Nos tempos T6 e T7, observou-se que a ocorrência mais frequente em ambos os grupos foi a ausência de distúrbios de ácido- base (40 e 47% dos animais no G1 e 44 e 50% no G2, no T6 e T7, respectivamente), em frequências bem maiores que em T0, sugerindo restabelecimento do equilíbrio orgânico em parte dos animais avaliados. A segunda maior frequência observada tanto no G1 quanto no G2 foi de acidose respiratória (tabela 54). Esse distúrbio ocorre quando há comprometimento da troca gasosa nos capilares pulmonares, obstruções ou inibição do centro respiratório por fármacos (Stockham e Scott, 2011; Johnson e Morais, 2012). Considerando que os animais apresentaram-se clinicamente hígidos e não receberam quaisquer fármacos no T6 e T7, não foi possível justificar no presente estudo a ocorrência da acidose respiratória nesses tempos de avaliação. Considerando-se a ocorrência de azotemia em ambos os grupos G1 e G2 em todos os tempos de avaliação e sua relação com os distúrbios de ácido-base, verificou-se que houve frequência de 31% de animais

azotêmicos sem distúrbio ácido-base. Considerando as avaliações individuais, no G1 a ocorrência mais frequente associada à azotemia foi a ausência de distúrbio de ácido-base (40%), enquanto no G2 foi a alcalose respiratória (26%), seguida da ausência de distúrbio (23%). A alcalose

respiratória observada ocorreu

predominantemente nas avaliações iniciais (T0 a T2), antes da OVH, podendo estar relacionada não à azotemia, mas sim ao estímulo endotoxêmico sobre o centro respiratório ou ainda a dor, estresse ou hipertermia. A acidose metabólica associada à azotemia foi encontrada em quatro observações (11%) do G1 e quatro observações (9%) do G2. De forma semelhante, Stone et al. (1988) observaram azotemia e acidose metabólica intensas em dois animais (7%). A despeito da baixa frequência da acidose metabólica, os autores defendem a maior importância clínica desse distúrbio de ácido-base, uma vez que animais com acidose e azotemia intensas apresentam-se geralmente hipovolêmicos e com sepse e, por isso, com maior risco de óbito. Essa maior gravidade da acidose metabólica também é relatada por Borresen (1984), que observou 44% de óbito entre

nove pacientes com redução das

concentrações de bicarbonato. 6. CONCLUSÕES

No presente estudo, pôde-se concluir que:  Todas as cadelas com piometra

apresentaram algum grau de injúria renal, seja glomerular, tubular ou ambas, devido à afecção uterina ou como uma condição renal pré- existente.

 A injúria renal presente em cadelas com piometra tem caráter transitório na maioria dos animais, mas pode persistir e progredir dentro de um período de 60 dias após a cirurgia,

sendo fundamental para um melhor prognóstico o monitoramento tardio da função renal nesses animais.  O aumento da GGT urinária e o

aumento da relação

proteína/creatinina urinária ocorrem mais precocemente que o aumento da creatinina sérica em casos de injúria renal, devendo ser utilizados na avaliação de cadelas com piometra a fim de evitar falha no diagnóstico da alteração renal.  Embora haja indícios de efeito

renoprotetor da terapia com manitol em cadelas com piometra, não foi observada diferença estatística entre os tratamentos instituídos.

 Ambos os tratamentos instituídos

demonstraram-se eficazes em

corrigir as injúrias renais na maioria das cadelas com piometra.