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OLİGOPOLE ÖZGÜ PARALELLİKLER AÇISINDAN İSPAT

Belgede Rekabet hukukunda uyumlu eylemler (sayfa 117-120)

II. BÖLÜM

1. UYUMLU EYLEMİN KANITLANMASI

1.4 OLİGOPOLE ÖZGÜ PARALELLİKLER AÇISINDAN İSPAT

Araújo-Jorge e Conde (2003) mostram que as atividades que deram origem ao conceito de inovação fechada tiveram início nas décadas de 1950 e 1960, por pesquisa e desenvolvimento. Era um sistema fechado de inovação, ou seja, que a considerava como um ativo exclusivo da própria empresa. Sendo assim, a vantagem se dava para aquela que tivesse mais investimento em P&D.

Mais de cinco décadas depois, já no início da década de 2000, a inovação aberta foi revelada na qualidade de nova forma de gestão da inovação. Chesbrough (2003) destaca que o sucesso que teve o modelo de inovação fechada explica a permanência do paradigma, mesmo diante de significativas mudanças ocorridas na geração e transmissão do conhecimento. Mas a abordagem do modelo de inovação fechada era feita internamente, de acordo com o ambiente de conhecimento do início do século XX. Assim, o paradigma está cada vez mais em desacordo com o fluxo do conhecimento no cenário do início do século XXI, em que, em vez de depender somente de P&D interno, as empresas têm buscado desenvolver a inovação aberta.

Chesbrough (2006) alerta, no entanto, para o fato de que, quando o modelo de negócios é configurado de tal forma que a proteção da propriedade intelectual é um dos principais direcionadores de valor, o modelo tradicional de inovação fechada pode continuar a atender à gestão da inovação.

Chesbrough (2003) mostra que muitas firmas inovadoras adotaram um modelo de inovação aberta, através de parcerias com empresas externas, spin-offs e outros atores. Isso não significa, porém, que o setor de P&D tenha deixado de ser relevante. O paradigma de

inovação aberta não é simplesmente uma abordagem que se baseia em tecnologias externas, pois o papel do P&D interno é relevante, sendo a definição de uma arquitetura para organizar as diversas partes de um novo sistema.

Laursen e Salter (2006) acrescentam que, na nova dinâmica, uma parte central do processo de inovação envolve novas ideias que tenham potencial comercial. As empresas costumam investir montantes consideráveis de tempo, dinheiro e outros recursos na busca de oportunidades de inovação, aumentando a capacidade de criar, usar conhecimentos novos e recombinar os existentes.

Cooper e Edgett (2007) consideram que é preciso definir estratégias para estabelecer parcerias externas e implementar conceitos associados à inovação aberta. Pesquisa da consultoria McKinsey (2010) sobre inovação e comercialização mostra que, de um total de 2.240 empresas respondentes, 30% consideram a inovação aberta e as parcerias como extremamente/muito efetivas como tática de inovação. E 84% dos executivos dessas empresas consideram a inovação importante ou extremamente importante para a estratégia de crescimento da companhia.

A referida pesquisa indica que outras empresas podem se beneficiar, ao estabelecer prioridades para inovação, e que fatores organizacionais permanecem como um desafio. Outra indicação importante é que, para melhorar a comercialização, é crucial construir um bom relacionamento tanto em funções envolvidas diretamente no processo, como P&D, quanto em funções de apoio, como tecnologia da informação. Ela mostra a necessidade de mais integração e comunicação entre as diversas áreas envolvidas com a inovação, na empresa, tanto no modelo de inovação fechada quanto no de inovação aberta. Neste se destaca ainda a necessidade de mais integração entre empresas, até mesmo pela terceirização dos departamentos de P&D.

Cabe salientar que o modelo de inovação fechada não deve ser completamente descartado, não só pela contribuição dada ao avanço do processo de inovação nas companhias como pelas contribuições que ainda pode dar, embora a tendência seja que as que optam pelo modelo não consigam competir, nas mesmas condições, com as que adotam o modelo da inovação aberta.

Quadro 04 – Marco Teórico da Inovação: Posicionamento Adotado na Pesquisa

Item Posicionamento Adotado Autor

Conceito de Inovação

Inovação é a exploração comercial da ideia através de produtos ou serviços.

Schumpeter (1988) Classificação da

Inovação

Duas categorias: inovação radical, que rompe totalmente com o que existe até o momento de seu lançamento, e inovação incremental, que agrega algo novo a um produto, serviço ou processo existente, sem criar algo absolutamente novo.

Schumpeter (1988)

Modelos de

Inovação

Cinco gerações de modelos de inovação: primeira geração: empurrada pela tecnologia; segunda geração: puxada pelo mercado; terceira geração: mista entre tecnologia e mercado; quarta geração: modelo integrado e quinta geração: sistema integrado e em rede. Balestrin e Verschoore (2010) Estratégias de Inovação

Várias possibilidades, sendo citados o Modelo com Quatro Níveis de Estratégia da Inovação e o Modelo para Análise Estratégica de Indústrias – MAEI.

Dodgson et al. (2008) e Baetas et al. (2004) Desenvolvimento do Conceito de Inovação

Apesar do destaque obtido atualmente, a literatura sobre inovação é fragmentada, sendo composta por estudos de várias áreas, com posições ontológicas e epistemológicas distintas que buscam analisar e investigar um assunto que é complexo e multidimensional.

Ismail e

Abdmajid (2007)

Inovação Aberta Inovação aberta é o uso de entradas e saídas propositais de conhecimento para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para o uso externo das inovações. Chesbrough (2003) Inovação Aberta versus Inovação Fechada

Muitas firmas inovadoras passaram a adotar um modelo de inovação aberta, através de parcerias com empresas externas, spin-offs e outros atores. Isso não significa, porém, que o P&D interno tenha deixado de ser relevante. O paradigma de inovação aberta não é simplesmente uma abordagem que se baseia em tecnologias externas para a inovação, pois o papel para o P&D interno é relevante: a definição de uma arquitetura para organizar as diversas partes de um novo sistema.

Chesbrough (2003)

Fonte: Elaboração Própria

O Quadro 04, além de apresentar posicionamentos adotados nesta pesquisa, destaca considerações importantes. A primeira é o argumento de Ismail e Abdmajid (2007) de que a literatura sobre inovação é fragmentada, fato que justifica a necessidade de pesquisadores da área se posicionarem quanto a conceitos e abordagens adotadas. A segunda é a afirmação de Chesbrough (2003) de que, apesar de muitas firmas inovadoras terem adotado o modelo de inovação aberta, isso não significa que o P&D interno tenha deixado de ser relevante.

Conforme foi destacado ao longo desta seção, a inovação aberta depende da capacidade dos atores de transferir e absorver tecnologias, processo que pode ser organizado pelo setor de P&D, conforme sugere o autor em questão.

Devido à importância da capacidade de transferir e absorver tecnologias para a concretização da inovação aberta, o tema é discutido na seção seguinte.

2.3 Transferência de Tecnologia: Interação entre Universidade e Empresa

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