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3. YOKSULLUK İLE MÜCADELE YOLLARI

3.2. Dolaysız Yaklaşım

3.2.3. Dünyada ve Türkiye’de yoksulluk ile mücadele programları

3.2.3.1. Mikrokredi

3.2.3.1.1. Tarihi süreci ve ilk ortaya çıkışı

v. 13a: u`mei/j fwnei/te, me\ o` dida,skaloj( kai,\ o` ku,rioj(

vós me chamais o mestre e o senhor,

v. 13b: kai. kalw/j le,gete\ eivmi. ga,rÅ e dizeis bem, pois sou.

v. 14a: eiv ou=n evgw. e;niya u`mw/n tou.j po,daj o` ku,rioj kai. o` dida,skaloj(

Se então eu o senhor e o mestre lavei vossos pés,

v. 14b: kai. u`mei/j ovfei,lete avllh,lwn ni,ptein tou.j po,daj\

também vós deveis uns aos outros lavar os pés

v. 15a: u`po,deigma ga.r e;dwka u`mi/n i[na kaqw.j evgw. evpoi,hsa u`mi/n kai. u`mei/j

poih/teÅ

(um) exemplo, pois, dei a vós para que como eu fiz também vós façais v. 16a: avmh.n avmh.n le,gw u`mi/n(

Na verdade vos digo,

v. 16a: ouvk e;stin dou/loj mei,zwn tou/ kuri,ou auvtou/

não é o escravo maior (que) o seu senhor

v. 16b: ouvde. avpo,stoloj mei,zwn tou/ pe,myantoj auvto,nÅ

nem (um) apóstolo (é) maior de quem o tem enviado.

v. 17: eiv tau/ta oi;date( maka,rioi, evste eva.n poih/te auvta,Å

Se essas coisas sabeis, felizes sois se as fazeis.

2.3. CRÍTICA TEXTUAL

Serão destacados a seguir apenas os versos em que as variações, de fato apontam para alterações significativas no conteúdo e são relevantes para a análise que será desenvolvida adiante. Nos demais, acompanhamos as opções críticas bem fundamentadas de Nestle-Aland. O v. 10b, por exemplo, contem variação bastante

instigante e provavelmente a mais importante, não apenas para dirimir a disputa em torno de qual é o texto mais original, mas, sobretudo, para se discutir o significado controvertido que desde muito cedo foi sendo atribuído ao lava-pés.

Verso 1a: Pro. de. th/j e`orth/j tou/ pa,sca

Essa primeira oração não apresenta nenhuma variante nos manuscritos antigos, mas sugere uma dificuldade na determinação mais precisa da ocasião em que o evento a ser narrado se dará, afinal “Pro.” com genitivo assinala uma noção temporal de antecedência. Pode ser traduzido como “antes” do que vem a seguir: a “festa da páscoa”. Mas essa forma ainda não esclarece o momento exato do acontecimento que será narrado. A conjunção de coordenação “de” pode ser omitida em alguns casos, inclusive aqui, embora neste contexto pareça mais oportuno traduzi-la como conjunção adversativa (“porém” ou “mas”)36. Voltaremos a esse detalhe importante mais adiante após a crítica textual, pois a festa da páscoa é uma indicação fundamental para a compreensão do sentido que o narrador quer dar aos eventos subsequentes.

Verso 1b: eivdw.j o` VIhsou/j o[ti h=lqen auvtou/ h` w[ra

i[na metabh/| evk tou/

ko,smou tou,tou pro.j to.n pate,ra(

A substituição simples do verbo h=lqen por elhluqen em alguns manuscritos à primeira vista parece não significar muita coisa, apenas que a substituição do aoristo h=lqen pelo perfeito elhluqen tem apoio no Texto Majoritário representado pelos manuscritos que pertencem ao tipo koiné ou

bizantino. O fato é que o aoristo do verbo ev,rcomai é frequente em Jo e aparece

18 vezes, enquanto que a forma do perfeito (elhluqen) indica apenas uma opção, talvez mais adequada ao copista e não ao evangelista que, nestes momentos de narração com significado explicitamente teológico, prefere o aoristo. No lugar do mesmo verbo ev,rcomai encontra-se ainda variantes com o verbo pare,rcomai e h]kw. A primeira na forma do imperfeito (parhn) que nesse

36 Cf. GINGRICK (1986, p.50).

contexto pode ser traduzido como “chegava” ou mais livremente “havia chegado” e que tem apoio principalmente no texto Ocidental D e outros manuscritos. A segunda na forma do perfeito (h]kei ) que no infinitivo traduz-se de modo semelhante a ev,rcomai por “ter vindo” ou “estar presente”. Além disso, há uma inversão na expressão “tou/ ko,smou tou,tou” no Papiro 66 transpondo tou,tou para o início. As variantes até aqui mostram de significativo apenas a substituição do verbo ev,rcomai, verbo mais usado em Jo, por sinônimos mais preferidos pelos copistas, talvez pelo simples motivo de evitar o uso frequente do mesmo verbo.

Verso 2a: kai. dei,pnou ginome,nou(

Temos aqui um caso em que apenas uma letra, um iota (i) trocado por um épsilon (e) altera o sentido do texto, pois transpõe o verbo gi,nomai no tempo presente participial (ginome,nou) para o perfeito (genome,nou). A variante genome,nou tem menor aceitação, pois o contexto, principalmente o v. 12 sugere ser a primeira forma a mais original37.

Verso 2b: tou/ diabo,lou h;dh beblhko,toj eivj th.n

kardi,an i[na paradoi/

auvto.n VIou,daj Si,mwnoj VIskariw,tou(

A frase insere Judas na narrativa e sua construção é de difícil tradução literal e além do mais as variantes são abundantes, o que nos permite concluir que muito cedo o texto foi recebido com dificuldades de entendimento pelos copistas. Entretanto, as variantes supõem apenas correções ou formas de expressão que procuram adequar e deixar mais claro o papel do “diabo,lou” na ação e decisão de entregar Jesus e, de certa forma, é um “primeiro nível de possessão de Judas pelo diabo em relação ao v. 27” (LAGRANGE, 1936, p. 350)38.

Entre VIou,daj e Iouda percebe-se a correção para adequar o genitivo ao conjunto da frase e não o nominativo que é a forma mais difícil, mas nem por isso

37 O texto GNT (ALAND, 2009) classifica a escolha do verbo no tempo presente com a letra B (quase certo) e o comentário crítico de Metzger (2006, p. 203) também afirma a mesma decisão considerando os testemunhos presentes no que ele chama de manuscritos superiores (¥* B L W X Y al ).

38 “C’est comme um premier degré de la prise de possession de Judas par le diable au v. 27” (A tradução é nossa).

necessariamente a mais original. De qualquer forma, o nominativo, e não o genitivo, como se esperaria, neste caso, afirmar a autonomia da vontade de Judas em aceitar a influência do diabo que lançou em seu coração o desejo de entregá-lo (paradoi). A variante paradw é apenas forma que substitui uma helenística por outra mais clássica do grego.

Em relação ao VIskariw,tou as variantes parecem também propor formas de esclarecer ou corrigir a quem esse adjetivo mais exatamente se aplica, se ao pai Simão ou ao filho Judas (VIou,daj Si,mwnoj). Se considerarmos o uso em Jo 6,71 e 13,26 a forma genitiva reforça “VIskariw,tou” aplicado ao pai, Simão.

Verso 3a: eivdw.j o[ti pa,nta e;dwken auvtw/| o` path.r

eivj ta.j cei/raj

A variante em 3a acrescentando o` VIhsou/j depois de eivdw.j aparece em alguns manuscritos, mas não representa mais do que uma necessidade dos copistas em acrescentar o nome de Jesus como sujeito do verbo eivdw.j, talvez para deixar bem evidente a quem ele se refere, uma vez que o seu nome foi mencionado apenas no início dessa longa construção de orações coordenadas e subordinadas.

Verso. 5a: ei=ta ba,llei u[dwr eivj to.n nipth/ra

Encontramos nesse versículo variação que substitui nipth/ra por podonipth/ra, mas significa apenas a tentativa do copista de precisar melhor um tipo de vasilha exclusiva para se lavar os pés.

Verso. 6a: e;rcetai ou=n pro.j Si,mwna Pe,tron\ le,gei

auvtw/|

As variações que apresentam o acréscimo simples de palavras como kai e ekeinoj querem apenas precisar a linguagem apontando que é Pedro o sujeito do verbo le,gei.

Verso. 6b: ku,rie( su, mou ni,pteij tou.j po,dajÈ

O acréscimo simples de kai utilizada aqui como conjunção adversativa antes de ku,rie em testemunhos importantes como ¥ A W Q Y atesta a necessidade de reforçar o oposição de Pedro em relação ao gesto de Jesus.

Verso. 10b: o` leloume,noj ouvk e;cei crei,an

eiv mh.

tou.j po,daj

ni,yasqai(

Chegamos finalmente ao maior problema de crítica textual que encontraremos nessa perícope. Devemos incluir ou omitir a expressão eiv mh. tou.j po,daj do texto mais original e, mais do que escolher o texto original,

que significado tem isso para a interpretação da narrativa do lava-pés? Temos a convicção de que não se trata apenas de decidir se há que omitir ou incluir a expressão, mas compreender o porquê dessa variação pendular que, às vezes, a omite e outras, a inclui.

O artigo de John Cristopher Thomas (1987, p. 46) soube sintetizar e responder às diferentes formas de conceber esse problema e escolheu com base em certos argumentos o texto maior que inclui eiv mh. tou.j po,daj como a forma mais original. Embora nos inclinemos para alternativa distinta de Thomas, vale a pena considerar seus argumentos e relevar o que ele aponta como as sete variantes do v. 10 segundo o que identificou, de acordo com esse autor, a United

Bible Societies Greek do Novo Testamento:

1. ouvk e;cei crei,an eiv mh. tou.j po,daj ni,yasqai

B C* W Y arm Origen Augustin

2. ouv crei,an e;cei eiv mh. tou.j po,daj ni,yasqai (K h; mh,)

L II f13 892 1071 1079 1216 1230 1546 1646 1547 syr h pal

3. ouvk e;cei crei,an ( ou ouv crei,an e;cei) eiv mh. tou.j po,daj ni,yasqai

4.

ouv crei,an e;cei h; mh. tou.j po,daj ni,yasqai

C 3 E* D× (A 1241 e;cei crei,an) P 28 700 1009 1010 1195 (1241* omite h;) 1242c 1344 1365 2148 2174 Byz Lect Cyril

5. ouv crei,an e;cei eiv mh. tou.j po,daj mo,non ni,yasqai

(

p

66 ouvk e;cei crei,an) Q

syr

s, p

cop

bo MS

geo ( Chrisostom)

6. ouvk e;cei crei,an ni,yasqai ¥

it

autc

vg

ww Tertullian Origen

7. ouv crei,an e;cei thn kefalhn ni,yasqai eiv mh. tou.j po,daj mo,non

(veja 13,9) D

it

d

Entre essas sete principais variações o que realmente pode alterar o significado do texto é a inclusão ou omissão de eiv mh. tou.j po,daj. As demais variantes não passam de correções que interpretam o texto segundo conveniências de concordância ou sintaxe mais adequadas aos olhos dos copistas.

A primeira impressão, seguindo regras básicas da crítica textual39 é que a omissão seja a melhor opção para o texto original. Afinal, pode-se compreender que o texto mais longo é acréscimo, com diversas intenções, tanto de precisão da mensagem quanto de evitar qualquer interpretação que possa excluir a necessidade de que os discípulos lavem os pés uns dos outros. Por outro lado, o testemunho abundante externo pode favorecer a aceitação da expressão mais longa como sendo a mais original. Como há argumentos razoáveis tanto para uma como para a outra opção, entendemos que para este caso as evidências internas para a expressão mais curta seja a mais antiga, pois ela provavelmente originou imediatamente a necessidade de corrigir e acrescentar em cópias subsequentes o eiv mh. tou.j po,daj para que não se deixassem dúvidas quanto à absoluta necessidade de que os discípulos deveriam cumprir a ordem de Jesus: lavar os pés uns dos outros ainda que eles já tivessem tomado banho40.

39 Cf. ALAND & ALAND (2013) e WEGNER (2009, p. 47-48).

40 Segundo Thomas (1987, p.47), autores como Bultmann, Barret, Brown, Dunn, Hoskyns e Davey, Lindars, Marsh e Tasker optam também pela alternativa mais curta como a mais original.

Além disso, se os verbos lou,w e ni,ptw são usados como sinônimos41 temos um problema, pois tornaria a necessidade de um banho adicional (ni,yasqai) um tanto quanto sem sentido ou no mínimo supérfluo depois de um banho (leloume,noj) prévio. “Essa hipótese não passa de um palpite e vai contra a evidência filológica” (THOMAS, 1987, p. 51). A escolha de duas palavras distintas não é por acaso, e, por isso, remete-nos, segundo nossa compreensão, a duas situações distintas42: um banho completo (lou,w) e uma lavagem parcial do corpo (ni,ptw).

Por outro lado, o argumento que propõe a omissão de eiv mh. tou.j po,daj como posterior, além da evidência externa, sustenta-se no fato de ter a intenção de adequar o texto à afirmação subsequente: aquele que já passou pelo banho está todo limpo (avllV e;stin kaqaro.j o[loj). Esse argumento, também de ordem interna, embora seja plausível, não consegue excluir definitivamente a outra possibilidade. De qualquer forma, tudo isso nos mostra ser a discussão sobre a natureza e o propósito ritual do lava-pés os temas mais importantes em questão nesse bloco narrativo (13,6-10). Afinal, estamos diante de um ritual de purificação ou de uma prática simples de serviço comunitário?

Por isso, o que importa para essa análise não é só decidir qual é o texto mais original. Interessa perceber que no v. 10 encontra-se o maior problema desde muito cedo para aqueles que receberam o texto nas comunidades. Mesmo que Thomas tenha se decidido contra a nossa opção e identifique o banho prévio (leloume,noj) como símbolo do batismo, o que para nós ainda deva ser colocado sob suspeição, consideramos de muito valor sua observação conclusiva ao inferir da crítica textual a prática do lava-pés como gesto não só de Jesus, mas como dever para toda a comunidade:

A implicação mais óbvia para esse texto nos termos da decisão de crítica textual para o presente estudo que opta pela permanência de eiv mh. tou.j po,daj é reconsiderar o lugar do lava-pés na comunidade joanina. Os discípulos (e através deles a comunidade), desde que - tenham se banhado, - não precisam lavar exceto os pés, o que implica que o banho deles (batismo) precisa ser complementado pela lavagem dos pés (lava-pés). Tal visão é muito mais coerente com as instruções, encontradas no discurso (vv 12-17), para continuar a prática. Consequentemente, se a interpretação maior é aceita, as orientações de Jesus para o lava-pés devem ser dadas em consideração a eles mesmos.

41 Assim pensam autores como Barret (1967, p.368) e Lindars (1981, p. 451) 42 Assim também entende Gerhard KITTEL (1970, IV, p. 947).

Tal interpretação abre a possibilidade que não somente a comunidade joanina acredita que Jesus lavou os pés dos discípulos, mas que eles também lavem os pés uns dos outros 43 . (O grifo é nosso).

(THOMAS,1987, p. 52).

Segue, portanto, que o centro da discussão nesse ponto importantíssimo da crítica textual é a relevância da prática do lava-pés entre os discípulos - segundo o redator que representa a comunidade joanina - e o modo como leitores próximos e outras comunidades de então interpretaram e continuam interpretando esse gesto ao mesmo tempo tão significativo, contundente e desafiador na vida dos cristãos tanto de ontem como de hoje. Se optarmos pela ausência de eiv mh. tou.j po,daj a conclusão é outra: o lava-pés não é rito de purificação, pois o banho (lou,w) já foi tomado e todos estão puros e não por causa da lavagem (ni,ptw) dos pés.

v. 11b: dia. tou/to ei=pen o[ti v. 11c: ouvci. pa,ntej kaqaroi, evsteÅ

A omissão longa atestada por Nestle-Aland (2006) de “dia. tou/to ei=pen o[ti ouvci. pa,ntej kaqaroi, evste” em alguns manuscritos antigos, pode sugerir que temos, nesse verso, um problema de ordem redacional que interessa ao tipo de abordagem que vamos discutir em torno do tema da pureza (kaqaroi,) no ato de lavar os pés. Tudo indica que pode ter havido um acréscimo posterior do v.11bc para explicar desde o verso 10d (kai. u`mei/j kaqaroi, evste) a expressão que negava o caráter de kaqaro,j ao conjunto dos discípulos (avllV ouvci. pa,ntej), apontando que Jesus já sabia da condição de impureza do traidor. O fato relevante nesse ponto é justamente o tema da pureza e impureza relacionada com Judas, o traidor. A presença de sujeitos interlocutores aos quais interessam o tema da pureza na relação com o lava-pés exige

43 “The most obvious implication of this text critical decision for the present study is that by retaining eiv mh. tou.j po,daj the place of footwashing in the Johannine community must be reconsidered. The disciples (and in them the community) are told that since they have bathed, they have no need to wash except the feet, wich implies that their bath (baptism)needs to be supplemented by footwashing. Such a view coheres much better with the instructions, found in the discourse (v. 12- 17), to continue the practice. Consequently, if the longer reading is accepted, the commands of Jesus about footwashing must be given consideration in and of themselves. Such a reading opens up the possibility that not only did the Johannine community believe the Jesus washed the feet of the disciples, but that they too are to wash one anothers’ feet” (A tradução é nossa).

explicações adicionais que o texto mais original talvez não oferecesse, uma vez que o foco não era exatamente a limpeza, mas o serviço.

Verso. 14b: kai. u`mei/j ovfei,lete avllh,lwn ni,ptein tou.j

po,daj\

A inserção de posw mallon em D Q it sys .antes do v. 14b não significa mais do que certo exagero do copista. Assim sendo, depois do v.11 até o v.17 não encontramos, em termos de crítica textual, variações relevantes que alterem significativamente o texto.

Como conclusão à crítica textual é preciso destacar a importância da variação do verso 10b para os propósitos de nossa análise do lava-pés. Além dos argumentos exclusivamente exegéticos, a escolha do texto que omite eiv mh. tou.j po,daj como o mais primitivo se justifica também quando consideramos o conjunto da perícope no sentido mais objetivamente sociocultural como veremos mais adiante no capítulo III. Não obstante, a escolha pelo texto mais curto ou mais longo neste caso específico da crítica textual não altera o teor da interpretação que se queira dar ao lava-pés, mas certamente, como foi apontado desde o início, denuncia qual é o ponto do texto que resultou em dificuldade e objeto de conflito para os leitores, copistas e interpretes da perícope: a necessidade de se manter o lava-pés como prática da comunidade mesmo que não se lhe atribua efeitos de purificação.