G. TÜKETİCİ KANUNUNDA YAPILAN DÜZENLEMELER
I. Tarafların veya Taraflardan Birinin Alternatif Uyuşmazlık
O Professor Cláudio dá aulas do instrumento para alunos do Bacharelado em Piano e do Instrumento Complementar - Piano para alunos de Composição e Regência. Sobre a organização do curso de Música na UNESP, informou-nos o Professor que:
- o Piano Complementar é disciplina obrigatória, por um período mínimo de um ano, para as habilitações em Regência, Composição e Canto e para a Licenciatura;
- os alunos de Composição e Regência, além deste instrumento complementar, devem cursar mais um ano de Cordas e um ano de Percussão (os alunos de Regência que já tocam piano podem optar pelo Órgão);
- para atender à demanda da estrutura curricular, as aulas são coletivas, em turmas formadas por um número variável entre 12 a 20 alunos, com carga horária semanal de 02 horas/aula;
- há a disponibilidade de um ou dois pianos, no máximo, nas salas reservadas para esta atividade;
- nos dois primeiros anos do Bacharelado em Piano as aulas também acontecem em grupos menores de 04 alunos, porém têm a duração ampliada para 03 horas /aula por semana; nos dois últimos anos do curso (terceiro e quarto) as aulas passam a ser individuais, com uma hora de duração.
Durante a nossa conversa, Cláudio Richerme expôs algumas importantes impressões e avaliações a partir da sua experiência profissional, além de concepções a respeito do ensino da música. Sobre o acesso à sua universidade, o professor considera que os processos foram aperfeiçoados, pois, antes, um aluno poderia passar nos testes do vestibular mesmo tirando zero em alguma prova específica, mas, atualmente a nota mínima exigida é 03 (três). O Bacharelado em Composição e Regência está estruturado em 05 anos, as demais habilitações e a Licenciatura em 04 anos. A organização do curso é anual - e não por períodos semestrais - como também a computação das notas finais. O currículo vigente na UNESP está em vigor desde quando foi implantada a Licenciatura, há, aproximadamente, 04 ou 05 anos, informação que Cláudio Richerme disse não ter como passar com precisão.
Na sua avaliação, os professores do Bacharelado em Piano relutaram, inicialmente, em trabalhar como grupos de 04 alunos em aulas do instrumento, mas, a partir da experiência, convenceram-se de que havia muitos benefícios neste tipo de encontro semanal. Segundo as observações do entrevistado, nem todos os professores do Bacharelado têm disponibilidade para trabalhar com alunos de Piano Complementar, preferindo desenvolver suas atividades junto aos alunos da habilitação em Piano.27 O Professor Richerme não tem conhecimento sobre a procura pela disciplina como optativa por alunos de outras habilitações, ou sobre a existência de um estudo a respeito desta demanda, realizado pelo Colegiado da instituição. Informou-nos, que, na versão curricular anterior, o Piano Complementar era disciplina obrigatória para todos os alunos de instrumentos de orquestra, situação que gerava grande insatisfação para alguns deles. A explicação reside no fato28 de haver um significativo percentual de estudantes que já atuam como músicos profissionais.
27
Este tipo de preferência comentada não se diferencia da que vivenciamos na EM UFMG. 28
Esta parece ser uma característica comum entre os integrantes deste grupo de graduandos nas escolas de música, de forma geral.
Verificamos que, de forma semelhante ao que ocorre na EMUFMG, na UNESP há também a reclamação dos alunos quanto ao número limitado de pianos disponíveis para o estudo individual, o que ocasiona, naturalmente, uma disputa acentuada pelos horários e salas. Na opinião de Cláudio Richerme, cada um deles deveria ter, pelo menos, um teclado para a sua prática musical, porque acredita na grande a importância do instrumento para formação de qualquer estudante de música, em qualquer modalidade do curso. Na sua visão, “conhecer música pressupõe o conhecimento do teclado”.
Há uma distribuição no atendimento por áreas, entre os 03 professores que ministram o piano como instrumento complementar: Composição e Regência (turma do Professor Cláudio), Canto e Licenciatura. Esta separação visa favorecer abordagens específicas para os diferentes grupos de alunos, de acordo com suas necessidades atuais e a futura prática profissional. Há que se considerar ainda que as aulas são coletivas, contingência que reforça a idéia da formação das turmas a partir das especificidades dos graduandos. Para seus alunos de Composição e Regência, Richerme exemplifica como indispensáveis o conhecimento da história da música, do repertório pianístico e dos tipos de escrita para o instrumento (típicos de compositores e períodos). Na sua concepção, é importante que os alunos de Regência tenham também o acesso a algumas das particularidades do repertório para piano e orquestra, com apreciação e de discussão a partir de trechos musicais e exemplos que apresentem dificuldades ou características diferenciadas para a atuação de um regente. Os alunos de Composição devem escrever pelo menos uma peça para piano, que possam tocar para os colegas durante as aulas. Richerme descreve inúmeras vantagens nas aulas coletivas, dentre delas a interatividade na participação dos alunos, através de suas apresentações comentadas pelos colegas, das oportunidades de conhecer repertório variado e de apreciar as composições elaboradas para o piano pelos componentes da turma. As aulas enfocam aspectos diferentes da formação acadêmica, através de informações, reflexões e treinamento de habilidades.
Os seus alunos têm liberdade e manifestam seus interesses na escolha do repertório, mas, são orientados para que o diversifiquem e o compatibilizem com as suas possibilidades de realização. Há um foco especial no desenvolvimento da leitura à primeira vista, com emprego de um livro didático especialmente concebido
para adultos iniciantes no piano29. Além de prepararem as peças de períodos diferentes do seu repertório individual, o Professor Richerme considera muito importante que os alunos também estudem as escalas. A avaliação final é obtida através da média entre duas avaliações semestrais, que acontecem em forma de audições, realizadas perante bancas examinadoras.
Conforme Cláudio Richerme, os professores de Regência, Composição, Canto e Licenciatura consideram a disciplina como muito importante para o desempenho de seus alunos. De forma especial, porque trabalha com estas classes, Richerme reforça a cobrança dos professores de Regência, quanto à desenvoltura dos alunos na leitura de partitura ao piano e dos professores de Composição, quanto ao conhecimento necessário do instrumento para as atividades específicas da área. Com referência ao desenvolvimento individual da percepção harmônica, Richerme entende que o planejamento e a abordagem pedagógica nas classes de Harmonia já garantem oportunidades para esta prática, além da realização de exercícios eminentemente teóricos.